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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 12.02.19

250x.jpg

 

Inteligência Artificial, de Arlindo Oliveira

Ensaio

(edição Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2019)

"Livro redigido com o Acordo Ortográfico de 1945"

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10 comentários

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De Luís Lavoura a 12.02.2019 às 11:25

Bolas, que atrasadice. Já estamos em 2018 e ainda usa a grafia de 1945. É isto a inteligência artificial?!
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De Pedro Correia a 12.02.2019 às 15:24

A minha homenagem ao professor Arlindo Oliveira, presidente do Instituto Superior Técnico.
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De Costa a 12.02.2019 às 18:16

Este tipo, o Lavoura, faz a mando de quem lho manda um brilhante trabalho de guerra de desgaste. Está bem instruído e tem a devoção cega, acrítica, de um mastim. A razão e o bom senso não funcionam com gente desta, mentalmente tolhida, fundamentalmente mal educada, capaz de afirmar uma e outra vez que dois e dois são cinco, justificar sem pestanejar o injustificável, negar sem um tremor a evidência, aplaudir entusiasticamente a maior ignomínia e responsabilizar sem apelo e sem vergonha a mais inocente e injustiçada vítima.

Não se trata do confronto leal, mesmo que firme, rude, de visões diferentes: da troca de fundamentos diversos, claramente opostos, mas meditados e expostos em boa-fé. É sim a afirmação arrogante da mais impenitente estupidez - se não pior -, chamando a si o direito de se exprimir (direito que louváveis princípios mandam prestar), mas que exige, e de que usufrui, sem dele ser minimamente digna. Já nem a lavourada da semana atenua a penosidade de tudo isto.

É que a lavourada da semana, enquanto dela nos sorrimos (num sorriso triste), alastra e aprofunda-se. Vai cumprindo a sua missão.

Num seu livro que creio foi já aqui invocado (e, passando as quatrocentas páginas, um insuportável e fatalmente inútil calhamaço, pelo cada vez mais dominante critério lavoural), escreve Marcello Duarte Mathias que "os melhores desistem, a canalha triunfa, é assim desde que o mundo é mundo".

É verdade. Numas épocas mais, noutras menos. Mas, no fim, sempre.

Costa



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De Anónimo a 13.02.2019 às 00:16

Too bad que não se saiba, em geral, o que a I.A. signifca (em excelente/em merda) , quando um dos da área acaba de se candidatar à reitoria da U.C. (perdeu, como outros, para o ex-vice). O reitor anterior pertence à área dos Sistemas Confiáveis, etc. Lamento, muitas vezes, que não se saiba o que/quem existe nas ciências, au PT. Não lamento que o Ernesto Costa não tenha ganho, como lamentei que o Gabriel Costa tenha ganho.

A ver vamos...

_________
Posso estar zangada com a Lusa Atenas, mas as minhas razões são da ordem dos (des)governos. Tantos!
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De bst a 14.02.2019 às 01:50

Tem toda a razão.
É um trabalho de obreiro.
Faz lembrar um maçon a espalhar as suas crenças no campo das línguas que tanto os interessa (a "reforma" de 1911 teve o intuito de aproximar o português do castelhano quando a maçonaria era iberista). Não é em vão que se chamam "obediências" e lá estão a lutar por uma língua universal - que não foi o esperanto em que punham tantas esperanças. Há quem veja no português abrasileirado um futuro esperanto, ou um caminho para tal.
Sarney, com ligações à maçonaria foi quem, de facto, impôs o acordês.
Quanto à classe política portuguesa, nem será preciso fazer o desenho.
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De bst a 14.02.2019 às 01:21

Usa a ortografia em vigor.
O inglês, usa hoje a mesma ortografia do séc XVII...
O francês usa a ortografia de há 250 anos.
São países atrasados, que não têm a honra de terem a contribuição de mentes como Bechara e Malaca nem a corrupção e o desprezo pela lei que campeia em Portugal.

De resto, como se percebe, a evolução da ortografia consiste na sua estabilização. A ortografia muda pelo erro. Ora, quanto maior o nível de escolaridade e a literacia, quanto mais fácil o acesso à fonte da norma, menos erros.
O ambiente cultural leva, também, a que a população tenha arreigados hábitos de escrita e leitura, não comendo erros, nem estado a fim de malabarismos.
É por isso que os países cultos mantêm a sua ortografia sem mudanças e outras andanças - é a evolução.
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De Luís Lavoura a 14.02.2019 às 09:49

(1) A ortografia que está em vigor, aquela que se usa nos documentos oficiais e se ensina nas escolas, não é essa.

(2) O francês e o inglês são casos excecionais entre as línguas europeias. Em praticamente todas as outras línguas, a ortografia é fonética, e é alterada com o tempo para se adequar a novas realidades. Ainda recentemente o alemão sofreu uma alteração ortográfica.

(3) O erro que faz evoluir não ocorre apenas na ortografia, ocorre, sobretudo, na pronúncia. Por exemplo, hoje em dia muitas pessoas (em Lisboa) pronunciam "melitar" em vez de "militar", ou "desanho" em vez de "desenho". Como a pronúncia evolui (pelo erro), e ortografia também tem que evoluir.

(4) Há uma outra fonte de evolução da ortografia, que é a omissão dos étimos. Por exemplo, em alemão escrevia-se "Restaurant", em lembrança do étimo francês, atualmente escreve-se (salvo erro) "Restorant". O mesmo deve ocorrer noutras línguas - as palavras passam a escrever-se como se pronunciam e não de acordo com o étimo. Parece-me natural e correto que não tenhamos que estar - nós e as gerações futuras, que já têm tantas antiguidades para aprender - per secula seculorum a escrever de acordo com um étimo que já desapareceu nas brumas da memória.
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De Anónimo a 15.02.2019 às 01:04

O que se usa nos "documentos oficiais" e se "ensina nas escolas" é uma ilegalidade.
A ortografia da português de Portugal é a fixada pelo Decreto nº 35228, de 8 de Dezembro com as alterações introduzidas pelo Decreto-lei 32/73, de 6 de Fevereiro plenamente em vigor.

O resto é a distância que separa Portugal de um estado de direito.


Sobre mudanças: os estados que tiveram ditaduras são dados a maiores mudanças da ortografia - é o caso da Alemanha, que acabou de criar palavras com sequências de três consoantes (Schiffahrt became Schifffahrt - que nada têm de fonética... Alias seria interessante saber que alteração fonética é reflectida na grafia "filosofia" em relação a "philosophia" - mantendo-se o ph no alemão, no inglês, no francês e noutras línguas onde os delírios maçónicos ficam nas lojas.

Enfim e como dizia uma ilustre linhguista de Real Academia Espanhola, seria impensável impor uma ortografia (mesmo que pequenos ajustes) numa democracia. Por isso o digno Acordo da Língua Espanhola, pondo de lado as questões de hifenização, se resume a 10 palavras ( v.g. Qatar -> Catar). E é meramente indicativa, claro está. Em nome da democracia e do respeito pelos utentes e pela cultura espanhola.

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De bst a 14.02.2019 às 00:55

"Livro redigido com o Acordo Ortográfico de 1945"

Óptimo!

Mas podia ser ainda mais simples: "O livro respeita a ortografia em vigor"
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De alexandra g. a 14.02.2019 às 12:59

isto:

De Anónimo a 13.02.2019 às 00:16

foi de minha ilustre autoria

_______
(faço a obs/reparo, por simplesmente abominar o anonimato)

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