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Sorrisos de comunista

por José António Abreu, em 16.11.15

Confesso uma incapacidade antiga, que poderei talvez exprimir usando o primeiro texto publicado neste blogue por Tiago Mota Saraiva (intitulado, sem ponta de ironia, «aprender, aprender sempre»). Nele, Tiago declarou-se comunista. Afirmou depois, em resposta a um comentador segundo o qual agora só falta um nazi ao grupo de colaboradores do Delito, gostar de uma boa gargalhada mas o nazismo não lhe provocar sequer um sorriso. Entendo e partilho a segunda posição. Considerando a falta de liberdade, as perseguições políticas, os milhões de mortos do comunismo, não entendo a primeira – nem como compatibilizar ambas.


20 comentários

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De Ali Kath a 16.11.2015 às 09:23

'o meu socialismo é melhor que o teu'

socialistas: lenine, estaline, hitler, mussolini,pinochet, mao, monhé
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De Anónimo a 16.11.2015 às 10:03

O capitalismo não provocou milhões de mortos?
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De M. S. a 16.11.2015 às 12:03

Caro Anónimo:
Mas o capitalismo é mau, ponto final.
Ao passo que o comunismo veio para o substituir como sendo o Paraíso na Terra, criando uma sociedade igualitária, sem amos nem servos, onde a felicidade reinaria e até se formaria um Homem Novo.
Viu-se.
Mas nessas cabecinhas de leitor de cassetes como a sua a realidade nunca entrará.
Só a narrativa da cassete.
O problema é que nós já ultrapassámos a disquete, o CD, a pen, estamos na nuvem, que em breve será ultrapassada também.
E vocês continuam com a cassete, acho que Beta, nem à VHS chegaram.
Esse é o vosso problema, que vos reduziu o mercado eleitoral entre nós de um pouco mais de 700 mil eleitores em 1975 para um pouco mais de 400 mil em 2015.
Continuem até à vitória final: a extinção!
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De Anónimo a 16.11.2015 às 12:45

Já passei a nuvem há muito. Por isso os viventes actuais têm dificuldade em me compreender.
Mas diga lá: o capitalismo e o imperialismo provocou ou não milhões de mortos?
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De William Wallace a 16.11.2015 às 13:43

O capitalismo acabou (morreu) em 2008, quem não perceber isto, não terá nunca capacidade para solucionar os problemas que todos os dias se nos deparam com cada maior intensidade e complexidade.

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De José António Abreu a 16.11.2015 às 18:03

Se quer dizer que desde 2008 tem sido feito um grande esforço para evitar o funcionamento normal do mercado, estamos de acordo. Mas é curioso ser a esquerda que mais o exige. Embora se perceba. Por um lado, sem dinheiro não há socialismo. Por outro, no caso dos comunistas e entrando um pouco nas teorias da conspiração (ou nem tanto, se acreditarmos que os velhos métodos continuam vivos), talvez interesse adiar o momento da implosão do sistema, de modo a gerar consequências tão graves quanto possível, que facilitem a chegada ao poder.
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De William Wallace a 16.11.2015 às 22:17

Caro JAA a partir do momento em que o mercado é sistematicamente intervencionado ele deixa de existir, não estamos a falar da imposição de regras que no meu ponto de vista deveriam ser bem mais apertadas, estamos a falar de suportar artificialmente um sistema através de prejuízos para a esmagadora maioria das outras empresas colectivas ou individuais.
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De M. S. a 16.11.2015 às 15:27

Caro Anónimo:
E a malária, a peste negra, a deng-deng, o tifo, o sarampo, etc., também têm produzido milhões de mortes.
Quer quer que lhe diga?
Que o comunismo foi o melhor que o homem inventou, pois deu alegria e felicidade a todos, pão com fartura, liberdade, igualdade, acabou com a exploração do homem pelo homem, e criou um, homem novo?
Seja.
Mas nós olhamos em redor e vemos homem novo que criou: Putin; Abramovich, etc., etc., etc., nados e criados no comunismo soviético.
Quer melhores exemplos?
Se quiser ir mais abaixo e a leste, na China, também há muitos homens novos comunistas: até vêm comprar o EDP e quejandas.
Em Angola, por sua vez, há mulheres novas: a Isabelinha dos Santos.
É uma fartura de homens e mulheres novos e de igualitarismo para onde quer que nos voltemos.
Percebo que esteja para lá da nuvem, por isso só vê o que a leitura da sua cassete lhe permite imaginar.
A nuvem é tramada, ainda pior do que o nevoeiro... turva mesmo a visão das pessoas.
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De lucklucky a 16.11.2015 às 17:18

O Imperialismo não é Capitalismo e ainda menos é Mercado Livre.

O Imperialismo não reconhece a Liberdade Individual. Está bem mais próximo do Comunismo.

Hoje toda a Esquerda arroga vastos poderes para o Estado. Há 40 anos ainda existia alguma Esquerda Liberal isso hoje acabou.
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De Anónimo a 16.11.2015 às 21:06

O comunismo veio como disse e bem, para substituir o capitalismo, mas esqueceu-se de dizer que o comunismo foi bem pensado, bem idealizado. O problema, é que o homem é um animal que destrói todas as ideias e ideais, muitas vezes antes de as implementar. Aqui aconteceu isso, óptimas ideias, mas destruídas por corruptos que os há, em todos os quadrantes políticos e aqui não foi excepção. Extinção também do capitalismo que nunca foi bom companheiro.
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De lucklucky a 16.11.2015 às 23:34

Comunismo é só o movimento mais xenófobo que nasceu na cultura Europeia. A sua intolerância ataca a liberdade em vastas áreas da agência humana.

E você demonstra-o ao dizer que foi "bem desenhado e pensado".
Ou seja você admite caminho único, que não aceita a diferença e as vontades diversas das pessoas. Você aceita um desenho a ser implementado a toda a gente.
Logo só pode ser implementado com extrema violência como a História demonstra.

Se você quiser ser comunista no capitalismo ninguém o impede de fazer uma comuna, se você quer ser liberal no comunismo não pode.

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De José António Abreu a 16.11.2015 às 13:17

Sim, claro, quem não se lembra dos campos de extermínio de Wall Street ou dos fuzilamentos da City londrina?

E, ainda que, por absurdo, admitíssemos colocar ao mesmo nível as consequências negativas do capitalismo e do comunismo, diga-me lá onde é que o comunismo conseguiu produzir sociedades abertas e décadas de bem-estar como, da Alemanha à Austrália, passando pelos países nórdicos, o capitalismo já conseguiu?
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De rt a 16.11.2015 às 15:14

O capitalismo é um termo criado por Marx para designar a economia moderna - sobre a qual disse infindas asneiras.
Ora, uma coisa é a actividade económica, que envolve cada um de nós, outra o comunismo, que é uma uma ideologia, que se exprime através de actos voluntários, alguns deles que podemos individualizar e que são crimes conhecidos, do massacre de Katyn ao milhões assassinaos na Russia ou no Cambogja pelos Khmers Vermelhos.
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De Anónimo a 16.11.2015 às 17:33

"Sim, claro, quem não se lembra dos campos de extermínio de Wall Street ou dos fuzilamentos da City londrina?" Desses não me lembro, confesso. Mas lembro-me do extremínio dos ameríndios que incluiu guerra biológica (viva a inovação). Suponho que o local não interessa ou só contam os locais habitados por brancos? Há mais exemplos. Olhe lembrei-me de repente da guerra do ópio. Era a luta contra o tráfico de droga, seria?
Que o comunismo não conseguiu sociedades abertas e décadas de bem estar é verdade.
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De rt a 16.11.2015 às 15:03

Não, anónimo, não provovou. O capitalismo não provocou mortos. O capitalismo não é uma ideologia. É o modo de organização económica do mundo moderno - e que permitiu um salto no desenvolvimento económico nunca antes visto.
Em compensação há ordens voluntárias, intencionais, escritas - e verificáveis - assinadas por dirigientes comunistas em que se ordena o assassínio de milhões de pessoas.
Convinha não abusar da nossa inteligência.
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De Anónimo a 16.11.2015 às 17:34

"que permitiu um salto no desenvolvimento económico nunca antes visto." Exacto, como Marx disse. Não esperava de si que citasse Marx.
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De José António Abreu a 17.11.2015 às 09:31

De facto, para Marx (mas não para Estaline), a fase do comunismo é precedida pela do capitalismo. E, com a ajuda de Draghi e Yellen, continua a haver uma ligeira hipótese de ele ter razão. Resta saber se a manipulação dos mercados por parte de governos e bancos centrais ainda é capitalismo puro ou - como os comunistas acusam todos os sistemas baseados na sua ideologia de o ser - uma distorção (neste caso, dos princípios de liberdade e causa/efeito que o deviam caracterizar). Por outro lado, se/quando o sistema - continuemos a chamar-lhe capitalista para facilitar - estoirar, as condições económicas serão más, o que levará ao problema fulcral que a URSS e todos os outros países comunistas do passado e do presente enfrentaram: como recuperar uma economia debilitada com uma ideologia totalmente inadequada para o efeito. Ou seja: o comunismo só se implanta na penúria e é incapaz de tirar os países dela.
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De José António Abreu a 17.11.2015 às 09:33

Errata: ler "Lenine" onde está "Estaline". Tenho tendência a confundir ditadores.
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De Anónimo a 16.11.2015 às 17:54

"Em compensação há ordens voluntárias," É uma facto. Como todos sabemos do outro lado ninguém assinou nada, foi tudo involuntário.
Abuse à vontade da nossa inteligência, mesmo assim nós compreendemos.
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De do norte e do pais a 17.11.2015 às 10:32

Ao ler todo os comentários, só se pode concluir que o marxismo é uma religião. Sem argumentos, apenas repetindo o que aprenderem de forma quase cega. O livro está certo e o que não diz o livro está errado.

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