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Sobre o que nos move

por Joana Nave, em 21.05.15

Passam séculos, décadas, anos, semestres, meses, dias, horas, minutos, segundos... O tempo passa por nós e é como areia que se desvanece entre os dedos. Toca-nos ao de leve e escapa-se logo de seguida. Não temos tempo para uma série de coisas e, principalmente, para as que nos fazem mais felizes. A correria desenfreada em que nos movemos cansa-nos, agasta-nos, corrói-nos e envelhece. É pois mais do que natural que haja cada vez mais pessoas deprimidas e infelizes, pois passam mais de metade das suas vidas a desempenhar tarefas que não lhes trazem qualquer sentimento de prazer.

Claro que não podemos passar a vida a lamentar-nos, a criticar o Estado, os chefes e a má sorte de não termos nascido ricos. Temos acima de tudo de encontrar aquilo que nos move, o que nos faz acordar a cada dia com vontade de viver, ser mais, aprender e ensinar. Depois de encontrarmos esse bem precioso que é a motivação, resta-nos serenar. Enfrentar as obrigações diárias como deveres necessários para alcançar os nossos objectivos. Como dizem, nada de grande foi ou jamais será realizado sem esforço. Se soubermos qual é a meta, todos conseguiremos lá chegar. Uns mais depressa, outros mais devagar, mas com a certeza de que todos temos a nossa oportunidade.


6 comentários

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De Vento a 22.05.2015 às 00:33

Joaninha,

este seu texto soou-me a slow. E como hoje estou de trovador permita que emoldure este seu brilhante pensamento com o rating A+++, assim:

https://www.youtube.com/watch?v=ocReUIHoI4s
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De Joana Nave a 22.05.2015 às 09:21

Excelente! Muito obrigada! :-)
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De Pedro Correia a 22.05.2015 às 09:20

Muito bem, Joana. Pensamento positivo. Parece fácil, mas é cada vez mais raro. E cada vez mais precioso.
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De Joana Nave a 22.05.2015 às 09:23

Se os plantarmos, talvez os possamos colher... :-)
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De É a vida (com reiteradas desculpas) a 22.05.2015 às 13:04

Tendo a desconfiar que isso da meta não existe, peço desculpa pelo pessimismo (coisa a que chamo realismo). A vida esvai-se num instante, os sonhos abortam na sua maioria, seremos eventualmente recordados pelos mais próximos, que realística e rapidamente irão passar a preocupar-se com os problemas deles, é tudo. E é o que sucederá também com eles...

Peço ainda desculpa pelo pormenor sórdido, mas lembro-me de ter lido/ouvido (já não sei bem) a um profissional desses assuntos que, quando fazia um funeral de Lisboa para o Norte do país (ele referiu o Norte, mas isso será indiferente), o pessoal chegava a Vila Franca de Xira e daí para cima acabavam-se as lágrimas e as lamúrias e surgiam a fominha e a galhofa.

Salvo, é claro, se tivermos tido a capacidade de produzir algo que nos dê direito a umas breves linhas de pé-de-página (será que o NOA obrigará a que se escreva "pé de página"?), também maioritariamente esquecidas rapidamente, pois é geral o afogamento em informação que de um dia para o outro se esquece.

Com reiteradas desculpas...
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De Joana Nave a 25.05.2015 às 17:32

A vida é claramente o que fazemos dela, sem desculpas! O ser humano sofre, mas também tem a capacidade de se auto-regenerar. Não devemos julgar as várias formas de dor, porque as pessoas têm reacções distintas e, por vezes, em momentos pouco comuns. Todos sentem qualquer coisa, mesmo os que parecem rochas firmes e inabaláveis. O pessimista vê as coisas a correrem sempre mal. O optimista, por seu lado, também chora, também se lamenta, mas consegue mais depressa distanciar-se do momento e sorrir perante a vida tão frágil e tão preciosa que tem entre as mãos. Só se vive uma vez, pelo menos com este corpo, por isso há que aproveitar ao máximo cada instante.

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