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Marcelo-no-enterro.jpg

É certo que um antigo disse que nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio. Mas outro escreveu que nada há de novo sob este Sol. E assim o problema de se blogar há já 18 anos é que, quase certamente, já se botou algo sobre a maioria das coisas que vão acontecendo.

A morte do tenente-coronel Marcelino da Mata provocou polémica - decerto que incrementada pela generalizada inactividade neste Covidoceno. E que foi muito potenciada pela presença do Presidente da República no seu funeral. Várias vezes já aqui invectivei o histriónico exercício presidencial de Sousa, forma de preencher a vacuidade do seu projecto político, apenas pessoalista - anacronicamente  mimetizando o modus faciendi tardo-imperial do seu digníssimo pai, aquando Governador-Geral de Moçambique. Cabota desprovido de gravitas, minando a auctoritas da função, a esta esvaziando, reduzindo-a a influência dependente das fragilidades conjunturais dos outros órgãos de soberania. O eleitorado (também conhecido por "povo") gosta e vota. E Sousa recompensa-se nisso. E o país deficita. Para não dizer definha.

Nesta ocasião isso é evidente. Alimentando uma situação em que - apesar deste contexto de crise gravíssima e de urgentes decisões estratégicas- , o país mediático está de novo - como o vem estando desde há quase dois anos - encerrado no confronto das minorias demagógicas, os ultramontanos saudosistas face aos revanchistas identitaristas, estes acalentados pelo Partido Socialista no âmbito da sua estratégia de dominação dos diversos feixes da esquerda urbana. Serve isto para articiosamente acirrar campos, nada mais.

Sobre este assunto é certo que há algumas vozes ponderadas, mas são escassas: o texto "Memórias de Sangue" do socialista Sérgio Sousa Pinto é um exemplo de sageza. Mas que ficará dele retido quando no mesmo dia um seu correligionário, o deputado Ascenso Simões, estuporadamente lamenta não ter havido mais mortos no 25 de Abril (bem mais agressivo e incompreensível do que o activista Mamadou Ba quando na academia, citando Fanon, convocou a "morte do homem branco" - da mundivisão dominante)? Propondo ainda Ascenso Simões, a coberto do revisionismo patrimonial, que se derrube o Padrão dos Descobrimentos?

Mas enfim, o que me convoca aqui é esta continuada incontinência do Presidente Sousa, a sua imponderação. Durante esta semana, diante deste despautério - repito, potenciado pela sua presença no funeral do tenente-coronel Mata, símbolo da africanização das tropas portuguesas - recordei-me de um texto que botei em 12 de Julho de 2004. Sobre a ausência do então Presidente Jorge Sampaio do funeral de Maria de Lurdes Pintassilgo - de quem ele era, pelo menos ideologicamente, bem próximo. A demonstrar que há outras formas de exercer o poder. E que são melhores, mais sagazes. Mais competentes. Mesmo que discordemos politicamente dos agentes políticos. E mesmo que menos beijoqueiras. Aqui reproduzo o texto:

O Poder e a Morte

"A ausência de Jorge Sampaio foi muito notada mas um dos seus assessores lembrou que o Presidente "nunca vai a funerais." (no "Público", em notícia a propósito da morte de Maria de Lurdes Pintassilgo, falecida a 10 de Julho desse ano). Notam, reparam, no sagrado do poder? O do rei sagrado, chefe tradicional, ungido pelos deuses, actual antepassado, centro da sociedade, ponto meridiano do cosmos, descendente e representante do passado, garante da continuidade, aquele que faz chuva, que ordena as estações, que faz frutificar, aquele que nos leva até ao futuro, o que dá vida. Esse nunca, mas nunca, vai a funerais, não se conspurca com a morte. Não periga a fertilidade de que é representante, garantia, "banco", "carteiro". Não a periga com a poluição do fim. Da morte infértil, caótica.

Nada critico, pelo contrário. Fico surpreendido, e deliciado, ao saber que a instituição política mais importante de Portugal, dotada de mais simbolismo [mais alto (magistrado), comandante em chefe, garante, árbitro, etc], concebido como figura central do sistema político português, pelo que da própria sociedade, cumpre um tabu (e sai termo vulgar), o tabu da morte, que é recorrente numa pluralidade de outras sociedades. Algo do simbólico do poder que eu nunca tinha percebido no meu país. Excelente. A mostrar continuidades no nosso Portugal moderno, racionalista. Até laico. Pois esta arquitectura da função presidencial não deriva de dificuldades com o "sobrecarregar de agendas" ou de "critérios optativos". Mas sim de avisadas continuidades do não-dito. Tantas vezes do não-pensado. O ritual do poder, assim sua essência.

O próximo texto sobre a matéria será quando vir um PR presente num funeral. Pois isso significará algo. E não será para o criticar, mas sim para tentar perceber as causas de tamanha inflexão.

ADENDA:  Comentadores referem-me que o PR frequenta funerais dos seus pares estrangeiros: mas essas são mortes estrangeiras, forasteiras, no exterior, não poluem a nossa ordem fértil, não perigam a nossa saúde. 


18 comentários

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De Pedro Correia a 20.02.2021 às 10:25

Sampaio - "avec sagesse", como noutros tempos se diria por cá - inspirou-se no exemplo de Charles de Gaulle, que também não assistia a funerais em França enquanto Presidente da República (ocupou o Eliseu durante dez anos, entre 1959 e 1969).
Abriu uma excepção, aliás muito assinalada e louvada, ao assistir às exéquias do seu antecessor na presidência, René Coty, em 1962.
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De jpt a 21.02.2021 às 10:53

Bem lembrado/completado. Obrigado.
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De SAP2ii a 20.02.2021 às 10:46

1. Mas nesse funeral, o actual Presidente da República, não estava a representar uma parte significativa de eleitores, que estão ao lado da homenagem a Marcelino da Mata?

2. Em democracia... Quem decide o Certo e o Errado, a Verdade e a Mentira, a Escolha e a Identidade, a Liberdade e a Prisão... dos Outros?

3. Quem tem essa autorização, passada por quem?
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De Anónimo a 21.02.2021 às 22:27

O PR é Grão-Mestre das Ordens Honoríficas e no funeral de um cavaleiro da Torre e Espada ou comparecia pessoalmente ou fazia-se representar pelo Chanceler das Antigas Ordens Militares.
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De João Sousa a 20.02.2021 às 11:22

Ascenso Simões é o que sempre foi: um carroceiro.

A propósito: Ascenso Simões continua a sentir-se hoje, como se sentia em 2014, "desconsiderado na desconsideração que a mais alta figura do Estado [Cavaco Silva] entregou ao primeiro-ministro que eu servi" e a pensar que Cavaco Silva "promoveu o abastardamento das mais altas condecorações da Nação" ao não condecorar José Sócrates?
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De sapelos a 20.02.2021 às 13:23

João de Sousa lembra e diz bem o carácter deste bigorrilhas vilarrealense.
Se me der licença, repito o comentário que este jagodes me mereceu noutros Blogues:
“vergonha de transmontano”


Este garimpeiro político é a vergonha de todo e qualquer transmontado que tenha o sentido da honra, da dignidade e da integridade!

Antes de concordar com o pincha-grilos da Câmara de LisVoa em desmantelar símbolos nacionais e, como de puta do PS «mandar» fazer a ofensa, que diga se também «manda» escavacar a estátua de CARVALHO ARAÚJO, lá na «BILA», ou manda deitar abaixo a CASA de DIOGO CÃO!

Este pindérico impostor, se não tivesse andado a nadar nos «Jotinhas», nem a porteiro do “Toca da Raposa” ou do “Excelsior” chegava!
Mas, claro, com o alto patrocínio político sucialista até vai ser um dos «maiores» nas letras e caretas tugalesas!
Tem-se visto em muitos dos seus comportamentos ridículos:
- vergonha é o que lhe falta!

M., vinte de Fevereiro de 2021
Luís Henrique Fernandes
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De jpt a 21.02.2021 às 10:54

eu diria mesmo mais, um imbecil
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De SAP2ii a 20.02.2021 às 12:21

No Post é referido Frantz Fanon.
1. O discurso e a narrativa de Frantz Fanon foram apropriados pelos (ditos) “postcolonial studies”. Não há curriculae em ciências sociais e humanas que não os obrigue a estudar. E a “Esquerda” foi formada a aceitar esta narrativa, como imprescindível para a sua questa ideológica.
2. As frases militantes começadas por “descolonizar... (isto e aquilo)” têm aqui a sua origem.
3. F.Fanon disse claramente ao que vinha. A tese de todas as suas obras é sempre a mesma (nas suas próprias palavras): “Como curar o colonizado da sua alienação?” (2012, Sciences Humaines, 233, jan2012, p.58). Não se tratava de uma questão científica, mas de uma tarefa política. Di-lo de forma explicita: “A objetividade científica está-me vedada, porque alienado está o meu irmão, a minha irmã, o meu pai” (F.Fanon 1952, in “Pele negra, máscara branca”, reedição Seuil, 2011).
4. Ora, esta narrativa não-científica, com objetivos políticos, faz o nosso dia-a-dia, aqui, na República Portuguesa em 2021. Vê-mo-la nas críticas a Marcelino da Mata
5. A “Esquerda” está submetida a ela.
6. Mamadou Ba (ex-Bloco de Esquerda) e outros militantes desta causa Fanoniana, promoveram várias associações (“SOS Racismo”, “Instituto da Mulher Negra em Portugal”, “Brutalidade Policial”, “Consciência Negra”, “Frente Antifascista, Djass - Associação de Afrodescendentes”, etc.).
7. Que (muito antes de chegar o “Chega”), nas manifestações que fizeram em vários locais do país, gritaram palavras-de-ordem como: “Queremos o fim da GNR e da PSP”... "Portugal não é um país seguro para negros, negras, ciganas e ciganos”. A Polícia usa violência sistemática nos territórios habitados por pessoas não-brancas, para reprimir e aterrorizar, para subalternizar e desumanizar pessoas negras, ciganas e pobres” ... “Em Portugal há abuso policial quotidiano (nas ruas, estações de comboio, autocarros, casas privadas), há discriminação nas escolas e estigmatização territorial" ... “Em Portugal o abuso policial e a discriminação são parte do quotidiano da vida de milhares de cidadãos não-brancos que são considerados cidadãos de segunda classe e de segunda geração".
8. Ora, em 2018, no «Ciclo de Conferências de Homenagem a Georges Balandier» na Universidade Sorbonne, Paris/Descartes-Canthel), foram recordadas as palavras de Balandier em 1953, sobre esta mistificação de F.Fanon (ver “Pouvoir, Société, Culture : pourquoi faut-il relire Georges Balandier” / “Colonialism, Power and Culture: why reading French anthropologist Georges Balandier is crucial today”, April 18, 2018).
9. Passo a citar: “Esta des-colonialismo anda de mãos dadas com a promoção de uma visão invertida do mundo, os colonizados africanos usam vocabulário religioso, como se fossem profetas ou deuses. O anti-colonialismo é expresso em categorias messiânicas que reinterpretam completamente a situação de dominação. Por exemplo, hoje, o “movimento Bundu dia Kongo” ("Encontro Kongo"), na RDC (ex-Zaire) é de natureza política e religiosa. Ne Muanda Nsemi, o líder do movimento, é assim um líder messiânico e um senhor da guerra. Que desafia as divisões territoriais da colonização, e quer restaurar o “Império do Kongo” dentro das fronteiras que tinha no século XV”.
10. E nós, aqui, ingénuos, na nossa paz de alma, a vermos isto... impávidos e serenos.
Talvez seja a nossa sabedoria de Nação, que nos dá esta paciência.

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De Vento a 21.02.2021 às 15:03

É uma cogitação pessoal tendo em conta os fenómenos que observo. O problema dos ditos progressistas e racialistas de esquerda reside na evidência de nunca terem usado a cabeça para pensar e experienciar a realidade (resultado do ensino e das catequeses). Quando assim é, o cérebro não passa de um disco duro onde se gravam cogitações e catequeses de outros que se reproduzem viciadamente. Em tempos foram Marx, Hegel, Kant, Engels, Stalin, Mao, Lenine, Trotsky ... as entidades encarnadas para demonstrarem um conhecimento que não possuíam, mas que muito papagueavam, para demonstrar que faziam parte da malta culta, num processo de indução de aceitação própria perante o grupo e mascarando uma realidade pessoal que lhes era desfavorável e antagónica. Tudo isto passou à medida que foram alcançado as regalias ditas burguesas.
Na minha perspectiva, este fenómeno surge como complexo de pequeno-burgueses que eram, são e desejam ser; e estavam aí e estão na exacta medida e intenção com que a burguesia em crise existencial citava como expressão máxima de saber as narrativas que seus psiquiatras faziam de sua condição. Isto também era, então, uma forma para estar "in".
Uns e outros ao refugiarem-se no que outros pensam julgam demostrar que pensam, não pensando, e vivem, não vivendo.
Vem a propósito Mamadou Ba, que na minha perspectiva se refugia nos mesmos processos: valendo-se de sua condição racial não assumida socorre-se dos mesmos tiques e grupos que, quais catarses delirantes, melhor o levem a assumir-se e aceitar-se na realidade que é e vive. Mamadou Ba aparenta ser um desenraizado que se identifica mais com uma cultura branca que deseja colonizar para melhor se aceitar. "A morte ao homem branco" parece-me estar na mesma proporção e sentido que nos revela o complexo de Édipo. No fundo, Ba ama o que odeia, pensando que se salva "matando" o que ama.
Esta mesma atitude não é estranha ao comportamento que outras minorias e realidades desenvolvem para se assumirem, pensando que impondo e impondo-se atingem tais objectivos .
Em suma, continua a mascarar-se a realidade profunda e individual através do grupo e acredita-se ainda que a lei funciona como terapia.

Concluindo, a politica é a polis em catarse sem nunca curar o individuo. Quando se dá conta desta realidade pensa-se que nada valeu a pena porque o abismo permanece aberto.
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De SAP2ii a 21.02.2021 às 16:19

Muito pertinente e interessante.
Fez-me lembrar o "mecanismo da vítima expiatória" de René Girard.
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De Anonimus a 20.02.2021 às 13:16

Não conheço a História de Marcelino da Mata, mas é sempre triste quando alguém é usado pós-morte como "poster Boy". Uns para justificar que Portugal Colonial nem era racista, pois até aceitava que um preto fosse militar de patente, outros para reforçar as atrocidades cometidas sobre os povos oprimidos.
Dificilmente se falará tão cedo na Guerra do Ultramar com precisão histórica, por razões ideológicas e sentimentais.
Nem sequer os historiadores da "esquerda", os Rosas e Tavares, por uma razão: a Guerra desmonta a narrativa da Revolução do Povo; o 25 de Abril foi um golpe militar, levado a cabo por pessoas que estavam fartas de se verem envolvidas numa guerra sem sentido, que jamais seria ganha, e que o Estado teimava em manter. A Guerra foi o catalisador da revolução, não foram os resistentes comunistas, a pressão internacional e muito menos o descontentamento do povo que saiu à rua. Analisar a guerra, o mato, os Matas, levaria a verdades algo inconvenientes sobre as intenções dos capitães.
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De Anónimo a 20.02.2021 às 23:10

Que mistela de aldrabices, banalidades, lugares-comuns e opiniões pessoais sem o mínimo fundamento.
Vai daí e nasceu depois do 25 de Abril.
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De Anonimus a 21.02.2021 às 13:28

Quando não se sabe mais recorre-se à banalidade de chamar banalidade.
Onde estavas tu no 25 de Abril, o derradeiro argumento que cala qualquer artista Bastos
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De Vento a 20.02.2021 às 13:48

É uma posta bastante ecléctica com derivações para várias temáticas que urge uma atenta e desenvolvida acção celestialmente científica.
Aqui vou eu. Por favor, apertem os cintos e não me distraiam.

O 25 de Abril não teve sangue. E não teve sangue porque o povo português era antifascista desde o berço. A história, naturalmente, juntamente com a psicologia sobre as características lusas, um dia explicará a razão de um povo antifascista ter vivido, convivido e enaltecido um regime democrático que, com Salazar, durou mais tempo que as capitanias implantadas pelo mundo.
Com uma nação antifascista, fazer fogo no 25 de Abril seria contrariar o princípio revolucionário que lhe subjaz, isto é, permitir que os antifascistas tivessem poder sobre a nação.
No entretanto, ocasionou também uma dança de cadeiras e alguns exílios de antifascistas, que mais tarde regressaram para, juntamente com os antifascistas já no poder, reconstruir o império económico e financeiro que erradamente lhe tinha sido subtraído.
Com o desenrolar dos tempos, verificou-se também que o importante era construir um modelo democrático e corporativista em moldes salazarentos, mas mais abrangente que o anterior, optando-se também por um neofascismo parlamentar, também este abrangente, que envolvesse as forças progressistas lgbtistas-feministas-abortistas-eutanasianistas do BE, PS, PAN, Livre e outros encapotados; e livremente poder implementar-se na sociedade o espírito antifascista de Abril nas gerações emergentes. Daqui resulta o progresso do Chega.
Marcelino da Mata, um grande herói português, como verdadeiro antifascista dava cacetada nas forças negacionistas para as democratizar.
Porém o 25 de Abril interrompeu esta dinâmica, e o resultado da vida nas colónias - que foram ofertadas pelos antifascistas e não conquistadas por esses que Marcelino também combateu - foi que o grande povo africano ficou nas mãos de quem não devia ficar; e hoje anseiam pelos manos brancos para pôr ordem em casa; e para os ajudar no consumo e prospecção do gás, diamantes, ouro, petróleo, rubis. .., e também evitar que eles importem o que a natureza lhes oferece.
Em conclusão, somos todos privilegiados na medida em que assistimos ao funeral de todos e de cada um. Que a terra nos seja mais doce que o que temos sido uns para outros.
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De O Inconveniente a 20.02.2021 às 21:30

O Presidente da República é, por inerência do cargo, o comandante supremo das forças armadas.
Se não estivesse presente no funeral do militar português mais condecorado da história, é que seria de reprovar.
Marcelino da Mata foi apenas o mais condecorado e louvado militar da história de Portugal. A isto, acrescente-se o facto de ter sido aquele que mais progrediu na carreira militar, tendo começado como soldado recruta. Numa carreira criada de e para elites, como a de oficial da forças armadas, cujo acesso, ainda hoje, se encontra blindado a outras classes militares, é sem dúvida assinalável.
Marcelino da Mata conseguiu-o porque foi de tal forma exemplar, corajoso e incorporou de tal forma os valores militares, que não houve outra hipótese que não fosse permitir a sua ascensão à classe de oficiais.
Por fim, criou uma das unidades de elite, mais reputada e reconhecida no estrangeiro. Os Comandos Portugueses.
Só não se entende é como, com tudo isto, o funeral de Marcelino da Mata não foi mais solene e honroso. Como deveria ter sido.
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De Anónimo a 21.02.2021 às 12:35

Seguindo à letra, Marcelino, o mais condecorado dos militares portugueses, merecia Honras Militares. Ganhou as condecorações em plena batalha, em campo aberto. Depois há considerações políticas,outra história , a guerra era injusta, impopular até em Portugal. Mas centenas de milhares de portugueses foram obrigados a participar.
Esse gajo do "sangue no 25", se tivesse ido à guerra borrava-se todo.
Ainda esta no partido socialista?
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De SAP2ii a 20.02.2021 às 23:54

As palavras desse Ascenso Simões são a Democracia e os Valores que vieram cá impôr.
47 anos disto?
Chamam-lhe Regime Abrilista.
Triste.
Vamos ter mais quantos anos disto?
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De Anónimo a 21.02.2021 às 12:51

A diferença entre o tenente-coronel Marcelino da Mata e o activista Mamadou é linear.
Um identificou-se, com orgulho, como português e assim viveu.
O outro identificou-se, com prosápia, como africano mas não sabe isso viver.

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