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Sobre a Ucrânia

por Pedro Correia, em 03.03.14

Le Monde:

«Appelons les choses par leur nom: la Russie vient de s'emparer de la Crimée, territoire appartenant à l'Ukraine. Elle l'a fait par la force, au mépris du droit international et de tous les traités qu'elle a elle-même signés. C'est un acte de guerre froide. Il est signé Vladimir Poutine.»

 

New York Times:

«The United States and the European Union have few effective levers short of military force, which is not an option, to compel President Putin of Russia to back down, but they must make clear to him that he has stepped far outside the bounds of civilized behavior, and that this carries a steep price in international standing and in economic relations.»

 

El País:

«En escenarios tan volátiles y emocionalmente cargados, cualquier incidente puede desencadenar una situación fuera de control. Nada es más urgente, en línea con lo advertido ayer por Washington y la OTAN, que Moscú deje de pretender obtener ventaja de los acontecimientos. Putin debe hacer buena su promesa de cooperar con Occidente para atajar la crisis de Ucrania.»

 

Corriere della Sera:

«Le acrobazie di Putin, per quanto brillanti, non possono nascondere la distanza che separa una rivolta popolare da un intervento armato. Non possono mascherare quella che da parte russa è una reazione ampiamente prevedibile, ma non per questo meno inaccettabile.»

 

Guardian:

«The scale of the Kremlin's duplicity is breathtaking, but hardly a shock. Mr Putin's Russia, lest we forget, is a country where human rights are trampled on, pro-democracy demonstrators frequently beaten up or jailed, reporters can be murdered, newspapers shut down and inquisitive foreign journalists harassed and expelled.»


3 comentários

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De Vento a 03.03.2014 às 21:10

Pedro, espero que o jornalismo ao nível internacional consiga fazer aquilo que os chefes de estado do ocidente desde sempre sabiam que não fariam. Isto é, que ajudem a celebrar um acordo inclusivo na Ucrânia e ao mesmo tempo auxiliem aos líderes ucranianos, neste ardor revolucionário, que ainda não compreendem que não se pode transformar a Rússia num elemento descartável. Eles têm interesses estratégicos, absolutamente estratégicos, que ninguém poderá por em causa até que o mundo, e refiro-me em particular ao ocidente, revele mais juizinho.

Eu compreendo que não tenha caído muito bem a ingleses, israelitas, franceses e alguns círculos americanos a posição da Rússia e da China na Síria, ainda que tivessem contemporizado com a Líbia, mas as sete irmãs vão ter de se adaptar à realidade.

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De lucklucky a 04.03.2014 às 00:30

E aqui temos a habitual discurso do Pravda.
Ao pai que bate nos filhos na mulher e nos vizinhos tudo é permitido, porque é um tipo perigoso. Tem interesses estratégicos e por isso temos de ter cuidadinho.
Já se os Alemães, Franceses, Ingleses, Americanos, Israelitas têm interesses estratégicos isso só mostra a venalidadedos países capitalistas.

Ou seja temos um discurso favorável à realpolitik , lebensraum, e pura força porque é a Rússia. Tem mais direitos que os outros.

Se as coisas se invertem o discurso transforma-se e argumento passa a ser o moral .
Interesses estratégicos passam a ser um a coisa horrível de paises capitalistas-imperialistas exploradores, as preocupações étnicas/religiosas só existem porque são racistas /fundamentalistas cristão evangelicos...
E a guerra é objectivo do complexo militar industrial capitalista que mexe os cordelinhos do governo militarista americano.

Claro que um esquerdista é incapaz de dizer que as guerras Russas são por causa do complexo militar industrial Russo. E a xenofobia do regime russo é uma das causa das invasões...
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De Vento a 04.03.2014 às 14:21

Voltei aqui para completar o meu comentário inicial em resposta ao teu. E para o completar devidamente transcrevo a passagem do Evagelho de Lucas 14,25-33:

Naquele tempo, grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele disse-lhes: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a zombar, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ Ou ainda: qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”

Espero que te concentres nos danos que a tradição/educação causa, através da proposta de renúncia no primeiro versículo, mas também na prudência que se deve colocar na negociação com o rei que possui um exército mais forte.

Espero que alguém possa compreender que qualquer motivação que os nossos apoios possam originar no sentido de levar os corpos dos soldados da barricada, na Ucránia, em direcção às espadas que contra eles são apontadas também será responsável por esse sangue derramado.

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