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Sobre a Catalunha (7)

por Pedro Correia, em 15.11.19

O apoio à suposta "independência" da Catalunha prossegue em recuo acelerado. Segundo uma sondagem agora divulgada pela próprio Executivo autonómico catalão, apenas 41,9% dos habitantes naquela região são favoráveis à ruptura com Espanha enquanto 48,8% dos consultados nesta pesquisa de opinião não escondem a oposição ao separatismo.

Desde Junho de 2017 que não se registava uma percentagem tão baixa de apoio aos independentistas. Perdem suporte popular em proporção inversa ao barulho que vão fazendo nos jornais e televisões favoráveis à causa separatista. E também aos aplausos recebidos dos amigos portugueses, que gostariam de ver o Estado espanhol pulverizado em várias "repúblicas", talvez para vingar a ilegítima e ilegal anexação de Olivença. Sem perceberem que uma Espanha retalhada em pedaços é lesiva para os interesses estratégicos de Portugal.


44 comentários

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De Anónimo a 15.11.2019 às 14:48

Agora já valem as sondagens estatais!!!
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De Pedro Correia a 15.11.2019 às 14:54

São as que há. Não conheço outras nos últimos tempos. Com os contribuintes espanhóis a pagarem...

Mas são insuspeitíssimas, neste caso.
Se o próprio Executivo catalão, através do seu instituto de sondagens, afirma que a rejeição da independência é de 49%, a oposição real deve situar-se bastante mais acima.
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De Anónimo a 15.11.2019 às 15:11

Então as empresas de sondagens trabalham de borla? Quem é que encomenda as sondagens e assim sucessivamente?
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De Pedro Correia a 15.11.2019 às 17:56

De borla são as opiniões anónimas na Net.
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De Luís Lavoura a 15.11.2019 às 15:48

uma Espanha retalhada em pedaços é lesiva para os interesses estratégicos de Portugal

Não percebo por quê. (Depende também de quais forem os pedaços em que Espanha seja retalhada, claro.)

Dou um exemplo. A minha mulher, que tinha emprego na área do marketing, perdeu o emprego, tal como muitas outras pessoas, porque todas as grandes empresas multinacionais centralizaram o seu marketing para a Península Ibérica em Madrid. Se a Península fosse retalhada em pedaços, talvez se tornasse claro para os não-peninsulares que os peninsulares são diferentes entre si, e talvez alguns desses empregos em multinacionais deixassem de estar centralizados em Madrid e passassem a estar deslocalizados - com potencial vantagem para Portugal.
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De Pedro Correia a 15.11.2019 às 17:58

Notável argúcia política. Ainda se arrisca a ser convocado para uma tosca força nas Necessidades.
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De Luís Lavoura a 15.11.2019 às 18:13

Sim, eu nas necessidades faço sempre uma força tosca.
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De Pedro Correia a 15.11.2019 às 23:04

Não tenho a menor dúvida. Lavoura exige bom adubo.
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De jo a 15.11.2019 às 16:10

Notícia totalmente irrelevante. Se a independência é proibida por Deus Nosso Senhor por interposta pessoa de Sua Majestade, que interesse tem saber o que os catalães pensam?
Se tivesse interesse tinham deixado fazer o referendo. Se a sua vontade é irrelevante é uma sondagem inútil. É como perguntar a alguém se quer pertencer ao planeta Terra, queira o não queira tem de viver cá..
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De Pedro Correia a 15.11.2019 às 17:43

Sua Majestade a Constituição.
É assim em qualquer Estado de Direito.
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De Jameson a 15.11.2019 às 19:51

Permita-me discordar. A notícia é bastante relevante e importante. O senhor deveria informar-se mais sobre o problema da Catalunha. Porque o referendo nunca foi recusado.... apenas foi recusado aceitar realiza-lo daquela forma anti democrática e desrespeitando todas as regras. O problema da Catalunha não é apenas dos catalães da Catalunha. É de toda a Espanha e de todos os catalães espalhados pelo mundo e de todos os não catalães que vivem na Catalunha. O problema é que aquele referendo era do tipo segregacionista... apenas podiam votar os catalães da Catalunha.
Numa altura em que os separatistas monopolizam a praça pública e as praças públicas, esta notícia é relevante, pois mostra a realidade... a maior parte dos habitantes da Catalunha não quer a independência. O problema é que nunca puderam declarar isso publicamente, pois eram de imediato agredidos e apedrejados, naquelas praças públicas que pelos vistos têm dono.
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De Pedro Correia a 15.11.2019 às 22:56

Os que por cá dizem que a Constituição em Espanha é para rasgar são os mesmos que invocam a Constituição portuguesa sempre que lhes dá jeito. Os "direitos adquiridos" nas tábuas da lei afinal são só para alguns...
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De Anónimo a 16.11.2019 às 14:22

Estamos em 2019. L'ancien régime à pris fin à la Bastille.
Deus nosso senhor chegou à conclusão que dava proibições/poderes a reis palermas e levou algum tempo a pensar em interpor-se através de eleições e movimentos de cidadãos para manter a sua presença na Terra.
(...isto é para quem é ou quem não é religioso, sendo, nesta caso, Deus substituído pelas simples transformações da humanidade).
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De Pedro Correia a 17.11.2019 às 09:34

A monarquia constitucional, em Espanha, foi sufragada em referendo nacional. Enquanto em Portugal continua a ser expressamente proibida pela Constituição - que jamais foi submetida a referendo.
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De Anónimo a 15.11.2019 às 16:37

A desagregação do reino de Espanha aguçará o apetite histórico de Castela pelo vizinho Luso.
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De Pedro Correia a 15.11.2019 às 17:46

Os que batem palminhas à hipotética desagregação do Estado espanhol ignoram todas as lições da História.
Talvez por nunca terem aberto um livro de História. A explicação mais provável é mesmo esta.
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De Anónimo a 15.11.2019 às 19:26

E a França ali tão perto...e o Brexit ao virar da esquina...e os do Leste a mandarem os"diktats" politicamente correctos de Bruxelas às malvas...e o velho grito medievo "Santiago (Abascal?...) a los Moros ( sejam lá quem forem) a ecoar na "España vaciada"....
É que isto anda, mas anda mesmo, tudo ligado - e permitam-me a repetição, de perfume tauromáquico : a grande gaita é que "alli se muere de verdad".
Quem viver verá.



JSP
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De Pedro Correia a 15.11.2019 às 23:03

A França responde às reivindicações autonómicas dentro das suas fronteiras na linha do velho jacobinismo bonapartista: Estado forte, centralizado. Nem "línguas próprias" nem parlamentos regionais nem veleidades separatistas.

Bascos e catalães em França andam de bola baixa. E no entanto por cá os pró-separatistas apenas criticam Madrid, que concedeu amplissima autonomia às suas regiões.
Sobre Paris, que sempre asfixiou as reivindicações regionais, nem um pio.

Gostaria de ver os portugueses "solidários com a Catalunha" defenderem um referendo sobre a "autodeterminação"... em França. Haja coerência, caramba.
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De Costa a 16.11.2019 às 16:42

A coerência, essa "coerência" de que os portugueses são largamente capazes, até parece existir.

Espanha, na imagem trabalhosamente cultivada por aquela que é entre nós a opinião legítima, é um produto do franquismo, evidentemente uma das consagradas materializações do Mal, no preclaro critério "progressista" que se indigna perante a equiparação que só peca por (criminosamente; mas a justiça é por definição a dos vencedores) tardia, de tão evidente, entre nazismo e comunismo. É uma monarquia, por definição e dogma algo de antidemocrático e anacrónico. Terá ainda na sua constituição (creio) o catolicismo como religião de estado (e é então preciso mais para a reduzir, à constituição espanhola, a algo que não vale o papel em que esteja impressa?).

França foi local de refúgio, de eleição, entre os mais ou menos heróicos "anti-fascistas", mesmo se adeptos dos amanhãs que cantavam pelas paragens do Sol do mundo. Foi, é, intensa influência cultural por cá, mesmo na anedótica e lamentativa visão de nos ficar curta nas mangas. É muito melhor aceite do que o quer que soe a anglo-saxónico, por exemplo.

No fundo, haverá coerência. Das "vanguardas revolucionárias", sem dúvida (e a composição actual do parlamento português, arrogantemente anacrónica e em qualquer caso fruto da vontade do "soberano", legítima a expressão). O povo, inculto, mesquinho, metodicamente imbecilizado e gostando disso, não conta verdadeiramente. E apoia o que lhe mandarem apoiar.

Costa
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De Anónimo a 16.11.2019 às 19:25

(Continuação de um anterior comentário #1)
Há algo de essencial nesta troca de argumentos de "mais para aqui, mais para acolá", que os "amigos de Madrid" (agora já não só como confessos lusos, por posições suas públicas e impudicas aqui, aterrorizados com um suposto «apetite histórico de Castela pelo vizinho Luso», mas TCP [Também Conhecidos Por], os que não "ignoram todas as lições da História"! É que, confessam eles, Madrid é afinal o que é... ou seja, ela é a que antes que decida nos invadir, obriga alguns de nós a achar que antes ela se entretenha, como nas malditas Lições da História, com eles, os catalães, e com ela, a Catalunha) insistem em relegar para o papel de uma mera curiosidade: é que no Parlamento da Catalunha os "independentistas" continuam a dominar desde há muito e, para agravo do poder central, os catalães até insistem em votar cada vez mais como seus representantes, personagens que contrariam as leituras dos resultados dos "Barómetros de Opinião Pública", do CEO, por Madrid, pelo El Madrid e pelos Vasconcelos (falando de Lições da História) do costume: «Com 22 deputados, incluindo quatro na prisão, os partidos separatistas catalães aumentaram a sua posição no parlamento nacional da Espanha nas eleições gerais de domingo (28 de Abril de 2019) , mesmo que até os eleitores tenham optado por mais moderação» (https://www.thelocal.es/20190430/moderate-catalan-separatists-boosted-in-spain-election)
PS. O comentário contínua logo que possível. O objectivo é, como já disse, permitir ao Pedro Correia conseguir digerir menos de uma dezena de linhas que, quando o confrontam, lhe são impossíveis de decifrar... professores de português, esqueçam o assunto! É pisar na mesma poça de esterco!
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De Pedro Correia a 16.11.2019 às 21:58

Começa com a "continuação". E o início está lá para baixo.
Coisa muito baralhada.
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De Anónimo a 16.11.2019 às 18:03

- «O apoio à suposta "independência" da Catalunha prossegue em recuo acelerado.»
Como mostra este gráfico (https://www.europapress.es/nacional/noticia-467-catalanes-quiere-cataluna-sea-independiente-13-menos-sondeo-anterior-ceo-20180720134921.html), a resposta à pergunta "Quer que a Catalunha seja um estado independente", feita pelo CEO, desde Dez/2014, tem oscilado muito no tipo de resposta obtida... não, não há um qualquer "prossegue", evidente e inequívoco, nos resultados obtidos pelas diferentes sondagens mas apenas um que, num determinado período pode servir como argumento a quem o queira utilizar como tal.
Há, por exemplo, outras duas questões levantadas no "Barómetro de Opinião Política", do CEO, que são constantemente ignoradas pelos «amigos portugueses (de Madrid), que (não) gostariam de ver o Estado espanhol pulverizado em várias "repúblicas"»(*) e, claro, já nem vale a pena convocar o Víctor Mondelo, do El País, para a contenda: a (1) sobre as "Relacões entre a Catalunha e Espanha" e a (2) "Acredita que a Catalunha deveria ser", perguntas que desde há muito demonstram que os inquiridos sobre (1), na sua maioria, se tem manifestado desde há muito que a Catalunha apenas «conseguiu um nível insuficiente de autonomia» e sobre (2), se juntarmos os que, também desde há muito, se expressam pela hipótese de "Um Estado dentro de uma Federação Espanhola" aos que defendem "Um Estado independente", não poderemos deixar de concluir, independentemente das opiniões dos que residem na Catalunha - catalães ou de outras nacionalidades espanholas - não alinham, definitivamente, com a arenga do estado central.

(*) Dizem "eles" que essa hipótese é «lesiva para os interesses estratégicos de Portugal»... lá pelo meio, através de um diálogo entre 2 deles, percebi que a "coisa" tinha a ver com «todas as lições da História» que os outros - nós! - "ignoram", «Talvez por nunca terem aberto um livro de História.» Bom, as «todas as lições da História» apenas surgem porque um deles "acha" que são estas: «A desagregação do reino de Espanha aguçará o apetite histórico de Castela pelo vizinho Luso.» Escuso-me a comentar...

PS. Este meu comentário, não termina aqui e até irá ter continuação logo que possível! É que já este é "confuso" demais para o Pedro Correia: para ele, qualquer comentário com mais de 3 linhas - se não for do seu agrado - é um amontoado incongruente de palavras. Já muitos professores da disciplina de Português se queixam de que os seus alunos sofrem do mesmo problema!
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De Pedro Correia a 16.11.2019 às 19:15

Estamos em 2019, não em 2014.
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De Anónimo a 16.11.2019 às 21:35

«Estamos em 2019, não em 2014»
E?
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De Pedro Correia a 16.11.2019 às 21:55

Passaram cinco anos.
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De Anónimo a 17.11.2019 às 02:17

Eu escrevi: «(...) a resposta à pergunta "Quer que a Catalunha seja um estado independente", feita pelo CEO, desde Dez/2014 (...)» porque o gráfico é precisamente, sobre a evolução do "Sim" (e do "Não) DESDE essa data... ou seja, sobre as respostas a uma das perguntas abordadas no "Barómetro de Opinião Política", do CEO, ao longo destes anos todos («Passaram cinco anos»)...
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De Pedro Correia a 17.11.2019 às 09:36

Continuam a ter passado já cinco anos.
Estamos em 2019.
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De Anónimo a 17.11.2019 às 19:23

Começo a desconfiar que V. é apenas um robot: é que por um qualquer problema na sua programação, parece-me que V. não está apto a digerir qualquer informação, com uma nuance humana, limitando-se a insistir por isso que «Estamos em 2019», algo que, na sua mecânica programação até julga que todos os humanos desconhecem!
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De Pedro Correia a 17.11.2019 às 19:57

Quase a chegar a 2020.
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De Anónimo a 16.11.2019 às 21:15

(Continuação de um anterior comentário #2)
Houve aqui quem até resolveu debitar umas alucinações (pró-Madid) que até receberam o habitual "amém" do PC...
Diz o tal alucinado: «Porque o referendo NUNCA FOI RECUSADO.... APENAS FOI RECUSADO aceitar realiza-lo daquela forma anti democrática e desrespeitando todas as regras.» - a maiusculização de parte do discurso do "alucinado", da minha responsabilidade, apenas visa realçar o carácter alucinado do discurso utilizado pelo mesmo. É que, segundo ele: "NUNCA FOI RECUSADO" mas "APENAS FOI RECUSADO"...
Mas adiante e sempre com o "amén" do "mestre" PC - o "alucinado" até vai mais longe: «O problema da Catalunha não é apenas dos catalães da Catalunha. É de toda a Espanha e de todos os catalães espalhados pelo mundo e de todos os não catalães que vivem na Catalunha.» e conclui, uma vez mais com o "amém" do PC, que «O problema é que aquele referendo era do tipo segregacionista... apenas podiam votar os catalães da Catalunha.»
Esclarecendo o episódio pintado por eles como "segregacionista": o tal referendo foi aberto a todos os que quiserem votar nele, catalães ou até a "espanhóis" RESIDENTES na Catalunha: é que até nem haveria qualquer maneira de diferenciar, por uns quaisquer outros evidentes sinais étnico ou raciais, no acto de voto: os que poderiam e votaram nele catalães, espanhóis ou outros de qualquer espécie (um catalão é apenas um semelante a um andaluz ou um castelhano que nasceu na Catalunha! Ou seja, qualquer galego que até quisesse participar no referendo nunca poderia ter sido impedido de o fazer pelo seu aspecto!)
E isto nada tem a ver com algo como quem o tem direito a votar num processo de independência de uma nação mas apenas com um discurso montado nessa base para apagar a verdadeira realidade do que se passa em Espanha não só na Catalunha mas também no país Basco, e evidentemente com todas as novas descobertas do que vai mal na suposta "democracia espanhola" .
Considerenos o discurso do PC, agora transfigurado num aterrorizado patético «apetite histórico de Castela pelo vizinho Luso» que, já por si é apenas uma verdadeira aberração da realidade: quem é que inocentemente quer abordar o direito à autonomia da Catalunha?
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De Pedro Correia a 16.11.2019 às 21:55

Catalães são espanhóis.
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De Anónimo a 17.11.2019 às 03:37

Claro que sim, pelo menos na sua aparência (INFELIZMENTE não "saíram" mais "escurinhos" do que os restantes espanhóis)... daí compreender-se a aberração de quem, com o seu "amém", tenta dar o tal referendo como que «era do tipo segregacionista... apenas podiam votar os catalães da Catalunha»
E, claro, já nem me vou preocupar em abordar a mirabolante posição de que ele, essa única espécie possível de referendo, mesmo não tendo sido poderia, ou até melhor, deveria ter sido "segregacionista": acredito que muito bom indonésio, em 1999, até se queixou do mesmo quando o referendo sobre a independência de Timor Leste, legitimado pela ONU, foi "segregacionado" aos «Those eligible to vote were defined as "persons born in East Timor", "persons born outside East Timor but with at least one parent having been born in East Timor", and "persons whose spouses fall under either of the two categories above". East Timorese living in exile overseas could also vote if they could get to polling centres in Portugal and Australia.» (https://en.wikipedia.org/wiki/1999_East_Timorese_independence_referendum)
Já, por exemplo, um referendo no Sáara Ocidental não consegue ter apoio na ONU porque os marroquinos, depois de terem invadido o território com centenas de milhares de nacionais seus, insistem que esses seus nacionais também devem ter direito a votar... mas lá está, os sarauís - tal como os timorenses! - são uns verdadeiros anti-democratas, ou seja «segregacionistas»: não deixam os colonos votar!
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De Pedro Correia a 17.11.2019 às 09:35

A Indonésia era uma ditadura, a Espanha é uma democracia.
Timor era colónia, a Catalunha não.
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De Anónimo a 17.11.2019 às 20:12

Ups, «A Indonésia era uma ditadura, a Espanha é uma democracia»: é evidente que B.J. Habibie que, desde Maio de 1998 era, de acordo com a sua narrativa, o novo ditador indonésio até, no leito em que agonizava, acabou por receber a visita de alguém muito mais sábio do que V.: https://twitter.com/bbcmonitoring/status/1172064521470586880?lang=en.
É evidente que todos nós sabemos que «a Espanha é uma democracia» e é precisamente sobre isso que até estamos aqui a trocar ideias!
Sinceramente, V. acredita que a Espanha, subjugada à vontade do Franco que resolveu restaurar uma monarquia que nem ele próprio respeitou, respeita a nação catalâ?
A "sua" Espanha até pode ser uma "democracia" mas falta-lhe um décimo da honestidade do "ditdor" B.J. Habibie da Indonésia!
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De Pedro Correia a 17.11.2019 às 20:44

Timor era colónia. A Catalunha não é nem nunca foi colónia.
Comparar Timor com a Catalunha é tontice.

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De Jameson a 17.11.2019 às 12:28

O alucinado viveu na Catalunha muitos anos. E o alucinado estava na Catalunha no dia do referendo. Portanto, o alucinado fala com conhecimento de causa.
Fique o senhor sabendo que o referendo que tanto defende, não era referendo absolutamente nenhum. Era uma forma ilegal, irregular e batoteira de legitimar a tomada do poder de alguns.
Fique o senhor sabendo que os cadernos eleitorais daquele referendo, apenas continham o nome de catalães nascidos na Catalunha. Nenhum espanhol, não catalão estava lá identificado. Fique sabendo que a comunidade alemã, por exemplo, não estava incluída naqueles cadernos eleitorais, apesar de votarem nas eleições nacionais e residirem na Catalunha à 30 ou 40 anos. Fique sabendo que os responsáveis pelo referendo recusaram que o mesmo se estendesse a todo o território. Fique sabendo que os responsáveis pelo referendo, apesar de alertados para isso, pela oposição catalã, se recusaram a estender o referendo ao resto da Espanha e ao resto do mundo, onde vivem catalães, como em Portugal. Caso o senhor não saiba, o governo catalão tem representante em Lisboa. O qual solicitou boletins de voto, que não foram entregues. Infelizmente isso não sai nas notícias, mas imensos catalães se dirigiram a esse representante, reclamando a impossibilidade de participar na votação. Fique o senhor sabendo, que apesar de alguém não estar identificado nos cadernos eleitorais, poderia eventualmente votar, mas apenas lho permitiam, caso manifestasse intenção de votar consoante as vontades dos independentistas, caso o votante manifestasse votar contra a independência, era impedido, por não estar inscrito.
E fique sabendo que imensas pessoas, pró independência, votaram 4 e 5 vezes.
Fique também sabendo que a pressão nos locais de voto era intensa.
Fique sabendo que à luz do direito e jurisprudência Internacional, um referendo nunca poderia ser feito nestes moldes.
Sobre o referendo legal, convido-o a ir ao youtube procurar a intervenção do ministro do interiror espanhol, no dia do referendo, onde não coloca de parte referendar o problema, mas num plano nacional, onde todos aqueles que seriam influenciados pela decisão, teriam voto.
Portanto, alucinado é o senhor, por achar que tudo isto é democrático.
Alucinado é o senhor por ver apenas a sic e ler o público.
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De Anónimo a 17.11.2019 às 20:45

Jameson, nada do que diz prova que são apenas «umas alucinações (pró-Madid) que até receberam o habitual "amém" do PC...»
Todas as suas "alucinações" são apenas "suas"! Nunca até hoje qualquer membro da "comunicação social" espanhola conseguiu ir tão longe quanto a sua lengalenga: «Fique o senhor sabendo que os cadernos eleitorais daquele referendo, apenas continham o nome de catalães nascidos na Catalunha. Nenhum espanhol, não catalão estava lá identificado. Fique sabendo que a comunidade alemã, por exemplo, não estava incluída naqueles cadernos eleitorais, apesar de votarem nas eleições nacionais e residirem na Catalunha à 30 ou 40 anos.»
De tudo o que os médias-pró-Madrid, evocam é que os catalães insistem numa posição anti-constitucional: nada que eu até negue!
Uma coisa tenho a certeza, é a de que todos os movimentos independentistas nunca deixaram de ser "anti-constitucionais"!
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De Primo Basílio a 17.11.2019 às 21:52

"Lo que pretende la consulta de autoderminación convocada de manera unilateral por la Generalitat es que voten solo los residentes en Cataluña, ojo ni siquiera todos los catalanes. Los nacidos en Barcelona, Lérida, Gerona o Tarragona que viven en Madrid, Galicia, Andalucía en cualquier punto del territorio nacional o en el extranjero, al no estar empadronados en Cataluña no pueden votar este 1 de octubre"

Olhe que o alucinado tem a sua razão.
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De Anónimo a 18.11.2019 às 08:03

«Olhe que o alucinado tem a sua razão.»
Primo Basílio, sem qualquer pretensão da minha parte, de dominar o português do Jameson, quanto mais o castelhano que V. resolveu citar de um autor incógnito, julgo que a evidência da sua citação nunca, por mim, esteve em questão: é que ele pretende - entre outras aberrações - que aquela espécie de referendo possível, por ter sido dado como ilegal pelo poder central, até se calhar o foi por culpa de quem o convocou.
Sim, é uma evidência que «Los nacidos en Barcelona, Lérida, Gerona o Tarragona que viven en Madrid, Galicia, Andalucía en cualquier punto del territorio nacional o en el extranjero, al no estar empadronados en Cataluña no pueden votar este 1 de octubre», é que nem na própria Catalunha o referendo conseguiu decorrer de modo pacífico (https://www.google.com/search?q=espanha+repress%C3%A3o+referendo+catalunha&sxsrf=ACYBGNTOMf64ro-vfv6oYT72R2BMYLw01Q:1574061130943&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwi878HUmvPlAhUlwzgGHejuBMAQ_AUIEigB&biw=1366&bih=576), como todos nós sabemos, quanto mais pensar-se na possibilidade do que V. cita.
As "alucinações" de que falo têm a ver com as "descobertas" dele, que nunca vi antes mencionadas, de que, por exemplo, a) «os cadernos eleitorais daquele referendo, apenas continham o nome de catalães nascidos na Catalunha» ou b) «os responsáveis pelo referendo (...) se recusaram a estender o referendo ao resto da Espanha e ao resto do mundo»... mas tudo isso tem uma explicação simples: «Infelizmente isso não sai nas notícias» porque, como sabemos, os média - já lá diz o Trump - são "inimigos do povo" e só servem para transmitir "fake news". Mas tudo bem, afinal ele «estava na Catalunha no dia do referendo» e eu não, e portanto ele sabe! Ele até sabe que o «ministro do interiror espanhol, no dia do referendo, (...) não coloc(ou) de parte referendar o problema, mas num plano nacional», o que como todos sabemos é um crime que até o levaria a sentar-se ao lado dos outros que, foram sentenciados a verdadeiras penas "normais" numa Democracia.
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De Anónimo a 18.11.2019 às 10:01

Segundo a constituição de Espanha o referendo pode ser possível, se for realizado dentro da lei. Daí talvez o tal ministro tenha referido isso. Mas o certo é que está contemplado na constituição, se feito dentro das normas. Pelo que já li, tem de ser sugerido por um governo regional ao parlamento, aceite pelo rei e estendido a todos os espanhóis.
Neste caso não foi isto que aconteceu.
Mas também é certo que se fosse como manda a sapatilha, o não ganhava.
Enfim... mandem-nos pastar e larguem-nos à sua sorte... no entanto desconfio que ao fim de uns tempos, poucos, voltavam atrás com o rabinho entre as pernas
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De Anónimo a 18.11.2019 às 20:04

Ao Anónimo das 10:01 de 18.11.2019
Por muito que se queira baralhar a coisa, julgo que é evidente, pelo menos para quem aqui queira até ter uma troca de opiniões honestas, que a questão que aqui se põe não é se existe, na constituição espanhola, a abstracta possibilidade de haver referendos mas sim a concreta possibilidade de haver um referendo sobre a independência da Catalunha que, salvo melhor opinião, até é proibida pela constituição espanhola já que ela impõe a possibilidade da indivisibilidade do Estado espanhol e, consequentemente, deve obrigatoriamente ser impedida porque se inscreve no tipo de acções que podem levar a contrariar essa premissa.
Foi nessa base, convenientemente legal, que o tal referendo nunca foi sequer considerado como uma hipótese por parte de Espanha…
Quando escreve que «Neste caso não foi isto que aconteceu», apenas entra no habitual campo de alucinações em que o Jameson é perito: o governo central, o tribunal constitucional e o chefe de estado (o rei, o de hoje, o de ontem ou o de amanhã) espanhóis sentaram-se na constituição espanhola para recusaram qualquer hipótese arriscada – o que como sabemos até é compreensível, pelos muitos exemplos pela Europa fora, em que os referendos provaram serem um risco… – de um qualquer referendo: não, os “culpados” não foram os catalães pela sua iniciativa mas sim os "castelhanos” por não quererem sequer admitir a hipótese de um referendo e, claro, a sua conclusão de que eram favas contadas para os “castelhanos” («Mas também é certo que se fosse como manda a sapatilha, o não ganhava.») limita-se a ser mais do mesmo em que este blogue é useiro e vezeiro: o Pedro Correia (entre outros) escreve o que o Jameson (e outros) é (são) capaz(es) de perceber; o Jameson alucina umas supostas verdades, com o carimbo de “Factcheck” do PC, que os média internacionais (nesse habitual pressuposto conluio com o Soros para criar um governo globalista) até nunca reportam e, depois, lá vem sempre alguém a tentar remediar a coisa com a habitual posição de que a verdade até está algures no meio…mas mesmo assim lá mais para o lado deles…
E claro, nem evitam até ter a habitual posição do colono que se convence que os “pretos” do nosso universo só têm a perder com a sua separação dos “eleitos” da civilização, os brancos do costume: «no entanto desconfio que ao fim de uns tempos, poucos, voltavam atrás com o rabinho entre as pernas»!
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De Jameson a 18.11.2019 às 08:41

Ora bem, por onde começar. Experimente ler a reportagem do El Confidencial, chamada Irregularidades y descontrol del referendum.
Experimente também ver uma reportagem intitulada vivir bajo la ditadura independentista, aulas de odio en universidad catalunya.
Depois tente encontrar uma entrevista ,que eu não sei se está disponível na internet, pois eu li em papel, feita a um senhor chamado Karl jacobi. Este senhor é um empresário alemão, residente na Catalunha e tem uma história muito enriquecedora para contar.
Por fim, consulte a ley de las leys:
El artículo 92 de la Constitución establece que las "decisiones políticas de especial trascendencia podrán ser sometidas a referéndum consultivo de todos los ciudadanos [en el sentido de todos los españoles]" y que "será convocado por el Rey, mediante propuesta del presidente del Gobierno, previamente autorizada por el Congreso".
Agora desça à terra e deixe de tentar ser rebelde.
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De Primo Basílio a 18.11.2019 às 10:54

Concordo que V. Exa. apresenta argumentos. E de facto basta darmo-nos ao trabalho de pesquisar algumas palavras chave dos seus comentários para lá chegarmos.
No entanto V. Exa apenas apresenta aqui provas que lhe convém. Ao pesquisar as suas referências vejo que as foi buscar à comunicação social afeta a Madrid. Ora isso não é nada imparcial.
Mas tiro-lhe o chapéu, ao menos apresenta as suas opiniões assentes em factos. É só ter o trabalho de pesquisar.
Eu até simpatizo com os independentistas, mas aquela reportagem com a aluna da faculdade, de facto não abona em favor da causa.
Já a reportagem sobre o dia do referendo, acho que se deveu ao boicote por parte do estado, que levou a polícia a cortar os servidores.
A culpa não é deles.
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De Jameson a 18.11.2019 às 13:18

Pois o seu comentário acabou por evidenciar a grande diferença, entre aqueles que tentam corroborar as suas opiniões com factos facilmente adquiríveis na internet e aqueles que os refutam, apenas porque não se acreditam, ou melhor, nem sequer dispendem tempo a pesquisar, porque não vão de encontro às suas opiniões já formadas... ou formatadas.
E não é preciso ir muito longe, basta aceder facilmente à constituição espanhola, para verificarmos que nenhum governante se iria opor ao referendo, se este fosse solicitado e concretizado, de acordo com a lei base do país.
Entretanto, acusa-me de apenas consultar órgãos de comunicação social afetos a Madrid, o que até poderá ser questionável colocar em causa a idoneidade de um jornal como o El País... o qual é referência mundial.
Mas vamos mais longe então... e a BBC? Já é credível? Então procure na internet uma reportagem da BBC sobre uma pequena cidade catalã chamada Bosost. Esta pequena cidade tem uma taxa de anti independentismo acima de 90%. Nunca até hoje foram consultados pela generalitat. Fizeram uma votação aquando do referendo e até hoje, ainda lá têm os boletins, que ninguém foi levantar. Logo, não foram contabilizados. Aconteceu aqui, como aconteceu em várias outras comunidades.
Mas numa coisa eu concordo, em Barcelona o independentismo ganha. Por pouco, mas ganha. O problema é que a Catalunha não é só Barcelona.
Sobre o corte dos servidores, foi um mecanismo legal, acionado através de mandado judicial.
Então isto resultou na impossibilidade de acesso à base de dados de eleitores.
Solução do desenrasca encontrada: regista-se à mão a identificação do votante, mediante a apresentação do bilhete de identidade. Ou seja, os habitantes com titulo de residência, que não tendo cartão de identidade, estão recenseados, não puderam votar. Porquê? Porque a grande maioria destes votantes, votaria contra.
Para não falar naqueles que votaram 4 e 5 vezes em mesas de voto diferentes, como pode confirmar nas reportagens disponíveis no youtube, basta procurar através das palavras chave que já mencionei anteriormente.
Conclusão, os resultados desse referendo são uma anedota e anedota é quem o quer vincular... e mais anedota é quem vê nestes resultados alguma credibilidade.
E fico por aqui, porque a preguiça de ir ao google, para muita gente, é mais que óbvia.

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