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Sobre a Catalunha (2)

por Pedro Correia, em 18.10.19

independencia-4[1].jpg

Aclamação de D. João IV como Rei de Portugal (quadro de Veloso Salgado)

 

Não existe para mim argumento mais destituído de fundamento, no debate da questão catalã, do que aquele que pretende equiparar Portugal e a Catalunha em 1640, colocando-as no mesmo patamar. E supreende-me que um historiador como Rui Tavares o faça.

Escreve ele, em tom de ladainha, no Público desta quarta-feira: «Claro que Madrid não desejava perder nem Portugal nem a Catalunha - a Guerra da Restauração duraria mais 28 anos, até 1668 - mas naquele ano de 1640 foi preciso ter uma só prioridade, a Catalunha, e essa folga foi o suficiente para Portugal hoje poder olhar a situação catalã com uma certa sobranceria.»

Este raciocínio é falacioso a vários níveis. Desde logo, convém sublinhar, em 1640 Portugal era uma nação soberana havia cinco séculos - ao contrário da Catalunha, que nunca foi independente. Ali existiu o Principado da Catalunha, integrado no Reino de Aragão, que viria a fundir-se com Castela em 1479.

É verdade que tínhamos como soberano o espanhol Filipe IV, mas em termos legais vigorava desde 1580 uma união dinástica, sem fusão dos dois reinos nem anexação do território português por Espanha. Além disso a revolta do 1.º de Dezembro em Lisboa resultou de um genuíno movimento com expressão nacional para a destituição definitiva dos representantes de Madrid, sem prestarmos tributo a terceiros - ao invés do que fizeram os catalães,  que juraram vassalagem a Luís XIII de França, proclamando-o Conde de Barcelona e Rei da Catalunha. Trocando uma submissão por outra.

Falta acrescentar: foram as revoltas em Portugal que estimularam a rebelião catalã de Junho de 1640 - e não a rota inversa. Designadamente as chamadas "alterações de Évora", em 1637, que funcionaram como rastilho de movimentações mais vastas na península.

«Nos últimos anos da década de trinta a onda da revolta atingiu uma boa parte do País: do Algarve à margem direita do Tejo com forte infiltração na Serra da Estrela e abalos mais ou menos intensos a norte do Douro, como Porto e Bragança, e uma tentativa de rebelião em Braga. Só no Alentejo a rebelião tinha 60 lugares. As alterações fazem-se sentir mesmo em Ponta Delgada», assinala o historiador António Borges Coelho na sua obra de referência sobre este período histórico, Os Filipes.

Conclusão: não precisámos de outros para tratar dos nossos assuntos. Se estivéssemos à espera de aragoneses e catalães, nunca teríamos sido independentes.


76 comentários

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De Milord a 18.10.2019 às 18:15

Muito interessante!
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De Pedro Correia a 19.10.2019 às 16:09

Gosto desse avatar.
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De Ricardo Abreu a 18.10.2019 às 18:17

Parece-me que há uma clara tentativa de "reescrever" a história, liderada por vários "pensadores" de esquerda, Fernando Rosas, Rui Tavares... Fernanda Câncio :D ... O processo já está em curso na escola pública.
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De V. a 18.10.2019 às 22:01

Na escola pública não está em curso — já está concluído. Já só se sabe fora dela.
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De Costa a 18.10.2019 às 19:38

Sucede que isso que aqui escreve, Pedro Correia, introduz - no mínimo - "tonalidades" num mundo que é tão mais simples no maniqueísmo do preto e branco. Do politicamente correcto que tem honras de espaço no Público e terá (se não teve já; ando desatento perante a ementa local) tempo televisivo, tão útil na formatação da bovina obediência ao cânone do tempo.

Já isso que você aqui escreve (e que um moderado auto-didacta saberá, com um punhado de leituras; isso, leituras) fica por aqui. E dificilmente seria, será, se a ele chegasse, aceite pelo cidadão-médio que se basta, e nada mais quer, com explicações instantâneas e apelativas aos sentimentos de superfície.

As coisas são como (muito convenientemente) são.

Costa
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De Pedro Correia a 19.10.2019 às 16:13

O historiador Tavares, aliás, estatela-se ao comprido, caindo em contradição. Diz que devemos a restauração da independência aos catalães, num passo, e noutro reconhece que mantivemos uma guerra com Espanha que durou 28 anos.
Então a vitória obtida nessa guerra que deixou Portugal na penúria financeira, selada com o tardio tratado de paz em 1668, pela mesma lógica, não deveria ser também obra e graça dos catalães?
Enfim, quando a história se confunde com a ideologia presta um péssimo serviço à cultura.
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De Pedro Oliveira a 18.10.2019 às 20:39

Pedro,
Não existe "Ordem dos Historiadores" nesse sentido, Rui Tavares, Luciano Amaral, Pedro Oliveira (eh, eh, eh) e assim são pessoas licenciadas em História mas sem nada que sustente a licença, o mestrado ou a a doutorice (conforme o caso).
Logo, não podes podes falar no "historiador" Rui Tavares, ele não tem carteira de historiador, tu tens carteira de jornalista.
Abraço.
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De Pedro Correia a 18.10.2019 às 22:05

Meu caro, vocês estão em muito boa ocasião de fundar a Ordem dos Historiadores. Elaborem um código deontológico, submetam a proposta à Assembleia da República e elejam os órgãos sociais.
Havia de ter piada, ver o professor Rosas de bastão. Como compete a um bastonário, eheh.
Abraç
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De Justiniano a 19.10.2019 às 09:11

Nem a brincar, caro Pedro Correia! Mas já lhes deve ter passado pela cabecinha!!
Poderem determinar, por édito, e salvaguarda-la com a autoridade do bastão, a história, é um sonho antigo!!
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De Pedro Correia a 19.10.2019 às 16:13

Possuir um bastão é uma tentação irresistível, Justiniano.
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De Pedro Oliveira a 18.10.2019 às 20:48

Quanto à análise que efectuas e à
conclusão estamos de acordo.
Comparar a Catalunha com Portugal em termos de identidade nacional enquanto estados independentes é (chamemos os bois pelos nomes) uma desonestidade intelectual.
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De Pedro Correia a 18.10.2019 às 22:08

Meu caro, os que desenvolvem essa tese querem, no fundo, diminuir Portugal. Alguns gostariam até de ver Portugal circunscrito a uma "região autónoma de Espanha".
São os mesmos, por vezes, que rasgam as vestes pela "independência" da Catalunha - que nunca foi Reino nem Estado soberano.
A ideologia transforma a lógica numa batata, como sabemos. Nisto também.
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De Justiniano a 19.10.2019 às 09:04

Não diria de uma região autónoma de Espanha. Mais precisamente, alguns, pretendem diminuir Portugal a um sítio!
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De Anónimo a 19.10.2019 às 13:44

Caro Pedro Correia,

A Espanha sempre foi um país artificial, à custa da hegemonia de Castela sobre os demais. A arrogância de Castela é secular. Mas então o Principado da Catalunha não foi já independente ? e o Reino de Aragão ? Na sua opinião o Principado do Mónaco e outros pela Europa também não deveriam existir. Madrid fala no cumprimento da Constituição, mas conhece algum País que se tenha tornado independente no respeito da Constituição. Será que o próprio 25 de Abril tenha sido possível se fossem pedir autorização a Salazar ou Marcelo !!! ??? E será que o povo da Catalunha, até com língua e cultura própria não tem direito à sua independência ? Veja-se a Escócia que teve um referendo sobre a questão autorizado por Londres. Os argumentos de Castela são muito falaciosos e demagógicos ao falarem num referendo, mas nacional. Isto é demagogia. E será que Angola, Moçambique, Cabo Verde, etc também foram reinos para ter direito, e Bem, à sua independência ? Castela sempre foi opressora ao longo dos séculos, independentemente de outros considerandos. Após Franco, alguma coisa mudou para que ficasse tudo ou quase na mesma. Até há poucos anos os Juízes e Generais eram "franquistas", mas hoje são os filhos. Repare com que Celeridade a Justiça espanhola, de Madrid, se pronuncia, subserviente ao poder político … é por isso que os castelhanos são detestados em todo o Mundo e não conseguiram nunca formar uma CPLP com os povos da América latina, nem nunca conseguiram por um espanhol num cargo importante internacional, como Guterres e Freitas do Amaral (ONU) ou Durão Barroso (UE). E sabia que só Portugal (com 10 milhões de habitantes) compra mais a Espanha que toda a América latina junta (Argentina, Colômbia, Equador, México, etc) . Porque será !!! ???
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De Pedro Correia a 19.10.2019 às 19:04

Cá temos outra vez alguém a comparar o comparável. Com base em erros apresentados como factos.

«A Espanha sempre foi um país artificial.»
Espanha tem as actuais fronteiras, no essencial, desde a primeira metade do século XVI. Antes do que a esmagadora maioria dos países europeus.

«Então o Principado da Catalunha não foi já independente?»
Não, como sublinho no meu texto. O Condado de Barcelona e o Principado da Catalunha, com fronteiras diversas da Catalunha actual, inseriam-se no Reino de Aragão. A Catalunha nunca foi um Estado independente.

«Veja-se a Escócia que teve um referendo sobre a questão autorizado por Londres.»
A Escócia foi um Estado independente até ao século XVII, ao contrário da Catalunha, tendo-se associado livremente a Inglaterra mas sendo-lhe sempre reconhecido o direito de secessão.

«Será que o próprio 25 de Abril tenha sido possível se fossem pedir autorização a Salazar ou Marcelo?»
Salazar estava morto havia quatro anos quando eclodiu o 25 de Abril e fora do poder desde 1968. Comparar o Estado Novo à Espanha actual - uma das democracias mais sólidas e avançadas do planeta é um argumento digno dum Pacheco Pereira.

Aconselho-o a diversificar um pouco mais as suas fontes de informação.
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De Anónimo a 19.10.2019 às 20:31

Caro Pedro Correia,

Bem sei que a Espanha tem as mesmas fonteiras desde o séc. XVI, desde Fernando e Isabel a Católica, mas à custa da subjugação dos catalães, bascos, etc. Com Portugal não se safaram em 1640 porque senão a esta hora você também achava bem a nossa dependência de Castela, que diferencio de Espanha.

" Ali existiu o Principado da Catalunha, integrado no Reino de Aragão … " a afirmação é sua e afinal o Principado da Catalunha já existia, sendo depois integrado no Reino de Aragão e depois no Reino de Castela … afinal existia !!!
Sobre a Escócia o que quis dizer é que a Inglaterra teve a coragem de deixar fazer um referendo na Escócia e Madrid não tem a mesma coragem … !!!
Quando falei de Salazar / Marcelo, bem sei que Salazar já tinha morrido, porque eu nasci na década de 50. O que queria dizer era o regime de Salazar/Caetano (não vá você pensar que me refiro a Marcelo Rebelo de Sousa … ). por último você dizer que "Espanha actual é uma das democracias mais sólidas e avançadas do planeta" no mínimo deixa-me rir … !!! Será por isso, pêlo "avanço" da sua Democracia que Espanha não tem Boa fama no Mundo ?
Já agora sabe porque a Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Bélgica não apoiam mais abertamente a causa Catalã ? Apenas porque tem os mesmos problemas internos e não por "amor" a Madrid. E pergunto-lhe, a terminar, porque Carles Puigdemont passeia livremente a esta hora pela Europa sem ninguém o prender e extraditar para Madrid … porque será ? Pense um pouco … com liberdade de pensamento !!!
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De Pedro Correia a 19.10.2019 às 23:21

Você continua a argumentar com base em erros factuais.
Como estou com paciência, vou apontar alguns deles.

1. A Catalunha nunca foi independente.

2. Espanha é um Estados mais antigos do continente europeu - mais antigos, na actual configuração, só França, Portugal e Suíça.

3. A Constituição espanhola, ao contrário da portuguesa, foi referendada. E só entrou em vigor após aprovação nessa consulta popular - que atingiu a expressão máxima de apoio na Catalunha.

4. A democracia espanhola é atestada por todos os organismos internacionais. Incluindo o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, onde o Estado português já foi alvo de bastantes mais condenações do que o Estado espanhol.

5. O direito à autodeterminação pratica-se há quatro décadas na Catalunha, que dispõe de órgãos políticos, judiciais, policiais e tributários próprios, além de um sistema educativo e sanitário também próprio. A Catalunha dispõe de mais autonomia do que muitos Estados pertencentes a república federadas no continente europeu.

6. Os únicos catalães que não têm direito à autodeterminação são os chamados "catalães do Norte", inseridos no Estado francês, que é profundamente unitário e não reconhece autonomias regionais. Em França, a língua e a cultura catalãs têm sido - desde Napoleão - desprezadas e mesmo desautorizadas pelo Estado central. O mesmo sucede, aliás, no País Basco francês.
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De Anónimo a 20.10.2019 às 04:08

Caro Pedro Correia,
É claro que não vou mais responder-lhe porque você é o único detentor da Verdade e de Muita Demagogia. Só lamento que você sendo português (?) apoie um povo (castelhano) que oprime tudo e todos incluindo a nós portugueses (1580-1640) se calhar também isto é mentira … eh, eh, eh.
Para mim o Direito dos Povos à sua Autodeterminação incluindo a Independência é inalienável e Sagrado.
Este é o conceito que tenho de Liberdade e Democracia e pelos vistos o seu é diferente … Aproveito para lhe dizer que deixarei de ler em definitivo este seu blog anti-Liberdade, porque não merece nenhuma Credibilidade. Passe Bem e vá viver para … Madrid.
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De Pedro Correia a 20.10.2019 às 08:16

Eis um exemplo típico de um "debate de ideias" à moda cá da terra: uma das partes amua, vendo-se contraditada, diz que nunca mais fala e manda-me viver para Madrid.
Resta-me retribuir, no mesmo tom, mandando-o viver para Barcelona.
E assim termina mais um "debate" à portuguesa. Com certeza.
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De Anónimo a 20.10.2019 às 22:37

Caro Pedro Correia,
Deixe-o rir, caramba! Não lhe dispense ostras, quanto mais pérolas.
A Mim Me Parece
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De Jose Bento Correia Cardoso a 20.10.2019 às 15:26

Nao e verdade que tenha as mesmas fronteiras do sec. XVI (estao-se a esquecer do roubo da zona de olivenca aquando das invasoes francesas). E se fosse uma democracia tao desenvolvida o problema ja estaria resolvido ha muito tempo.
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De Pedro Correia a 20.10.2019 às 18:57

O que é que a questão das nacionalidades tem a ver com a democracia?
A Bélgica, o Reino Unido, a França e a Itália, só para mencionar alguns países europeus, têm problemas internos a este nível e são democracias sólidas.

Repito e acentuo: Espanha, na actual configuração, tem as fronteiras definidas desde o século XVI. Isto em nada colide com a questão de Olivença - que à luz do direito constitucional e histórico português é território português.

Sobre Olivença, aliás, já tive ocasião de escrever mais de uma vez.
Eis um exemplo:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/sugestao-ao-presidente-festejar-um-10-10691847

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De Anónimo a 18.10.2019 às 21:00

Os Jacobinos ainda nao desestiram de de destruir o Reino Catolico de Espanha! E lancar novamente a Peninsula Iberica no caos...
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De Pedro Correia a 19.10.2019 às 16:19

Jacobina é a França, que instituiu a república unitária e não permite veleidades autonomistas de espécie alguma. Suprimiu as línguas autóctones, garrotou as minorias nacionais e condenou ao estado vegetativo as chamadas nacionalidades.
Que o digam os habitantes do País Basco francês e da Catalunha francesa (o Rossilhão, conquistado a Espanha no século XVII). Nem um átomo de autonomia.
E no entanto os historiadores Rosas, Pacheco e Tavares não proferem uma palavra de indignação a propósito disto. Urram pelo "direito à autodeterminação da Catalunha (espanhola)", como se este direito não vigorasse na Constituição de 1978 e a Catalunha (espanhola) não fosse hoje uma das regiões da Europa dotada de maiores poderes próprios. Enquanto Catalunha (francesa) continua sem piar em matéria de autonomia simples.
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De V. a 18.10.2019 às 23:54

E surpreende-me que um historiador como Rui Tavares o faça.

A mim não me surpreende nada. Rui Tavares é do Livre e formado na FSCH. Argumentos imparciais e intelectualmente honestos não é com ele.

Porque motivo um extremo-esquerdista com vontade de aparelho nunca consegue um argumento honesto — quando tudo parece indicar que até são dotados de alguma inteligência discursiva e andaram a choramingar mais propinas para aprenderem a colocar e analisar um problema de forma não pessoal e científica? Porque a evidência da falácia intelectual dos seus argumentos é sempre suprimida pela convicção de que estão do lado correcto da história.

A realidade, claro, está-se nas tintas para criaturas do tipo do Rui Tavares — sobretudo as realidades das venezuelas miseráveis que estes visionários da treta andaram a espalhar pelo mundo.
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De Justiniano a 19.10.2019 às 08:59

Leu a coluna do JPP no pasquim, caro Pedro Correia!? Aquilo é um vertedouro de ignorância indigente, estribilhos estafados e equívocos! A indigência vai ao ponto de versar sobre a lisura do tal "referendo", não fora a sabotagem da polícia. Uma coisa que o escriba, presumo, e sem dois litros de tinto no papo, não admitiria para as eleições da junta de freguesia!! E cavalga em crescendo, vendo-se como o último herói romântico ladeado por Sancho, com quem divide o tinto que os anima nas noites mais frias!
JPP está enfermo e revela-se, estruturalmente, um tonto!!
Não acerta uma!!
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De Pedro Correia a 19.10.2019 às 19:05

Não li. Se é para repetir no sábado, em letra impressa, o que já debitou de viva voz três dias antes na televisão, não vale a pena comprar esse jornal.
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De Anónimo a 19.10.2019 às 10:44

Desse esquerdóide Rui Tavares é de esperar tudo, fascista de esquerda como muitos que por aí existem.....

A.Vieira
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De Sérgio Cales a 19.10.2019 às 14:31

Portugal, de facto, beneficiou da revolta catalã porque a Espanha teve que combater em 2 frentes. É a História.
A Catalunha foi inicialmente independente, juntando-se por casamento ao Reino de Aragão, formando assim a Coroa de Aragão, até ao final do século XV.
Atendendo que o varão vinha da Catalunha, seria ela o elemento com mais peso na dita Coroa.
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De Bic Laranja a 19.10.2019 às 14:56

Foi. Portugal não combateu em frente nenhuma. Nem os castelhanos pelo Alentejo por 28 anos, nem os Holandeses no Brasil e em Angola.
Duas frentes só os castelhanos, tadinhos.
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De Pedro Correia a 19.10.2019 às 19:07

Essa da impossibilidade de a Espanha - que tinha talvez o maior exército do planeta, à época - gerir duas frentes é uma falácia que muitos vão repetindo, fazendo coro com o historiador Tavares.
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De Sérgio Cales a 20.10.2019 às 10:36

Até combatemos na WWI os alemães em 3 frentes: Flandres, Angola e Moçambique. Mas em Angola e Moçambique não passaram de pequenas escaramuças de algumas centenas de tropas comparativamente à Flandres. O mesmo se passou no Brasil (no geral) relativamente às várias batalhas de fronteira Portugal Espanha. Basta comparar o número de baixas.
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De Pedro Correia a 20.10.2019 às 18:59

Na Flandres já combatíamos no século XVII. Às ordens de Filipe IV. A contínua mobilização de soldados portugueses para essa guerra espanhola que nada nos dizia respeito foi um dos muitos motivos que conduziram ao 1.º de Dezembro.
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De Pedro Correia a 19.10.2019 às 19:06

Confundir a Catalunha com o Reino de Aragão é comparar cebolas com batatas.
A Catalunha nunca foi independente. Aragão é uma autonomia muito distinta da Catalunha.
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De Sérgio Cales a 20.10.2019 às 10:46

O Reino de Aragão e o Condado da Catalunha (que não estava subordinado a ninguém, pese o nome. O mesmo se passou com o condado Portucalense após o recontro de Arcos Valdevez. Era de facto independente e reconhecido pelo rei de Leão, mas demorou muito tempo a ser reino de nome. Aliás, d. Afonso Henriques intitula a-se rei dos portugueses e não de Portugal), eram "iguais entre os pares". Daí o casamento entre as 2 linhagens e a formação da Coroa de Aragão (não confundir com o Reino de Aragão).
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De Pedro Correia a 20.10.2019 às 22:28

Não vale a pena distorcer ou contornar os factos: a Catalunha nunca foi um Estado independente.
Compará-la com Portugal, independente desde o século XII, é um absurdo. Muitas vezes derivado da ignorância histórica. O ignorante é sempre mais permeável à propaganda política - neste caso, à propaganda separatista.

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