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"Servir a personas, no a ideas"

por Pedro Correia, em 20.09.15

pope-ap.jpg_1813825294[1].jpg

 Foto AFP

 

Acompanho em directo, através do canal televisivo Cubavisión, a homilia do Papa Francisco na missa campal realizada na Praça da Revolução, coração da Havana comunista.

Uma homilia notável, de que destaco estas palavras, que ecoam as de Jesus mencionadas no Evangelho de São Marcos (9,30-35): "Quien quiera ser el primero, ser el más importante, que sea el último de todos y el servidor de todos. Quien quiera ser grande, que sirva los demás y no que se sirva de los demás. Servir significa, en gran parte, cuidar la fragilidad. Servir significa cuidar de los frágiles de nuestras familias, de nuestra sociedad, de nuestro pueblo. Son personas de carne y hueso, con su vida, su historia y especialmente con su fragilidad, las que Jesús nos invita a defender, a cuidar y a servir. (...) Nunca el servicio es ideológico, ya que no se sirve a ideas, sino que se sirve a las personas. (...) Quien no vive para servir no sirve para vivir."

Entre os que o escutavam, na primeira fila da imensa multidão ali concentrada, estava Raúl Castro.

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22 comentários

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De Vento a 20.09.2015 às 15:56

Estava Raúl Castro na primeira fila e você e eu na primeira fila em frente da tela.
Quantos mais não estariam a ouvi-lo nestas primeiras filas?

O Papa só devia ter acrescentado, mas é necessário ideias, e ideias sólidas, para poder servir.
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De cristof a 20.09.2015 às 17:15

Noto com interesse que este papa que até eu, agnóstico, gosto de ver . está a ser olhado por muito católico mais alinhado na ponta, com muita preocupação e desdém; os confins insondáveis da fé
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De Pedro Correia a 25.09.2015 às 09:12

Francisco tem trazido muitos católicos adormecidos de volta à Igreja. E tem sensibilizado muitos não-crentes.
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De Ana Margarida a 20.09.2015 às 19:13

Palavras que se adaptam ao Raul, ao Coelho, à Merkel, ao Cameron, a todos os líderes mundiais que se servem dos seus povos e se esquecem que estão, onde estão, para os servir e não para se servirem deles. São palavras simples, mas sábias que muitos escutem, mas não ouvem.
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De Pedro Correia a 20.09.2015 às 19:22

Tem tudo a ver: ditadores e políticos eleitos pelo voto democrático. É como se você metesse o Salazar e o Mário Soares no mesmo saco.
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De Vento a 20.09.2015 às 20:25

E o Syriza, Pedro. Aquele que você dizia que estava desmembrado e que não passa de um grupo radicalista e etc. e tal.
Lá está sem perda nenhuma. O que nos dirá a isto o Pedro? E o que pensa agora que será o futuro na Grécia e com a Grécia? Será que estes estão na última fila da escuta do Evangelho que hoje nos reproduziu em castelhano?
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De Costa a 21.09.2015 às 14:06

O que dirá o autor do post , não sei. Parece do que eu julgo saber que a abstenção foi elevadíssima. Terá vencido, em proporção não desprezível, a militância de uma força política desejando manter o poder, seja esse poder o que de facto seja, perante um povo fundamentalmente exausto.

Mas, respeite-se sempre isso, foi uma manifestação de vontade legal, legítima, vinculativa e soberana. Sucede que todos esses atributos não fazem por si sós boa uma decisão. O desespero, o cansaço, a saturação, legítimos que sejam, não são necessariamente - nem em regra - bons conselheiros.

Como em comentário abaixo se aponta (era questão de tempo até isso voltar a ser invocado, na perspectiva de mancha irredimível e nunca por demais apontada dos novos, ou regressados, demónios: os alemães), Hitler foi democraticamente levado ao poder. Ora uma elementar coerência, e respeitadas as proporções devidas, manda reconhecer que essa é uma fragilidade potencial e intrínseca à democracia. A todas as democracias.

O tempo nos dirá dos efeitos da escolha grega. O tempo, Vento. Não você, seguramente. Suspeito, todavia, que você - como eu, como quase todos por aqui - dispensaria, dispensará, por lá estar. O que me parece deplorável é parecer salivar de êxtase perante a desgraçada sorte de um povo que fundamentalmente em nada vai melhorar. "Mande" por lá quem mandar.

Muito excitante que lhe pareça o decurso deste tão infeliz processo de declínio de um país.

Costa
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De Vento a 21.09.2015 às 21:52

Já respondi ali no último post do Pedro. Se tiver curiosidade, dê uma vista de olhos.
Mas eu já disse.

Não é necessário estar na Grécia ou dispensar de lá estar. Basta estar em qualquer parte deste mundo para não gostarmos de estar, como está.

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De Ana Margarida. a 20.09.2015 às 23:08

O Raul é ditador? O Hitler foi eleito democraticamente e pelo povo.
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De Pedro Correia a 20.09.2015 às 23:12

Hitler=Merkel.
Que grande lição de História.
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De lucklucky a 21.09.2015 às 16:07

"O Raul é ditador? O Hitler foi eleito democraticamente e pelo povo."

E? mas como é Comunista não admira o seu desprezo por eleições.
Hitler acabou com a eleições, tal como o PCP quis fazer cá.
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De lucklucky a 20.09.2015 às 20:12

É também uma ideologia o que faz o Papa dizer este texto.
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De Pedro Correia a 25.09.2015 às 09:14

A "ideologia" anti-ideológica.
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De Reaça a 21.09.2015 às 09:58

Fidel, o presidente-histórico escreve-se com hifen ou sem?
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De Pedro Correia a 25.09.2015 às 09:11

Presidente histérico não necessita hífen.
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De Maria Dulce Fernandes a 22.09.2015 às 14:56

Despertar a inocência adormecida nas masmorras do nosso entender, debaixo de sucessivas camadas de ideologias e preconceitos que tomámos e comemos todos como o corpo e o sangue que nos faz viver e ver surgir um dia atràs do outro sempre com a mesma demagogia indiferente, não é politiquice barata nem facciosismo.
É um apelo à humanidade de quem ainda a possui, porque também eles, os possuidores, são cada vez mais uma espécie em extinção. Eu posso ser tão obtusa como o meu próximo, mas sei ver, sei entender e sei reconhecer. Ouvir não é igual a escutar assim como ver não é sinónimo de olhar numa só direcção.
Tivessem havido mais papas Franciscos e talvez se tivesse feito realmente a tão apregoada diferença.
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De Anónimo a 22.09.2015 às 19:25

Estude o verbo haver.
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De Maria Dulce Fernandes a 22.09.2015 às 20:28

Pretérito mais-que-perfeito :

[se eles] tivessem havido ( os papas) .

A minha Gramática pode ser velha e não não ser "acordada" mas tem lá o que é essencial , creio.
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De Maria Dulce Fernandes a 22.09.2015 às 20:55

Faltou-me referir o modo.
Eu que até sou uma pessoa de bons modos ao contrário de outras tantas que por aí pululam, cometi a falta gravíssima, no meu parecer, de não referir que o modo é o conjuntivo.
Também acredito que não diga nada a muita gente...
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De Anónimo a 23.09.2015 às 09:38

"Tivessem havido mais papas Franciscos". O correcto é "tivesse havido mais papas Franciscos".
O verbo haver quando significa existir fica no singular mesmo que o sujeito seja plural. Assim "houve muitas oportunidades" e não "houveram muitas oportunidades" e "há muitas oportunidades" e não "hão muitas oportunidades". Pode ver em qualquer gramática.
A minha primeira observação foi um bocado agressiva. Peço desculpa mas fico passado com a má utilização do verbo haver. O que ouço (e outras asneiras) na televisão. Fere-me o ouvido e torno-me agressivo. Parece que na escola já não se estudam verbos.
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De Maria Dulce Fernandes a 23.09.2015 às 10:41

Pode ser que esteja errada, o que acontece algumas vezes, mas creio que aprendi que, como diz e muito bem, o verbo haver não tem plural no modo indicativo. No modo conjuntivo, conjuga-se no plural através do auxiliar, neste caso o verbo ter. Qualquer gramática, mesmo online, lhe mostra esta forma verbal. A minha, velhinha e em papel do princípio da segunda metade do século passado, conjuga assim o verbo haver no pretérito mais-que-perfeito do conjuntivo. Será que as gramáticas estão todas erradas ?
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De Anónimo a 23.09.2015 às 11:50

Todas as gramáticas que conheço estão certas no que respeita ao verbo haver. Este utiliza-se como eu disse.
"o verbo haver não tem plural no modo indicativo". Tem, tem. O problema está na forma como se utiliza e não na sua existência.
"Tivessem havido mais papas" está errado, é "tivesse havido mais papas".

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