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Será racismo? Será misoginia?

por Pedro Correia, em 31.01.20

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O Livre, que foi uma das grandes novidades eleitorais a 6 de Outubro de 2019, aliás celebrada com incontáveis expressões de exultação e júbilo, acaba de perder a sua única deputada na Assembleia da República: Joacine Katar Moreira manterá o lugar no hemiciclo, para o qual foi eleita com toda a legitimidade, mas já sem representar o partido.

A decisão foi tomada por 34 dos 41 membros do chamado Grupo de Contacto - o órgão directivo do Livre - e produz, como consequência imediata, o fim da representação parlamentar do partido, que abdica da deputada, eleita por Lisboa. Um sério revés para o primeiro agrupamento político português que adoptara a introdução de «quotas étnico-raciais» em listas eleitorais.

Subsistem legítimas dúvidas sobre a bondade desta decisão, não faltando quem considere que terá sido meticulosamente orquestrada por gente que recebeu mal a inesperada popularidade de uma deputada capaz de «introduzir diversidade» no Parlamento.

Pertencendo a doutora Katar Moreira, enquanto «presidenta», ao núcleo duro do Instituto da Mulher Negra em Portugal, assumida «entidade anti-racista e feminista interseccional» apostada no combate a quem ouse «retirar ao sujeito negro o lugar de multiplicidade», mais se enraíza em muita gente a convicção de que na origem deste expurgo estarão motivações de índole racista e sexista.

Não será indiferente a tais suspeitas o facto de o fundador do Livre ser homem, caucasiano e agora docente em Harvard - selecto viveiro da classe dominante norte-americana, reduto das elites capitalistas. Já dizia o outro: isto anda tudo ligado.


15 comentários

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De marina a 31.01.2020 às 13:26

fina ironia
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De singularis alentejanus a 31.01.2020 às 16:15

Utilizando a mesma linguagem da esquerda: Os dirigentes brancos racistas do livre expulsaram a preta…..
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De Mordaz a 31.01.2020 às 16:54

Isto só vem comprovar que as quotas são uma ferramenta que alimenta a mediocridade.
Com este sistema deixamos de privilegiar o mérito e a capacidade.
Ou seja, de forma a cumprirmos com as quotas de mulheres e lusoafricanos, acabamos por estar reduzidos à mediocridade. Imaginem agora como se sente um homem, ou uma mulher branca, ao ver que ficaram em lugares secundários das listas, só porque a número um tinha de ser mulher e negra.
Até pode ser medíocre, como se vê... mas como é mulher e negra, tem de ser o número um.
Então e se esses secundários forem melhores?
Faz-me lembrar o movimento metoo na indústria do cinema. Este movimento quer à viva força que os nomeados aos óscares tenham uma percentagem de negros e mulheres.... independentemente se tiveram desempenhos melhores ou piores.
Então e como é que se irão sentir os possíveis vencedores, negros ou mulheres se ganharem? Será que não ficar a pensar que só ganharam porque são negros ou mulheres?
Então a partir de agora não vale a pena o sacrifício, o esforço, a dedicação ou o estudo... basta fazer parte de uma minoria e temos o nosso lugar garantido.
Este caso do Livre demonstra bem isso. Foi um erro de casting, não porque se enganaram, mas apenas porque se viram obrigados a cumprir com as tais quotas... e no final estão outros membros do partido, provavelmente muito mais capazes, provavelmente muito mais dedicados às causas defendidas pelo partido, que se viram impedidos de o representar, apenas porque as quotas obrigaram a que aquela candidata fosse número um das listas.
Tanto se fala em justiça, equidade e paridade, que se esquece a capacidade, a vocação e a competência.
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De Luís Teixeira Neves a 01.02.2020 às 19:41

Você é um miserável. A JKM foi eleita em primárias no LIvre para ser cabeça de lista em Lisboa. Nada a ver com cotas. Se quer falar de cotas, fale de cotas, mas não misture as coisas que isso é calúnia.
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De Mordaz a 02.02.2020 às 17:05

Mas o senhor conhece-me de algum lado para me chamar miserável? Mas por acaso eu não tenho o direito de fazer a minha análise sobre qualquer matéria?
Se não concorda, só tem de apresentar os seus argumentos. Se não tem capacidade para os apresentar, remeta-se ao silêncio.
Infelizmente estamos habituados a pessoas do seu calibre, não têm capacidade de argumentação, provavelmente porque os argumentos são fracos, então utilizam a injúria e o ataque para se fazerem ouvir.
É a nova democracia marxista da moda, em que quem não pensa como os senhores, ou quem ousa ter espírito crítico, é de imediato bombardeado com retórica medíocre e recebe o carimbo de analfabeto, miserável ou imbecil.
Pois eu não sei em que mundo paralelo é que o senhor vive. Mas o certo é que este episódio de afastamento de jkm vem confirmar muito mais o meu argumento, do que o seu, se é que se pode chamar de argumento àquilo que escreveu.
Jkm foi de facto cabeça de lista por Lisboa e o facto de o ser não quer dizer que não tenha sido para cumprir com as quotas de mulheres e luso africanos. E falamos de quotas, não de cotas... o que vem dizer muito da sua capacidade de escrever português.
Ou seja, no final descobrimos que a minha leitura do episódio é lícita, mas que como é óbvio, não quer dizer que seja correta, mas é a minha.
E também vem demonstrar a pobreza da sua resposta, seja no estilo, seja no conteúdo, ou seja no vocabulário.
Com o que escrevi não vim com altivez achar que sou o dono da razão. Posso estar errado na minha análise, mas é a minha análise e ainda sou livre de a fazer.
Já o senhor de Livre não tem nada... ou se calhar até tem de mais... como vemos diariamente.
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De Luís Teixeira Neves a 03.02.2020 às 03:05

Uma "fossa de suinicultura" para si.
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De Anonimus a 31.01.2020 às 17:42

A Joacine chamou os seus colegas partidários de racistas e misógenos.
Usaram a "preta" para garantir o tacho, e quiseram despachá-la mal o conseguiram.
Assumamos que até tem razão. Ela nunca notou tal facto, que o partido se aproveitava e exponenciava a sua condição genética (sexo, raça e a gaguez) para daí tirar dividendos? Ou é muito ingénua, ou participou na farsa em proveito próprio. Em qualquer dos casos, não merece ser levada muito a sério.
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De Mordaz a 31.01.2020 às 18:02

O resultado podia ser um de dois... ganhar, ou ganhar.
Ganhou um lugar que lhe permite regalias e rendimentos muito acima dos que tinha, ou algum dia sonharia ter, ganhou notoriedade e fama.
No futuro prevejo ser aglutinada por um outro qualquer partido análogo na ideologia... provavelmente um bloco de esquerda.
E toda a gente ganha... ganha a joacine, que com certeza constará de um lugar nas listas que lhe permite a reeleição, mas desta vez sob outra bandeira e ganha o bloco que se aproveita da notoriedade e de um nicho de eleitores que será substancial.
No fim perde o Livre, que ou muito me engano, ou estará condenado ao desaparecimento.
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De FatimaP a 31.01.2020 às 18:23

Quanta ironia, Pedro!

E bem a propósito, digo eu, pois de uma penada, soubemos que vivemos em um País profundamente racista e movido a crimes de ódio, seja lá o que isso for.
Nunca tanto se ouviu falar em "ódio", chega a arrepiar a leviandade com que se esgrimem acusações de prática ou intenção de crimes de ódio, de racismo, xenofobia, e mais uns tantos epítetos fraternos, aplicados a um role de portugueses que, parece, aguardam na moita o sinal de algum mais destemido (enfim, encontrado!) para exterminarem os "homens bons".
Que filme! Que cansaço! Que falta do que fazer!
E, sobretudo, que des-serviço prestado à democracia e ao País!
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De Anónimo a 31.01.2020 às 23:06

A preta para combater o racismo em Portugal vai formar o primeiro partido africano em Portugal, com o mamadou... Para lutar contra o colonialismo que ainda existe em Portugal...vai lutar pela autodeterminação dos povos... Apoiar a criação dos colonatos africanos como a Jamaica, com autonomia política... Os interlocutores de Portugal com África são os portugueses de pele escura, ou seja, os católicos!! A outra África é para ser desprezada pois só promove a expansão islâmica em Portugal...
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De Luís Teixeira Neves a 01.02.2020 às 19:50

Mamadou (Ba)* É com éme maiúsculo, querido...
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De Justiniano a 01.02.2020 às 10:17

Este seu texto, caro Pedro Correia, evoca o grande Aleixo. Diz verdades a rir aos que lhe mentem a sério.
De qualquer forma acho que já atravessámos o Rubicão, ou o Alva.
E parabéns aos anti-racistas, conseguiram importar para Portugal a distopia da racialização da sociedade, a cultura do ressentimento e do confronto étnico e cultural que tão bons frutos tem produzido noutras paragens!! Têm produzido mais racistas do que 100 Venturas o conseguiriam em 100 anos!
E no meio disto tudo, ao invés de parar para pensar, redobram de esforço e velocidade, todos (Governo, o consenso liberal, academia e, sobretudo ou principalmente, a Media de Referencia)!
Recomendo, no Observador de hoje, dois artigos, ou duas perspectivas sobre a mesma realidade, de Pedro Picoito e de Patricia Fernandes.
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De Anónimo a 01.02.2020 às 14:37

"Não será indiferente a tais suspeitas o facto de o fundador do Livre ser homem, caucasiano e agora docente em Harvard - selecto viveiro da classe dominante norte-americana, reduto das elites capitalistas."

Harvard é um reduto do Marxo-Racismo para começar anti asiático por isso ele tal como ela estariam bem ali:

"Some 52 years after Martin Luther King Jr’s death and one week after the three-day weekend for which he is now remembered, Harvard says it discriminates against people with bad personalities. (...)

https://www.realclearpolitics.com/2018/06/25/harvard_is_wrong_that_asians_have_terrible_personalities_445776.html

To the fun-loving bureaucrats running Harvard, personality is measurable by your skin color and your sex life. They believe that good personalities are found in blacks, Hispanics, gays, transgenders, whites and just about everyone else, in roughly that order.

Except Asians. Harvard says Asians have bad personalities. And so to be admitted, Asians need an SAT score about 140 points higher than whites and about 450 points higher than blacks."

https://observer.com/2015/06/asian-americans-are-indeed-getting-screwed-by-harvard-but-not-how-they-think/

Claro que este racismo da esquerda é censurado por cá:

E aqui mais um belo exemplo do jornalismo racial-marxista da CNN :
https://www.youtube.com/watch?v=juQLifY4l_0&feature=emb_logo


lucklucky
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De Isabel s a 01.02.2020 às 19:27

Das poucas vezes que ouvi esse senhor falar fiquei com péssima impressão: clichês, simplismo, falta de ideias ou argumentos que acrescentem algo ao que já por aí se diz. Por isso estranhei que pudesse dar aulas em Harvard. Agora compreendo: Harvard juntou-se ao número de universidades que, na Califórnia, não toleram, ao ponto de usar a violência, todos os que não sejam “politicamente correctos”. Trata-se de uma esquerda ao lado da qual quase se poderia pensar que os comunistas são moderados.
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De Anónimo a 01.02.2020 às 16:29

Os deputados na AR acham que a frase sobre o "património a devolver" proferida por J. Katar, não teve motivações racistas, teve apenas conotações de ordem política. Sobre património dito pertença da Guiné Bissau. Muito bem.

Os deputados na AR acham que a frase sobre "deputada a devolver" J. Katar à sua terra de origem, proferida pelo deputado A. Ventura, não é de ordem política, tem apenas conotação racista. Embora este tenha reafirmado que se trata de uma apreciação de ordem política relativa à frase de uma deputada na AR de Lisboa e não deputada na AR de Bissau.

Um cego não teria compreendido este sururu.
Mas dá para perceber que alguém anda muito aflito com esse tal "de André" um perigoso racista.

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