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Sempre ao lado dos ditadores

por Pedro Correia, em 12.04.17

O PCP votou na Assembleia da República contra a condenação do uso de armas químicas na Síria, colocando-se assim ao lado do ditador Assad.

É de assinalar, esta linha de rumo dos comunistas portugueses. Sem "desvios burgueses", sem brechas na muralha.

 

Já em Dezembro de 2016 tinham alinhado com a ditadura de Assad quando foram a única bancada parlamentar a opor-se em São Bento a um voto de condenação dos bombardeamentos e outros crimes contra a população civil praticados na cidade de Alepo.

Já em Novembro de 2014 o partido liderado por Jerónimo de Sousa recusara subscrever um voto de congratulação pelo 25.º aniversário do derrube do Muro de Berlim.

Já em Fevereiro de 2014 o grupo parlamentar do PCP se isolara das restantes forças parlamentares ao negar-se a  condenar os crimes contra a humanidade cometidos pelo regime totalitário da Coreia do Norte.

Já em Dezembro de 2011 a bancada comunista se mantivera fiel à cartilha ideológica, isolando-se na rejeição de um voto de pesar pelo falecimento do escritor e dramaturgo Vaclav Havel, ex-preso político da ditadura comunista em Praga e primeiro Chefe do Estado da República Checa democrática.

 

Sempre ao lado de regimes tirânicos, sempre contra quem os combate: assim se vê a coerência do PCP.

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56 comentários

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De Anónimo a 12.04.2017 às 18:17

Caro Pedro Correia, como se diz por vezes, para quê mais palavras. Duas apenas, que tristeza. Cumprimentos. António Cabral
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 22:34

Não aprendem nada, não esquecem nada. Como os Bourbons da França pré-revolucionária.
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De lucklucky a 12.04.2017 às 18:23

E Cuba e o Ditador Fidel?

Se se é Comunista tem de se ser assim.
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 22:34

Fidel já se finou.
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De lucklucky a 12.04.2017 às 23:28

E?

O PCP votou um de pesar recente pelo Ditador Comunista Cubano.
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 23:46

Isso é normal. Anormal foi o voto contra do PCP no pesar do parlamento português pela morte de Vaclav Havel.
O partido de Jerónimo de Sousa ainda vive nos tempos da Guerra Fria.
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De lucklucky a 13.04.2017 às 20:55

Porque é que é votar contra um voto de pesar de Vaclav Havel um inimigo dos comunistas é anormal mas não votar a favor de um voto de pesar a um ditador comunista?
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De Anónimo a 12.04.2017 às 18:33

Quem, informado, inteligente e de boa fé, pode garantir que, de facto, a tragédia que aconteceu não foi um efeito colateral?!
Quem, informado, inteligente e de boa fé, acredita que os americanos e seus aliados reagem ao evento por solidariedade com as vítimas, pura e simples?!
Quem, informado, inteligente e de boa fé, acredita, em suma, que os outros são os bons e os comunistas, os maus, ou vice-versa?!
Deixemo-nos de jacobinices e colaboremos todos, isso sim, para um mundo verdadeiramente melhor.
João de Brito
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De Costa a 12.04.2017 às 21:56

Suponho que com estas suas palavras V. não pretende justificar, legitimar, branquear, estas grotescas - mas absolutamente previsíveis - tomadas de posição do PCP. Ou engano-me?

Costa
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 22:40

Branquear as posições do PCP é puro racismo. Sobretudo em relação à Síria, onde a situação é negra.
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De Costa a 12.04.2017 às 22:55

Toda a razão! Péssima escolha de palavras, a minha. Isto, noutros tempos, resolvia-se com a minha expedita remessa para um campozito de trabalho, ou de reeducação. De "concentração" ou de "morte" é que não! Isso é para os nazi-fascistas, evidentemente.

Costa
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 23:47

Ou de "reeducação". A novilíngua totalitária.
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De Costa a 12.04.2017 às 23:57

Precisamente...

Costa
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De Pedro Correia a 13.04.2017 às 00:02

Quem não os conhecer que os compre.
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De Nebauten a 13.04.2017 às 08:39

Diria antes que o mandariam para um campo de reeducação. E a educação, bem aplicada, liberta.
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De Nebauten a 13.04.2017 às 08:35

Lembra-se do branqueamento das verdadeiras razões para a guerra no Iraque? A existência de armas nucleares.Leu os relatórios elaborados pelos enviados da ONU e outros organismos internacionais? Não existiam
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 22:41

Caro João de Brito, não me diga que é daqueles que duvidam que Armstrong pisou a Lua.
E que o Elvis foi raptado por marcianos.
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De Nebauten a 13.04.2017 às 08:44

Leia sobre o ataque ao Lusitânia, um paquete comercial carregadinho de armamento para os britânicos . Leia sobre os ataques forjados a navios americanos que justificaram a guerra do Vietname. Leia sobre o ataque ao navio Maine que justificou a guerra hispano americana. Leia sobre as causas da guerra do Iraque etc
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De Pedro Correia a 01.05.2017 às 11:26

Se puxarmos a culatra mais atrás, chegamos à Guerra dos Cem Anos. Embora isso talvez não interesse nada pois então ainda não existiam os EUA, que alguns imaginam sempre como o país que inventou as guerras.
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De Anónimo a 12.04.2017 às 19:39

O pc é mais que burro se realmente acredita que a Rússia é comunista.
Como os tipos escrevem em círilico, que para eles , comunas,na sua enciclopédica ignorância ,é a grafia dos amanhãs que cantam, mantêm a fezada numa espécie de "recherche/retour du temps perdu".
Não lhes entra na cachimónia que aquilo é a Pátria de Pedro e Catarina, ambos Grandes. E de um Alexandre , amante de Porvoo - e com direito a estátua face á Catedral Luterana de Helsínquia.
E que o Zé dos Bigodes só foi mais um Czar, que , qualquer adepto de clube de Trotzki lhe dirá com o fervor da ignorância e do fanatismo, liquidou a revolução.
A "revolução", não se sabe - agora que , de acordo com o manual de boas práticas de qualquer paizinho dos povos, liquidou uns milhões de compatriotas e de outras nacionalidades avulsas, lá isso liquidou. E , já que se fala nisso, não deixou esquecer que se estava na terra dos "pogroms"... os julgamentos de Moscovo e Trotski "himself"...
Quanto ao gás sarin na Síria, só se pode dizer que é uma história (horrenda), além de um crime abjecto, muito mal contada.
Vai contra os interesses objectivos tanto dos Russos como do governo sírio.

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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 22:38

O governo sírio não é sério. Nem é governo: é desgoverno.
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De lucklucky a 12.04.2017 às 23:27

O PCP está-se nas tintas se o Rússia é Comunista ou não porque o Comunismo sempre foi só uma camisola/pretexto para justificar o poder.
A ideologia Comunista sempre teve como objectivo a destruição do Ocidente para ser mais fácil tomar o poder. Nada mais.
Por isso os Comunistas agarram-se ao que for conveniente, se for conveniente defender os Nazis e dizer que a guerra contra eles é uma guerra imperialista para tomar o poder diz-se.
Quando o tomam acaba a conversa sobre os sindicatos, a liberdade de expressão, a liberdade de associação, os pintores e artistas etc, etc...
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 23:49

De facto, entre 1939 e 1941 o movimento comunista internacional foi um aliado objectivo da Alemanha nazi sob a alegação de que ingleses e franceses queriam travar uma "guerra imperialista" contra Hitler.
O PCP não fugiu à regra.
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De Nebauten a 13.04.2017 às 08:06

O herdeiro do trono inglês, Eduardo VIII, era também um fervoroso admirador de Hitler. E muitas lords também o eram. O comunismo, como o nazismo eram anticapitalista e ambos revolucionários
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De Nebauten a 13.04.2017 às 08:00

Meu caro Luck, qual a ideologia que não luta pelo poder? E claro que os sindicatos acabavam pois com o comunismo no poder terminava a luta de classes. Ela seria transcendida pela Nação orgânica.
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De Einstürzende Neubauten a 12.04.2017 às 20:36

Mau caro, não faça o jogo deles, a bem do jornalismo!

O que João Oliveira disse no Parlamento, calando o Telmo (curioso como pode ser um Telmo do CDS? Telmo é nome de comunista), foi que o PCP não estaria disposto, enquanto Paulo Portas e Durão Barroso não se retratassem no Parlamento e justificassem o ataque ao Iraque, em suposições, de responsabilidades, em guerras estrangeiras (A Rússia defendeu que o "ataque químico" resultou do bombardeamento, pela Força Aérea Síria, de um armazém onde os "rebeldes" escondiam gás Sarin). Relembre-se que o factor decisivo sobre o ataque ao Iraque relacionava-se com a existência de armas químicas, que nunca foram descobertas. Depois cozinharam outra justificação. Era pela democracia. Veja-se hoje o Iraque.

É por esse e por outras que o jornalismo está completamente de rastos, procurando hoje o cidadão informação junto de agências noticiosas on line (Hufington Post, etc) não dependentes das corporações que controlam o jornalismo em Portugal. Jornalismo é hoje propaganda. Não mais. Como dizia Rangel:
“Uma estação que tem 50% de share vende tudo, até o Presidente da República! Vende aos bocados: um bocado de Presidente da República para aqui, outro bocado para acoli, outro bocado para acolá, vende tudo! Vende sabonetes!” As declarações do então director-geral da SIC foram proferida no documentário “Esta Televisão é a Vossa”, realizado por Mariana Otero para o canal ARTE e emitido também pela SIC.

Vergonha , meus senhores!! Vegonha...
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De Einstürzende Neubauten a 12.04.2017 às 22:11

A fraseologia deste meu comentário está uma boa mer..! Peço desculpa. Mas já nem sei se escrevo assim devido a estar vaporizado, ou se o faço, por este, já ser o meu estado normal. Ao jantar alheio-me, pelo tinto, num mundo de fantasia.

Mas por favor, meus caros concidadãos, leiam, não no que escrevo, mas no que quero dizer.

V, onde anda o garrafão de Morangueiro?
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 22:37

Cuidado: não beba morangueiro. Queima os neurónios.
Mal por mal, antes absinto.
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De Tiro ao Alvo a 12.04.2017 às 22:39

Está a querer-nos dizer que é simpatizante do PC? Ou é só para chatear?
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 22:46

Julgo que será mesmo por simpatia pelos vermelhos. Daí beber morangueiro.
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 22:38

Só ouvi o camarada Oliveira dizer "ámen". Ao ditador Assad.
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De João Pedro Pimenta a 13.04.2017 às 01:37

Fala do mesmo "jornalismo de rastos" que na altura, e na sua grande maioria, questionou a invasão do Iraque, os seus pretextos e a existência das tais armas químicas?
Coerência, meu caro. Coerência.
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De Einstürzende Neubauten a 12.04.2017 às 20:40

Sobre Operações False Flags:

RUSSIA WARNS UNITED STATES for new FALSE FLAGS IN MIDDLE EAST! BREAKING NEWS
https://www.youtube.com/watch?v=5DVickVNt80

Não foram os EUA que mataram um presidente, JFK, que até aos dias de hoje ninguém soube de quem foi a responsabilidade? Porquê confiar mais no amaricanos do que nos russos?
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 22:35

Foram os EUA que mataram o Kennedy? Eu pensava que tinha sido o Lee Oswald.
Estamos sempre a aprender.
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De Einstürzende Neubauten a 12.04.2017 às 23:19

Li o Livro(?), vi o filme.

JFK, Oliver Stone
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De isa a 12.04.2017 às 21:02

Como sabe, dos meus comentários, de comunista não tenho nada, sou voluntarista e não acredito num Mundo melhor enquanto alguém quiser controlar e mandar na vida dos outros mas, esta não posso deixar passar porque a Verdade será sempre a Verdade dita por quem quer que seja, mesmo dita por quem tenha princípios diferentes dos meus e, serei a 1ª a defender o Direito de eles viverem como quiserem desde que não me obriguem a viver à maneira deles.

Assad foi eleito e não há prova nenhuma que tivesse gaseado alguém e, se tivesse ouvido a equipa de investigadores quando foi do caso anterior, depois de ouvirem várias testemunhas, ficaram convencidos de que tinham sido os terroristas (hoje nem precisamos do diz que disse, podemos ver os vídeos das conferências que dão e, se a imprensa "tradicional", massaja as conclusões, isso é para quem aceita essas conclusões, sem ter feito o mínimo trabalho de investigação).

Assad que agora estava a ganhar aos terroristas (treinados e armados pelos EUA- isto confirmado pela Clinton em vídeo), não tinha motivo nenhum para atacar a sua própria população mas, quem estiver interessado em continuar a mesma trajetória de conflitos, seja com a Rússia ou o Irão ou até quiser uma nova Guerra Mundial, pode crer que, culpar Assad para ter uma desculpa para não haver paz naquela região, terá muito interesse em que pensem isso de Assad.

Desde 2011 que muita coisa estava programada e, a esperança, era Trump não ser manipulado pelo chamado Deep State (que para si nem deve existir) mas, curiosamente, agora podemos confirmar algo que foi dito há 6 anos, pelo General Wesley Clark das forças armadas americanas e, a única coisa diferente é estarem apenas atrasados mas, pelos vistos, vai tudo conforme o "Programa"

Escolho um vídeo, apenas com a parte mais importante porque, a grande maioria repete tudo mas, não têm paciência para ouvir discursos longos, assim, fica pouco mais de dois minutos e já dá muito que pensar.

https://www.youtube.com/watch?v=9RC1Mepk_Sw
General Wesley Clark: Wars Were Planned - Seven Countries In Five Years
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De isa a 12.04.2017 às 22:09

Só para rectificar um pormenor, essas guerras estariam programadas muito antes mas, eu, só tomei conhecimento desse facto em 2011.
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 22:36

Assad foi "eleito"? Pois claro. Salazar também era. A União Nacional tinha votações esmagadoras.
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De isa a 12.04.2017 às 22:54

O mais simples, pode consultar a Wikipédia:

"Born and raised in Damascus, Assad graduated from the medical school of Damascus University in 1988, and started to work as a doctor in the Syrian Army. Four years later, he attended postgraduate studies at the Western Eye Hospital in London, specialising in ophthalmology. In 1994, after his elder brother Bassel died in a car crash, Bashar was recalled to Syria to take over Bassel's role as heir apparent. He entered the military academy, taking charge of the Syrian occupation of Lebanon in 1998. On 10 July 2000, Assad was elected as President, succeeding his father, who died in office a month prior.
In the 2000 and subsequent 2007 election, he received 99.7% and 97.6% support, respectively, in referendums on his leadership.

On 16 July 2014, Assad was sworn in for another seven-year term after taking 88.7% of votes in the first contested presidential election in Ba'athist Syria's history. The election was criticised by media outlets as "tightly controlled" and without independent election monitors, while an international delegation led by allies of Assad issued a statement asserting that the election was "free, fair and transparent". The Assad government describes itself as secular, while some experts claim that the government exploits sectarian tensions in the country and relies upon the Alawite minority to remain in power."

Agora, como reformador quem é que, realmente, não gostou dele, por não seguir "ordens" e, ordens vindas de Quem?

"Once seen by the international community as a potential reformer, the United States, the European Union, and the majority of the Arab League called for Assad's resignation from the presidency."

Imagine que os Árabes não gostam dele... aqueles "santinhos" que nem deixam as mulheres conduzir, não recebem migrantes e tão democráticos... a matar os oponentes. Se ele fosse um "pau mandado" pode crer que seria perfeito para a imprensa "tradicional".
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De Pedro Correia a 13.04.2017 às 00:00

Com tão desenfreado entusiasmo pelo Assad, se eu estivesse no seu lugar tentaria uma colaboração no 'Avante!' Que tem publicado títulos de total colaboracionismo com a ditadura síria, como este na primeira página: "Síria desmonta campanha imperialista".
Já que gosta de consultar a wikipédia, é pena que não tenha perdido algum tempo a informar-se sobre o massacre de Huma, quando o Assad pai afogou em sangue uma rebelião sunita, ainda hoje recordada como um dos maiores massacres ocorridos no Médio Oriente. Terão sido assassinadas 20 mil pessoas nesse morticínio - e bastaria isso para levar a ditadura síria ao banco dos réus, acusando-a de crimes contra a humanidade.
https://en.wikipedia.org/wiki/Hama_massacre

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De isa a 13.04.2017 às 01:13

Portanto, para o conhecer a si, bastava ter conhecido o seu pai

Olhe que o meu pai gostava da "educação à estalada" e, aos meus, nunca levantei a mão, nem ameacei com coisa nenhuma.
Essa de falar no pai quando eu falei do filho é um argumento deveras interessante mas, cada um é Livre de escolher se quer debater os assuntos honestamente ou usar a técnica dos sofistas e, para não haver confusões:

"O conceito de Sofista foi entendido de diversas formas ao longo da história. Muitas vezes, o sofista era considerado um sábio que, graças aos seus conhecimentos, podia educar pessoas. Os sofistas, neste sentido, aconselhavam nomeadamente os dirigentes e ensinavam-lhes como podiam influir na população.
Com isto do Influir, houve sectores que assinalaram os sofistas como enganadores que, fazendo uso da retórica e da dialéctica, enganavam as pessoas.
Desta forma, começou-se a qualificar como sofistas aqueles que recorriam aos sofismas para desenvolver os seus raciocínios e convencer os outros.
Um sofisma é uma falácia: algo que, pelas aparências, se apresenta como válido, ainda que, na realidade, não seja falso.
Usar argumentos capciosos para enfraquecer o verdadeiro, em favor do falso, dando-lhe aparência de verdadeiro."
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De Pedro Correia a 01.05.2017 às 11:28

Tal pai, tal filho. Isto poderia ser o lema do Estado sírio, asfixiado há quase meio século pelo clã Assad.
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De Nebauten a 13.04.2017 às 08:10

Nada comparado com Nagasaki e Hiroshima. Ou com o Napalm, no Vietname.
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De isa a 13.04.2017 às 12:27

Pois é Nebauten, isto de reduzir seres racionais a meros seguidores dá nisto, haver uns "bons" que façam o que fizerem, têm justificação para tudo, do mais terrível que se possa imaginar, enquanto outros, façam o que fizerem, só por não serem "controláveis", são os "maus" que devem ser punidos pelos "bons".

Como eu já referi anteriormente, nada como reduzir adultos a crianças para acreditarem no Pai Natal, em Fadas ou no Lobo Mau

"Ninguém precisa pensar ou investigar absolutamente nada", porque nós, aqui em baixo, uns autênticos desqualificados que não percebem nada de nada, só temos que brincar com os nossos brinquedos tecnológicos, fazer umas quantas birras quando estamos entediados porque, lá "em cima", os "especiais" é que sabem do que nós precisamos, o que é melhor para nós e o que devemos pensar e, como eles são os Omnipresentes, Omniscientes e Omnipotentes, uns deuses que habitam o Monte Olimpo, vão-nos informando quem são os bons, os maus, como nos devemos comportar e, principalmente, termos medo, muito medo, senão, para além de Leis, Regulamentos, Taxas e Impostos ainda levamos com meia dúzia de nukes em cima da cabeça... ou pior (aquilo que nos destrói mas que não sabemos ou acabamos por descobrir tarde demais).
Mas não há nada que produza melhores resultados, como pôr "as crianças", permanentemente, com medo do papão (ou vários) para as conseguir "pôr na linha", sempre obedientes e submissas

Há o Mundo Real e a Percepção que nós temos desse Mundo que nos rodeia, basta controlar a informação para conseguirem manipular a nossa percepção.
Só nos resta duvidar, questionar e investigar, para chegar às nossas próprias conclusões, sempre preparados para as alterar na presença de novos factos e, para isso, com as nossas únicas ferramentas disponíveis: Discernimento, Consciência Moral e Livre Arbítrio e, para as conseguir "afinar", só temos um curto espaço de tempo, se não quisermos cá voltar para repetir tudo outra vez porque, a partir do ponto em que saímos daqui, só há opiniões mas, como a energia não se perde apenas se transforma e, pela física quântica, afinal nada é tão simples como parece... será melhor prevenir do que remediar porque, se podemos fazer algo bem feito, para quê atamancar?
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 22:36

É voluntarista? Muito bem. Admiro pessoas que se dedicam ao voluntariado.
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De isa a 13.04.2017 às 00:49

Não tem nada a ver com voluntariado e não lhe vou explicar tudo mas, em resumo:
O voluntarismo do século XIX tem sua origem em Kant, particularmente na sua doutrina do "primado do prático sobre a razão pura".
Intelectualmente, os seres humanos são incapazes de conhecer a realidade última, mas isso não é necessário nem deve interferir no dever de agir, como se o caráter espiritual dessa realidade fosse certo. A liberdade não pode ser demonstrada de forma especulativa, mas sempre que uma pessoa age sob um motivo fornecido pela razão, está exibindo a eficiência prática da razão e, assim, mostrando a sua realidade no sentido prático. Segundo Kant, há duas linhas distintas de voluntarismo.

Para Fichte, o criador do voluntarismo racional, o Ético é primordial tanto na esfera de conduta quanto na esfera do conhecimento. Toda a natureza da consciência, só pode ser entendida do ponto de vista dos fins que são estabelecidos pelo Eu, nunca num colectivo imaginário. O mundo real, com todas as suas atividades, deve ser entendido apenas como material para a atividade da razão prática, como o meio pelo qual a vontade alcança a completa liberdade e realização moral.
Nascemos com uma Consciência Moral e Livre Arbítrio e se pensa que uma sociedade só pode funcionar através da força e coação, em vez de ser através do Exemplo, o problema está, precisamente, naqueles a quem não lhes interessa dar Exemplos e, infelizmente, com o tempo, são precisamente estes que chegam ao Poder e, acabam por dar outro tipo de "exemplos".

As crianças quando lhes dizem para fazerem uma coisa e vêem fazer outra, realmente, precisamos de muitos polícias quando elas se tornam adultas.
Desde pequenos, com tanta confusão na cabeça e sem terem guias de conduta que as ajudem a pensar com a sua própria cabeça, chegados a adultos, terão muitos que pensarão por eles e, ao insistir no mesmo modelo, pelo que estamos a ver, temos um Mundo "cada vez melhor".

O único Problema com o meu voluntarismo, onda a única justificação do uso da força, seria exclusivamente para defesa, em vez de ser usada para coação, iria deixar muitos políticos desempregados porque uma sociedade, organizada e transparente, não precisa de falsas promessas nem de mentiras eleitorais, cuja principal função, para ganhar eleições, é agradar a uns, mesmo que lixem todos os outros. Nem sequer estão preocupados em medidas que sirvam a todos, só têm de agradar ao "seu" próprio eleitorado. Como sempre, dividir para reinar. Agora reinas tu, agora reino eu e, se for preciso, reinamos em conjunto porque o importante é reinar sobre as massas.

Eu vejo indivíduos que nascem com o direito de viverem como desejarem e com Poder sobre a sua própria Vida, eles vêem populaça que precisam "enrolar" para poder controlar e subjugar às ideias deles. A responsabilidade individual, pelas próprias acções, não convém a quem queira Poder sobre os outros e, até podem pôr um país na falência, porque nada lhes acontece e ainda recebem Pensões de Reforma, para não falar de privilégios ou futuros "tachos" por terem servido, tão bem, "outros interesses".

Não é por acaso que a tecnologia evolui e os seres humanos, emocionalmente, ainda parecem viver no tempo das cavernas, mais bem vestidinhos, com mais tralhas mas, sempre dependentes de qualquer coisa e, estamos a piorar porque, para controlar melhor, querem adultos como criancinhas que nunca aprenderam o que é ser responsável para poderem ser "guiadas" e, se necessário, castigadas se não cumprirem as leis criadas pela meia dúzia de "iluminados" a quem temos de pagar, mesmo que prestem um péssimo serviço.

Já estou à espera que me diga aquela do fiquei perdido com tantas palavras mas, são precisamente as palavras que nos podem libertar ou subjugar e, ultimamente, sabemos,muito bem, quais as mais "convenientes"... aliás, o politicamente correto até chegou para ver se acaba com elas todas, um último momento para poderem fechar as portas do curral porque o que eles, realmente, querem não são Seres Humanos mas, ovelhas.
Mais uns Temas, em vez de Disciplinas e, estamos quase lá
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De jpt a 12.04.2017 às 22:52

Ainda assim surpreende-me que o partido ecologista esteja contra um voto adverso à utilização das armas químicas.
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De Pedro Correia a 12.04.2017 às 23:52

Esse apêndice do PCP é um caso perdido. E não é de agora:
http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/298019.html
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De jpt a 13.04.2017 às 04:47

(minha) ironia à parte, aquilo é uma fraude. Tão inadmissível como o silêncio (habituado) que se lhe dedica
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De Zé a 14.04.2017 às 09:55

Toda a razão.
Chega a ser penoso ver H. Apolónia na bancada que a suporta.
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De Pedro Correia a 14.04.2017 às 12:41

Hei-de voltar ao tema.
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De Justiniano a 13.04.2017 às 12:13

Caro Pedro Correia, será, provavelmente, em relação à Síria, das poucas vezes em que o PCP acertou o norte da bússola! Este voto de condenação pressupunha, crismava o juízo de censura ao Presidente Síria, a autoria do emprega das tais armas químicas! Veremos mais tarde o que verdadeiramente aconteceu!! (confesso desde já a minha incredulidade face às imputações da autoria a Assad. Acho improvável e contraditório com o curso recente de eventos no conflito)
Confesso, também, desde já que vejo em Assad, neste conflito Sírio, a representação do lugar mais próximo da civilização face aos insurgentes, que quando não representam a mais encarniçada barbárie apenas representam meia dúzia de ruas de uma qualquer cidade, ou um autocarro (coisa próxima dos liberais em portugal)!!
Com Assad estão os cristãos, que fundaram a primeira igreja de cristo em Antióquia, e os descendentes dos helénicos que pariram Homero (mais das vezes são os mesmos).
Nisto está o PCP, excepcional e perfeitamente correcto!
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De Einstürzende Neubauten a 13.04.2017 às 23:20

Tchim-tchim
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De V. a 01.05.2017 às 10:51

Santinho.
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De Pedro Correia a 01.05.2017 às 11:29

"Santinho" não pode dizer-se. Viola o princípio da laicidade.

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