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Rutger Hauer (1944-2019)

por João Campos, em 24.07.19

I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhäuser Gate. All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die.

Blade Runner (1982)

Há actores que precisam de uma carreira considerável para serem lembrados. Rutger Hauer precisou apenas de improvisar um monólogo nos minutos finais de Blade Runner para alcançar a imortalidade. 


27 comentários

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De João Sousa a 24.07.2019 às 20:43

O João antecipou-se-me. Ainda bem, porque eu não teria escrito melhor.

Há uma dúzia de anos, quando circulou nos cinemas a versão "Final Cut", fui (re)vê-lo no El Corte Ingles. Recordo-me de muitos dos espectadores, ao chegar esta cena, e talvez mesmo sem terem percepção do que faziam, inclinarem-se para a frente - como se tivessem receio de perder a mais ténue respiração que viesse do ecrã.
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De João Campos a 24.07.2019 às 21:11

A primeira vez que vi "Blade Runner" foi nessas sessões do El Corte Inglés, salvo erro em 2007, a propósito do 25º aniversário do filme. Fiquei maravilhado, tanto pelo filme em si, como pela vasta influência que teve na ficção científica, e que só então compreendi.

No ano passado vi a versão original numa sessão ao ar livre na esplanada da Cinemateca. Aquela deve ter sido a noite mais fria de Setembro: nem com dois copos de vinho consegui aquecer. Mas só para chegar à cena final de Roy Batty valeu a pena.
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De João Sousa a 25.07.2019 às 09:23

Blade Runner acontecia em 2019. O facto de Rutger Hauer morrer no mesmo ano em que morreu Roy Batty é uma coincidência com o seu quê de poético.
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De João Campos a 25.07.2019 às 10:28

Sem dúvida.
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De sampy a 24.07.2019 às 20:54

Para mim, será sempre Etienne Navarre, o cavaleiro de Ladyhawke.
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De João Campos a 24.07.2019 às 21:13

Não consigo desdenhar dessa escolha. "Ladyhawke" é um filme belíssimo, que nem o Matthew Broderick conseguiu estragar.
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De Anónimo a 24.07.2019 às 21:26

Ainda ontem, não sei porquê, me apeteceu ouvir a ost do Blade Runner (e ouvi-a duas vezes seguidas).
E pensei: um dia destes tenho que rever o dvd, não é a mesma coisa que ver no cinema, eu sei, até porque o vi em estreia num cinema sério, mas quando se vive no interior da Beira Interior... é o que se pode arranjar.

Está decidido: vou vê-lo agora 📺📀


Maria
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De João Campos a 24.07.2019 às 21:38

Se não tivesse de acordar às seis e meia da manhã, até alinhava nesse programa. Assim, ficará para o fim-de-semana no Alentejo.
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De Vorph Valknut a 25.07.2019 às 09:36

Fui ver ,aquando da estreia , o Blade Runner 2049 e gostei bastante....a banda sonora, a imagem. Soberbo, Ryan Gossling.

https://youtu.be/gCcx85zbxz4
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De João Campos a 25.07.2019 às 10:29

Gostei do 2049 mais do que pensei que fosse gostar, mas não consigo deixar de o considerar desnecessário.
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De António a 25.07.2019 às 13:01

Roger Ebert demorou 14 anos a considerar Blade Runner um Great Movie, e não foi um sucesso estrondoso de bilheteira. Eu diria que o João está no bom caminho. E já agora, qual é o filme “necessário”?
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De João Campos a 25.07.2019 às 13:15

Qualquer filme que traga algo de novo pode ser necessário (isto é uma opinião muito pessoal). Há sequelas que, por aquilo que acrescentam ao original, são relevantes - pensemos em Aliens, Terminator 2, Mad Max 2, The Empire Strikes Back. Não me parece ser esse o caso aqui, mas é muito possível que, ao rever o filme, o veja enfim com outros olhos.
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De António a 25.07.2019 às 21:10

Pense nas portas que abriu. O primeiro deu-nos uma parte dos planos de Tyrell - replicants sem prazo de validade. E termina.
Este prossegue. Há mais replicants, quer antigos quer do Wallace, que também não são tão obedientes como se julga, e Tyrell criou dois protótipos que se podem reproduzir.
Este Blade Runner é aberto. Não renega o anterior, expande-o. E há imensas possibilidades na figura da Joi, que introduz outro nível possível de existência.
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De João Campos a 25.07.2019 às 23:07

Tem razão, António. Eu é que, sendo um leitor muito frequente de ficção científica, gostaria de ver outras histórias a ser adaptadas em produções à altura do desafio. Do Philip K. Dick há o "Ubik", por exemplo (o "A Scanner Darkly" já deu um filme magnífico). E, fora de PKD, podemos pensar noutros textos fundamentais do género que, bem trabalhados, poderiam dar filmes excelentes. "The Left Hand of Darkness", "The Forever War", "Neuromancer" (este parece perdido no "development hell"), etc.

Denis Villeneuve, que realizou o "Blade Runner 2049", fez um trabalho notável em "Arrival", adaptando um conto excepcional de Ted Chiang. E vai pegar no "Dune" (vamos lá ver se é desta...). Espero vê-lo com novos projectos no género; lá talento não lhe falta.
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De António a 25.07.2019 às 23:19

Ui, o Ubik devia dar um filmão. Pois eu gostava de ver o Schild's Ladder em filme, eh eh. Qual Marvel qual caneco! Ou O Planeta Dos Deuses.
Olhe, um filme que gostava de ver refeito era O Planeta Proibido. Acho que, como você diz, anda perdido no tal "development hell" - falou-se em Scorcese, e depois deixou de se falar. Ainda hoje gosto do original, mas merecia uns efeitos especiais onde não se vissem os fios
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De João Campos a 26.07.2019 às 00:09

Ah, o Forbidden Planet. Que filme magnífico. Não sei se precisaria de um "remake"; como está, está brilhante. Em tempos, quando ainda molhava a ponta dos dedos na escrita de ficção, ocorreu-me pegar na premissa (as máquinas capazes de manifestar o id de quem com elas interage - perdão pelos spoilers, é um filme dos anos 50...) e explorá-la num outro contexto, mas acabei por nunca o fazer. Talvez um dia.

Olhe, já no tema dos sonhos: "Paprika", de Satoshi Kon. Ficção científica em animação japonesa de primeira água. O Nolan bem tentou chegar lá com o "Inception", mas faltou-lhe a imaginação.

Fiquei curioso quanto ao "Schild's Ladder"; muito lhe agradeço a sugestão. A ver se o arranjo num destes dias.
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De Cristina M. a 24.07.2019 às 22:11

belíssimo.
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De João Campos a 24.07.2019 às 23:56

É um dos meus momentos preferidos em filme.
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De Vorph Valknut a 24.07.2019 às 22:45

Nem mais, João!

Um pouco fora de tema, mas muito ligado ao espirito do Blade Runner, recomendo, se for adepto, o jogo Detroit: Become Human para PS4.
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De João Campos a 24.07.2019 às 23:56

Sou adepto, mas ainda estou a terminar o Horizon: Zero Dawn (que, não sendo cyberpunk, é um dos melhores videojogos que já joguei).
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De Vorph Valknut a 25.07.2019 às 00:24

Vou ver esse. Gracias
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De Anonimus a 25.07.2019 às 00:37

Flesh+Blood.

Rip
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De João Campos a 25.07.2019 às 10:30

Ainda tenho alguns dele para ver.
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De JPT a 25.07.2019 às 10:22

Vi no Quinteto (antes e depois denominado Cinebolso), em 1983. Chovia e ainda me lembro onde o meu pai estacionou o carro. O LP com a BSO comprei-no logo a seguir, na Discoparada. All those moments will be lost in time, like tears in rain.
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De António a 25.07.2019 às 12:56

Tem de recomprar a BSO, porque a original, de Vangelis, só saíu anos e anos depois, e é muito diferente da versão “oficiosa” pela New American Orchestra - eu sei, tenho as duas.
Aproveite e compre a do 2049, e espero que tenha um sistema de alta-fidelidade. E que goste dum desafio auditivo. E que as suas colunas também gostem dum desafio.
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De JPT a 25.07.2019 às 14:21

Obrigado! De facto, só tenho a da New American Orchestra (em LP e CD, também dos primeiros que comprei) e desconhecia a existência de outra edição. Mas sou conservador: não prescindo da "voz off" do Deckard e dispenso o Unicórnio, por isso, a ver vamos. PS: o End Title sempre foi um teste para as minhas colunas.
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De António a 25.07.2019 às 17:01

Fique tranquilo, a versão original (que é mesmo a do Vangelis) tem a voz do Deckard, e da Rachael, e do Tyrell. E tem a música do filme como aparece no filme. Que é o que se quer, acho.
A do Hans Zimmer para o 2049 é um trabalho de electrónica, que nem é muito típico dele, nem tem nada a ver com o trabalho de Vangelis, que é mais pop. É muito subtil, no sentido em que tem uma enorme riqueza de texturas e timbres quase sugeridos, sendo que o problema é muita dessa subtileza vir acompanhada de graves telúricos. É grande, ao vivo deve ser um espanto, e, para mim, melhor que a do Vangelis - embora não seja coisa que se possa trautear ou apreciar em MP3.
Ouvi tudo de seguida - são 2 CDs - e quando terminou fui à web tentar perceber que tipo de sintetizadores conseguem criar aqueles sons. Pois, são sintetizadores desenhados específicamente para este trabalho. Subtil.

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