Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Robles - Negócios Imobiliários Ldª

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.07.18

20180728_193755.jpg

 

"A sua avaliação foi feita por uma agência imobiliária, que o teve à venda por seis meses até [A]bril. Desde então, o imóvel não está a venda.

Esta compra não foi uma operação especulativa. Para o demonstrar, tomei com a minha família a decisão de colocar o imóvel em propriedade horizontal, de forma a poder dividir as fra[c]ções entre mim e a minha irmã. Não venderei a minha parte do imóvel e colocarei as minhas fra[c]ções no mercado de arrendamento. Não comprei este prédio para o vender com mais-valias e, pela minha parte, não o farei."

 

Não vou perder muito tempo a ler e a analisar as prestações imobiliárias do vereador Ricardo Robles, político do Bloco de Esquerda. Temos em Portugal bastantes exemplos, que cobrem todo o espectro político, de indivíduos que optando por uma carreira política são capazes de hoje dizer uma coisa e logo a seguir fazer exactamente o oposto do que acabaram de defender.

Não tenho nada contra, bem pelo contrário, tenho admiração por todos aqueles que são capazes de enriquecer de uma forma séria, justa, honesta, cumprindo as regras do exercício da sua profissão (quando as há), sem andarem a vigarizar, aldrabar, a contornar leis e regulamentos, cobrando por debaixo da mesa e contando com a ignorância dos incautos para irem progredindo.

E conheço muita gente séria, como também conheço aldrabões, chicos e vigaristas em barda. 

Em relação a todos eles o que faz a diferença é apenas uma coisa: o carácter. Com mais ou menos educação, com mais ou menos posses, é apenas isso que os distingue.

No caso de Ricardo Robles só sei quem é por andar nas lides da política, militando num partido, exercendo um cargo público. Nunca me foi apresentado, nunca convivi com o fulano, nunca trabalhei com o sujeito directa ou indirectamente. E, naturalmente, nada me move contra ele.

Mas exactamente por Robles ser um político é que escrevo estas linhas, tanto me fazendo para o caso que seja do Bloco de Esquerda ou de outro partido qualquer. O homem precisa de alguém que o defenda.

Ouvi as suas declarações na entrevista à SIC, depois li o comunicado que publicou na sua página do Facebook.  Fiquei elucidado.

Que tenha adquirido um imóvel em estado degradado, num processo público e transparente, tendo acesso a informação que todos podem ter, presumo eu, desde que a procurem, não me parece mal.

Que tenha procurado recuperá-lo, valorizá-lo e ganhar dinheiro com o dito, respeitando os inquilinos que lá estavam, tratando-os com decência, também não me parece mal.

E que quisesse aproveitar a oportunidade, quaisquer que fossem as suas razões para ganhar dinheiro com o prédio, como qualquer outro cidadão poderia fazer, desde que tivesse capital para investir ou lhe fosse concedido crédito, também me parece justo.

Um tipo deve ter o direito de viver com um mínimo de conforto. Na política, em Portugal, ganha-se pouco ou nenhum dinheiro, os salários são miseráveis para o trabalho produzido, nalguns casos, e miseráveis para a responsabilidade, também nalguns casos. Até aí tudo bem.

A parte que eu não percebi foi aquela em que o vereador Ricardo Robles, quadro e camarada bloquista, vem dizer à populaça que não tinha interesse em fazer uma operação do tipo das que ele e a sua malta do BE classificam como "especulativa".

Se não tinha interesse então para que o colocou à venda, é ele que o diz, durante seis meses numa agência imobiliária?

As agências e os agentes de mediação imobiliária não são cooperativas de habitação geridas por padres franciscanos. São sociedades comerciais e estabelecimentos propriedade de empresários, como ele também é, cujo objectivo é a realização de lucros. Lucros. Presumo que o vereador Ricardo Robles, que até tem uma licenciatura, como homem que se reclama de esquerda, saiba o que são lucros. Se não souber o Prof. Francisco Louçã poderá dar-lhe umas lições. Pro bono, evidentemente.

Depois, quando o vereador Ricardo Robles assina um contrato com uma agência de mediação imobiliária também deve ter a noção para que serve. Pode ser para vender, como também pode ser para arrendar. E em qualquer um dos casos sabe que pelo serviço que for prestado deverá pagar uma contrapartida. Um preço, uma comissão por essa actividade, desde que, em princípio, a venda ou o arrendamento sejam  concluídos com sucesso durante o prazo do contrato.

E o vereador Robles também sabe que esse preço, porque isso está lá no contrato e ele não o deverá ter assinado de cruz, pois que se o fizesse dessa forma isso seria uma irresponsabilidade que desde logo não o recomendaria nem sequer para guia de um clube de escuteiros, corresponde ou a um valor fixo ou a uma percentagem sobre o valor de venda do imóvel ou do seu arrendamento.

E também sabe que o preço acordado entre o vendedor ou senhorio e a agência de mediação imobiliária consta do contrato (estas coisas não são de boca), visto que é o proprietário do imóvel, e não a agência, por muito desregulado que esteja o mercado, quem fixa o preço e tem a palavra final sobre o valor por que o imóvel deverá ser colocado no mercado.

Ora, o vereador Robles sabia perfeitamente qual o valor pelo qual a dita imobiliária avaliou o imóvel. E só depois disso, da avaliação e do preço fixado, é que o colocou à venda. Isto é, no mercado. Não foi num jornal de parede de uma sede do Bloco de Esquerda para ver se havia algum camarada interessado (e abonado) que estivesse disposto a adquirir a sua propriedade.

Por acaso, talvez por erro da imobiliária, demasiado sôfrega, é que o prédio não foi vendido. Se tivesse encontrado comprador, certamente que o empreendedor Robles o teria vendido. Porque o vereador Robles sabia o preço. E iria vendê-lo se durante os seis meses do contrato se tivesse aparecido um interessado.

A não ser que depois de aparecer o interessado, que até poderia ter sido um desses capitalistas árabes, de uma dessas "democracias" do Golfo, que fazem investimentos imobiliários na Europa, ou um camarada do MPLA, o vereador Robles lhe dissesse que não, nem pensar em vender o imóvel por 5,7 milhões de euros. Certamente que o vereador Robles lhe teria dito, ao potencial interessado na aquisição, que isso é um absurdo, os tipos da mediadora estão doidos. Eu e a minha irmã decidimos vender-lhe por 1 milhão e pouco, ainda não fiz as contas mas vou fazer. Nós queremos apenas o valor que receberíamos se tivéssemos o dinheiro a prazo na Caixa Geral de Depósitos, naquele banco que agora parece o defunto Banco Popular e onde pontifica um tal de Paulo Macedo, um tipo de direita que se dá com muita gente do Opus Dei. Nem pensar em vender-lhe por 5,7 milhões. Eu e a minha irmã somos solidários com os reformados e aqueles palermas do Delito de Opinião que têm depósitos a prazo na CGD".

É claro que perante isto o investidor estrangeiro até convidaria o vereador Robles e a família toda para umas férias, à borla, no Mediterrâneo, a bordo do seu iate que está numa marina de Monte Carlo. Como outros convidaram o Durão Barroso. E faria muito bem, porque lá o facto de um tipo ser um remediado do BE não lhe retira o direito de ter umas férias decentes. E um gestor de conta como aquele que tratou de vender as acções da SLN do Prof. Cavaco Silva e da filha.

Para desgraça da menina Catarina e dos seus compinchas não foi isto que aconteceu. A mediadora não se esforçou o suficiente, o negócio gorou-se. Lá se foi o dízimo do BE. E o vereador Robles mais a mana optaram, ao fim de seis meses, por constituir a propriedade horizontal. Sempre é mais fácil vender ou arrendar assim. 

Eu compreendo.

É óbvio que o vereador Robles não queria ganhar nenhum dinheiro com o investimento que fez com a sua irmã. Ele estava só a reeditar os tempos de infância quando ambos jogavam Monopólio. Coisa de garotos.

No final, ouvida a entrevista à SIC, lido o comunicado que publicou, chego à conclusão que o vereador Robles e os camaradas do BE têm toda a razão, todas as condições políticas para continuarem a sua luta contra a especulação imobiliária. Sim, porque quando os apartamentos estiverem em propriedade horizontal vão ser todos arrendados (com excepção de dois dos mais pequenos que servirão, respectivamente, para habitação do agregado familiar do vereador Robles e como casa de férias da irmã durante as suas passagens pela capital) a preços de habitação social. Nada de rendas especulativas. E actualizações de renda só se os inquilinos pedirem. Não há nisto nada de errado.

O Robles devia actuar como um capitalista e especulador. Fazer uma sociedade denominada "Robles — Negócios Imobliárias, Ldª". Ainda tentou durante seis meses. A coisa falhou e os invejosos da comunicação social, mais o sonso do Adolfo (Adolfo, não sei se a mana Mortágua te voltará a falar depois do que disseste na televisão, isso não se faz a ninguém), caíram-lhe logo em cima. Eu vi logo a jogada.

Afinal, o Robles saiu-me um patusco que anda a ver se consegue que os portugueses se sintam ainda mais estúpidos do que aquilo que são quando votam em gajos como ele (e como o Prof. Marcelo que não tarda está aí a ir à missa com a Catarina Martins e o Francisco Assis). E mais indefesos contra esses cabrões dos capitalistas que enriquecem com a especulação imobiliária.

Lamento que a Coordenadora do BE não veja isso. Aliás, ela não vê nada. Está ceguinha de todo. Nota-se que anda a precisar, há vários anos, de um colírio que lhe permita ver com a mesma definição e visão biónica com que vê o que se passa na casa dos outros o que se passa dentro de sua casa.

Mas, ainda assim, se eu fosse ao Luís Menezes Leitão, enquanto não aviam a receita do colírio da Catarina, dava uma mãozinha ao Robles e mandava-lhe uma ficha de inscrição. Sim, um formulário daqueles que ele lá tem às resmas. Para o tipo se poder inscrever na Associação Lisbonense de Proprietários. Ele há-de vir a precisar de apoio jurídico quando os tipos da Musgueira decidirem fazer uma marcha sobre Lisboa, começarem a pedir "casas com especulação controlada" e desatarem a ocupar os apartamentos e os condomínios dos camaradas do Bloco de Esquerda. Só para lhes lixarem (apetecia-me dizer f....) os negócios, evidentemente. E darem cabo da cabeça ao Costa.

Autoria e outros dados (tags, etc)


46 comentários

Sem imagem de perfil

De V. a 28.07.2018 às 17:15

Além do mais, parece que a GRITANTE incompatibilidade de ser vereador de uma câmara municipal e andar a fazer negócios imobiliários que dependem em grande parte de licenciamentos da própria câmara onde conhece toda a gente e é conhecido por toda não preocupa ninguém — nem sequer as criaturas que lá trabalham que até devem achar piada ao menino. A meu ver, a partir de hoje são todos suspeitos e fazem parte da mesma organização de gente batoteira e amoral e nunca mais contarão com o meu voto em eleições de espécie nenhuma.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 28.07.2018 às 23:21

Só agora é que se iluminou???...caramba , eu já não voto à cerca de 15 anos
Imagem de perfil

De Mia a 30.07.2018 às 15:11

Não vota, mas devia.
Sem imagem de perfil

De João Lopes a 28.07.2018 às 17:22

Concluo que o cidadão comum não pode ser político. Para o ser tem de ser como um sacerdote, abdicar de tudo, fazer votos de pobreza e até de castidade. Há muito poucos cidadãos que não tenham, no passado, uma falha nos impostos (sobretudo no IVA) ou não tenha tido comportamentos sexistas ou etc. Os políticos têm pouco campo de manobra quando comparados com os verdadeiros detentores do poder, refiro-me ao poder financeiro. A estes não escrutinam a vida privada. Eu sou de esquerda e tenho um apartamento para vender. Devo vendê-lo por um preço abaixo do valor do mercado?? Ou posso comportar-me como qualquer cidadão cumpridor da lei? Devo ir muito mais longe e mostrar que fiz votos de pobreza e castidade?
Imagem de perfil

De Sérgio de Almeida Correia a 28.07.2018 às 17:53

Não pode é fazer dos outros estúpidos. E saber assumir os seus erros com elevação.
Os cidadãos não são e não podem ser tratados como uns mentecaptos.
Sem imagem de perfil

De João Lopes a 28.07.2018 às 18:15

Desculpe lá mas com a maneira como responde está a fazer de mim estúpido. E diz que não se pode. Contradição!! Não responde às questões que levantei (nem a isso é obrigado, claro)
Sem imagem de perfil

De Gay Radiante a 28.07.2018 às 18:00

A questão não é essa. É o referido deputado ser contra a especulação imobiliária, que mais não é do que a pretensão, de aproveitando o mercado, fazer mais valias. Ou seja se for um fundo imobiliário ou um qualquer indivíduo que pretende comprar por x e vender por x+10, pára tudo. Agora se for um camarada, aceita-se. Além do mais o Bloco agora montou um arraial, para os lados de Castelo de Bode, em cujo programa se inclui o manifesto "a propriedade é um roubo ". E então o dito Robles é o quê?
Hipocrisia
Sem imagem de perfil

De qwert a 28.07.2018 às 20:24

João Lopes ....
João Lopes !!
Se é de Esquerda, e tem um apartamento par vender NÃO VENDA !!!!
1º - Pede um empréstimo, e restaura o apartamento todo.
2º - Coloca no mercado de arrendamento a preços controlados
3º - Dá prioridade a famílias carenciadas ( preferência com muitos problemas sociais )
4º - Faz anualmente toda a manutenção do prédio.
5 º- Tem a magnífica experiência de passar o resto da vida a pagar um empréstimo para que aquela família tenha uma habitação condigna.
6º - Se fizer isto tudo , então é de esquerda .... Caso contrário .... é exactamente aquilo que está a pensar.
Sem imagem de perfil

De João Lopes a 29.07.2018 às 18:45

Caro qwert
O que me aconselha equivale ao conhecido "é preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma", Como já expliquei eu dou o meu voto a quem se disponha a ir mais fundo.
E penso que se eu praticar a caridade não mudo nada, nem a direita se incomoda. Até aplaudirá.
Sem imagem de perfil

De Vento a 28.07.2018 às 21:50

Prezado João Lopes, estou em crer que o que está em causa inicialmente não é o sacerdócio e a castidade. Mas a circuncisão.
Claro está que sabemos que a circuncisão tem um valor para uns e para outros, os gentios, tem outro. Os primeiros circuncisam-se para cumprir a lei, pois parece bonito aos olhos de todos mostrar que se segue a lei; mas os últimos entendem que a verdadeira circuncisão é aquela que ocorre no coração. Aqui encontra a diferença entre um fariseu, o primeiro, e o incircunciso, o segundo.
Não se é justo por cumprir a lei, pois quando alguém age segundo a lei demonstra ser escravo desta. A justiça é outra coisa. E, nesta matéria, posso usar como exemplo de justiça aquilo que o vereador Robles apregoa, mas não o que ele segue em termos de leis.
Aqui chegado, importa compreender que sacerdócio é serviço; e que a castidade é a oferta que cada um faz de si mesmo para cumprir o dever de um bom sacerdócio, isto é, de um bom serviço ao outro. A castidade é uma forma de ascese que revela um profundo amor ao próximo e pelo serviço ao próximo, pois é um acto de abnegação, isto é, de se oferecer a si mesmo pelo bem-estar do Outro. Na realidade a regra política revela-se como um percurso em tudo diferente do que deve ser o sacerdócio. E é também natural que vejamos dia após dia a política dos que se servem desta e não dos que, por esta, se entregam ao serviço.

E sim, deve vender o que tem e oferecer aos necessitados. E depois prosseguir com seus ideais. Como o trabalhador é digno de seu salário, alguém proverá seu sustento. Cunhal e Salazar, em polos opostos, morreram sem nada. Mas cada um à sua maneira procurou dedicar-se ao serviço. E olhe que ambos estavam em posição de poder ter tudo, se quisessem.

O que importa dizer sobre a actualidade é: a política não pode ser bizantina nem libertina.
Sem imagem de perfil

De Makiavel a 29.07.2018 às 09:00

Salazar morreu sm nada????

Salazar tinha o estado ao seu serviço. Até passava férias em instalações do Estado. Imagine as primeiras páginas de jornal que isso dava hoje.

Já para não falar da conta do hospital da cuf, paga pelo ministério da finanças.

Tenha juízo.
Sem imagem de perfil

De Gay Radiante a 29.07.2018 às 17:32

A Salazar teve o regime que lhe criar uma pensão, ou o Presidente do Conselho ficaria, na doença, sem meios de subsistência. Quanto a Salazar dispor do Estado fazia-o em menor grau que os governantes de hoje e os ditadores de ontem -confira Franco.
Sem imagem de perfil

De Makiavel a 03.08.2018 às 09:50

A sorte que ele teve, o regime criar-lhe uma pensão, especificamente para ele.

Também lhe criou uma conta-corente no Hospital da CVP, senão coitado, iria para a miséria, coitado...

Essa de utilizar o Estado em menor grau é para rir...

Deixe-se de tangas.
Sem imagem de perfil

De Vento a 29.07.2018 às 19:24

Uma coisa é ter o Estado ao serviço (coisa que vai faltando) e outra coisa é servir-se do Estado para sacar umas massas e uns subsídios para habitação, e nem que seja para fazer umas leis à medida. Na ex-URSS, e outros cantos mais, o Estado também bancava com as férias dos ditadores, e mais alguns.
No caso de Salazar tudo ficou para o Estado, e até o ouro que deixou foi para o estado que todos vimos.
Você tem de ter juízo antes de responder.
Sem imagem de perfil

De Makiavel a 03.08.2018 às 09:55

Não justifique o que não é justificável.

Ele não precisava de sacar porque nunca lhe passou pela cabeça que iria abandonar o poder. Era um ditador e serviu-se do Estado para seu proveito próprio, à custa do empobrecimento geral do país.

Branqueamentos só mesmo os dentários.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 29.07.2018 às 00:28

Se és de esquerda, devias era ser enforcado.
Sem imagem de perfil

De João Lopes a 29.07.2018 às 18:48

"Se és de esquerda, devias era ser enforcado."
Aqui está um argumento de extrema direita. Não merece resposta.
Sem imagem de perfil

De Serafim Herédia a 29.07.2018 às 08:11

O que é que o Senhor João Lopes ainda não percebeu deste caso?
É que se ainda não percebeu a essência da questão... é porque o maior cego é aquele que não quer ver!
E já agora, não acha estranho que a Segurança Social tenha vendido ao Sr.Robles por 360 mil euros, um prédio que com umas obras de outros 300 mil euros, passe a valer 5,5 milhões de euros?
É engraçado e curioso e estranho que todos os políticos "sérios" arranjem com uma certa facilidade negócios "sérios" destes, não acha? Ou também não acha?
Sem imagem de perfil

De João Lopes a 29.07.2018 às 18:47

"E já agora, não acha estranho que a Segurança Social tenha vendido ao Sr.Robles por 360 mil euros, um prédio que com umas obras de outros 300 mil euros, passe a valer 5,5 milhões de euros?"
Sim, acho estranho Isso merece ser investigado.
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 30.07.2018 às 16:31

"Eu sou de esquerda e tenho um apartamento para vender. Devo vendê-lo por um preço abaixo do valor do mercado"

Deve vender pelo valor que considerar justo para uma pessoa de esquerda.
Não é isso que apregoa?
Você não está contra a ética do mercado então porque é que segue a ética do mercado?
É livre de não seguir.

Já é tempo de as pessoas de esquerda fazerem aquilo que defendem em vez de tentarem impor aos outros aquilo que defendem. O que implica sempre violência, nem que seja a coerção da lei.

Você não faz negócios todos os dias de livre vontade com os "Grandes Grupos Económicos" que quer destruir? destruir implica coerção.

Que tal as pessoas de esquerda fazerem cooperativas e fabricarem os mesmos produtos? Ou criarem empresas sem lucros?

Sem coerção.
Vivam como defendem e deixem os outros não de Esquerda viverem como defendem.


Sem imagem de perfil

De João Lopes a 28.07.2018 às 17:31

Quanto á contradição denunciada pelo deputado do CDS na discussão com Mariana Mortágua. Acho que ela deveria ter respondido assim. Há de facto contradição entre o que Robles defende e os seus negócios. Porque ele defendo acirradamente leis que prejudicarão os seus interesses privados. Os adversários de direita, pelo contrário, defendem leis que beneficiam os seus próprios negócios, Portanto é virtuosa a contradição de Robles.
Por coincidência o mesmo (ou parecido) acontece comigo. Politicamente (embora eu não tenha nenhum peso político nem ninguém me conheça) defendo algumas coisas que só me prejudicariam e não voto em quem me beneficiaria. Mas porque eu tenho uma vida relativamente desafogada terei de ser de direita??? Só para evitar contradições???
Perfil Facebook

De Rão Arques a 28.07.2018 às 17:48

Segundo Catarina as noticias são falsas. Minha Senhora, as noticias são verdadeiras e vocês andam à pesca de qualquer pormenor que vos atenue a comichão. Podem dar as voltas que quiserem, o que não podem desmentir é que andam em negócios especulativos com que se esganiçam quando lhes cheira que são outros a andar na mesma monda. Contudo, antes de Robles, ou os dois em Bloco, devem chamar Costa para se explicar no negócio da casinha da Rua do Sol do Rato.
Sem imagem de perfil

De O sátiro a 28.07.2018 às 18:48

Finalmente os media tiveram coragem de noticiar podres da extrema esquerda.
Só o facto de estarem envolvidos valores altíssimos já desmascara a ideia de pobrezinhos desta cambada.
Depois um vereador da maioria tem acesso a informação privilegiada. ..urbanização. .licenciamento etc..
E claro a hipocrisia política permanente destes parasitas salvos pelos media k andam com eles ao colo.
Obviamente se continuarem a investigar. .mais podres e ilegalidades vão aparecer.
Quanto à outra extrema esquerda. PCP...nada se diz sobre as câmaras CDU.. E MUITOS PODRES LÁ EXISTEM. . Nem sobre a presença fantasma das FARC na festa do avante há dezenas de anos..sabendo todo o mundo k são um gang de tráfico de droga. . Sequestro extorsão assassinos
Nem . M. P nem nada.....total liberdade para estes criminosos
Desde 27/4/1974 k o estatuto da extrema esquerda e de impunidade quase total
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 28.07.2018 às 19:42

"Desde 27/4/1974 k o estatuto da extrema esquerda e de impunidade quase total"
Ainda bem. E não tenha grandes esperanças de que a pide volte. É improvável. Durma descansado.
Sem imagem de perfil

De O sátiro a 28.07.2018 às 20:38

Meu caro
Se a lei tivesse sido minimamente aplicada. .as máfias k destruíram boas empresas com bons salários. .tipo......
LISNAVE
TORRALTA
CUF
SIDERURGIA
BANCOS
SEGURADORAS
MILHARES DE PMEs

teriam sido engavetados devolvido os muitos milhões que ""desviaram"", além da gestão criminosa.

Ou então, aplicando as ideias políticas impostas na época por MFA/PCP/UDP e outros jagunços, copiava se o FIDEL e esses bandidos k levaram Portugal à 1a bancarrota (FMI EM 1977) DEVERIAM TER SIDO FUZILADOS N'EL PAREDON NO CAMPO PEQUENO
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 28.07.2018 às 19:19

Não posso ser mais crítico do regime do "laissez faire...".
É um jogo viciado em que a banca e a Banca ganham sempre.
No entanto, nunca compreendi o raciocínio, pequenino e muito básico, que condena, por incoerência, aqueles que o jogam, embora o queiram eliminar.
Onde está a incoerência se, na sociedade em que vivemos, não há outro jogo para jogar, que é o mesmo que dizer que não há outra forma de sobreviver com algum conforto?!
Não se trata de incoerência, mas de sobrevivência.
Como se vai alterar seja o que for se se morre de fome?!
Não penso que o voto franciscano de pobreza seja o método mais eficaz de combater as injustiças sociais.
Pelo contrário, seria a maneira mais imediata de as acentuar.
João de Brito
Sem imagem de perfil

De João Lopes a 28.07.2018 às 21:28

Estou de acordo consigo estimado João de Brito. Os defensores do capitalismo gostam de ver é aqueles que não põem em risco o sistema e praticam a caridade, Se Robles não atacasse o capitalismo e, em vez disso, renunciasse aos seu bens e os distribuísse pelos pobrezinhos seria elogiado pelos que o criticam. Eu acho que seria tolice ele fazer isso. Deve é defender uma lei que se aplique a ele e a TODOS. Esta do TODOS é que os críticos não admitem, só se deve aplicar a ele.
Quem o ataca sabe isto tudo mas pensa que atacando Robles ganha votos (e se calhar ganha) e contribui para abafar a esquerda.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 28.07.2018 às 21:41

"No entanto, nunca compreendi o raciocínio, pequenino e muito básico, que condena, por incoerência, aqueles que o jogam, embora o queiram eliminar."
É isso, pequenino e mesquinho.
"Não penso que o voto franciscano de pobreza seja o método mais eficaz de combater as injustiças sociais." Mas é isto que eles querem, o voto franciscano.
Sem imagem de perfil

De Vento a 28.07.2018 às 22:04

O voto de pobreza franciscana nada mais nada menos traduz que o desprendimento. Mas isto não significa que o trabalhador não mereça seu salário. Alguém vai ter de bancar por este serviço.
Sem imagem de perfil

De Miguel a 29.07.2018 às 00:11

Pois é. Esta malta aventura-se na desconstrução sem sequer conhecer bem os clássicos, pois se os conhecesse saberia que o verdadeiro anarquista é o banqueiro. E ninguém entende porque se ficam por esse bloquista quando têm por aí todos aqueles anti-capitalistas que insistem em andar vestidos. (Nota de pé de página: Para ser coerentes deviam andar todos nus.) E aqueles que escrevem nos jornais, vejam lá. E quantos não terão festejado o hat-trick do Ronaldo contra a Espanha? Usam computadores, telefones inteligentes, .... Podia ficar aqui a noite toda. Haja paciência.

É a desconstrução à maneira dos adolescentes um pouco tolinhos entre dois ataques de acne. Senhores, a manchete deste domingo (que escândalo, meu deus!): No mundo real sem capital não há revolução.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 28.07.2018 às 20:04

"...Lamento que a Coordenadora do BE não veja isso....".

Vê, mas é tarde. Um dos aspectos mais interessantes deste processo é, entretanto, o desempenho da Sr. Deputada coordenadora.
Telhados de vidro são sempre telhados de vidro. Quem lança pedras...
Faltas de coerência entre o discurso e a prática vêm -quando menos se espera e deseja- com o território. Logo agora a dois dias de eleições. Que chatice!.
Sem imagem de perfil

De O sátiro a 28.07.2018 às 20:45

Obviamente que vê e sabe
Provavelmente ate gozou à brava com as habilidades do queridinho.
As histerias contra o capital. . .blá blá blá é só para os outros
Já dizia a Mortágua copiando a impunidade do PAI
É preciso ir buscar o dinheiro onde ele existe
E o congresso do PS aplaudiu alucinado e tresloucado este apelo criminoso ao confisco
Sem imagem de perfil

De António a 28.07.2018 às 21:50

Chatice, mas tão conveniente para o PS. Será coincidência este negócio ter começado em 2014 e aparecer agora nos media?
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 28.07.2018 às 20:27









É de lamentar que continue a imperar a impunidade e os prevaricadores queiram
fazer crer que estão a ser vitimas. Basta de tanta egnominia e este senhor deverá
pedir a sua demissão da CML e o MP deverá fazer uma investigacão a todo este
facilitismo que continua a ser o pão nosso de cada dia de que estes senhores se
servem para criar riqueza facíl e pondo muita gente sem casa.








Sem imagem de perfil

De Anónimo a 28.07.2018 às 20:44

Penso muito parecido com o que escreveu, embora me surjam outras dúvidas.
1 - Que espírito samaritano que nunca intendeu especular, arranjou mais a irmã 350000 Euros para comprar um prédio e empenhar-se em mais 1100000 Euros para fazer obras ?
2 - Face à declaração de rendimentos que parece ter entregue no TC, que samaritano da CGD lhes emprestou tanto dinheiro ? A CGD que o BE ainda há pouco acusava de fazer fretes aos compadres. E ele com uma taxa de esforço de 72 % ?
3 - A madame da casa BE diz que se não vendeu não lucrou e portanto não há questão.
Mas tentou e sabe-se lá por que desistiu.
Exagerando, se a tentativa de perpretar um acto o releva desde que não tenha sucesso, valia a pena avisar os tribunais e o BE quando faz julgamentos de intenções, práticas e condutas de outros.
4 - Como terão tido estes dois irmãos a sorte de descobrir tão afortunada oportunidade, que nem os selvagens especuladores descobriram antes ?
5 - O sr. Robles morava no Conde Redondo e tem o prédio devoluto. Morará onde ?
6 - Por quanto comprou o BE a sede ? Quanto paga de impostos que se não pagasse sobrecarregariam os cidadãos que tanto defende ?

São rosas, Senhor
Sem imagem de perfil

De Makiavel a 28.07.2018 às 22:28

Chalaças à parte, que o texto as tem em abundância, noto que o autor ignora olimpicamente o facto de o único inquilino não só não ter sido despejado como com ele ter sido celebrado um contrato com duração de 8 anos, com renda de 170. E este facto, caro opinador, faz a diferença entre especulação imobiliária (compra de prédios velhos, seguida de despejos, seguida de recuperação, seguida de venda com mais-valia ou transformação em AL) e tentativa de realização de um bom negócio, tendo em conta o mercado e SEM prejudicar ninguém.
Se não percebe a diferença, lamento.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 29.07.2018 às 04:23

Ele bem tentou que saísse, mas o inquilino recusou a indemnização por despejo. Sabe é que a lei não permite despejar inquilinos com mais de 65 anos, independentemente da situação contratual em que se encontrem.
Sem imagem de perfil

De Makiavel a 29.07.2018 às 09:05

Vejo que está por dentro das negociações entre o Robles e o inquilino.

Tem que ler melhor as leis, há situações onde essa regra não se aplica.
Sem imagem de perfil

De Makiavel a 02.08.2018 às 10:39

Caríssimo Anónimo,

Vai aí uma grande confusão, não sei se fruto de ignorância ou "apenas" intencional.

Tanto quanto sei, ele propôs celebração de contratos (com rendas actualizadas após as remodelações) com todos os inquilinos.

Houve um que não aceitou, exigiu uma indemnização por benfeitorias, e o caso está em tribunal. E esse inquilino era de uma loja comercial.

Posso estar enganado mas penso que a lei que impede despejos de inquilinos com mais de 65 anos se refere a inquilinos residenciais, não estabelecimentos comerciais.

Comentar post


Pág. 1/2



O nosso livro





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D