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Revisitando os clássicos

por Pedro Correia, em 05.11.19

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Pacheco Pereira (com Falcão e Cunha e Passos Coelho) em 1996

 

«Dificilmente se compreende por que razão no discurso político do PSD se está permanentemente a enfatizar o "acordo" com o PS, aceitando-se aquilo que é o ideal para o Governo.»

 

«O problema político deste discurso é que ele tem o efeito prático de valorizar semelhanças que não existem ou não devem existir e permite que seja o PS que tome a iniciativa política.»

 

«O resultado aproxima-se perigosamente de um "bloco central" não enunciado, despolitizando seriamente o debate de propostas e esbatendo a clareza das opções colocadas aos eleitores. O confronto político tende a tornar-se apenas procedimental e o eleitorado do PSD e os descontentes com o Governo socialista sentem-se sem representação política.»

 

José Pacheco Pereira, Diário de Notícias, 19 de Junho de 1997


14 comentários

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De Luís Lavoura a 05.11.2019 às 11:00

Discordo.
Os descontentes com um eventual governo PS-PSD têm ampla representação política: o CDS, a IL, o Chega, o PCP, o BE, e o Livre. Não é suficiente?!
Dir-se-á: são todos pequenos partidos. Mas: se os descontentes forem muitos, os pequenos partidos tornar-se-ão grandes.
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De Pedro Correia a 05.11.2019 às 11:17

Discorda do Pacheco de 1997 recorrendo ao cenário político de 2019. Noto aí algum anacronismo.
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De Luís Lavoura a 05.11.2019 às 11:03

um "bloco central" não enunciado, despolitizando seriamente o debate de propostas

Pelo contrário: um "bloco central" politiza fortemente as propostas, porque torna evidente que as propostas do PS e do PSD são radicalmente diferentes das do Chega, da IL, do BE e do PCP. Torna-se bem claro para os eleitores que, ou querem o "bloco central", ou querem opções mais extremadas. Não há despolitização, muito pelo contrário, há politização.
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De Pedro Correia a 05.11.2019 às 11:23

É uma lei da geometria política: um "bloco central" faz crescer os extremos.
Basta reparar no caso português: nas legislativas de 1983, PS e PSD somaram 63,35% dos votos.
Governaram dois anos em coligação.
Em 1985, os votos dos mesmos dois partidos, somados, ficaram-se por 40,7%. A percentagem mais baixa de sempre em 44 anos de eleições democráticas.
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De João Pedro Pimenta a 06.11.2019 às 00:49

E a percentagem mais baixa com que um partido (neste caso o PSD) ganhou mas eleições. Mas creio que trocaste o 5 pelo 4, Pedro: o PS teve 20% e o PSD 29%. A entrada em cena do PRD confundiu tudo.
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De Pedro Correia a 06.11.2019 às 07:45

Sim, João Pedro. Somaram 50,7%. Mesmo assim, um recuo de 12,7%.
O bloco central, à época, propiciou o crescimento de forças políticas fora desse perímetro. No caso, o PRD, que agrupou à esquerda todos os descontentes do PS - impulso que desaguou na candidatura presidencial de Zenha, congregando a ala esquerda do PS com o PCP. E, no quadrante oposto, no movimento que culminou na candidatura de Freitas do Amaral, agregando todas as tendências de direita em rejeição clara de uma aliança com o PS e que fracturou o próprio PSD (levando a que figuras deste partido, como Helena Roseta e Alberto João Jardim, anunciassem o voto em Soares).
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De Anónimo a 05.11.2019 às 11:20

Pacheco Pereira já defendeu tudo e seu contrário também.
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De Pedro Correia a 05.11.2019 às 11:24

Com tanta reviravolta, quase só falta ter-se chamado Pereira Pacheco.
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De Anónimo a 05.11.2019 às 12:08

Subtilezas da dialética.Só quem estudou o opúsculo Da Contradição do Presidente Mao compreende a novidade de tais análises.
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De Pedro Correia a 05.11.2019 às 14:20

Caramba, nunca li esse opúsculo. Ou será brochura?
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De Anónimo a 05.11.2019 às 13:35

O idiota útil é aquele idiota que ao ferrar o cavalo não acerta nem cravo nem na ferradura - acerta na mão com que segura o casco.

Smoreira
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De Justiniano a 05.11.2019 às 14:42

Esse é o idiota inútil!
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De Justiniano a 05.11.2019 às 14:26

Essa era versão 1.3 de JPP. Uma versão que, consabidamente, tinha problemas de conflito e compatibilidade com o windows 95. Depois veio a versão 2.0, já em SQL e com uma base de dados mais robusta e protocolos de linguagem que evitavam os conflitos com o SO, mas teimava em entrar em reboot após 45m de utilização. As seguintes versões foram de mera cosmética gráfica até à versão 6.0. A monumental versão 6.0 entrava em conflito com a versão 6.0, 6.1.,6.2,.., com o SO, com o SQL e com rede eléctrica!! Desde então a JPP passou ao entretenimento, gaming, um filão em crescimento!!
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De Anónimo a 05.11.2019 às 22:12

Hehe, o JPP é um "comentador da direita"


lucklucky

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