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Reuniões produtivas.

por Luís Menezes Leitão, em 31.01.14

 

Depois de todas as consequências trágicas provocadas pelas praxes, esperar-se-ia do Ministério da Educação uma reacção enérgica a disciplinar e a punir essas práticas, semelhante à que aqui defendi. O Ministro da Educação parece achar, no entanto, que o seu papel se limita a ser o de inventar exames absurdos aos professores, deixando os alunos totalmente em roda livre, independentemente de quais sejam as consequências para outros alunos envolvidos. Precisamente por isso no final da reunião limitou-se a proclamar o direito dos alunos a resistirem às praxes. Seria o mesmo que se o Ministro da Administração Interna, em lugar de usar a polícia para reprimir as agressões, tivesse dito que os agredidos tinham o direito de resistir. Entende o Ministro que o seu Ministério e as Universidades não têm a obrigação de garantir a segurança dos seus alunos? Não por acaso, foi esta a imagem que a Imprensa Falsa deu do resultado da reunião. Eu só pergunto como é que Nuno Crato ainda continua no Governo.


11 comentários

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De Alexandre Carvalho da Silveira a 31.01.2014 às 14:06

Eu até pagava para ver o governo proibir as praxes: teríamos aí outro "1962" ou outro "1969".
Parece ser reconhecido por todos que já existem leis suficientes para penalizar os abusos, fisicos ou psicologicos, que são infligidos nas praxes aos desgraçados dos caloiros.
Exigir ao governo, a este ou outro qualquer, medidas para pôr fim a este estado de coisas, é desresponsabilizar quem é verdadeiramente responsável: as universidades e politécnicos. Já ouviu falar em "Autonomia Universitária"?
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De Apoiadíssimo a 01.02.2014 às 09:19

Assino convictamente por baixo. E obviamente que não sou fã de praxes.

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