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Reuniões produtivas.

por Luís Menezes Leitão, em 31.01.14

 

Depois de todas as consequências trágicas provocadas pelas praxes, esperar-se-ia do Ministério da Educação uma reacção enérgica a disciplinar e a punir essas práticas, semelhante à que aqui defendi. O Ministro da Educação parece achar, no entanto, que o seu papel se limita a ser o de inventar exames absurdos aos professores, deixando os alunos totalmente em roda livre, independentemente de quais sejam as consequências para outros alunos envolvidos. Precisamente por isso no final da reunião limitou-se a proclamar o direito dos alunos a resistirem às praxes. Seria o mesmo que se o Ministro da Administração Interna, em lugar de usar a polícia para reprimir as agressões, tivesse dito que os agredidos tinham o direito de resistir. Entende o Ministro que o seu Ministério e as Universidades não têm a obrigação de garantir a segurança dos seus alunos? Não por acaso, foi esta a imagem que a Imprensa Falsa deu do resultado da reunião. Eu só pergunto como é que Nuno Crato ainda continua no Governo.


11 comentários

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De Ah, pois é a 31.01.2014 às 08:47

Isto ia lá era com o Inocêncio Galvão Teles.
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De IsabelPS a 31.01.2014 às 10:36

Até agora só vi (em cabeçalho) uma solução inteligente, a do Freitas (uma vez não são vezes...): cortem-se os subsídios às associações académicas das universidades que permitam as praxes. A ver se não assumiam logo responsabilidades, em vez de dizerem que não têm nada a ver com as comissões de praxes.
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De João André a 06.02.2014 às 11:32

Isso a ter acontecido em Coimbra nada mudaria. O Conselho de Veteranos (CV) tem uma sala no edifício da Associação Académica mas pouco mais. Consegue obter suficientes fundos extraordinários graças à Queima das Fitas e à Festa das Latas (recepção aos caloiros) para se auto-financiar. Além disso, sem o CV, as praxes em Coimbra iriam de imediato piorar.

Não posso dizer o que sucederia noutros lados, mas reprimir as comissões de praxe penso que teria como resultado o agravar da situação. Mais importante seria dar a responsabilidade à universidade de punir internamente e de forma imediata os abusos (suspensão do aluno, expulsão, etc).
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De IsabelPS a 06.02.2014 às 12:26

Coimbra é provavelmente diferente, porque tem uma longa tradição (não digo que boa, mas longa) destas coisas; duvido que muitas associações académicas se consegam auto-financiar.

Eu não sou exactamente a favor da proibição, por ser ineficaz, mas também não estou a ver como é que se dá a responsabilidade às universidades para punir internamente quando a resposta às críticas parece ser, a todos os níveis "isso não é connosco". Gostava de saber o que é que se passou exactamente na dezena de casos graves que, tanto quanto percebi, vieram a público nos últimos anos.

Para mim o problema principal das praxes nem são os abusos (que até se podem investigar e punir) são a expressão generalizada de uma mentalidade que é o oposto do que devia ser um ensino dito superior. Ponho isso no mesmo saco da banalização da violência entre namorados adolescentes/jovens adultos: obviamente não é pela proibição que se vai lá, mas que é uma coisa que merece reflexão (e não simplesmente dizer "isso não é praxe/isso não é amor, como parece ser a resposta, inclusivamente de um douto professor de Direito de Lisboa).
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De Pedro Correia a 31.01.2014 às 12:28

O mais generalizado vício de governação é este: fazer que se governa, à boleia das manchetes noticiosas. Atiram-se umas proclamações retóricas para o ar, garantindo tempo de antena, até o tema em agenda mudar em função da manchete seguinte.
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De Sofia a 31.01.2014 às 13:59

Nuno Crato continua no governo, como continuam todos os outros que são uma nulidade. Além disso, temos um défice de politização que lhes proporciona a eternização no poder, no faz de conta. É mau, mas é verdade.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 31.01.2014 às 14:06

Eu até pagava para ver o governo proibir as praxes: teríamos aí outro "1962" ou outro "1969".
Parece ser reconhecido por todos que já existem leis suficientes para penalizar os abusos, fisicos ou psicologicos, que são infligidos nas praxes aos desgraçados dos caloiros.
Exigir ao governo, a este ou outro qualquer, medidas para pôr fim a este estado de coisas, é desresponsabilizar quem é verdadeiramente responsável: as universidades e politécnicos. Já ouviu falar em "Autonomia Universitária"?
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De Apoiadíssimo a 01.02.2014 às 09:19

Assino convictamente por baixo. E obviamente que não sou fã de praxes.
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De lucklucky a 31.01.2014 às 22:19

Correcta decisão.
As leis existem e são mais que suficientes. Cumpram-se.
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De cristof a 01.02.2014 às 09:09

deve ser curioso o seu ponto de vista em que o estado deve regular. pela amostra em que é necessário regular as relações entre adultos educados até tenho medo de imaginar que talvez recuperar a proibição de uso de biquini fora das tendas = uma medida do meu tempo regulada pelo"liberal" marcelo. Ficamos a aguardar mais perolas de boa legislação em que oestado se deve meter =algumas sugestoes podem ser encontradas na torre do tombo
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De José Menezes a 04.02.2014 às 22:30

Nunca discordei de Nuno Crato. Para além dos cortes orçamentais e outras medidas de contenção, tem cumprido a 100% com o que esperava dele.

1) Retirar calculadoras quando o objectivo é ensinar a fazer contas.
2) A única avaliação credível é a externa, exames no fim de cada ciclo é o mínimo. Atenção: não concordo com perguntas difíceis nem com charadas. Não há mal nenhum em fazer exames fáceis, dentro dos objectivos propostos para esse ciclo.
3) Exames aos professores. A maioria dos anti-Cratistas não aceitam aulas assistidas nem exames aos professores. A mim só me favoreceram. Percebo porque eles não querem!
4) Acabar com as disciplinas de "civismo". Afinal têm um programa para cumprir e, dada a sua estupidez, são as aulas mais indisciplinadas. O Civismo tem fazer parte de TODAS as disciplinas.
5) Acabar com o pedantismo das "Ciências Ocultas". Numa nova citação deste pós-modernismo caduco, ainda há quem afirme que o género (sexo) é uma construção social. http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/france/10602928/French-parents-in-panic-over-warning-of-lessons-that-boys-can-be-girls.html

6) Doa a quem doer, a escola existe para que alguém aprenda e não para que alguém ensine, ainda que, para uma boa aprendizagem, o melhor seja um bom ensino. Dizer o contrário seria o mesmo que dizer que os hospitais servem para os médicos tratarem e não para que os doentes fiquem bons.

Portanto, critiquem o governo, tem tido decisões dúbias. Mas salvem o Nuno Crato.

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