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Retrato de sobrevivência

por Diogo Noivo, em 23.04.19

Pedro Braz Teixeira publica hoje um importante artigo no ECO onde pede maior clareza e detalhe ao INE na informação sobre distribuição de salários e rendimentos.

Sem prejuízo da importância do tema, o que mais impressiona - e indigna – no texto é o quadro que segmenta o vencimento líquido de trabalhadores por conta de outrem.

Captura de ecrã 2019-04-23, às 12.25.56.png

Mesmo tendo em conta possíveis insuficiências nos dados, é perturbante constatar que quase 65% da população portuguesa aufere menos de 900€ mensais. E que praticamente 80% recebe mensalmente um valor inferior a 1.200€.

Considerando os custos com habitação nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto (onde reside boa parte da população), o preço da energia (combustíveis e eletricidade à cabeça) e as debilidades dos serviços públicos (da saúde à segurança de pessoas e bens), o quadro retrata um povo que sobrevive. O tão apregoado fim da austeridade não passa de uma enorme fraude.

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31 comentários

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De Vorph Valknut a 23.04.2019 às 13:08

Considero que deveriam haver outros parâmetros que reflectissem de uma forma mais apurada a realidade social e económica de um país. Parece-me que os indicadores económicos mascaram mais do que revelam.....pela minha experiência quotidiana não vejo, ou vejo muito pouco, o efeito Centeno.


Depois também não entendo como se concedem tantos créditos bancários para consumo, habitação, ou mesmo, como nestes últimos anos , a construção imobiliária tem disparado, tendo em conta os dados revelados pelo ECO.....

Economia paralela, ou um doidice pegada promovida pelas politicas do BCE? Será isto propositado, ter as gentes/países endividados para as Instituições Internacionais mais facilmente "amaciarem", "conduzirem de fora" os países e suas gentes?

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De Diogo Noivo a 23.04.2019 às 14:54

Sou modesto, começaria dentro de fronteiras. Por exemplo, começaria por olhar para a carga fiscal, para o peso da despesa pública, para a organização e funções do Estado, etc. Creio que por aqui já poderíamos ficar com economia para dar uma volta ao rendimento dos portugueses.
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De Vorph Valknut a 23.04.2019 às 17:28

Diogo sendo eu mais de bichos...e bichas, atrevo-me a perguntar:

Diminuição da Despesa Pública implicaria redução do Estado Social?

Diminuição da Carga Fiscal para empresas, ou sobre os Rendimentos? Não conduziria tal a uma dimuição na receita a curto prazo incompativel com as metas orçamentais?

Penso que se deveria avançar com a Reforma/Reestruturação do Estado , o que implicaria a extinção de muito tacho e/ou a perda de votos para o partido(s) que a levassem a cabo...mais as Greves etc....resumindo estamos numa camisa de sete varas....talvez só com a troika...contradigo-me
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De Zeca a 23.04.2019 às 22:26

"deveriam haver outros parâmetros" É "deveria haver outros rendimentos". Ai o verbo haver; poucos portugueses o sabem conjugar.
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De Anónimo a 23.04.2019 às 22:54

Obrigado Zeca

Pedro Vorph
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De Zeca a 24.04.2019 às 18:14

"Obrigado Zeca".
Não tem que agradecer. Estou sempre pronto a lutar pelo bom português. Então quanto á porcaria do acordo ortográfico nem posso ouvir falar. No que sou muito bem acompanhado pelo Pedro Correia.
Os atropelos ao verbo haver também me aborrecem muito. Suponho que hoje, na escola, as crianças já não têm de estudar verbos nem tabuada. Em Coimbra parece que os estudantes de História nem sabem o que é isso de holocausto (ver carro da Queima das Fitas).
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De Vorph Valknut a 24.04.2019 às 23:31

"Então quanto á porcaria"

Pergunta:

É à, ou á?
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De Zeca a 24.04.2019 às 23:46

É claro que é à. Aí é uma questão do dedo bater na tecla certa atempadamente. Não é uma questão de ortografia embora pareça.
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De Vorph Valknut a 25.04.2019 às 09:29

Obrigado Zeca

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