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Resumindo

por Rui Rocha, em 17.01.17

dívida.jpg 


8 comentários

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De isa a 17.01.2017 às 23:35

Dívida que já vai em 135,81% do PIB.
Não há milagres, nem o dinheiro cai do céu mas, com tantas "cabeças enterradas na areia", coisa que nem sequer as avestruzes fazem, na porta principal do Palácio de São Bento, deviam pôr um cartaz "A Austeridade Segue Dentro de Momentos" e, o pior, cada vez que a fazem esperar, ainda fica mais irritada, irascível, avinagrada... até ao dia em que ficar intratável e, aí, em vez de devedores passamos a escravos.
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De jo a 18.01.2017 às 10:25

Lá se vai reconhecendo que a dívida nos moldes em que está não é possível.
Mas tarde ou mais cedo terá de ser renegociada.
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De oscar maximo a 18.01.2017 às 14:04

Jo, tem razão, falta acrescentar que a renegociação virá com a condição da gente parar de aumentá-la, e a gente enfie uma trela bem curta.
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De lucklucky a 18.01.2017 às 14:44

Essa é a parte que não interessa ao Jo.

Basta ter défice zero para a dívida se regenociar...
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De jo a 18.01.2017 às 16:38

Sem renegociar os juros, não consegue défice zero. Sem défice zero não renegoceia os juros.
Há uma maneira de negar não negando, é impor condições impossíveis.

Outra maneira de negar o óbvio e dizer que quem afirma o óbvio tem segundas intenções:
"É evidente que a dívida tem de ser renegociada, mas quem pede isso não quer trabalhar, logo, não merece que se negoceie com ele".
OU:
"Quem me fala em negociação não é sério e eu só negoceio com gente séria. Como não há ninguém sério que fale em negociação não há negócio a fazer".

De qualquer modo saímos de um tratamento de choque de quatro anos que por pouco não matava o doente, sem dar resultado nenhum.
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De isa a 18.01.2017 às 19:50

Não sei em que Mundo vive mas, renegociar uma dívida quando, ainda hoje, pedimos mais 1.750 milhões?

Digamos que está a dever a um amigo 1000 euros e que, nem sequer, está a pagar juros (os nossos já estiveram tão baixos mas, continuámos a pedir mais, em vez de pagar) mas, continuando, diz ao seu amigo que ele até sabe que é uma pessoa muito séria mas, como está com dificuldades, não pode pagar-te tudo de uma só vez mas, promete pagar-lhe 100 euros por mês e, como o seu amigo, compreende as suas dificuldades, diz-lhe que sim e, ficam os dois muito contentes com a renegociação, você fica com as suas suaves prestações de 100 euros e o seu amigo, ainda fica mais contente, por não perder os 1000 euros, nem ficar à espera deles, sem saber quando os poderia reaver mas, na sua perspectiva, antes de se ir embora diz-lhe: Já agora, empresta-me aí mais uns 500 para eu te poder pagar as prestações, dos próximos cinco meses.
Garanto-lhe que, a partir daí, cada vez que o seu amigo a visse ao longe, corria na direção oposta e nunca mais lhe emprestaria dinheiro nenhum

Isto de empréstimos, renegociações, etc. e tal, vê-se bem, como há pessoas que nunca passaram por uma Crise e eu já passei por várias mas, essa de "matar o doente"... aqui, em Portugal quando os Bancos só emprestavam dinheiro depois de avaliarem as condições de pagamento dos que pediam empréstimos e, geralmente, nunca se conseguia a totalidade pretendida, por exemplo, para uma casa, mesmo assim, chegámos a ter juros que passavam os 25%, isso sim é que eram juros elevados.

Suponho que esta visão da vida, onde tudo pode ser facilitado, eternamente e, sem consequências, como num mundo de fantasia, quase uma visão infantil de que, com uma boa birra, temos tudo o que nos apetece, geralmente, no mundo dos adultos, acaba sempre mal, quando se esbarra numa parede chamada Realidade e, se pensa que, nos últimos anos, vivemos em austeridade, espere por cortes nas doses do dinheiro fácil ou por uma mera inflação e, nem precisa que eu ou ninguém lhe explique nada, aprendemos sempre, da pior maneira, por força das circunstâncias.

(Falo em A e não O porque, da maneira como fala, instintivamente sai-me A e, se quiser, mesmo, passar por O, ponha John, Manuel ou Bonifácio )
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De JSC101 a 18.01.2017 às 20:10

Renegociar, implica sempre não pagar (ou a parte/total dos juros anteriormente acordados ou parte/total da dívida ou uma modalidade com ambas as hipóteses). Isto também implica que mercado de dívida (sem apoios) ficaria fechado durante muito tempo para o País.

Como eu já referi aqui neste espaço, 75% da comida é importada assim como 65% da energia (electricidade mais combustíveis), se não temos crédito para ir buscar estes bens essenciais, gostava de saber como vamos viver.

Portanto, para continuarmos a comer e gastar energia, precisamos de alguém que continue a emprestar, lá terá mais uma vez de vir FMI/BCE/UE rapar mais um bocado.

ISTo sim é que me faz confusão como as pessoas não veêm.

Na minha opinião, renegociar só faz sentido quando conseguirmos produzir os bens essenciais no nosso país, aí podemos criar a nossa própria moeda e dizer que a dívida passa a ser cotada nessa nova moeda e quem não aceitar leva 0.

A outra solução era a economia real (ajustada à inflação) crescer acima do deficit muitos anos consecutivos (lol).



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De isa a 18.01.2017 às 21:13

Bem nos podemos esforçar a explicar as consequências mas, por vezes, é como estar a falar para paredes aliás, se olharmos para a Venezuela, muitos dos que acreditaram nas mentiras e no "facilitismo", e repetiam slogans, estão a aprender da pior maneira, no caso deles, uma das mais duras, com prateleiras de supermercados vazias e cortes diários no fornecimento de electricidade mas, é sempre assim, quando temos populações que são como recipientes vazios que os chico-espertos usam como instrumentos perfeitos, para as suas políticas utópicas que servem mais os interesses pessoais e dos amigos do que os verdadeiros interesses dos povos.

Nem é de estranhar que se queiram apoderar da educação das crianças e dos respectivos programas pois, para conseguirem cérebros "preguiçosos", a lavagem cerebral tem de começar bem "cedinho" ;)
O problema é que, se forem a maioria, acabam por conseguir arrastar todos para o mesmo precipício, só por isso, perco horas a tentar explicar tudo muito bem explicadinho e esperar que haja, alguma maneira, de os fazer "acordar" antes de ser tarde demais... e, estamos mesmo a ficar sem tempo e, já estou a ver os "inteligentes", em vez de assumirem as responsabilidades dos seus erros, a culpar o Brexit, o Trump, o que lhes apetecer ou for mais conveniente para, os papagaios repetirem e os, "recipientes vazios" acreditarem.

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