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Resistência activa ao aborto ortográfico (121)

por Pedro Correia, em 03.12.16

2016-12-01 14.57.17.jpg

 

Évora, Rua de Chartres

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14 comentários

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De Jorge a 03.12.2016 às 21:08

É realmente um aborto... ter de ler esta estupidez que é escrever uma língua que não se adapta à evolução natural da fala e da própria escrita.

É um aborto insistir em escrever "protecção" como seria continuar a escrever "pharmácia" ou "çapato", que só passaram a ser "farmácia" e "sapato" graças aos anteriores acordos ortográficos.

O AO1997 tem coisas mal feitas? Tem sim senhor! E o que se faz a algo que tem problemas? Deita-se fora ou arranja-se? Eu prefiro arranjar. Por isso escrevo "pára" em vez de "para" pois esta é uma das avarias do AO1997, mas recuso-me escrever "correcção" (entre outras palavras do género) porque na verdade digo "correção".

O AO1997 é um facto em Portugal e um fato no Brasil, mas isso já não é problema do Acordo e sim dos desvios naturais da evolução das línguas em diferentes comunidades separadas por tantos quilómetros.

Agora vou jantar, vou aquecer os restos do almoço no "microondas", mas se vocês acham que isso é um aborto e se a vossa vida é tão pouco significativa que torna esta "rebeldia" em algo significativo, usem antes o vosso "micro-ondas"... a mim não me faz diferença, a comida está quente e todos nos fizemos entender, portanto tenho mais que fazer do que vos ficar a aturar enquanto chamam "aborto" às coisas cujos pequenos defeitos vos incomodam.

Deixo só este exercício: imaginem que para além do AO1997, tínhamos esse comportamento boçal relativamente a tudo o que tem defeitos ou de que não gostamos... Eu começo: este post, este blog e os seus autores são abortos.

Cumprimentos.
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De Pedro Correia a 03.12.2016 às 22:32

Só agora vai jantar? Com tanta azia pensei que já tinha jantado. Algo muito indigesto.
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De Anónimo a 03.12.2016 às 22:47

Reconheço-lhe alguma razão (não toda) sobretudo na parte final onde acerta na mouche.
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De Pedro Correia a 03.12.2016 às 23:04

A si também caiu mal o jantar, anónimo?
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De Anónimo a 03.12.2016 às 23:09

Sim, bebi uns copos a mais e ao ir à Pharmácia só vi Ph's em vez de F 's. Daí a empatia com o outro maluko.
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De Pedro Correia a 03.12.2016 às 23:14

Ó diabo... aconselho-o a nunca visitar países anglófonos ou francófonos. Lá só encontra farmácias com PH.
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De rmg a 03.12.2016 às 23:53


Meu caro

Tem que ter calma.

O dia esteve feio, a malta ficou bué de chateada em casa e lembrou-se que, sendo sábado, talvez não fôsse má ideia pôr em dia a vida sexual.

Algo aparentemente correu mal e acaba-se a mandar cumprimentos aos que se classificou de abortos.

Coitado do Vinicius, que naqueles tempos nunca imaginou que a 3 de Dezembro de 2016 e por causa do AO nem todos os maridos estariam funcionando regularmente nem todas as mulheres estariam atentas só porque hoje é sábado.

Um abraço solidário de quem cada vez menos atura palermas
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De Manuel Silva a 03.12.2016 às 23:13

Jorge:
Os seus argumentos de senso comum até parece fazer algum sentido.
Mas o senso comum, como deve saber, trai-no praticamente sempre.
O Aborto Ortográfico de 1990 foi feito com dois objectivos bem explícitos:
- uniformizar as grafias: desuniformizou-as ainda mais, criando mais de 700 novas formas diferentes de escrever;
- tornar a Língua Portuguesa (nas suas 7 variantes) mais coerente: aumentou a incoerência.
Portanto, o Caro acha que foi um sucesso (embora admita que deve ser recauchutado por cada um à sua maneira).
O Caro acha melhor pára, escreve pára, outros acham melhor para, escrevem para.
Eu posso achar melhor pharmácia, poderei passar a escrever pharmácia?
Se é assim, para que serviu o Aborto Ortográfico?
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De V. a 04.12.2016 às 12:50

Se continuássemos a escrever pharmácia seria muito melhor, mas um povo cobarde infestado de macacos de segunda categoria merece uma ortografia rasca.
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De V. a 04.12.2016 às 12:57

O problema do Acordo, Jorge minha besta imunda que se eu pudesse cortava-te o pescoço, é que passaste a dizer palavras mal ditas que não dizias antes por influência da má ortografia e dos imbecis que peroram imbecilmente na televisão e vieram dos subúrbios e dos ginásios para infestar o centro da cidade. Um bom exemplo de como a fala se degradou (para lá da influência tropical de brasileiros e outras sub-espécies que não sabem falar Português) é a palavra "espetativas" que qualquer bardamerdas diz agora sem corar. A palavra correcta é, e sempre foi, e sempre se disse assim: expectativas. Ou Egipto. Só quem é meio inculto e suburbano é que fala mal. Se eu pudesse corria com esta gente toda daqui para fora à porrada. Forte e feio.
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De Anónimo a 04.12.2016 às 21:20

"A palavra correcta é, e sempre foi, e sempre se disse assim: expectativas." Não, não,a palavra correcta é espetativa pois deriva de espetar.
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De JC a 04.12.2016 às 02:12

Pena é que anti-corrosão não tenha hífen mesmo antes do AO... Ressalva-se o resto.
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De Pedro Correia a 04.12.2016 às 11:06

Sim, JC. Comprova-se uma vez mais que o óptimo é inimigo do bom.
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De rmg a 04.12.2016 às 18:28


Já aqui falei há dias de como, à semelhança dos cromos que trocava em miúdo, agora troco com outros avôs "pérolas" saídas dos mails que professores e escolas agora trocam no dia-a-dia com os alunos.

A baralhação é total a todos os níveis.
Aliàs basta ler os jornais para ver que, na dúvida, corta-se a consoante.
Ora como a dúvida é permanente corta-se sempre (nem o DR escapa).

Ora a juventude de hoje já não escreve no sentido que lhe damos habitualmente pois entre o corrector ortográfico do PC e a linguagem específica dos sms pouca margem fica para pensar na justeza da grafia.

Fica assim que as pessoas que têm mais de 25 anos continuam a escrever como sempre escreveram a menos que as suas funções os obriguem a usar o AO no local de trabalho para o que recorrem ao tal corrector.

E as que têm menos de 25 anos escrevem mensagens cifradas que constituem só por si - porque vieram para ficar - o que se justificaria ser um "apêndice" ao AO e na escola ou trabalho ao tal corrector recorrem.

PS- O comentador "Jorge" nem o cuidado de ír verificar que nem todos os autores do DO seguem o novo AO teve antes de os meter a todos no mesmo saco.
Nada de espantar de um "indignado" que admite que só segue a lei que defende quando não vai contra a opinião dele...

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