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Repugnante

por Pedro Correia, em 01.04.16

Tão certo como as andorinhas regressarem pela Primavera, quando ocorre mais um atentado terrorista na Europa, é haver de imediato quem mencione a invasão do Iraque como leitmotiv ou invoque putativas motivações ideológicas dos homicidas para lá da pura lógica do terror ou culpe o enquadramento social como potenciador dos sentimentos de "revolta". Acontece invariavelmente: nunca falta alguém a "compreender" e até a desculpar os autores dos morticínios.
É a mesma lógica que levava os nazis a justificar todas as atrocidades em nome das "humilhações" impostas à Alemanha pelas potências vencedoras da I Guerra Mundial - o que levou muito boa gente, na altura, a "compreendê-los".

 

Exemplos? No próprio dia 22, logo após os atentados de Bruxelas que já provocaram 35 vítimas mortais, houve nas caixas de comentários do DELITO quem raciocinasse assim.

"Os loucos estão cá dentro e bem organizados. Antes de tudo deveriam aqueles que destruíram o Iraque, pedirem desculpas a eles e ao mundo, pelo erro que cometeram e a partir daí conversarem", escreveu um leitor comentando este texto do Luís Menezes Leitão. "Não me parece que nos queiram impor valores ou religião. Os factos revelam-nos o contrário. Nós é que invadimos, destruímos e matamos para alegadamente impor a nossa democracia e outros valores", escreveu outro, comentando este texto do João André.

Mais um (ou seria o mesmo?), no dia seguinte, anotou isto, comentando um texto meu: "Por que razão até hoje os senhores que destruíram o Iraque ainda não tiveram a hombridade de pedir perdão àqueles a quem tiraram o chão? Pois é, é isto que todos esquecem, mas eles não esqueceram e têm bem presente os desvarios dos ocidentais."

 

Nada mais repugnante do que este simulacro de equivalência moral entre assassinos e assassinados perante crimes concretos, esta insensibilidade face às vítimas concretas, quando o sangue ainda mal acabou de secar.


74 comentários

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De Romão a 01.04.2016 às 12:55


Estes gajos que se rebentam são tarados. A historia das 72 virgens dá-lhes a volta á cabeça. Esquecem-se é que também vão aturar 72 sogras!

Com os discursos que as vezes se ouve até parece que católicos e budistas só não se rebentam porque não calha e que "Karim", "Abdul", "Samir" e o diabo são nomes europeus e que, afinal, as putas somos nós (and pardon my french).
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 16:02

Alguns podem ser tarados, Romão. Mas quem os comanda, de cabeça fria, é tudo menos isso.
Estas são as hordas nazis do nosso tempo - com os seus símbolos, as suas legiões, os seus tambores de guerra, o seu fanatismo. Hordas que transformam o mundo num potencial campo de batalha. A qualquer momento, em qualquer lugar.
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De Luís Lavoura a 01.04.2016 às 16:15

transformam o mundo num potencial campo de batalha

Não podemos deixar que transformem. Tal como não há nenhuma "guerra ao terror", também não pode haver nenhum campo de batalha ao terror. O combate ao terrorismo faz-se através de medidas de prevenção e através do combate ideológico, não através de batalhas.
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De lucklucky a 01.04.2016 às 19:48

"faz-se através de medidas de prevenção e através do combate ideológico, não através de batalhas..."


Já a batalha da Crimea, a batalha de Damasco, a batalha de Alep são tudo coisas boas.
Marxista que não quer combater o terrorismo porque julga que o pode aproveitar para desconstruir o Ocidente.
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De kika a 01.04.2016 às 13:06

Não posso estar mais de acordo.
Depois das carruagens só para mulheres
o que será que nos espera ? ( tenho uma pequena ideia ).
Tudo isto é assustador e só não vê quem não quer.
Eles avisam que os atentados vão continuar e eu acredito.
Com os refugiados chegaram milhares com esse único objetivo...
matar o maior número de pessoas e serem grandes mártires .
E tudo isto é irreversível ...
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De Luís Lavoura a 01.04.2016 às 16:17

Com os refugiados chegaram milhares com esse único objetivo...
matar o maior número de pessoas e serem grandes mártires


Como é que sabe que tais pessoas chegaram com os refugiados? Que provas tem disso?

Todos os atentados até hoje efetuados na Europa, sem exceção, foram levados a cabo por europeus, nunca por pessoas que tenham chegado "com os refugiados".
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De kika a 01.04.2016 às 17:53

Apresente então meu caro Sr. as provas do contrário daquilo
que eu afirmei.


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De Anónimo a 01.04.2016 às 21:58

Tem toda a razão: se fogem da guerra (e mesmo que não fugissem) são criminosos até prova em contrário.
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De lucklucky a 01.04.2016 às 19:58

Como sempre o que o Luís Lavoura não quer ver... não vê.

http://www.ekathimerini.com/207392/article/ekathimerini/news/three-brussels-bombers-passed-through-greece

http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/terrorism-in-the-uk/12006892/International-manhunt-underway-after-French-police-let-Paris-attacks-suspect-slip-through-their-fingers.html

Nota: Como já disse o maior problema dos refugiados que vêm com costumes do Islão e àrabes não é o terrorismo. É o desprezo por comportamentos que consideramos essenciais.
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De Anónimo a 01.04.2016 às 13:28

Encontrei uma colega lavada em lágrimas. Estranhando a hora da madrugada quase manhã, indaguei sobre a causa de tão grande aflição, elucidou-me que não consegue dormir com medo. Medo das notícias sobre possíveis atentados terroristas em Portugal. Medo das ameaças, medo pelos filhos...
É assim que se ganham guerras, quando antes de começarem, nos confessamos derrotados à partida pelo medo. É a isto que nos querem reduzir.
Porque os que estão cá dentro, organizados e são loucos , fazem-se rebentar em estilhaços de morte, destruindo tudo e todos ao seu redor. São como uns louva-a-deus que em atingindo o climax do fanatismo, devoram quem lhes proporcionou aconchego.
As convicções, quando são verdadeiras, não podem nunca esconder-se atrás do muro da cobardia.
É fantástico poder opinar verborreias sem dar a cara, verdade ?
A isto chama-se liberdade. Sabem MESMO o que é , ouviram falar, ou estão demasiado ocupados em se radicalizar, que é exactamente o mesmo que se tornarem escravos das ideias de outros ?
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De Maria Dulce Fernandes a 01.04.2016 às 13:54

Ora aqui está comprovado o epítome do meu comentário supra... Disse cobras e lagartos e saiu anónimo. Mas é meu mesmo.
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 15:53

O primeiro passo para a vitória terrorista é o sequestro da Europa pelo medo. A Europa que representa tudo quanto mais odeiam - com liberdade sexual, direitos das mulheres e dos homossexuais, liberdade religiosa, imprensa livre, separação das igrejas e do poder político.
Este sequestro moral é uma das etapas cruciais da estratégia global do terrorismo jiadista. Há que responder-lhes como Churchill fez perante o avanço nazi na II Guerra Mundial: »We shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our island, whatever the cost may be. We shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender.»
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De Luís Lavoura a 01.04.2016 às 16:20

O Churchill disse isso tudo mas, que se saiba, não lutou absolutamente nada. Foi um lutador de bancada. Apenas lutou contra as monumentais quantidades de álcool que ingeria, o grande bêbado.
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 16:24

Você ignora por completo a biografia de Churchill. Podia recomendar-lhe uma, mas não quero maçá-lo com leituras. Nem quero demovê-lo da sua admiração pelos grandes abstémios - o mais célebre dos quais foi Hitler.
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De Luís Lavoura a 01.04.2016 às 16:32

ignora por completo a biografia de Churchill

É verdade. Só sei alguns pedacinhos dela, que referi e que você não negou, para sustentar a minha repugnância pela personagem. Nomeadamente, que ele era um bebedor compulsivo - e os bebedores metem sempre nojo, a quem que os veja - e que sugeriu bombardear com gás químico os árabes revoltados dos pântanos do sul do Iraque, em 1919.

Você, que conhece tão bem a biografia de Churchill, nega que esses dois "detalhes" sejam verdadeiros?
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De Luís Lavoura a 01.04.2016 às 16:22

O Churchill foi aquele grande "lutador" que sugeriu bombardear os árabes do sul do Iraque (os "árabes dos pântanos") com gás químico, quando eles em 1919 se revoltaram contra o recém-imposto domínio britânico. Porque para Churchill eles não passavam, precisamente, de árabes.
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 16:32

Churchill e gás são palavras que costumam vir associadas. Nada a ver com um certo pacifista alemão cujo único pecado foi usar um bigodinho ridículo.
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De Luís Lavoura a 01.04.2016 às 16:39

reductio ad Hitlerum
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De Maria Dulce Fernandes a 01.04.2016 às 16:38

http://youtu.be/RJl-X_GKEK0

:) :)

Uma das músicas da minha vida :)
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 16:48

Muito bom, Dulce. E muito a propósito.
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De kika a 01.04.2016 às 13:50

Acabei de ler que aqui numa aldeia bem perto
da cidade onde vivo , pregaram cartazes a avisarem
as mulheres e as jovens para se vestirem de forma a não
" incomodar " a rapaziada que está a chegar .
A chegar de um planeta situado ( penso eu ) numa galáxia
que nos é desconhecida.
Será que a Sr. Merckel foi para algum retiro espiritual ?
Nunca esteve tão silenciosa...
Não consigo "interpretar " o seu silêncio .

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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 15:09

A senhora Merkel, ao menos, já se veste de forma muito recatada.
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De Anónimo a 02.04.2016 às 10:22

"" incomodar " a rapaziada". Incomodar aqui quer dizer fazer tusa, não?
Por acaso o controle é muito difícil e ainda bem que as mulheres estão livres desse problema.
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De kika a 02.04.2016 às 13:04

Penso que depende da capacidade de interpretação de cada 1 .
No seu caso , aquilo que viu é que sem dúvida as mulheres estão
livres desse problema .
O anónimo quando não tem nada para dizer gosta de partilhar
é assim tão difícil guarda-lo só para si ?
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De Anónimo a 03.04.2016 às 11:48

"é assim tão difícil guarda-lo só para si ?" É.
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De WW a 01.04.2016 às 14:26

Ignorar os factos que o Pedro Correia ostensivamente relativiza é um dos passos para se perder a guerra ao terrorismo.
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De Anónimo a 01.04.2016 às 15:07

É isso mesmo. A mania de que só o ocidente existe leva à derrota.
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 15:12

Já a "mania" de rebentar com ocidentais à bomba é bastante mais aceitável.
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De Anónimo a 01.04.2016 às 17:12

Que isso é aceitável é opinião sua. Eu não disse nem tenho essa opinião.
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 17:52

Considera isso inaceitável, então.
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 23:07

Faltou-me o ponto de interrogação, aliás implícito.
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 15:08

O primeiro passo para perder essa guerra é tratar os assassinos como vítimas.
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De Inês Pedrosa a 03.04.2016 às 23:40

Que nunca a voz te doa,Pedro, nem te falte a paciência para responder a tanta e tão ingrata (viva Churchill, que salvou a Europa!) ignorância. Bem hajas.

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De Pedro Correia a 03.04.2016 às 23:58

Obrigado pelas tuas palavras, Inês. Um beijinho.
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De JSP a 01.04.2016 às 15:30

Por alguns dos comentários supra, vê-se que a "quinta coluna" está vivinha da silva...
Pois, não há dúvida de que se quisermos, mas quisermos realmente, ganhar a guerra em curso , há que começar a limpar a casa primeiro.
Nesse aspecto os Russos são bons e eficazes conselheiros...
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 15:46

Alguns dos que "compreendem" o terrorismo jiadista elegem, paradoxalmente, Putin como herói.
Omitem, por conveniência, qual foi o método usado pelo senhor do Kremlin para esmagar o terrorismo na Chechénia.
Vale a pena ler a reportagem de John Sweeney no 'Guardian':
http://www.theguardian.com/world/2000/mar/05/russia.chechnya
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De lucklucky a 01.04.2016 às 20:25

Com o colapso do socialismo árabe, resurgiu o Islão e a mesma Esquerda Marxista embarcou em impedir o Ocidente combater os islamistas.

Mas é o que fizeram sempre, até um partido político português nasceu para defender os mísseis nucleares SS-20 soviéticos. Partido Ecologista os Verdes.

Segundo esta lógica cada bomba Islamista num mercado Iraquiano tem de ser culpa de Bush.

Não dos Islamistas que as colocaram e colocam, no caso com muito apoio de antigos elementos do regime e tribo de Saddam apoiados e armados pelos países que a esquerda gosta.

Ou seja Bush acaba com uma ditadura mas a culpa de os Islamistas bombardearem mercados, pontes, mesquitas onde não existe sequer um Americano é de Bush.

Fica a questão:
Nesse caso a culpa pelos quase 1.5 milhão de mortos da descolonização portuguesa é dos apoiantes da descolonização?
Contra uma Ditadura mais branda que a de Saddam.
Aquilo que dizem, devemos deixar estar a ditadura de Saddam também diriam do Estado Novo hoje?

Lembrar que muitos desses apoiantes estiveram depois bem dentro das guerras civis a instituir a ditaduras de sinal contrário à ditadura salazarista.
Se a bitola é a que aplicam a Bush então os apoiantes da descolonização parecem bem mais culpados pelos 1.5 milhão de mortos.
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De Pedro Correia a 02.04.2016 às 22:48

Não há bombas boas nem boas más. Todas são péssimas.
E um assassino não é uma vítima. Um assassino é um assassino.
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De Anónimo a 01.04.2016 às 20:16

Meu caro tudo tem um princípio e não podemos de modo algum, esquecer que o Iraque foi destruido porque cinco senhores se lembraram de inventar uma mentira e destruir aquilo que era dos outros. Para sermos sérios jamais poderemos esquecer que um dia Busch, Aznar, Tony e Durão concordaram ir destruir um país e que esse país, hoje, não é nada e que o sangue nunca mais secou nem seca. Tony já reconheceu o erro e pediu desculpas, os outros remetem-se ao slêncio, como se o mundo e os iraquianos se esquecessem que lhe destruiram o que era deles. Hoje não têm país, paz, não tem nada e isto é que é repugnante querermos esquecer o que não pode ser esquecido. Não há simulacros de nada, há evidências concretas e sérias que nós queremos esquecer, mas que não será esquecido enquanto lá, não houver paz, paz essa que lhes foi tirada, por iluminados que se julgaram os donos do mundo. Estou de pleno acordo com esse comentário se erraram peçam desculpas porque os humildes nunca tiveram medo nem vergonha de pedirem desculpas quando pecaram. Repugnante são aqueles que se julgam donos do mundo e era isso que o devia incomodar, assim como o devia incomodar as barbaridades que também nós comtemos.
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De Maria Dulce Fernandes a 01.04.2016 às 22:59

Anónimo das 20:16h, fala em cinco senhores mas só refere quatro nomes. O quinto cavaleiro foi seguramente iniciar um Apocalipse noutras paragens. Quem acima referiu que a quinta coluna está alivie and kicking , não podia estar mais certo. Não tenho memória de Ali o químico ter pedido desculpas às populações curdas que dizimou só porque sim, antes de ser julgado e morto. Há pessoas para as quais uma só morte nunca seria o suficiente, se aplicássemos a lei de talião.
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 23:06

Voltamos ao mesmo: justificar o terrorismo que mata gente inocente em todas as partes do globo - da Nigéria a Bali, de Casablanca ao Cairo, de Madrid a Ancara - porque Bush e Blair decidiram invadir o Iraque.
Isto, desde logo, inviabiliza qualquer "justificação" para os três mil mortos nos atentados do 11 de Setembro de 2001, que precedeu a invasão do Iraque. Qual seria, nesse caso, o factor alegadamente atenuante do morticínio?
Invoco o 11 de Setembro - data de algum modo funcional do século e da geopolítica em que vivemos - para se perceber como é absurdo desvalorizar os crimes presentes em função de crimes passados. E como é repugnante tratar os assassinos como vítimas e as mais recentes vítimas de Bruxelas como criminosas pelo simples facto de serem "ocidentais" e deverem por causa disso expiar uma espécie de culpa.
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De Anónimo a 01.04.2016 às 23:14

Meus Caros,
o povo não entra em teorias, nem sabe a história universal;
mas sabe como ninguém sintetizar as situações similares, limitando-se a dizer:
- quem semeia ventos colhe tempestades.
Na mouche!
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 23:30

Que quer você dizer com isso? Que as vítimas inocentes de Bruxelas "estavam mesmo a pedi-las"?
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De Anónimo a 02.04.2016 às 00:03

O anónimo das 23:14, quer dizer aquilo que todos sabemos. Não metas a foice em seara alheia. Ninguém está a desculpar terroristas, constatam-se evidencias que estão bem à vista de qualquer um. Quem aqui parece querer desculpar os quatro senhores e não os cinco que por lapso escrevi que meteram a foice em seara alheia, é quem escreve o comentário de repugnante. Repugnante porque alguns acham que agimos mal em relação ao Iraque. Agimos e continuamos a agir porque destruímos o país deles e quando eles pedem asilo, tratamo-los abaixo de cão. Como é? Nós espatifamos um país que todos sabíamos, com sérios problemas, entre sunitas e xiitas, desancámos a torto e a direito, partimos, enforcámos o ditador e filmámos a agonia, como se de um espectáculo se tratasse e depois não queremos levar. As vitimas de Bruxelas e todas as que vierem merecem todas as homenagens e Todas são poucas, mas isso não invalida que se discuta o erro dos ocidentais, sabichões e poderosos.
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De Buiça a 02.04.2016 às 05:44

Eu cá tenho para mim que isto foi tudo algum Congolês a vingar-se do que os belgas andaram por lá a fazer.
Para não dar nas vistas, contratou um puto arabe de costas largas daqueles que passam a vida a jogar playstation a matar infiéis portugas com o boneco do Savimbi porque no sofá do estado social belga se treinam estas coisas muito melhor do que em Aleppo onde nao aguentou 3 semanas seguidas por o McDonalds mais próximo ser uma arrofada de carne de cão turco que trazem uma vez por semana e as ruas cheirarem esquisito.
Entre ir mais 3 semanas de estágio para o neo-mega-curdistão ou enrolar-se em explosivos, o rapaz não hesitou e ao congolês nem precisou de pedir mais do que uma camisola do cristiano para um irmão mai novo que ia deixar entre nós.
Já no outro dia os ruandeses e argelinos tinham feito parecido em Paris.
Só não vê quem não quer...
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De Pedro Correia a 02.04.2016 às 22:44

Se alguém percebe de atentados é você, Buíça.
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De cristof a 02.04.2016 às 03:40

Qualquer jornalista (penso ser o seu caso) tem facilidade em se por nos sapatos dos outros e ver as coisas, também, pelas perspectivas dos outros. Fazendo umas viagens pelas ruas de Molenbeek, arredores de Paris ou Marselha,Birmigham ou Londres... sem ser nos corredores dos hoteis e dos locais dos detentores do poder, de certeza que vexa vai encontrar o caldinho propicio para cativar jovens, para coisas mais sinistras do que a Eta ou o Ira. Quem já entrou no mundo dos meninos de deus,cientologia ou outras seitas, sabe sem fazer esforço. como é mais que facil cativar gente jovem para os cantos das virgens que o aguardam com os corações cheios de amor. Sabe melhor que muitos que a discriminação na Belgica por exemplo. é tão intensa e enraizada, mesmo entre os "brancos", que se falar frances em Antwerpen, arrisca-se a um olhar de odio gelado e no máximo uma resposta no mais correcto ingles.
Condenamos todos os actos tresloucados- penso que está fora de questão seja para quem for, e não ficam com perdão nenhum, pela argumentação. O que o irrita tanto em quem procura outras explicações que não seja o cretino "Somos todos charlie"?
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De Pedro Correia a 02.04.2016 às 10:23

A "discriminação" na Bélgica é intensa? E o que dizer então da esmagadora maioria dos restantes países do globo? Não há lá discriminação em muito mais larga escala?
Se a Bélgica merece ser atacada à bomba, os outros países que também "discriminam" devem sujeitar-se a quê? Napalm sobre as Honduras? Ogivas nucleares em cima da Nigéria? Uns drones lançados sobre a Nova Guiné?

Essa treta dos meninos que são frágeis, sem livre arbítrio, incapazes de discernir entre o bem e o mal, e portanto facilmente recrutáveis por seitas assassinas, serve sempre para diluir a culpa individual numa nebulosa colectiva.
É uma treta antiga: Adolf Eichmann recorreu a ela no julgamento, em 1961, alegando que se limitara a cumprir ordens superiores ao enviar judeus para os matadouros humanos concebidos pela barbárie nazi.

No momento em que ocorrem cobardes atentados terroristas, preocupam-me sempre as vítimas inocentes. Amanhã pode ser qualquer um de nós - você ou eu. Não me preocupam as considerações de ordem sociológica ou geopolítica, e muito menos ando a procurar factores atenuantes para os meninos jiadistas, coitadinhos, que andavam entediados nos bairros de subúrbio ou se sentiam "discriminados" e portanto não acharam nada melhor para fazer do que ceifar dezenas ou centenas de vidas alheias.
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De Anónimo a 02.04.2016 às 13:59

"Não me preocupam as considerações de ordem sociológica ou geopolítica, ". Você com a inteligência não quer nada. Mas assim não chega lá, pode escrever muito em blogues mas não elimina o terrorismo. Serão assim os chefes dos serviços secretos e etc.?
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De Anónimo a 02.04.2016 às 22:14

Sabemos ler ou lemos sem sabermos o que lemos? Alguém aqui disse que está a favor dos atentados? Alguém aqui referiu algo contra os belgas? Não, nada disso, nem ninguém se atreveu a dizer que os terroristas estão certos ou que têm actos aceitáveis no mundo dos humanos. Li, aqui e constatei que há quem se debruce mais sobre todas estas desordens e reflicta o porquê de tais actos e tamanha barbaridade e exponha essas reflexões que são lidas, como dá jeito, a quem os quer deturpar.
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De Pedro Correia a 02.04.2016 às 22:45

Ena, tantos anónimos. Parecem muitos mas dizem todos o mesmo. Talvez afinal sejam apenas um.
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De Pedro Correia a 03.04.2016 às 21:49

Ou talvez sejam dois. Um chamado Dupont, outro chamado Dupond.
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De João Pedro a 03.04.2016 às 03:19

Essa de "pedir desculpa pelo Iraque e conversar" é particularmente fantástica. Com desculpas e conversa (e porque não á mesa, já agora?), tudo se arranja. A culpa deve mesmo ser de belgas e franceses, curiosamente de dois países que estiveram contra a guerra do Iraque, sobretudo a França.
Eu recomendaria que os proponentes do pedido de desculpas fossem eles próprios a Raqqha conversar e desculpar-se em nome dos seus tirânicos líderes. Devem conseguir um belíssimo resultado.
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De Pedro Correia a 03.04.2016 às 10:19

Essa é a argumentação tipo-formulário que uns tantos logo disparam perante mais um atentado terrorista, João Pedro. O rigor factual interessa-lhes tanto como o sangue das vítimas.
Estão do lado de cá, mas sentem-se irmanados com os mentores e autores do terror no ódio às liberdades aqui existentes. A liberdade, para eles, funciona como mero instrumento vocal para defender a sua supressão. Cultivam a novilíngua que, como nos ensinou Orwell, constitui o exemplo supremo de perversão ideológica: cada palavra é usada para exprimir o seu contrário.
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De Anónimo a 03.04.2016 às 12:20

"Cultivam a novilíngua que, como nos ensinou Orwell, constitui o exemplo supremo de perversão ideológica: cada palavra é usada para exprimir o seu contrário." Isto aplica-se ao seu texto?
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De Pedro Correia a 03.04.2016 às 13:10

Não, anónimo. Aplicam-se aos seus comentários.
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De Anónimo a 03.04.2016 às 15:40

Infelizmente o Pedro não lê, o que os outros que não dizem amem consigo escrevem, o que é mau, pois seria óptimo que o fizesse. Depois de o fazer todos poderíamos opinar sobre e como se poderia resolver aquilo que os políticos não querem resolver. Os belgas, franceses e todos os outros que são vítimas de atentados e que aqui, pouco ou nada se escreve deviam também esses merecer-lhe um comentário porque também eles são pessoas iguais aos belgas e franceses, não são é europeus, talvez esteja aí a diferença. São povos menores que talvez para si tenham pouco significado. Talvez fosse melhor reflectir e questionar sobre o porquê de tudo isto e só depois dar o grito da sua sabedoria castigando os malvados.
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De Pedro Correia a 03.04.2016 às 21:46

A vida humana para mim tem valor em qualquer lado. Em Paris como na Nigéria. Em Bruxelas como no Paquistão. E, ao contrário do que insinua, não tenho duas teses sobre o assunto em função das coordenadas geográficas. A minha posição é clara: não quero "compreender" os terroristas. Que armam meninos na Libéria e os transformam em carne para canhão. Ou que usam meninas como bombas humanas.
Nem conseguiria, mesmo que quisesse.

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/obrigado-mas-nao-consigo-nem-quero-7016991
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/ala-nada-tem-a-ver-com-isto-7020333

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De Anónimo a 03.04.2016 às 22:51

"não quero "compreender" os terroristas." Mas assim, sem os compreender, nunca os derrota.
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De Pedro Correia a 03.04.2016 às 23:08

Você "compreende" os terroristas da Nigéria que escravizam sexualmente as pré-adolescentes, mutilam as mulheres e amarram explosivos à cintura de meninas fazendo-as explodir em locais públicos?
Eu não quero compreender essa escumalha humana.
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De João Pedro a 05.04.2016 às 01:05

Como que um síndrome de Estocolmo mais alargado. Em tempos o ocidente praticava uma política de superioridade civilizacional, com um colonialismo por vezes disfarçado de paternalismo (e refiro-me a épocas relativamente próximas, há cem anos) que teve efeitos nefastos. Agora não falta quem atire as culpas para o ocidente, a sua própria civilização, revivendo um moderno Bom Selvagem, violentado no seu estado de pureza pelos perversos ocidentais, ou "nós", como muitas vezes dizem. no outro diz havia mesmo um comentador radiofónico, um tipo italiano que vive em Portugal há não sei quantos anos, que atirava as responsabilidades destes movimentos jiadistas ao "colonialismo que vem desde o séc. XVI, para não falar das Cruzadas". Nunca deve ter lido que desde então meia Europa esteve sob o Império Otomano durantes séculos, e que Viena não caiu por pouco.
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De Anónimo a 03.04.2016 às 15:22

Pergunte ao Tony Blair porque razão o fez. Será maluquinho ou resolveu confessar os seus pecados e redimir-se por isso? Maluco não é de certeza, mas resolveu assumir que errou e destruiu, coisa que outros não são capazes de fazer.
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De Pedro Correia a 03.04.2016 às 21:36

Vivemos na era da insegurança global, iniciada com os atentados do 11 de Setembro de 2001 que causaram mais de três mil mortos. Todo este século tem sido marcado por essa data fatídica. Os historiadores do futuro irão lembrá-la pelo menos com o mesmo destaque que hoje atribuímos ao assassínio do arquiduque Francisco Fernando em Sarajevo, a 28 de Julho de 1914.
http://www.europarl.europa.eu/news/pt/news-room/20140714STO52331/28-de-julho-1914-o-dia-em-que-uma-crise-isolada-se-tornou-num-conflito-mundial
Em países como o Paquistão há hoje um atentado terrorista de dois em dois dias. Na Bélgica - que tinha até agora uma das taxas mais baixas de homicídios do planeta, apenas dois assassínios por 100 mil habitantes - foi o mais recente palco do terror urbano. Que pode matar dezenas ou centenas de inocentes a qualquer momento, em qualquer lugar.
E vem você falar no Tony Blair, que deixou de ser primeiro-ministro do Reino Unido em 2007... A vossa incapacidade de encaixar factos que não estejam contidos na cartilha é impressionante.
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De Anónimo a 03.04.2016 às 22:53

"Vivemos na era da insegurança global, iniciada com os atentados do 11 de Setembro de 2001 que causaram mais de três mil mortos." Não começou em 2001, começou vários séculos antes.
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De Pedro Correia a 03.04.2016 às 23:02

O século XXI começou vários séculos antes?
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De Anónimo a 03.04.2016 às 22:56

Falo-lhe de Tony Blair tal como a comunicação social o fez que deu a conhecer, o que o senhor, achou por bem fazer. Sejam todos os dias ou não, temos de abominar todos, da mesma maneira porque quer queiramos ou não, são mortes. Esquece-se de referir aqui que na Bélgica e na França se esqueceram das gentes que se foram amontoando, em bairros periféricos, sem perspectiva de vida e que isso, mais dia menos dia, teria um fim trágico e aí está o resultado desse esquecimento. Será que nos esquecemos dos alertas que eles começaram por dar em França incendiando carros? Pois é, esqueceram ou fizeram-se esquecidos porque continuou tudo igual e agora?... Quer queiramos ou não é nisto que temos de reflectir porque enquanto não o fizermos tudo isto não passa de lamentações que têm de ser feitas, mas que não nos vão levar a lado nenhum.
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De Pedro Correia a 03.04.2016 às 23:05

Incendiar carros ou matar pessoas para si é o mesmo? Viver em "bairros periféricos" é factor atenuante? Quem vive nesses bairros tem naturais inclinações homicidas e é um bombista em potência?
Você acaba de lançar um anátema inaceitável a todas as pessoas que vivem em bairros periféricos.
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De Anónimo a 04.04.2016 às 01:17

Desculpe, mas ou é de compreensão lenta ou não quer entender o que é tão simples, mas de tão simples que é, se torna complicadíssimo. Tudo tem um principio e um fim e aqui, há muito que os ânimos estão acessos e como jornalista que é sabe-o bem. Jovens perdidos no labirinto da vida que nada lhes dá a não ser a marginalidade e o nada e como já nada têm, nem tão pouco perspectivas de futuro, resta-lhes irem ao encontro de quem lhes promete o mundo e esse mundo é o do terrorismo. Custe-lhe a entender isto ou não, ela é uma realidade, à qual todos fecham os olhos e só os abrem quando o desfecho é o terror e o massacre. Nada justifica os actos que praticam, mas está mais que na hora de pensarmos como resolver este problema porque lhe garanto que andar atrás de terroristas não vamos a lado nenhum. Todos sabem isso porque a guerra, sabemos onde ela está, o terrorismo, basta um e esse um, ninguém sabe quem é, nem onde está. É hora de acordarmos e pormos a mente a trabalhar, para tentarmos resolver os problemas que persistem por toda a Europa porque se assim não fizermos é queimar tempo, chorar os mortos e nada mais.
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De Pedro Correia a 04.04.2016 às 18:03

Nem acredito que você tenha escrito esta frase:
«Jovens perdidos no labirinto da vida que nada lhes dá a não ser a marginalidade e o nada e como já nada têm, nem tão pouco perspectivas de futuro, resta-lhes irem ao encontro de quem lhes promete o mundo e esse mundo é o do terrorismo.»
Alguma vez a situação actual pode ser comparada, por exemplo, com a geração que cresceu na Europa devastada pela II Guerra Mundial? Nessa época, sim, expressões como as que você usou podiam ser utilizadas.
Nada a ver com estes jovens residentes nas periferias das grandes cidades europeias, auferindo quase todos das benesses do estado social, longe dos grandes conflitos e das grandes epidemias.

"Andar atrás de terroristas não vamos a lado nenhum.»
Como quer você combater os terroristas? Convidá-los para tomar chá?
O terrorismo combate-se hoje, como se combateu no passado. Como se combateu o terrorismo dos Baader-Meinhof, das Brigadas Vermelhas, do IRA, da ETA. Todos estes grupos foram derrotados, precisamente porque a tese que vingou não foi aquela que você defende: "limitarmo-nos a chorar os mortos e nada mais".
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De Anónimo a 06.04.2016 às 01:57

Sabe onde estão os terroristas? Quem são todos eles? Não compare a ETA e o IRA que estavam bem limitados aos seus países e que se sabia quem eram e o que queriam. Também sabe ou devia saber que em ambos os casos houve diálogo e que nem a ETA nem o IRA morreram. Repito-lhe, jovens sem perspectiva de vida, sem trabalho, marginalizados, são mel para os tão aclamados grupos malvados. São estas gentes que já nada esperam na vida, a quem as lavagens cerebrais assentam que nem uma luva e assim, são levados para um mundo que pensam eles, lhes dará aquilo que nunca imaginaram ir ter.
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De Pedro Correia a 06.04.2016 às 11:44

Fiz-lhe uma pergunta que ficou naturalmente sem resposta, dada a sua incapacidade para assumir as consequências daquilo que diz defender.
Perguntei-lhe: Como quer você combater os terroristas? Convidá-los para tomar chá?
Você não responde. Limita-se a repetir as arengas habituais: "jovens sem perspectiva de vida, marginalizados..." Dá quase vontade de chorar: esse paleio faz comover as pedras da calçada.
Transforma portanto os assassinos em vítimas. O próximo passo será transformar as vítimas em assassinos. Já falta pouco.
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De Anónimo a 06.04.2016 às 16:00

Eu respondo-lhe o Pedro é que insiste na sua e na compreensão lenta das evidências. Não chore que vai-lhe fazer mal. Os belgas já estão a buscar respostas e são essas respostas que nos irão levar a esse combate. Dou-lhe só um exemplo dar a esses jovens meios de ganharem a vida, para não se sentirem uns inúteis da sociedade. Estes jovens são de fácil manipulação dos terroristas porque já nada lhes resta e se há quem lhes promete o mundo porque não ir atrás da ilusão? Não há nada melhor que uma bela lavagem cerebral, para levar esses jovens a acreditarem que os outros, têm a formula mágica para a sua existência negra.
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De João Pedro a 05.04.2016 às 01:15

Caro anónimo, nem lhe vou responder a isso do Tony Blair, não porque ele não tenha as respectivas culpas, mas porque acho abusivo justificar o terrorismo apenas com a invasão do Iraque, que aliás, em 2010, estava em vias de pacificação.
Mas em relação aos "jovens perdidos na vida e nos subúrbios", porque raio é que isso tem de levar ao terrorismo jiadista? Também houve milhares de portugueses em bidonvilles, também há centenas de milhares de oriundos da Indochina nos subúrbios de Paris, e no entanto não consta que andem a queimar centenas de carros ou a entrar em redes extremistas. Os subúrbios não serão grande coisa, mas se uns são de fugir, outros são relativamente normais e só se degradaram precisamente graças ao vandalismo desses "jovens". E estamos a falar de países onde o estado social atinge a sua mais alta dimensão, portanto não me venham falar de abandono por parte das entidades públicas. Seria melhor se os seus pais tivessem ficado por Argel, Bamako ou Conakry? Mais uma vez surge a culpa de "nós, ocidentais". E porque não metem "eles" a mão na consciência e esperam que os outros resolvam todos os seus problemas?
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De Pedro Correia a 06.04.2016 às 23:46

Perguntas que ficaram sem resposta, João Pedro. O que não me espanta.

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