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Repugnâncias

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.03.20

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Compreendo a reacção de António Costa às palavras do ministro das Finanças dos Países Baixos no final do Conselho Europeu extraordinário de 26 de Março p.p.. 

Um português com o seu temperamento, perante o que foi dito, e tem sido dito nos últimos anos pelos ministros das Finanças holandeses em relação aos portugueses e aos povos do Sul, teria dificuldade em reagir de outra forma.

Também percebo a resposta holandesa. O amor aos euros, como antes em relação ao florim, está-lhes na massa do sangue. E tudo justifica. Daí a sua indiferença perante a morte, e lhes faça muita confusão a preocupação com os outros que sofrem.

Mas eu não teria dado importância ao fulano.

Continuo a ter muita dificuldade em levar a sério gente, como dizia um tio que os conhecia bem, que não toma banho todos os dias; que passando férias em Portugal, em Espanha ou em Itália anda sempre com os pés imundos, e quando vai a um jogo de futebol, entra num bar para tomar uma cerveja, ou num avião no final das férias, normalmente cheira mal.

Tivessem eles bons hábitos de higiene, lavassem as mãos, e não fossem tão porcos e arrogantes, e certamente que não haveria hoje nos Países Baixos mais de oito mil infectados e quinhentos e quarenta e seis mortos devido ao Covid-19. De ontem para hoje foram mais cento e doze.

Isto é que para mim é repugnante. Mais a mais quando acontece num país rico e desenvolvido pelos indicadores que se usam em qualquer universidade.

Quanto ao resto, o tal de Hoekstra deve orgulhar-se dos números. Um palerma. Como o Dijsselbloem também era.


35 comentários

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De JgMenos a 28.03.2020 às 12:05

O que me parece repugnante é que ninguém diga o que é uma eurobond: quem recebe e quem paga?

Quanto ao banho diário, não sendo uma necessidade nem uma disponibilidade global, é uma nota equivalente em mau gosto a alguns dos ditos holandeses.
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De Vorph Valknut a 28.03.2020 às 14:55

Recebem todos e pagamos todos. A obrigação de uma Comunidade deve prever estas Obrigações. Diz que há uns que pagam mais que outros? Sim, como há uns que recebem mais do que o devido :

https://www.google.com/amp/s/theconversation.com/amp/these-five-countries-are-conduits-for-the-worlds-biggest-tax-havens-79555

Tivesse isto a Europa em conta, como os americanos (a VW comprou todos os carros com defeito caso fosse essa a vontade dos proprietários americanos) , e a Alemanha estaria "falida" (os fundos de pensões dos funcionários públicos da Baviera estão "todos" investidos na marca alemã) :

https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/sep/23/volkswagen-emissions-scandal-explained-diesel-cars

Uma parte significativa da riqueza holandesa prende - se com a lavagem de dinheiro



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De JgMenos a 28.03.2020 às 20:21

Tudo conversa para sacar mais ajudas.

Agora chamam-lhe bonds ou por timidez ou por falta vergonha.

Quem não mede produtividade, ou a ignora, ou diz angelicamente que 'o importante são as pessoas'...é gente sem um pingo de vergonha nas trombas e que está sempre de mão estendida.
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De Vento a 29.03.2020 às 11:18

"Quem não mede produtividade, ou a ignora, ou diz angelicamente que 'o importante são as pessoas'...é gente sem um pingo de vergonha nas trombas e que está sempre de mão estendida."

Pois é, JgMenos. Vamos lá ver como ficam as trombas de quem não quer estar de mão estendida:
Bolsonaro também embarcou na onda da produtividade e contrariou normas emanadas da classe médica e dos governadores estaduais. Mas o caso não ficou por aqui.
O crime organizado no Rio de Janeiro, contrariando as normas de Bolsonaro e para protecção dos habitantes, decretou que os moradores não fossem trabalhar. E acrescentaram: garantem o auxílio à população e todo aquele que contrariar estas determinações "levará um puxão de orelhas". Posso garantir-lhe que o "puxão de orelhas" que estes afirmam não pode e não deve ser lido literalmente. Para quem conheça um pouco dos códigos de linguagem utilizados por um capo do crime organizado o significado do "puxão de orelhas" no mínimo significará ficar sem orelhas.

Aqui chegados, parece-me que o caro JgMenos com isso da produtividade poderá querer dizer que um traficante do crime organizado é mais responsável que um repugnante holandês que quando vê pessoas a cair prefere fazer uma sindicância às contas que já conhece, certamente falando em nome de um sindicato que pouco se importa com aqueles que ficam rijos e estendidos nas mais diversas partes da Europa. Talvez lhes toque a rigidez.
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De Anónimo a 03.04.2020 às 12:27

«parece-me que o caro JgMenos com isso da produtividade poderá querer dizer» ... o que disse, em português, para portugueses e a respeito de Portugal.!
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De o cunhado do acutilante a 28.03.2020 às 12:33


Levanto-me e aplaudo!
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De Vento a 28.03.2020 às 12:35

Direi mesmo que a filha da putice vem ao cimo nestes momentos. Mas cada um atrai a maldição sobre si mesmo: isso mesmo se constatará não só pelas declarações do repugnante holandês como também naqueles por quem o repugnante serviu de porta-voz.
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De Vento a 28.03.2020 às 21:12

Vorph, Portugal já começou a fazer stock daqueles medicamentos que em outro comentário partilhámos. Espero que agora, preventivamente, possam testar as doses controladas de quinino em quem o contrair mas sem sintomatologia preocupante.
Uma pessoa conhecida tratou-se há uns anos em Portugal, pois tinha contraído hepatite C, e ficou curada com interferon.

E você, cuide-se. Pois a sua profissão fá-lo estar próximo do "ninho de vespas".
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De Paulo a 28.03.2020 às 13:31

Nada como um confronto para fazer vir ao de cima todos os sentimentos louváveis que caracterizam a esquerda, e que este post tão bem ilustram
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De V. a 28.03.2020 às 18:02

Ora bem
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De JgMenos a 28.03.2020 às 20:26

Os sentimentos da esquerda são sempre os mais elevados a serem satisfeitos com o dinheiro dos outros.
Excelsas almas!
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De Anonimus a 28.03.2020 às 14:31

Post com cheirinho a xenofobia.
Mas da boa, não daquela direccionada a pretos e ciganos.
O Holandês? Uma besta, ignorante e egoísta.
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De Vorph Valknut a 28.03.2020 às 14:42

Levanto-me e aplaudo
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De Miguel a 28.03.2020 às 14:51

Costa tem toda a razão quando se refere a "... essa mesquinhez recorrente.", e fez muito bem em dizê-lo em público. E que os holandeses não se venham queixar pela dureza das palavras pois quem não quer ser tomado por "lobo" não lhe veste a pele.
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De redonda a 28.03.2020 às 15:11

A generalizar na crítica e a abranger "os holandeses" estaremos a ter o mesmo comportamento que o seu Ministro.
Conheço só alguns holandeses, e não são assim!
Espírito de união é vermos as pessoas e há holandeses a morrer e a sofrer, como espanhóis e portugueses.
Dito isto, gostei da reacção e senti orgulho no nosso Primeiro Ministro
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De Bea a 28.03.2020 às 15:28

Bem dito, um grandessíssimo(?) palerma.
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De Anónimo a 28.03.2020 às 17:54

Pois, os holandeses são a nível europeu os que menos lavam as mãos e, também, os que gostam mais de dinheirinho.
E por dinheiro são capazes de tudo. Durante a ocupação na 2ª. Guerra Mundial, os nazis sabiam que na Holanda havia muitos judeus, mas muita relutância em serem denunciados. Os judeus arranjaram forma de se esconder e assim fugiram à deportação. Então os nazis sabendo do gosto dos holandeses pelo dinheirinho optaram por pagar por cada denúncia ou localização de judeus. E foi feito o negócio e desta forma foi apanhada muita gente e de entre elas a família Frank.
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De Anónimo a 29.03.2020 às 17:10

O filme " Livro Negro" retrata bem também essa situação.

WW

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