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Regresso ao futuro do PREC.

por Luís Menezes Leitão, em 17.10.15

No mês em que supostamente Marty McFly teria chegado ao futuro numa máquina do tempo (nós também chegámos e nem precisámos de máquina do tempo, só levámos mais trinta anos), sente-se cada vez mais o regresso ao PREC. Parece que de facto recuámos numa máquina do tempo quarenta anos e que 2015 é afinal 1975.

 

Voltámos ao velho tempo dos governos provisórios formados pelas vanguardas da classe operária que se estão nas tintas para os resultados eleitorais, e só almejam uma plataforma revolucionária. Vasco Gonçalves então proclamou que não poderia deixar que fossem perdidas em eleições as conquistas revolucionárias duramente obtidas pelo povo português. É assim que António Costa, que foi entrondosamente derrotado nas urnas, acha que pode afinal constituir um governo, só que será sempre um governo provisório, ainda mais fraco do que um governo de gestão.

 

Efectivamente, o PCP e o Bloco apenas garantiram ao PS um governo provisório de um ano, sendo manifesto que depois exigirão que seja feito o corte com a União Europeia, o euro, e proclamada a reestruturação da dívida. Só que, como numa espécie de futuro alternativo, em que Mário Soares teria sido derrotado por Vasco Gonçalves, o PS deixou de ser um partido do arco da governação e passou a ser o que na altura se ambicionava: o "verdadeiro partido socialista". É assim que António Costa está a considerar seriamente a hipótese de constituir um governo frentista, ainda que limitado a um ano, o qual transformará o PS num partido sem futuro, um mero compagnon de route do PCP e do BE, que rapidamente será atirado para o caixote do lixo da História, como Lenine fez aos mencheviques na Rússia.

O outro aspecto interessante destes tempos do PREC, é termos voltado a ouvir o inesquecível Arnaldo Matos, que já disse o que pensava de qualquer governo: "Qualquer que seja o governo que saia da Assembleia da República eleita no sufrágio do último domingo, seja da coligação Coelho/Portas, seja o do arco governativo Coelho/Portas e Costa, seja o governo de Costa com o apoio directo ou apenas parlamentar dos revisionistas do PCP ou das meninas oportunistas do Bloco, qualquer desses três governos é um governo da Europa Alemã, do capital germânico, da Tróica, de Ângela Merkel e de Schäuble, mas nunca um governo do povo português, nunca um governo ao serviço da classe operária e dos trabalhadores". Arnaldo Matos continua a ser o grande educador da classe operária e mostra de facto que as eleições só servem para pôr em causa o seu papel de vanguarda. Isto mesmo que respeitem a candidatos do seu próprio partido. Como ele de facto assume: "se alguns dos nossos candidatos fossem eleitos, eu emigrava…". Só faz lembrar aquele anarquista espanhol que proclamava: "Hay gobierno? Se hay, soy contra! Se non hay, también soy!".

 

Como é que terminará este novo futuro alternativo do PREC? É que isto não é um filme. É a sério.


43 comentários

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De Vento a 17.10.2015 às 11:39

Luís, eu penso que este seu texto seja um filme. Porque para ser levado a sério o Luís tinha de incluir o golpe parlamentar dado ao governo Sócrates (que eu até concordei) em 2011 e também a sua postura, a do Luís, sobre a permanência de Portugal no Euro. Melhor contra a permanência de Portugal no Euro.

Mas mais, também seria útil incluir o revisionismo político e eleitoral perpetrado pelo grande líder Passos, à semelhança dos mentirosos líderes da Coreia do Norte, levado a efeito após as eleições de 2011. Mas também uma coligação abjecta formada precisamente para enfatizar tal PREC que nem uma irrevogável postura fez cair.

Sim, em Portugal há uma classe de operários políticos que com seus fãs se batem, tal como claras em castelo, para que passado, presente e futuro sejam um só e sempre se liguem.
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De V. a 17.10.2015 às 12:59

Aí está o problema das "esquerdas" sempre tão preocupadas com o sentido das palavras e sempre a usá-las de forma mistificadora e incorrecta quando lhes convém. No caso, o governo de Sócrates não caiu com um golpe parlamentar: caiu no decurso de uma votação perfeitamente legítima e enquadrada na actividade parlamentar. Um governo que altera os resultados das eleições pode ser muito Sueco mas não é politicamente legítimo. Se Costa quer governar deve tentar deitar o governo abaixo no Parlamento, com os instrumentos necessários na actividade parlamentar. Não entre o escrutínio e a formação do parlamento numa jogada de secretaria.
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De André a 18.10.2015 às 09:52

Ai ai... membros de direita dão tantos tiros nos pés, pernas e já vão para cima tal é a fome de fazer mais 20000 nomeações de membros do partido.

Diz que o governo do Sócrates caiu numa "votação legítima enquadrada na atividade parlamentar"... Se você não fosse de direita, talvez pudesse aprender como são as atividades parlamentares.

Não vou estar a explicar a membros ditatoriais o que é a democracia, pois os partidários de direita sempre quiseram voltar atrás e mandar fuzilar mais de 5000 pessoas que deram origem ao 25 de Abril de 1975... e se fosse necessária iriam mandar matar mais de meio milhão, em troca de continuarem no poder.

O Sócrates demitiu-se e pediu para irmos para eleições, porque só tinha 115 votos. Quando apresentou a sua moção de confiança, o parlamento teve 115 votos a favor e 115 contra. Em caso de empate, a moção é rejeitada.
Sabe quantos votos teria o programa de governo, que é a primeira medida a ser apresentada na Assembleia, antes da tomada de posse? Ups... pois é 107. A sua "eleição livre e que está a ser violada pela esquerda" afinal só tem 107 votos. Precisa de mais 9... Os seus partidos tentaram o homicídio contra os partidos de esquerda. Mesmo agora, continuam a querer mudar a constituição para eliminar as eleições e o governo, dos próximos 100 anos, só possa mudar de mãos entre o PSD e o CDS (provavelmente também querem que qualquer pessoa que diga que não os apoia, possa ser fuzilado ou enforcado na praça do seu município como exemplo para quem pensar da mesma forma).
Tiveram mais deputados sim, não chega para serem ditadores. Tentaram matar os outros e incentivar o povo a cometer crimes contra os partidos de esquerda... agora precisam de negociar e não o sabem nem podem fazer. Pois qualquer um dos 2.470.000 portugueses que votaram neles, confiam que eles serão ditadores até ao fim e vão eliminar toda a gente que seja dos partidos contra as suas ideologias.
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De V. a 18.10.2015 às 12:49

Actividade leva C.

Não sei o que é isso de membro dictatorial (será o c******o mais velho ou o raio que te parta?) mas informo-te que sou apenas liberal e que não gosto de gente que me diz como devo viver — como fazem os teus amiginhos facínoras da "esquerda". Mais, é a tua esquerda que manda fuzilar e deportar os seus inimigos (às vezes até os membros da sua família) e tem no seu portfolio largos milhões de gente que esmagou e assassinou para impôr uma ideologia monstruosa que nasce da inveja e da falta de talento.
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De lucklucky a 18.10.2015 às 13:59

A mentira vem naturalmente com a extrema esquerda como este texto do André demonstra mais uma vez, Orwell já nos tinha ensinado.

Foi o PCP que combateu as eleições e só a distância logística dos países Comunistas e os interesses de Moscovo no momento os fez não prosseguir.
Foi o PCP que quiz construir uma ditadura popular.
Foi a Extrema Esquerda que prendeu pessoas numa caça ás bruxas sem acusação.
Foi a extrema esquerda que violando os direitos humanos destruiu empresas e propriedades, assaltou.
Foi a Extrema Esquerda que se lançou em ataques terroristas até aos anos 80 para derrubar esta Democracia.

E como a Esquerda é primeiro que tudo Poder e Arbitrariedade não deixou de prender e atacar outros esquerdistas.
É bom que nos lembremos que a taxa de sobrevivência de um Comunista é bem maior num regime Democrático que num regime Comunista . Tal as centenas de milhares de Comunistas mortos por regimes... Comunistas.

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De André a 18.10.2015 às 17:56

Interessante saber que ainda existem pessoas que dizem que os regimes comunistas comem criancinhas, que mandam violar mulheres para porque lhes apetece e que matam pessoas por não serem aceitarem as suas decisões.

Olha... mas não é o que os tipos da direita andam por aí a gritar?
Que a coligação tem de chegar ao poder e ficar com 230 votos e todos os outros serem fuzilados?

"Pela boca morre o peixe"...
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De Diogo Moreira a 18.10.2015 às 17:59

O André também não acha que está a exagerar um bocadinho que seja?
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De Vento a 17.10.2015 às 19:19

não inclui isto, Luís:
https://www.youtube.com/watch?v=iANucts4juo

Foi neste tipo de propostas que os eleitores votaram. Se o que veio depois não se trata de um PREC à moda da Europa alemã, então não sei o que podemos chamar.
Que alternativa se tem no momento senão a de dar oportunidade a que tudo corra de forma diferente?

Já basta de mentiras e de PRECS e PEC´s e de chamar o papão do passado.
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De lucklucky a 17.10.2015 às 21:58

O PCP não é o papão do passado é o papão do presente. É um partido totalitário, nos quais os seus mebros se arrogam de terem direito de controlar vastas áreas da agência humana retirando a individualidade ás pessoas.

É anti- liberdade, anti-civilização ocidental, a favor da arbitrariedade do poder total de um Partido sobre o Estado e os seus cidadãos.
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De Diogo Moreira a 17.10.2015 às 11:53

O Luís Menezes Leitão não acha que está a exagerar um bocadinho que seja?
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De Costa a 17.10.2015 às 12:55

Não, não está. Está apenas a traçar um cenário que, não regressando o bom senso (e brevemente), tem todas as possibilidades de se concretizar. Mutatis mutandis , evidentemente, e neste caso não sei se para pior: como alguém já escreveu, não podemos imprimir notas, a menos que se saia do euro (e então que PREC teríamos ante nós! E há quem o anseie, e não por racional opção, ponderados, aceites os custos e demonstrada uma eventual superior bondade de um tal passo, mas sim por demagogia e dogma); e temos a pretender chefiar um governo, aceitando para isso o que tiver que aceitar, não um louco julgando ser messianicamente visionário, mas um tipo disposto a tudo para ver se salva a pele e a face.

Costa
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De Diogo Moreira a 17.10.2015 às 23:30

Não acredito no Destino, nem o futuro pode ser visto em bolas de cristal (ou outros utensílios).

Como diz o João André, é só mais uma tentativa de levantar o espantalho do medo: http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/agitar-o-espantalho-7834246 .
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De lucklucky a 18.10.2015 às 13:49

O espantalho do medo tem toda a razão de ser devido á opinião que o PCP e o Bloco por serem Marxistas têm sobre a liberdade humana.

Que é pouco mais que zero.
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De Costa a 18.10.2015 às 15:44

A cada um a sua opinião. Felizmente podemos apresentá-las. Mesmo sendo lapidarmente tomados por fatalistas e videntes.

Costa
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De Diogo Moreira a 18.10.2015 às 18:08

"Está apenas a traçar um cenário que, não regressando o bom senso (e brevemente), tem todas as possibilidades de se concretizar"
Isto não é uma opinião - é uma previsão de futuro. E, como diria o Doc Brown no filme, o futuro ainda não está escrito.
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De Costa a 19.10.2015 às 11:16

Prezado, se isso contribuir para satisfazer os seus tão exigentes critérios, eu adiciono três palavrinhas: Em minha opinião, está apenas a traçar um cenário (...).

Exigentes e, parece, tão pouco capazes de contextualizar. De interpretar. Uma severidade meramente, literal, formalista. Isto em minha opinião, evidentemente. Ora o formalismo faz falta, concordo em absoluto. Mas, diria eu, dentro de limites de exigibilidade, dignidade e utilidade efectivas. De bom senso. E boa-fé. Em minha opinião, claro.

Quanto ao resto, já bem antes do Doc Brown e em filme e contexto, em minha opinião, claro, bem mais densos (além de verosímeis), certo Lawrence diria "nothing is written". Querendo você, pode encontrar o que refiro numa simples passagem por um qualquer motor de busca.

O que valerá como uma espécie de princípio geral, absolutamente louvável, mas não de materialização garantida e independente da actuação no caso concreto. Ora se essa actuação se orientar, dolosa e metodicamente, ou apenas por negligência, para o afastamento de tal princípio enquanto baliza de conduta, bem poderemos (re)ver no futuro os erros do passado.

"Mutatis mutandis", como (fará o favor de lá ir confirmar) escrevi logo no meu primeiro comentário, imediatamente após as palavras que o caro Diogo Moreira achou por bem citar. Cá está: questões de contexto, enfim. Ou de sua falta.

Uma vez mais em minha, e salvo melhor, opinião.

Costa

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De Diogo Moreira a 19.10.2015 às 13:46

Existem milhentos outros cenários possíveis de acontecer, que influenciam o futuro governo de Portugal, variando apenas na probabilidade que hoje conseguimos inferir acerca da sua realização:
- Impacto de um meteorito na Terra com tamanho suficiente para destruir a vida como a conhecemos;
- Conquista dos países da Europa por parte do "Estado Islâmico";
- Mudança de paradigma dos governantes dos países da União Europeia quanto à aplicação de adicionais medidas de austeridade;
- Queda de um avião com algum ou alguns dos putativos candidatos a Primeiro-Ministro;
- Falecimento súbito do presidente Cavaco Silva (ataque cardíaco).

A listagem dos cenários varia do mais improvável para o que tem mais hipóteses de acontecer a curto prazo. Porém, para quem ler o Luís Menezes Leitão, fica a ideia que a reconstituição dos tempos do PREC é uma inevitabilidade. E o próprio Costa admite que esse cenário tem todas as hipóteses de acontecer, que não tem bases credíveis face ao que ocorreu no passado (nunca PS e PCP se coligaram, nem existia o BE) nem nas actuais declarações dos líderes desses partidos.

Isto extravasa o conceito de opinião, porque se tenta extrapolar o que irá acontecer no futuro, tecendo prognósticos que se revelam desprovidos de bases sólidas.

Como dizia um jogador de futebol, "Prognósticos, só no final do jogo".
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De Costa a 19.10.2015 às 15:45

Uma coisa é certa: você lê o que quer ler. É claro que uma cópia exacta de 1975 não será de esperar. Mais não seja porque morreram já alguns dos seus mentores e desapareceram e apareceram formações políticas (sendo que o PS passou a integrar a loucura em lugar do bom senso; o bom senso possível, enfim). Mutatis mutandis, homem..., lá tenho outra vez que o escrever. Agora algo que represente materialmente, substantivamente, o mesmo e produza as mesmas deletérias consequências, isso, neste momento, está longe de afastado.

É o que penso. Não é o que você pensa. Seja. Ainda podemos pensar de forma diferente e manifestá-lo.

Mas olhe, depois da sua poderosa argumentação, talvez eu deva passar a consultá-lo sempre que pensar que tenho opinião sobre algo, confiando no seu superior juízo, quanto ao cabimento do que eu pretenda opinar dentro de um sábio e prudente conceito de opinião: o seu.

E tenhamos todos muito, muito receio do bater de asas de uma borboleta. Mais ainda se nos antípodas.

Costa
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De Diogo Moreira a 19.10.2015 às 18:03

"algo que represente materialmente, substantivamente, o mesmo e produza as mesmas deletérias consequências, isso, neste momento, está longe de afastado"
Concordo. Existe essa possibilidade. Qual é o grau de probabilidade com que estima que possa acontecer?

Peço que não recorra ao argumento da autoridade, nem se entretenha a tentar discutir o que acha da minha personalidade. É algo que não leva a lado nenhum.
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De Costa a 19.10.2015 às 21:10

Qual seja a sua personalidade é coisa que não vem ao caso. E autoridade tê-la-á você, parece, arriscaria eu opinar, em matéria de qualificação do outro. Ou arroga-se dela. Falo por mim que me descobri fatalista e vidente.

Probabilidades, então. Nesta hora a que escrevo, nada sei do que se passou por cá nas últimas horas. Não liguei um televisor desde manhã cedo e de rádio foi mesmo apenas música. Mas, em abstracto, conhecidas as lideranças do PC, do BE, a essência dos seus programas, o que já ufanamente disseram sobre o assunto e a predisposição do PS para pactuar com quem tiver que ser para que A. Costa vá para S. Bento, eu diria que, caindo um eventual governo PSD/CDS, por rejeição (apriorística, dogmática, fanática - como já admitida abertamente por quem, podendo, o fará: o que diz muito dessa gente) do seu orçamento, e optando o PR por convidar A. Costa a formar governo, são assaz robustas.

Uma vez mais, é apenas a minha opinião.

Costa
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De Diogo Moreira a 21.10.2015 às 10:16

Baseado em dados meramente subjectivos, o Costa vaticina probabilidades "assaz robustas" de um novo PREC.

Das duas uma, ou a definição de PREC varia consoante a ideologia dos que o invocam, ou o recurso ao "mutatis mutandis" serve para o mesmo efeito (haverá mesmo um "PREC", seja lá o que isso for!).
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De isa a 17.10.2015 às 12:20

...é a sério mas, pior... nesse tempo, ainda podíamos imprimir notas.
Basta ver o que se passa na Grécia:
"Grécia dá luz verde a novo pacote de austeridade.
O parlamento grego aprovou esta noite o primeiro pacote de reformas da primeira legislatura, um documento necessário para o país receber dois mil milhões de euros oriundos do terceiro resgate."
Diário Económico
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De Maria a 17.10.2015 às 13:39

E!... É por aí que temos de ir? Até quando a Grécia vai aguentar? Empréstimo e mais empréstimos, tal como nós e cada vez mais dívida. Isto não é suportável, por nada nem ninguém e vai chegar o dia em que a Europa vai ter de acordar. Provavelmente estamos mais próximos disso do que nunca. Que haja alguém, nesta UE moribunda que injecte um pouco de esperança às sociedades europeias que estão à beira da saturação e ruptura.
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De isa a 17.10.2015 às 22:54

Loucura por loucura, prefiro ir ler o Dom Quixote de la Mancha e, apesar de não me afetar diretamente, o país ficar sem dinheiro para pagamento de pensões e, ordenados na função pública, francamente, a mim, não me apetece ver supermercados de prateleiras vazias, mais desemprego, SNS sem dinheiro para medicamentos, caos... e, ainda ficar a ver os ratos a abandonar o navio... aqueles que têm dinheiro em paraísos ou em malas, portanto, antes de enfrentar o adversário, pense bem nas consequências ou então, o melhor, será parar de ver tantas novelas porque o mundo real não se compadece com teorias da treta.
Primeiro, entrámos na EU, o dinheiro jorrou e ninguém se queixou, nem sequer, queria saber, onde estava a ser gasto... agora... aqueles malandros!... que nos obrigam a viver na pedinchice e, ainda por cima, obrigarem-nos a pagar os juros da dívida... realmente!, eles que parem de injectar dinheiro e comecem, Já, a injectar esperança...
Quanto a aguentar... que remédio... se calhar, até vai ser mais cedo do que pensa, porque os últimos fundos da UE, só virão mais quatro anos e, como parece que vai para 1º ministro, alguém que quer gastar tudo num só ano, para incentivar a economia e, como os portugueses, este ano, até foram dos que compraram mais automóveis, a economia que ficou grata não foi a nossa mas, a alemã e, como até essa está a cair... espero que consiga fazer boas refeições com a tal esperança e, mesmo que seja das que tem uma "almofadinha" no Banco... esqueça-a porque se isto rebentar, até as "almofadas vão voar"...
Com as economias a cair, a nível Global, conflitos, guerras no Médio Oriente, África e até na Europa, o problema da Ucrânia mais, o afluxo bíblico de migrantes, uma conjuntura financeira à beira de implodir... ainda quer juntar mais "lenha na fogueira"... francamente, às vezes, tenho a impressão que certos comentários são escritos por habitantes de Marte...
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De Vento a 18.10.2015 às 12:47

Sim, penso que você deve continuar a ler o dom quixote. E deve porque se perder de vista os moinhos ficará infeliz.
Você faz lembrar-me os profetas e profetisas que contam tudo o que vêem acontecer, e depois acrescentam mais alguma coisa para parecer que é inédito.

Pela sua ordem de catástrofe profética, eu também me borrifo que Portugal fique sem dinheiro. Quem não se borrifa para isso são os empresários que vivem à conta de descidas de IRC e créditos fiscais, de estímulos ao emprego pagos pelo estado e disponibilizando escravos a estagiar para melhor serem escravos etc. etc. etc., mas também os garotos e garotas que vivem da nomeação de cargos para ajeitar o seu futuro, dos que passam pela assembleia para propagar leis que beneficiam seus patrões e depois continuam a ganhar para poder descodificá-las e mostrar como as tornear, mas também aqueles corporativistas que vivem das regalias e ordenados cuja actividade e desempenho nunca os justificam e jamais os justificarão, mas também e ainda aqueles outros empresários que sem uma parceria qualquer que lhes garanta receitas jamais empreenderiam, mas também governantes que saídos de empresas feitas a martelo jamais teriam empregos sólidos sem os tais fundos da UE que por aqui critica, mas também aqueles outros ditos governantes que saídos de um qualquer empregozito num qualquer organismo público jamais teriam visibilidade neste mundo e tampouco maneira de progredir na sua vidinha tão miserável, quer ocupando funções públicas quer ocupando funções no privado, e etc etc e etc.

O que você ainda não se deu conta é que estes gajos e gajas que apregoam a lei da austeridade fazem-no precisamente para tentar passar entre os pingos da chuva. E os seus fãs, que alguns se lambuzam com algumas migalhitas, pois de migalhas é que devem ter vivido ao longo de sua vida, na esperança que não lhes falte tal petiscozito lá vão aparecendo, quais profetas bíblicos, pedindo que os outros se cubram de sacos e cinzas para que vivam seu próprio luto e proporcionem que os gajitos e as gajitas se safem de tal procedimento.

E eu, que até gosto de profecias, quero dizer-lhe que tudo isso que apregoa em género apocalíptico é o que de melhor pode acontecer. Para que no fim os fariseus e doutores de leis, imundos hipócritas e túmulos caiados que são, possam assistir ao único sinal que lhes poderá ser dado: o sinal de Jonas.

Aqui tem a Esperança de que tanto anda desviada e tão calorosamente se esforça por desviar seu sentido canalizando-a para discursos de carácter meramente fiduciário que garantam o status quo; e que disfarçadamente procura revelar que não depende. Tá bem, tá.
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De William Wallace a 19.10.2015 às 08:18

Tem razão o Vento, faz uma boa resenha do que se passa e vai passando mas lamento informá-lo que não é com este PS que algo poderá mudar.
Enquanto não se informar as pessoas que o seu voto de nada vale, não poderão iniciar-se as alterações necessárias.
Veja-se os Gregos que após 5 anos ainda estão pior e os homens anti-austeridade cederam em toda a linha e não será Portugal (país ultra-periférico ) que terá capacidade e engenho para fazer diferente.
Enquanto se continuar a empurrar com a barriga (aumentar impostos / diminuir rendimentos) para manter uma casta que age como capataz de interesses que não os de PORTUGAL nada se poderá fazer.


" A Nação não se confunde com um partido, um partido não se identifica com um Estado. "
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De Vento a 19.10.2015 às 22:25

A única dificuldade que tenho é só uma, William. Para si nenhum serve: nem coligação, nem PS, nem PCP nem BE. E a dificuldade que tenho é compreender como é que o William se alimenta. Eu ainda não vi fazer omeletes sem ovos.

Mas eu demonstro-lhe que os gregos são bem diferentes. Tsipras acaba por alcançar a reestruturação da dívida (só é necessário saber o valor e a taxa de esforço que será necessário fazer para pagar o remanescente) e, como era também previsível, a impossibilidade de obter tudo o que pretendia. Mas a luta foi boa e útil para denunciar muitas situações. Em particular sobre a forma como se injectaram papeis em forma de ajuda e recebia-se em dinheiro vivo.

No entanto, após a assinatura demite-se e entrega ao povo grego a oportunidade de decidir sobre quem pretendia e o que pretendia. Porém, em Portugal Passos derruba, com todos os outros, Sócrates e apregoa várias mentiras, contesta a linha seguida anteriormente, força o pedido de resgate e quando chega ao governo coliga-se com o muleta Portas. E faz tudo ao contrário do que tinha prometido. Quem a ele se coliga sabe que se coliga com a mentira, mas acrescenta a irrevogabilidade que os conduz ao desfecho nestas eleições. E nenhum deles teve a hombridade e postura democrática para fazer o que Tsipras fez (sim aquele em quem você votaria se fosse grego), isto é entregar a quem neles votou a possibilidade de escolher novamente no tempo que era devido.

Quer a coligação quer o PR esquecem a vontade de quem vota em nome de um resgate a cumprir e borrifaram-se para o que este povo pensaria sobre tal situação e sequestraram-no durante 4 anos. E Tsipras, com um resgate assinado, entende que é o povo que deve definir o novo quadro parlamentar.

O meu caro William, à moda desta troika que anteriormente referi, já sabe quem faz falta nesta democracia e quem não serve.
Pois, esta coligação sempre atacou, desprezou e ignorou Seguro (obrigando a um discurso de indignação do ex-PR Sampaio). Da mesma forma agiu em relação a Costa. Mas agora Portas vem clamar humildade e o interesse da nação para que o PS lhe dê uma boleia. Esquecendo que a humildade se revela quando se está na mó de cima e não quando se está à rasca. Destruíram o país e agora querem que outros legitimem a merda que fizeram.

E você, diga lá quem escolhia.
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De William Wallace a 20.10.2015 às 19:29

Eu não tenho de escolher nada, a minha escolha individual foi feita e permanece individual, não vincula ninguém a não ser eu próprio.

O PS terá de se definir e como já sei o que a casa gasta, isso não acontecerá para mal de Portugal e dos Portugueses.
Seguro estava sozinho no seu partido, ninguém queria nada com ele pois todos (os que mandam) sabiam que era um líder a prazo, para fazer a travessia do deserto, era tão bom nesse papel que até o deixaram estar mais tempo do que pretendiam.

O Vento continua a alimentar sonhos sobre a Grécia, não conseguiram nada, aliás perderam ainda mais, não acredito que a tal renegociação da divida se efective.

Quanto ao governo, não me incomoda nada ter um governo de "esquerda" ainda que coxo devido ao PS mas mesmo assim tem legitimidade para existir. Os PAF tiveram a sua oportunidade e governaram muito mal, sempre fortes com os fracos e fracos com os fortes e isso eu não posso tolerar.
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De Vento a 20.10.2015 às 21:18

Eu compreendo e aceito qualquer escolha que o William faça. Preciso é de ser esclarecido sobre a escolha que faz. E este esclarecimento é normal na medida em que critica todos os ovos no cesto e é com estes que as omeletes são feitas. Partir os ovos que estão no cesto e não aceitar que é com estes que todos terão de cozinhar um novo ciclo é o mesmo que aceitar a teoria do caos sem big bang.
Por outro lado, a perfeição, para mim, é um caminho. Ela ocorre a partir do que é imperfeito. O William a respeito desta matéria a única coisa que me revela é um bovarismo. O bovarismo é exactamente a "caricatura" de alguém que se apaixona pelo amor mas nunca o concretiza porque espera que tal sublime perfeição caia em seu colo.

A partir do momento em que Costa deu a entender que a coligação não apresentava suficientes condições para negociar todos ficaram a conhecer que o que vinha aí era um acordo à esquerda no parlamento.
Tive oportunidade de referir que esta novidade era e é verdadeiramente criativa. Que é o que Portugal, a Europa e o mundo necessitam neste momento, isto é, ser criativos e deixar de manter muros imaginários.
Pouco me importa com as falsas questões que apontam sobre a Nato e etc. Eu que era e sou favorável à permanência na Nato não deixo de apoiar a legitima resposta dada pela Rússia quando pretenderam encurralá-los na Crimeia e Ucrânia mas também na Síria. Acontece que a pertença à Nato deve ser passível da revisão de políticas (e isto é mesmo uma questão política e não militar) globais.
Pouco me importa também as criticas feitas pelo PCP a esta Europa, porque entendo que esta Europa tem mesmo de mudar. Por isto mesmo também afirmei que o alinhamento nas negociações não devia ser a um princípio europeu mas a uma Europa com ética e democracia.

Quanto à Grécia. Só vê quem quer ver. E eu não posso obrigá-lo a ver o que eu vejo e a percepcionar o que muitos já percepcionaram e outros afirmaram. Quanto ao acordo de resgate, já aqui afirmei que o mesmo tacitamente será esquecido pelas partes. Refiro-me a questões que eram consideradas anteriormente como mandamentos bíblico-germânicos. Daqui por dois anos espero que se recorde disto e faça um balanço da situação a partir do défice primário grego.

Por último, temos a garantia que a coligação ou por não indigitação do PR ou por derrube no parlamento não aquecerá no governo. Isto não significa que me choque que o PR indigite a coligação e Passos para governo e como primeiro-ministro. Se o PR optar por esta via está no seu legítimo direito e respeita a constituição. Mas perde tempo uma vez que posteriormente só lhe restará a única e racional alternativa, que será indigitar Costa.

No restante estamos de acordo.

P.S. Meu caro, estou uma vez mais de partida. Se é crente, ore por mim e pelo que me está destinado fazer. Até breve.
Ao Luís Leitão deixo também a minha cordial saudação.
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De Maria a 18.10.2015 às 14:01

Para onde vão os nossos impostos? Têm de ir só e somente, para pensões, saúde e educação, mas estão a ser desviados para pagar juros de dívida, enquanto essa, aumenta substancialmente. Por todas as razões que escreveu no seu último parágrafo, é que a Europa, se devia organizar e não manter tudo como está. A continuarmos assim, lhe garanto que esta paz adormecida, um dia explodirá e olhe que não habito Marte, tenho os pés bem assentos na terra. A História relata-nos ao longo dos tempos que ciclicamente o homem descamba e será o que nos vai acontecer, caso mão mudemos de estratégia.
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De Vento a 17.10.2015 às 21:55

É assim que funciona a falsa propaganda. O que tem de escrever sobre o que está implícito nessa notícia é que o que foi aprovado são precisamente as medidas anteriormente defendidas pelo Syriza e que constam no programa de apoio, onde se inclui a dita reestruturação que os mentirosos em Portugal diziam não poder existir. A saber então o conteúdo de tal notícia:

- Implementação de medidas para combate à fraude e evasão fiscal. O Syriza no Conselho Europeu foi alvo de boicote quando apresentou tais medidas, onde se incluía o fim dos privilégios fiscais aos grandes grupos económicos).
- Alteração gradual do sistema de reformas.

Ver aqui:
https://www.ultimoinstante.com.br/ultimas-noticias/economia/parlamento-grego-da-sinal-verde-ao-1-pacote-de-reformas-de-novo-mandato/133761/

Nota: Quando quiser ler algo sobre a Grécia, com isenção, recomendo a leitura de jornais estrangeiros. Mas não só sobre a Grécia.
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De isa a 18.10.2015 às 12:04

Eu leio e vejo notícias estrangeiras, em diversas línguas mas, o mais relevante pode ser resumido numa única frase de Benjamin Franklin:
"When, you run in debt; you give to another, power over your liberty"
Foi, precisamente, isso que andámos a fazer, anos a fio... e, ninguém, pareceu preocupado, andavam todos a olhar para os seus próprios regalos, numa louca competição, a ver quem conseguia mais...
Os do topo são apenas uma amplificação dos vícios da sociedade que governam... quem exige pouco, recebe pouco, quem aceita caminhos pouco honestos, elege o reflexo dessa maioria...
Portanto, como tudo no Universo, cada ação provoca a respetiva reação, mais cedo ou mais tarde, temos as respetivas consequências. As leis da Natureza são implacáveis e servem para tudo... nem precisamos saber física quântica, bastaria bom senso e, no mínimo, fazer o que se coaduna com a chamada racionalidade, não somos animais irracionais que não têm o conceito do amanhã mas, pelos vistos, estamos cada vez mais parecidos com eles (ou pior), nesta sociedade, cuja única preocupação é a satisfação dos desejos imediatos e, mesmo que houvesse alguém disposto a governar com os olhos postos no futuro, nunca seria eleito, portanto, o futuro trás sempre agarrado o que se fez no passado e, aí, presumo que, a nível global... deve estar para chegar uma "conta" ainda maior mas, para as gerações futuras será até dramática porque, como não há nada garantido para sempre, até aquelas pequenas liberdades que já não nos damos conta, passarão à sua completa extinção.
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De Vento a 18.10.2015 às 19:33

Benjamim quando inventou o pára-raios esqueceu-se do dispositivo que pudesse anular o rumo que conduziu ao colapso de Wall Street entre 1929-1939, que afecta a Europa e culmina com a II Guerra Mundial, e também a borbulha que em rede ocorre em 2008.

São sempre lindas as palavras que proferimos, mas esquecemo-nos que as causas destas ocorrências são precisamente a liberdade. Um dos padres da Igreja dizia que "na relação entre o forte e o fraco é a liberdade que oprime...". Pretendo com isto dizer-lhe que a sua escravidão da pseudo-independência não lhe permite ver onde é que a liberdade oprime.

Mas a isa não fica por aqui. Avança quase que para uma reflexão sartriana onde se afirma que "a existência precede a essência". E eu não concordo. É a essência, para o bem e para o mal, que nos permite descodificar a existência e dar-lhe um sentido. Logo, só será possível, também para o bem e para o mal, compreender a existência pela acção de uma qualquer essência que a justifique.
Significa isto que a acção versus reacção só pode ser legítima quando se aplica no domínio individual e não sobre o colectivo, que até nem agiu para que o efeito boomerang lhe caísse em cima.
A questão da física quântica aplica-se aos elementos e não à razão. E aqui contradiz-se quando apela à racionalidade.
A razão é precisamente o uso do conhecimento que nos permite compreender que o Sol e a Chuva ocorrem para justos e injustos, mas que existe uma responsabilidade individual quando no uso dos mecanismos que são colectivos se permite que o colectivo seja afectado. Mas mais, é perverso o uso de tal colectivo como escudo de uma qualquer quadrilha.

O único sentido de liberdade que se legitima é a que procede do conhecimento e da verdade: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".
Significa isto que o Homem só é livre quando vive sem se deixar afectar e subjugar pelos mecanismos do cosmos, é esta a virtude do conhecimento e o sentido da Verdade da liberta, custe o que custar.
Por isto mesmo compete permitir aos sentidos a oportunidade de ouvir o que nunca ouviram e aos olhos ver o que nunca foi visto.

Por último, para aqui se chegar, há algo mais para além da razão. E o facto deste algo mais a transcender não a elimina.
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De William Wallace a 19.10.2015 às 08:35

Dou-lhe inteira razão !

Ninguém quis saber e quem "geria" os destinos da Nação ainda menos !

E tem razão noutra coisa muito importante, quem alertasse, se posicionasse a favor ou tentasse defender escolhas acertadas para o futuro era trucidado pelo establishment bem pensante e nunca venceria eleições. Os erros estão no passado recente mas estes que agora estão / estiveram ainda cometeram mais erros na sua falsa ânsia purificadora porque sabem que isso lhes garantirá o futuro.

" A Nação não se confunde com um partido, um partido não se identifica com um Estado. "


P.S.- Agora é vê-los cheios de vontade para receber "refugiados" que nem sequer para cá querem vir, ignorando também as dezenas milhares de Portugueses silenciados pela comunicação social e socializada que não os querem cá mas isso você só pode saber se ler as caixas de comentários das noticias relacionadas com o assunto.
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De V. a 17.10.2015 às 12:36

Acho que a "esquerda" e muitos comentadores que já vi defenderem a "novidade" — como base em coisas tão absurdas como "o faz-se lá fora" e a novidade é uma evolução só porque sim (e porque vem da "esquerda" porque se viesse da "direita" era o fim do mundo) — ainda não perceberam que ou existe o primado dos resultados eleitorais (a eleição como valor absoluto) ou não existe Democracia. Há 100 anos estaríamos todos a afiar as espadas e os fusis.
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De Andy Bloig a 18.10.2015 às 09:57

Você é que precisa de voltar à escola e aprender o que é as legislativas.
Quando o souber, vai perceber a estupidez que está a escrever.
Deixe de ser ditador de direita e aprenda o que é o sistema legislativo português.
Já demonstrou a sua falta de conhecimentos ali em cima ao não saber que o seu partido tem 107 deputados... e o sócrates tinha 115 quando perdeu uma votação na assembleia.
Só uma pessoa sem qualquer conhecimento é que pode pensar que com 107 votos consegue aprovar leis que o outros com 115 não conseguiu...
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De V. a 18.10.2015 às 12:53

Não percebo as tuas comparações imbecis mas confesso que também não me importa muito.
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De M. S. a 17.10.2015 às 15:03

O único PREC que nó vivemos desde há 4 anos é protagonizado pela Direita e Extrema-Direita, não sob a inspiração de Marx, Engels e Lenine, como no de 1975, mas sob a inspiração de Milton Friedman, Hayek e Chicago Boys.
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De da Maia a 17.10.2015 às 17:29

Quando falou em "meninas oportunistas do Bloco", referia-se ainda a Louçã, Fazenda e Rosas?

Foi preciso desenterrar o Arnaldo Matos, para se fazer entender que BE e PCP têm hoje linhas de programa fascistas, onde abandonaram a colectivização, a reforma agrária, o caminho para o socialismo, etc.
BE e PCP são hoje perigosas forças da direita do capital, que admitem a iniciativa privada, um pouco ao estilo de como fazia Sá Carneiro no tempo do PREC.
Ao tempo do PREC, todas essas forças seriam julgadas e condenadas como reaccionárias num tribunal popular.

Foi preciso desenterrar Arnaldo Matos, para se entender como há espaço de esquerda à esquerda da esquerda radical, uma vez que os acontecimentos foram sempre suplantando a direita pela direita.

Ou seja, o que lembra o camarada Matos é que estamos em tempos de extrema-direita, como ninguém em tempos do PREC admitiria como possível.
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De s o s a 17.10.2015 às 22:53

isto, o post é o filme, estafado. E interessado, logo nao serio. A classe abastada vive em todos os regimes e sem necessidade de filmes eleitorais, sendo que nessa, a parte mais "revolucionaria", a parte menos conservadora, nao olha a meios para ganhar dinheiro, para tanto é preciso "emprestar" dinheiro ás pessoas, para a seguir lho sacar atraves da ditadura do consumo. Espetaculo.

Isto é, as eleiçoes nao libertam a populaçao, as eleiçoes nao emancipam as populaçoes. As eleiçoes sao uma fraude, e os tais do entao PREC conheciam a historia mundial, onde as eleiçoes serviam para a exploraçao menos suja na aparencia. Atraves de eleiçoes , nenhum povo conquistou a suficiencia...para todos.

voltando á vaca fria. Sendo que continua envolto em misterio a eleiçao do Costa no PS, na altura percebi que eram os psd ´s que estavam a promover o Costa contra o Seguro, e que o ps é o rosto humano da mesma moeda onde está o psd selvagem, ocorre-me justamente agora a melhor razao porque o psd está preocupado com a sobrevivencia do ps.

Portanto, os fascistas, assim mesmo para simplificar, vao continuar a atemorizar o povo. E no entanto a principal leitura matematica do resultado é que o povo votou contra a politica do governo coelho. O povo abateu o coelho.

Mas só o Costa pode expulsar do templo o ladrao coelho.
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De PSF a 18.10.2015 às 00:36

A ideia de que existe em Portugal uma maioria de esquerda é uma falácia. Entre os problemas do sistema de Honte, da Abstenção, da inexistência de programss políticos incompatíveis, etc - a maior prova será sempre a que vem do povo e do número absoluto de votos no escrutínio: e se Costa usurpar o poder dentro de poucos meses há novas eleições e aí o povo vai darmuma larga maioria ao PSD e depois quero ver onde está a "maioria de esquerda". Não está: é uma falácia elaborada por alguns líderes políticos para impedir de governar quem ganhou legitimammente as eleições.
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De João a 18.10.2015 às 10:04

E se o passos ficar no governo não vai conseguir aprovar nada do seu programa de governo fantasma... é que o ainda governo conseguiu eleger 107 deputados sem apresentar qualquer programa de governo para os próximos 4 anos.
Apresentou uma proposta de interesses onde tem previsto o aumento das exportações em 1700% até 2020, um aumento do PIB que poderia ir acima dos 20% (na soma do quadriénio), uma redução das exportações a rondar os 45% e um aumento da capacidade produtiva a rondar os 24500%.
Ora nem o tipo da coreia do norte consegue apresentar números destes... por serem tão falsos que ninguém lhes ligou nenhuma, nem a própria ministra das finanças que já viu a coligação, que a suporta, emitir 18 correcções às suas palavras... durante esta madrugada.
Já agora, como não sabe, não podemos ter eleições até Julho de 2016, devido à "maldita constituição", que os partidos de direita querem apagar do mapa o mais depressa possível. Lá para Setembro-Outubro de 2016 teremos eleições em qualquer caso, pois o governo de direita não tem capacidade para sobreviver num ciclo parlamentar de minoria. (se durarem até Abril, já seria muito...)
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De lucklucky a 18.10.2015 às 14:07

Você chama-se André ou João? não parece ter sdo muito bem sucedido a disfarçar.

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