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Nos dias que se seguiram ao horrível massacre do Sri Lanka, ou Ceilão - acho sempre que certas palavras ficam melhor em português - voltou à baila o assunto das perseguições de que os cristãos têm sido alvo. O Público, por exemplo, debruçou-se sobre o assunto, através de artigos próprios ou dos seus colunistas. Outros órgãos de informação também o fizeram. E de alguma forma está ligada à profanação ou vandalização de inúmeras igrejas na Europa (a que alguns abusivamente quiseram colar o incêndio em Notre Dame, sem quaisquer provas, ou ligá-lo de imediato a muçulmanos quando se sabe que boa parte destes actos tem mão em supremacistas brancos neopagãos). É uma discussão importante e até urgente, mas temo que com o correr dos dia e a sucessão de novos factos comece a ficar novamente para trás. 

Resultado de imagem para atentados igreja sri lanka

Uma das coisas que me impressionam quando se fala em vítimas e fobias é a quase completa ausência de termos que o definam quando se trata de cristãos. Sobre isso escrevi num dos meus primeiros artigos aqui no Delito, e constato que a palavra "cristofobia" - ou cristianofobia, como quiserem - continua a não ser usada (também não havia de ser por causa do post). Em compensação, usa-se e abusa-se dos termos "islamofobia" e "anti-semitismo", apenas dirigido a actos anti-judeus. Afinal de contas porque é que se fala tão pouco em cristofobia? Continuará a ser por aquela tonta e estafada complexo de culpa ocidental, ao qual o cristianismo é colado? Mas então porque são na sua grande maioria comunidades cristãs antiquíssimas do Próximo Oriente e África a apanhar com as bombas e os estilhaços? E aqueles pobres cristãos do Níger, mortos em retaliação às caricaturas do Charlie Hebdo, que ligação tinha uma coisa com a outra? Poderá a auto-censura que é o politicamente correcto estar a silenciar uma terrível tendência da actualidade?

 

Nem de propósito, voltei aqui também por causa de mais uma imbecilidade do politicamente correcto, por uma vez a proteger Donald Trump. O New York Times tinha publicado um cartoon do bem conhecido (entre nós) caricaturista António, do Expresso, onde retratava Trump, cego e de kipá na cabeça, guiado por um Bibi Netanyahu em corpo de cão e com a estrela de David na coleira, como identificação da personagem, sem pedir autorização nem informar o desenhador. A imagem é pouco subtil e tem o seu quê de patético e de insultuoso, como tantas outras deste autor, mas não é das piores que se tem visto. Pois perante uma coro indignado com o "antisemitismo" da caricatura o conhecido jornal novaiorquino decidiu suprimi-la, pedir desculpas e "lamentar a sua publicação". Ou seja, autocensurou-se com a "indignação" (outra das modas contemporâneas) não assumindo os seus actos. Não sei se o New York Times se juntou áquela encenação do "Je Suis Charlie"; se sim, bem podia voltar a pedir desculpas e "lamentar o acto", já que o sabe fazer tão bem. Mas pergunto-me, caso se tratasse de outro conhecido "trabalho" de António, os estapafúrdios desenhos dos Papas com preservativos,  o New York Times cederia tão rapidamente como aqui? Ou defenderia aqui a liberdade do autor? Tenho as maiores dúvidas que fosse a segunda hipótese, como deveria ser, mesmo achando os desenhos em questão uma mistura de mau-gosto com hipocrisia.


79 comentários

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De Anónimo a 30.04.2019 às 05:24

Os Cristãos não têm utilidade para o Marxismo, não servem para acusar o "homem branco=capitalismo".
Se servissem já teríamos há muito Cristofobia a andar pelos jornais e TV's.
O CO2 por exemplo já serve...

São assim que são feitas as "notícias".

"Nem de propósito, voltei aqui também por causa de mais uma imbecilidade do politicamente correcto, por uma vez a proteger Donald Trump."

O que é alguém que diz -ou desenha- que os Judeus controlam a América?

A propósito, lembrar que o Expresso e a maior parte dos jornais tugas nos disseram que o Trump era uma variante de neonazi há uns tempos atrás.
Mais Fake News.do jornalismo "de referência" que pelos vistos passou desta vez de farsa a outra farsa.

Nada de surpreendente os jornais portugueses têm cultura Marxista logo por natureza anti-semitas, Karl Marx um proto Nacional-Socialista que queria o fim do Judaísmo porque sem isso seriam sempre primeiro Judeus e só depois fieis Socialistas... Passaram décadas a defender terrorismo, diziam-nos que era o "desespero". Só com Bin Laden é que descobriram que os Árabes também pensam...



lucklucky
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 11:45

Marx associava o judaismo à finança. E a financeirização do mundo à exploração do trabalhador ( o Luck decerto sabe como Nathan Rothschild construiu a sua fortuna -Waterloo). Não havia nessa associação infeliz a mesma que Hitler fazia ( judeus - subhumanos)

Nesse aspecto Marx aproxima-se a Victor Orban, quando critica Soros, ou os malditos Rotschilds, cujo banco no Luxemburgo foi acusado de branqueamento de capitais.
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De Anónimo a 30.04.2019 às 23:21

Marx considerava que os Judeus tinham de desaparecer por serem Judeus, na sua obra "A Questão Judia" e em vários artigos. Tal como para Hitler os Judeus seriam sempre Judeus antes de serem qualquer outra coisa.

A "sub-humanidade" é construção posterior em guerra para justificar o holocausto. Como raio se considera alguém sub-humano ao mesmo que se o acusa de dominar o mundo pelo "Capitalismo Plutocrata".

É só ir aos textos quer dos Marxistas quer dos Nacional Socialistas e também em menor grau dos Fascistas.

É aqui que reside a grande mistificação proporcionada pela Segunda Guerra Mundial: o esconder da semelhança.

lucklucky
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De Vorph Valknut a 01.05.2019 às 00:12

A "sub-humanidade" é construção posterior em guerra para justificar o holocausto???

Der Storenfried

https://www.youtube.com/watch?v=leDEGmgmms4


"Sobre a Questão Judaica."
Marx argumenta que o mundo moderno comercializado é o triunfo do judaísmo, uma "religião" cujo deus é o dinheiro.


«... expulsou todos os que ali vendiam e compravam, derribou as mesas dos cambistas, e as cadeiras dos que vendiam as pombas; e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores.» Mateus 21:12-13


Mateus - Nova Versão Internacional (NVI-PT)

23 Então, Jesus disse à multidão e aos seus discípulos: 2 “Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. 3 Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. 4 Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los.
5 “Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens. Eles fazem seus filactérios[a] bem largos e as franjas de suas vestes bem longas; 6 gostam do lugar de honra nos banquetes e dos assentos mais importantes nas sinagogas, 7 de serem saudados nas praças e de serem chamados ‘rabis.

16 “Ai de vocês, guias cegos!, pois dizem: ‘Se alguém jurar pelo santuário, isto nada significa; mas se alguém jurar pelo ouro do santuário, está obrigado por seu juramento’. 17 Cegos insensatos! Que é mais importante: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? 18 Vocês também dizem: ‘Se alguém jurar pelo altar, isto nada significa; mas se alguém jurar pela oferta que está sobre ele, está obrigado por seu juramento’. 19 Cegos! Que é mais importante: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? 20 Portanto, aquele que jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21 E o que jurar pelo santuário, jura por ele e por aquele que nele habita. 22 E aquele que jurar pelos céus, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele se assenta.

Jesus é como Marx, na sua critica...Jesus critica os judeus

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De João Pedro Pimenta a 30.04.2019 às 15:53

O ponto não era o marxismo, seja qual for a variante, mas a si quem lhe tira as acusações ao marxismo tira-lhe tudo.
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De Vento a 30.04.2019 às 22:15

O Luck vai ficar alegre, parece que Maduro caiu e fugiu, ver aqui em directo:
TV Argentina
https://www.youtube.com/watch?v=-1xif50QMr4

Tv Venezuela:
https://www.youtube.com/watch?v=iQ-VHIpaXRY
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De Vento a 30.04.2019 às 22:49

Leopoldo Lopez já está nas ruas de Caracas. Guaidó será o próximo presidente da Venezuela!
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De Anónimo a 30.04.2019 às 23:46

Engana-se o ponto é precisamente o Marxismo

Não há Cristofobia porque não é útil à cultura Marxista que domina o Jornalismo.

O Jornalismo Marxista não investe na criação de novas palavras e significados relacionadas com os ataques aos Cristãos; as notícias sobre as perseguições são raras e têm muito menos quantidade de adjectivos, conexões não são criadas e formalizadas, repetição não existe. Dá-se a notícia enxuta porque é preciso continuar a fingir que se faz jornalismo.

Porque é que você julga que a Hillary e Obama se referiram aos Cristãos como "fieis da Páscoa" ?
Foi precisamente para excluir a existência dos Cristãos como Vítimas.


lucklucky


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De Vento a 01.05.2019 às 00:03

Luck, estou a receber informações que levantaram aviões russos em direcção a Venezuela. E que Trump está a ameaçar Cuba com sanções.
Creio que os marxistas estão com alguma esperança. Logo que receba confirmação segura, informo.
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De Vento a 01.05.2019 às 00:32

Acabo de receber a informação que o golpe falhou na Venezuela. Parece que os russos foram mais fortes!
A telesur já está a noticiar:
https://www.youtube.com/watch?v=BRPtKbFVF_8
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De João Pedro Pimenta a 01.05.2019 às 22:33

Haverá qualquer coisa de que não gosta que não relacione com marxismo? Sei lá, o almoço é um prato que não aprecia; será um prato marxista?
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 08:08

Hipocrisia é Israel continuar a ocupar o Estado Palestiniano há décadas, violando o Direito Internacional há anos com total impunidade. Hipocrisia foram as sanções das UN ao Iraque, após a primeira guerra do Iraque, em que nem medicamentos poderiam ser importados tendo morrido em consequência cerca de 500.000 crianças sem se ter ouvido um pio no Ocidente sobre o assunto....

E a caricatura está espetacular....

Ouçamos a judia Madeleine Albright:

Madeleine Albright - The deaths of 500,000 Iraqi children was worth it for Iraq's non existent WMD's ( quais WMD?)

https://youtu.be/R0WDCYcUJ4o

Os mesmos hipócritas que diziam ser amigos do povo iraquiano....

https://youtu.be/T0xGWaDb2Yg


Hipócritas de merda! Depois admiram-se que exista gente capaz de se "mandar pelos ares".

As principais vitimas dos atentados são muçulmanos. Quantos minutos a comunicação social dedica hoje à tragédia do Afeganistão e Iraque?

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/02/guerra-no-afeganistao-mata-mais-de-35-mil-civis-e-deixa-74-mil-feridos.html

Morre mais gente vitima de intoxicação alimentar, na Europa, do que por atentados. Morre mais gente no Sri Lanka por doenças banais, pois a população é demasiado pobre para comprar medicamentos do que por atentados terroristas.....mas nem um pio sobre uma tragédia que dura há décadas.

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De João Pedro Pimenta a 30.04.2019 às 16:20

O Vorph hoje está com a corda toda. Dificilmente tenho visto uma justificação À guerra santa como aqui. A hipocrisia de que falei refere-se a António e a muitas das suas caricaturas.
E tudo o resto que referiu, implica que não haja perseguições aos cristãos e nunca se ouça falar de cristofobia? Porque é que as populações cristãs da Síria/Iraque diminuíram drasticamente? Justificar que "haja gente que se manda pelos ares" (e tantas vezes nem é essa gente que vive em países afectados) não equivalerá aos que concordam com o assassino de Christchurch? Sim, os judeus desobedecem a resoluções da ONU; e noutros países da região já quase nada resta das populações judias. Os jordanos também não deixaram durante décadas os judeus ir para a cidade velha de Jerusalém ou chegar perto do Muro, o seu lugar mais sagrado. Em que é que ficamos?
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 18:32

"Os jordanos também não deixaram durante décadas os judeus ir para a cidade velha de Jerusalém ou chegar perto do Muro, o seu lugar mais sagrado. Em que é que ficamos?"


Sim, João é verdade. Mas agora é ao contrário. São os israelitas que impedem/não permitem a um povo ter o seu país. As resoluções da UN violadas por Israel são incontáveis, e isto só sucede em virtude do apoio dos USA.


Com os colonatos no West Bank , mais os seus checkpoints, mais as estradas particulares só para israelitas, a Cisjordânia é uma manta de retalhos sendo neste momento um território ocupado, um povo humilhado, guetizado….muitas vezes os palestinos esperam horas num ponto militar de controlo israelita, não podendo ir a hospitais, trabalhar, escolas etc...muitas são as mulheres palestinas que dão à luz no meio dos carros….os israelitas aproveitam-se da história para fazerem o que querem. E quando alguém se insurge é imediatamente apelidado de anti-semita….não está correcto…talvez só se chegasse a algum lado com a retirada parcial do apoio americano.

Isto é vergonhoso, mas não passa na CNN, nem na BBC:

https://www.youtube.com/watch?v=QorJMPtz1Fw

E agora andam a arranjar confusão com o Irão - eixo do mal - quando é um pais bem mais tolerante do que os sauditas (financiadores do terrorismo islâmico) - o preço do petróleo tem subido nos últimos dias….não faço apologia, apenas não percebo estes critérios…..tal como não compreendo que a Polónia tenha misseis nucleares apontados à Rússia e a NATO se tenha expandido para leste ao arrepio dos acordos entre Gorbachev e Bush pai….


Ouçamos o General Wesley Clark, ex - Comandante Supremo da NATO

General Wesley Clark:

Because I had been through the Pentagon right after 9/11. About ten days after 9/11, I went through the Pentagon and I saw Secretary Rumsfeld and Deputy Secretary Wolfowitz. I went downstairs just to say hello to some of the people on the Joint Staff who used to work for me, and one of the generals called me in.

He said, "Sir, you gotta come in you've gotta come in and talk to me a second."

I said, "Well, you're too busy."

He said, "No, no."

He says, "We've made the decision we're going to war with Iraq."

This was on or about the 20th of September.

I said, "We're going to war with Iraq? Why?"

He said, "I don't know." He said, "I guess they don't know what else to do."

So I said, "Well, did they find some information connecting Saddam to al-Qaeda?"

He said, "No, no." He says, "There's nothing new that way. They just made the decision to go to war with Iraq." He said, "I guess it's like we don't know what to do about terrorists, but we've got a good military and we can take down governments." And he said, "I guess if the only tool you have is a hammer, every problem has to
look like a nail.

"So I came back to see him a few weeks later, and by that time we were bombing in Afghanistan. I said, "Are we still going to war with Iraq?" And he said, "Oh, it's worse than that." He reached over on his desk. He picked up a piece of paper. And he said, "I just got this down from upstairs" -- meaning the Secretary of Defense's
office -- "today."

And he said, "This is a memo that describes how we're going to take out 7 countries in 5 years, starting with Iraq, and then Syria, Lebanon, Libya, Somalia, Sudan and, finishing off, Iran."



https://www.youtube.com/watch?v=rz5fZziMWEE



João não faço a apologia de ninguém, pois não vivo, não vivi o que os uns e outros viveram e vivem….sei lá...se visse o meu filho assassinado, a minha mulher morta, diante dos meus olhos, talvez procurasse vingança….mas não sei….
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De João Pedro Pimenta a 30.04.2019 às 23:10

Sim, a vida na Cisjordânia (e mais ainda na faixa de Gaza) não é nada fácil. Por muito que ache que Israel é o único estado verdadeiramente de direito no próximo Oriente (já contando com a Turquia), há lá coisas inenarráveis. Retalhar a Cisjordânia é impedir cada vez mais que haja no mínimo uma autonomia para os seus habitantes. Ao mesmo tempo, tiraram-se os colonatos de Gaza e aquilo tornou-se uma prisão regida por fanáticos.
Israel era uma nação acossada, mas agora são os israelitas a acossar os palestinianos. Tem também a ver com a conversa aí mais para abaixo com o Vento: o enorme crescimento dos ortodoxos, que em boa parte subverteram os propósitos iniciais do moderno estado de Israel e que têm apoio de boa parte dos evangélicos, como prova esta aproximação do Brasil, tem levado a este estado de coisas. Netanyahu, que além de vir de uma família de revisionistas é um oportunista com muitas vidas, aproveita-se da situação para aparecer como o grande defensor da nação.
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De João Pedro Pimenta a 01.05.2019 às 22:37

Sabra e Shatila são um óptimo exemplo de como Israel é um estado de direito (mais do que os vizinhos, em todo o caso): um massacre que teve a cumplicidade moral do Tsahal levou milhares de israelitas à rua em protesto com vergonha das acções da sua própria tropa, forçou inquéritos e averiguações e teve consequências nas cúpulas das forças armadas. Não me parece que Saddam ou os Assad alguma vez tivesse de responder pelo que quer que fosse quando massacravam mais um adversário interno.
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De Anónimo a 02.05.2019 às 00:02

Isto já vai atrasado. Sharon foi preso?

Sobre Shatila:

Israel set up an official Commission of Inquiry headed by Yitzhak Kahan, a Supreme Court judge. On 7 February 1983, the Commission concluded on the culpability of the Lebanese Christian militias, and found Ariel Sharon to be indirectly responsible for not having foreseen the tragedy which would arise from the entry of the Phalangists into the two Palestinian camps. As a result, Ariel Sharon resigned from his post as Minister of Defence.

Muito pouco, para isto:

https://youtu.be/E-aNw29bbms

Vorph
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De Anónimo a 30.04.2019 às 23:59

E temos o elogio indirecto ás limpezas étnicas.

Os 500000 portugueses expulsos de suas terras nos anos 70 já foi okay...
permitiu construir Novas Fronteiras.

Poderia falar dos Sérvios. Ou etc etc.

lucklucky
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De Vorph Valknut a 01.05.2019 às 00:15

Foi vergonhoso o que aconteceu em 74...mas a alternativa era continuar com a guerra iniciada no regime anterior. Vê os militares ou os portugueses da metrópole irem para uma terra que não era por eles considerada sua?
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De Anónimo a 30.04.2019 às 23:56

"tal como não compreendo que a Polónia tenha misseis nucleares apontados à Rússia"

A sua ignorância bate tudo, mas é o habitual por cá por isso não destoa. Ou será maldade?

Quais são os mísseis nucleares que a Polónia tem?

Já agora para si a Rússia pode ter mas a Polónia não.

lucklucky
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 18:34

"O Vorph hoje está com a corda toda"

É verdade, mas este assunto interessa-me sobremaneira, abraço
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 18:37

"Porque é que as populações cristãs da Síria/Iraque diminuíram drasticamente?"


João decerto não diminuíam quando lá estava o Saddam...porque é que se invadiu aquilo?
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De Miguel a 30.04.2019 às 21:03

por causa da crescente escassez de petróleo ...
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 23:11

Pois, Miguel....o petróleo não vai desaparecer porque isso significava uma crise mundial sem precedentes. Aliás em 2020 os EUA serão os primeiros produtores de petróleo ( shale oil)...
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 23:13

Miguel peço desculpa. Só agora entendi a sua resposta. Tem razão
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De João Pedro Pimenta a 30.04.2019 às 23:11

A resposta já está na pergunta. Saddam era um tirano cruel como há poucos, mas os cristãos, como Tarek Aziz, tinham certa preponderância. O resto já se sabe, o vazio de poder redundou no caos.
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 23:40

Saddam era um tirano cruel como há poucos…???


Iraq Purchased Anthrax From US Company:

https://www.globalpolicy.org/component/content/article/168/34666.html


https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/iraq/1359802/Iraqs-chemists-bought-anthrax-from-America.html


15 months after the massacre in Du'jail for which Saddam was eventually hanged in 2006, Reagan's Special Envoy to the Middle East, Donald Rumsfeld is in Iraq is shaking Saddam Hussein's hand and pledging our support in his war against Iran.


https://www.youtube.com/watch?v=r42oejmpkgw:

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De Anónimo a 01.05.2019 às 00:02

A Ignorância junta com a maldade continua.

Antrax é endémico do Iraque.


lucklucky

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De Vorph Valknut a 01.05.2019 às 00:18

Também o há na Beira Baixa...
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De João Pedro Pimenta a 01.05.2019 às 22:43

Ó Pedro Vorph, tem mesmo a certeza do que está a escrever? Faz as piores críticas a Israel aí em cima e nega que o Iraque fosse uma das piores tiranias do seu tempo? Ignora como é que Saddam chegou ao poder (massacrando os seus antecessores, tal como este já tinham feito)? Ignora a guerra lançada contra o Irão, a destruição dos habitats dos árabes dos pântanos do sul, o gaseamento dos curdos, a invasão do Koweit, a destruição aí provocada e o desastre ambiental que provocou conscientemente, a opressão do povo em geral e dos xiitas em particular, a tirania exercida por ele e pela sua hedionda família (a qual, aliás, também não poupou) e a acumulação de riquezas indevidas? Sim, teve ajudas ignóbeis dos EUA, e sim, a invasão do Iraque baseou-se numa mentira; as e o resto, também era mentira? Quer mesmo comparar com Israel?
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De Anónimo a 02.05.2019 às 00:06

Quem pôs o ignóbil Saddam no poder foi a CIA.

https://www.globalpolicy.org/iraq-conflict-the-historical-background-/us-and-british-support-for-huss-regime.html

Vorph
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De João Pedro Pimenta a 02.05.2019 às 23:03

Desculpe lá, Pedro Vorph, mas neste assunto anda a disparatar de todo. Os EUA só deram apoio ao Saddam a partir do inícios dos anos oitenta, com a invasão do Irão. Antes disso desconfiavam profundamente dele. Virem alguns marginalizados vir atirar essa ideia no preciso momento da invasão do Iraque nem suspeito chega a ser. Engraçado que nunca ninguém tinha vindo com esta teoria até esse preciso momento.

Quanto a Israel e às consequências de Sabra e Shatila, talvez seja pouco o que aconteceu a Sharon, mas pelo menos não glorificaram nem lhe pagaram mais pela culpa moral nos crimes. Não consta que coisas dessas aconteçam entre o Hamas, no regime sírio (espero que também não me venha dizer que estes tinham apoio da CIA).
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De Anónimo a 30.04.2019 às 23:53

Desde há muito que as populações Cristãs diminuem proporcionalmente no Médio Oriente. Sim no Iraque de Saddam.

"João decerto não diminuíam quando lá estava o Saddam...porque é que se invadiu aquilo?"

Mudar o TERRENO de guerra das cidades do Ocidente para as cidades do Islão.

Veja lá se aprende alguma coisa sobre o conflito entre a Al Qaeda e o Estado Islâmico. E já agora informe-se sobre a Guerra Civil na Argélia.

lucklucky
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De Vorph Valknut a 01.05.2019 às 00:20

O ISIS surgiu com a guerra do Iraque...o ISIS recebeu/recebe armamento americano, vendido pelos sauditas, na guerra iemenita.

https://www.theguardian.com/global-development/2018/nov/28/arms-yemen-militia-were-supplied-by-west-find-analysts
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De Anónimo a 30.04.2019 às 23:34

Qual estado palestiniano, território legitimamente conquistado à Jordânia e ao Egipto.

Sem Israel nem estarias a usar a palavra Palestinianos nem saberias quem são. Seriam Egípcios e Jordanos e estarias-te nas tintas. Como te estás para os Iraquianos.

Toma lá as WMD no Iraque
https://www.nytimes.com/interactive/2014/10/14/world/middleeast/us-casualties-of-iraq-chemical-weapons.html


"As principais vitimas dos atentados são muçulmanos."

Claro que te esqueceste de dizer que são assinados por outros muçulmanos...
Preferias que fosse cá.
Até sem vergonha na cara queres confundir os muçulmanos vítimas dos outros muçulmanos. Dizer que todos os muçulmanos se explodem.


"E a caricatura está espetacular...."

Não admira és Marxista.

lucklucky
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 23:44

15 months after the massacre in Du'jail for which Saddam was eventually hanged in 2006, Reagan's Special Envoy to the Middle East, Donald Rumsfeld is in Iraq is shaking Saddam Hussein's hand and pledging our support in his war against Iran.



https://www.youtube.com/watch?v=r42oejmpkgw


https://www.independent.co.uk/news/british-government-supplied-saddam-with-anthrax-1154032.html


https://www.dailymail.co.uk/news/article-153210/Rumsfeld-helped-Iraq-chemical-weapons.html

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De Anónimo a 01.05.2019 às 00:03

Mostra ai as quantidade de encontros de Saddam com enviados Russos ou Chineses, ou Franceses, ou Romenos, ou Brasileiros.

Um Marxista mente sempre.

lucklucky
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De Vorph Valknut a 01.05.2019 às 00:23

Quem declarou Guerra ao Iraque? Quem chamou a Saddam de tirano sanguinário, quando no passado apertavam as mãos?

https://www.youtube.com/watch?v=856HOHH5UJE
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De João Silva a 01.05.2019 às 16:50

"Seriam Egípcios e Jordanos e estarias-te nas tintas" Estarias-te? Esta cheira a marxismo Leninismo. Desista dessas ideias antiquadas e escreva estar-te-ias.
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De João Pedro Pimenta a 01.05.2019 às 22:48

"território legitimamente conquistado à Jordânia e ao Egipto"
Só eu é que reparei no oxímoro? Como é que uma terra é "legitimamente conquistada"? Aquilo é uma anexação, ponto. Ou também vai acusar o direito internacional de ser "marxista"? Ou ainda vir com o argumento de que Israel tem direito áquilo tudo porque no século X a.C. fazia parte do território do Rei David?
Quanto às armas químicas, boa tentativa, mais uma, mas então porque é que nunca as usaram? E o arsenal "denunciado" por Colin Powell, era isto?
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 08:15

Nem um pio, nem um postal...nem uma noticia, Nada.

http://www.asianews.it/news-en/Estimated-one-million-children-go-hungry-in-Sri-Lanka,-warns-NGO-45093.html

Double standards com é costume do Ocidente.
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De Anónimo a 01.05.2019 às 00:07

Isso é algo em que a tua ideologia tem muito conhecimento: provocar fome nas populações.


lucklucky
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 08:22

Video emerges showing IDF joking as they shoot Palestinian protesters

https://youtu.be/duRAy789aAE

Quantos minutos são dedicados a isto?

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De Luís Menezes Leitão a 30.04.2019 às 09:35

Trump já respondeu no twitter a esse cartoon, aproveitando para atacar frontalmente o New York Times:

"The New York Times has apologized for the terrible Anti-Semitic Cartoon, but they haven’t apologized to me for this or all of the Fake and Corrupt news they print on a daily basis. They have reached the lowest level of “journalism,” and certainly a low point in @nytimes history!"
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De João Pedro Pimenta a 30.04.2019 às 16:21

A existência de imprensa livre é coisa que faz muita confusão a Mr. Trump e aos seus exageros do costume.
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De Vento a 30.04.2019 às 10:05

Estou em crer que o problema está mesmo no NYT e também nas seguintes comunidades, a saber: judaica, onde se inclui os judeus messiânicos, isto é, os convertidos a Cristo, mas também os cristãos evangélicos e outros mais. Muitos destes querem ver em Trump o messias e restaurador do estado de Israel e da tão sonhada terra prometida.
Na realidade Bibi é um extremista, e Trump tem dado uma ajuda porque lhe interessa Israel como base para o médio oriente.
Na realidade esse desenho retracta uma visão das referidas comunidades, e, no contexto, não me escandaliza ver Trump e Bibi assim tão bem desenhados.

A Cristofobia é outra coisa, esta vinha sendo propagada até mesmo com a conivência de organismos supranacionais. O sucesso desta contaria, certamente, com a descredibilização da ICAR no mundo. Aspecto que ainda não foi alcançado e jamais o será, não obstante alguns de seus membros terem oferecido uma satânica imagem de si mesmos.

É importante que se refira o número de cristãos mortos e perseguidos no mundo, cujo sangue vertido eu acredito ser a semente de cristãos.
Os grandes jornais americanos, onde se inclui o NYT, ainda não se recompuseram da lição de marketing e comunicação oferecida por Trump nas eleições brilhantemente ganhas. Trump é que percebe desta matéria, e doutras. Mas na política com Israel o homem coxeou bastante.
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De João Pedro Pimenta a 30.04.2019 às 16:35

O apoio dos evangélicos a judeus ortodoxos (mais do que a simples sionistas) prende-se com a profecia de que o Messias só voltará - para os evangélicos - ou virá finalmente - para os judeus - quando Israel ocupar todo aquele território e o 3º Templo for construído. Uma ideia perigosa que ainda põe mais em perigo aquele território.
Mas diga-se que naquelas paragens os maiores inimigos dos cristãos são muitas vezes os próprios. Como os monges arménios e gregos, em Jerusalém, ou os clãs libaneses.
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De Vento a 30.04.2019 às 17:02

Sim, JPP, por gozarem da protecção do estado de Israel em relação aos fundamentalistas contrários.
Mas há uma outra questão: por exemplo, todos sabemos que não seria verosímil, e não será, que Israel abandone os Golã nos tempos mais próximos. Porém Trump, de forma aluada, veio reconhecer que esses montes façam parte de território Israelita. Ou seja, assumiu como anexação definitiva. Ao conduzir esta política de excepção retirou-se a si mesmo espaço de manobra, e até mesmo legitimou, na questão da anexação da Crimeia e de parte da Ucrânia.
Em suma, qualquer país sentindo-se ameaçado ou supostamente ameaçado, de acordo com esta postura de Trump, está legitimado para anexar parte de território de outros.
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De João Pedro Pimenta a 30.04.2019 às 23:14

Bem visto. Nem me tinha lembrado da anexação da Crimeia e como ela podia ser envolvida como "moeda de troca" no reconhecimento dos anexação dos Golã e de outros eventuais territórios. Doravante vai ser ainda mais difícil enfrentar a Rússia nessa questão, até porque as relações EUA-Rússia tendem a deteriorar-se (a questão da Venezuela também ajuda a isso).
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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 23:51

A questão da Ucrânia relacionava-se com a vontade de esta aderir à NATO e passar a ter bases americanas em seu território. Desta forma os americanos controlariam um importante pipeline russo, além da portol de Sebastopol….imaginem os americanos cercados por bases russas como os russos estão com as americanas….

Putin's Warning

https://www.youtube.com/watch?v=kqD8lIdIMRo

https://www.cfr.org/interview/russians-see-us-missile-defense-poland-posing-nuclear-threat

Quem abandonou o programa de não proliferação de armas nucleares?
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De João Pedro Pimenta a 01.05.2019 às 22:52

Os americanos nunca controlariam Sebastopol porque já estava sob controlo da Rússia, não da Ucrânia.

Quanto a uma eventual expansão da NATO, podem-se compreender alguns receios da Rússia, mas que eu saiba a Ucrânia é (ou pensava ser) um estado independente com direito a escolher pertencer às organizações que bem entender. Os ucranianos aliás já se tinham desembaraçado do seu arsenal nuclear pós-URSS em troca do reconhecimento das suas fronteiras pelos russos. Quem é que não cumpriu o prometido? A propósito de bases russas, será que isso dá direitos aos EUA de intervirem na Venezuela, cujo regime é apoiado por Putin?
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De Anónimo a 02.05.2019 às 00:11

Russia's armed intervention in the Crimea undoubtedly illustrates President Putin's ruthless determination to get his way in Ukraine. But less attention has been paid to the role of the United States in interfering in Ukrainian politics and civil society. Both powers are motivated by the desire to ensure that a geostrategically pivotal country with respect to control of critical energy pipeline routes remains in their own sphere of influence.

Much has been made of the reported leak of the recording of an alleged private telephone conversation between US assistant secretary of state Victoria Nuland and US ambassador to Kiev Geoffrey Pyatt. While the focus has been on Nuland's rude language, which has already elicited US apologies, the more important context of this language concerns the US role in liaising with Ukrainian opposition parties with a view, it seems, to manipulate the orientation of the Ukrainian government in accordance with US interests.

https://www.google.com/amp/s/amp.theguardian.com/environment/earth-insight/2014/mar/06/ukraine-crisis-great-power-oil-gas-rivals-pipelines

A Europa de Leste deveria ser um Estado Tampão a bem da Segurança Regional.

Vorph
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De João Pedro Pimenta a 02.05.2019 às 23:09

E se os ucranianos, romenos, etc não quiserem ser um tampão? Vão obrigá-los, é?
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De Anónimo a 30.04.2019 às 15:18

Obviamente a censura praticada pelo New York Times (depois de publicar o cartoon sem a autorização do autor do mesmo!) é reprovável, mas igualmente reprovável é pessoas que vivem em países maioritariamente cristãos do primeiro mundo a usarem as perseguições a cristãos no terceiro mundo para se alegarem oprimidos.
Em Portugal os católicos não são de forma alguma oprimidos pois a igreja católica inclusive tem isenção de impostos.
Nos EUA e no Brasil há um grupo de cristãos, os evangélicos, que defendem ideias do mais reaccionário que há e apoiam dirigentes políticos do mais deplorável que há.
Se se preocupam com os cristãos no Sri Lanka tratem de os ajudar mesmo (por mim podem oferecer-lhes vistos de residência em Portugal) em vez de se fingirem oprimidos quando vivem num país do primeiro mundo com liberdade religiosa.
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De Vento a 30.04.2019 às 16:14

Em Portugal os católicos e os demais cristãos não são oprimidos porque estão a abrir os olhos e já não aceitam que os avançados e avançadas civilizacionais andem em roda livre. Estes não compreenderam bem a importância que, por exemplo, Cunhal deu a este ponto no sentido de nunca se atrever a colocar em causa esta característica da população.
Mas um dos problemas reside também na timidez com que determinados sectores cristãos, onde se inclui católicos, têm demonstrado na defesa de seu próprio património religioso, cultural, intelectual e sociológico. Eu designo este aspecto pelo síndroma do avanço-civilizacional que alguns e algumas vão revelando. Julga-se ser cristão estando na vanguarda dos denominados direitos, esquecendo-se, e até mesmo desconhecendo, todos os demais princípios e deveres que fundamentam e estruturam o pensamento e a acção cristã.
Todavia, verdade seja dita, a Igreja Católica em Portugal necessita rever o sentido paternalista com que tem anunciado o Evangelho e procurar dar espaço ao conhecimento pessoal e intimo de Deus. Em regra, os crentes aconchegaram-se sob as asas deste proteccionismo e, impedindo-se de sua autonomia nesta matéria, não ajudaram a Igreja a evoluir e a eles próprios, migrando muitas vezes para correntes de refúgio que de todo também desconhecem o sentido. Neste espectro também se contam muitos agnósticos e outros tantos a afirmarem-se ateus sem qualquer convicção.

Portanto, a liberdade religiosa não e só a liberdade de culto, é também poder praticar o que se assume. Mas isto parece ser matéria de direito só para uns com impedimento dos demais. Viu-se, entre outros, a cristofobia através da remoção de símbolos em nome de um estado dito laico. Laico aonde?
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De João Pedro Pimenta a 30.04.2019 às 16:27

Chamar a atenção para as perseguições de cristãos noutras paragens é sentir-se oprimido? Alguém precisa de ler as coisas sem ser na diagonal. Mas mesmo no ocidente podem sentir-se não oprimidos, é certo, mas mais desrespeitados do que a média. É mais muito fácil caricaturar-se o cristianismo do que qualquer outra corrente religiosa, política, social. O Charlie Hebdo achincalhava o Papa frequentemente e que eu saiba nunca o ameaçaram por isso. O António do Expresso recebeu protestos e um abaixo-assinado mas nunca registou ameaças. A maior parte dos humoristas goza com as igrejas por vezes de forma absolutamente primária, reduzindo-as a pobres ignorantes fanáticos. Em contrapartida, qualquer ofensa mais pesada a qualquer outra corrente leva logo com o rótulo de "anti.semita/islamófoba/homófoba/", etc, etc. Cristófoba é que nunca ouvi.
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De Miguel a 30.04.2019 às 16:56

Eu diria que a razão talvez seja relativamente banal. Essas designações foram introduzidas nas sociedades em que o cristianismo é maioritário. Na Europa ou nos EUA, existiram/existem problemas problemas sérios de anti-semitismo ou anti-islamismo mas não de anti-cristianismo. Por outro: os preservativos no nariz do Papa não constituiram nenhuma provocação aos cristãos, até porque muitos, senão mesmo a maioria, não seguem essas recomendações papais. Eram apenas uma crítica a uma posição social considerada retrógrada. A caricatura do Trump é banal, não vejo onde está o anti-semitismo. OK, deve ser a kippa; bom, uma bomba na cabeça no profeta não é melhor. Falta de sentido de humor, podiam sempre responder à letra e desenhar uma caricatura com uma bomba na cabeça do presidente norte-americano em exercício. Assimetrias de capital cultural, talvez. Onde não há boa fé há sempre alguém que se lixa.
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De João Pedro Pimenta a 30.04.2019 às 23:21

Qualquer cristão, mesmo não católico, que visse aquela caricatura grosseira não poderia deixar de se sentir provocado. Porque é isso mesmo do que se trata, de uma provocação grosseira e não apenas aos "papistas". A reacção é que é bastante diferente da remoção da caricatura, ou mais ainda, de distribuir balázios ou bombas entre os seus autores. Mas mesmo nas sociedades de cultura cristã, não pode deixar de se considerar como cristofobia o vandalismo ou os ataques a igrejas com frases do tipo "a única igreja que ilumina é a que arde". As palavras são para ser usadas.
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De Miguel a 01.05.2019 às 10:18

E qual é o problema da provocação desde que não seja violenta? Ninguém está acima da provocação.

'Grosseria' na maior parte das vezes 'is in the eye of the beholder'. A caricatura do preservativo era motivada por uma preocupação com a propagação de doenças, da sobre-população e da miséria. Não era gratuita. Não era de certeza mais grosseira do que a insistência num 'dogma' à revelia das consequências indesejáveis e sobretudo incontroláveis.

Além disso, o que escandaliza a uns, não escandaliza outros; e vice-versa. O que escandalizava há 50 ou 100 anos, hoje não suscita mais do que um sorriso; e vice-versa. Algumas obras, outrora consideradas provocações ou blasfemadoras, são obras-primas, mesmo se já não escandalizam ninguém (os primeiros filmes do Buñuel, 'Un chien andalou' e 'L'Âge d'Or', especialmente este último). L'Âge d'Or esteve interdito uns cinquenta anos até 1981!... Vamos introduzir 'Anticristofobia', nem que seja nos manuais de história?

Vandalismo e a violência são outra coisa.
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De João Pedro Pimenta a 01.05.2019 às 22:58

E qual é o problema da reação à provocação se também não for violenta? É que normalmente, e sempre que há uma reação por parte dos católicos, surgem logo vozes a recordar a Inquisição, como se esta tivesse ocorrido no ano passado e os católicos tivessem de achar muita graça a todos os achincalhamentos gratuitos como este. De resto, a passar a ideia falsa de que "o preservativo é a melhor maneira de evitar doenças genéricas". Não só não é verdade como se tornou, isso sim, um dogma. A ideia da igreja neste caso pode ser retrógrada, insuficiente, pode ser tudo, mas não é com certeza hipócrita, como muitos dizem, e não deixa de ser verdadeira: a castidade e a fidelidade são bem mais eficazes do que o uso do preservativo. Tentar alterar a coerência deste ideia é que é uma hipocrisia e das grandes.
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De Miguel a 02.05.2019 às 08:28

Então provoquem: façam caricaturas, escrevam romances.

A castidade ... (violinos tocam em fundo) ...

Meu Deus, nem os próprios são capazes de garantir a segurança dos menores que estão sob a sua guarda. Useiros e vezeiros na protecção dos pedófilos que guardam altamente colocados na hierarquia... e ainda querem ensinar os outros. Bem, parece que as coisas começam a mudar .... felizmente.
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De João Pedro Pimenta a 03.05.2019 às 23:01

Por acaso já ensinam os outros há uma data de tempo. Quase dois mil anos de discussões, teologia, bibliotecas e universidades comprovam-no. Se tivesse atento talvez soubesse que é um bocadinho mais do que falar da "castidade". Quanto aos pedófilos, que tem a ver com o assunto? Impede que os membros de uma igreja, incluindo os leigos, falem do que quer que seja? Ah, sim, quando o fazem vêm lá vêm as reacções aos "beatos", ou as lembranças da inquisição e da pedofilia. Sabe-se do que é que a casa gasta.
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De Anónimo a 01.05.2019 às 00:43

A kippa na cabeça do Trump = Judeus controlam Trump com os óculos escuros de cego, Estrela de David no Nathanyahu representado como cão que guia o cego.

Um exercício: https://www.gatestoneinstitute.org/14165/what-if-the-new-york-times-cartoon-had-depicted

lucklucky




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De Vorph Valknut a 30.04.2019 às 15:32

João peço desculpa por me desviar do tema central. Mas isto também não o repugna....


https://youtu.be/VZ4ppVnBjM4


É o terrorismo islâmico resultado do Corão, ou há algo mais que não queremos ver de perto, para que não nos sintamos culpados ( como quando fingimos não ligar ao "Made in Bangladesh" na roupa que compramos)? Culpados também pois somos nós que elegemos os governos que em nome da liberdade e da democracia empregam os mesmos métodos que os terroristas. Quantos destes soldados, oficiais, secretários de defesa se demitiram por claras violações dos Direitos Humanos, ou da Convenção de Genebra ( lembra-se do video da wikileaks - "Kill them all")?

Sinto asco desta hipocrisia....não defendo o terrorismo, apenas pretendo conhecer-lhe a origem "recente" ( sim conheço a história do mufti de Jerusálem)...às tantas não sei quem tem razão, pois a diferença muitas vezez se resume ao tipo de arma empregue (veja o relatório da NSA sobre a cumplicidade entre os USA e a Grã Bretanha no assassinato de prisioneiros iraquianos /afegãos de guerra. Lembra-se dis vôos do CIA, para a Libia e o Egipto onde os "suspeitos*eram torturados).....mais uma vez peço desculpa....
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De João Pedro Pimenta a 30.04.2019 às 23:22

Esteja à vontade. Mas lembre-se que boa parte dos terroristas vem de dentro, não de fora, mesmo que muitos tentem colar o problema aos refugiados. E nem sequer são necessariamente pobres diabos marginalizados, como se viu agora no Ceilão.
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De Anónimo a 01.05.2019 às 00:27

Que confusão nessa cabeça.

A origem do terrorismo moderno é a recompensa que o Jornalismo+Política sempre deram ao terrorismo.
A força, violência são essenciais à política ou como julga que se colecta os impostos?

É ainda patético que um Marxista fale das convenções de Genebra quando uma das suas disposições mais importantes é que os combatentes devem estar fardados.

Mário Soares por exemplo queria uma negociação com Bin Laden.
Fazendo na prática que Bin Laden passasse a representar 1 Bilião de Muçulmanos. Depois o Bush é que é estúpido.

Porque raio é que julga que Arafat foi designado como líder Palestiniano. Não foi por o ser. Foi por ser o homem de mão da União Soviética.

Aliás sem Israel, -ícone Ocidental que destrói boa parte as teses Marxistas- não existiriam Palestinianos.

Pois já não seriam necessários ao Jornalismo Marxista.

lucklucky






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De Anónimo a 30.04.2019 às 16:35

"ou cristianofobia, como quiserem " Ora, mas quem é que não gosta do Cristiano?
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De João Pedro Pimenta a 30.04.2019 às 23:23

Provavelmente a facção Messi.
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De Anónimo a 30.04.2019 às 18:01

As Kundera said:

"The first step in liquidating a people is to erase its memory. Destroy its books, its culture, its history. Then have somebody write new books, manufacture a new culture, invent a new history. Before long that nation will begin to forget what it is and what it was. The world around it will forget even faster."

A.Vieira
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De João Pedro Pimenta a 01.05.2019 às 22:59

Uma das coisas positivas do mundo virtual em que vivemos é que se pode sempre recordar tudo. Um poderoso auxiliar da memória.

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