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Reflexões do dia (2)

por Pedro Correia, em 12.07.15

«Não será o mago hipnotizador Alexis Tsipras a encontrar o remédio para esta catástrofe na qual a cultura que inventou a filosofia, a tragédia e a democracia caiu devido à irresponsabilidade e ao desvario da sua classe política. E não é refugiando-se no nacionalismo reaccionário (porque será que a Frente Nacional de Marine Le Pen, o fascistóide e eurofóbico Nick Farage do UKIP e os nazis da Aurora Dourada celebram com tanto entusiasmo o referendo grego?) que a Grécia superará a crise de que só ela é responsável.

A magia e o hipnotismo colectivos podem conduzir ao poder qualquer demagogo sem escrúpulos, tanto numa ditadura como numa democracia. Mas os problemas económicos não admitem receitas mágicas nem são susceptíveis aos hipnotizadores. Só há uma receita: a que foi adoptada pelos países que se encontravam à beira da catástrofe, como Portugal, Espanha e Irlanda, agora de novo a crescer, a atrair investimento, a recuperar a confiança e o crédito internacionais. É isto a que, tarde ou cedo, terá de resignar-se o povo grego quando descobrir que por detrás dos magos e das pitonisas a que se rendeu só existe fome de poder, mentiras e vazio.»

Mario Vargas Llosa, hoje, no El País

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53 comentários

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De Rui Mateus a 12.07.2015 às 15:52

Pois claro que nós estamos "muito melhor", estes bons alunos conseguiram vender o país a retalho, baratinho, conseguiu dois milhões de pobres, mais de um milhão e quatrocentos de desempregados, quase um meio milhão de emigrantes, uma economia de subsistência, trabalho mais que precário, etc, etc...grande comparação...é um fartar vilanagem!
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 16:10

Aí está uma réplica ao nível do talento de Vargas Llosa.
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De Rui Mateus a 12.07.2015 às 16:34

Pois... nada de comparações, este escriba que sou não têm a retórica deste escritor premiado mundialmente...prefiro ser um simples mortal que ousa lutar contra este estado de coisas, podre e caduco...também ser sarcástico caro amigo...um abraço.
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 18:22

Ouse, ouse. Um abraço.
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De lucklucky a 12.07.2015 às 22:50

Vender o país? Era alguma coisa sua?
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De jo a 12.07.2015 às 16:04

Está ciente de que Portugal falhou os objetivos que se propunha atingir com o memorando de entendimento?

O crescimento é muito menor que o esperado e não sustentado, a dívida aumentou, o défice previsto para este ano não se vai alcançar, a descida dos juros deve-se mais ao BCE do que às políticas do governo.
Entretanto os salários baixaram, o investimento produtivo não aparece, venderam-se empresas lucrativas ao desbarato, o desemprego e a emigração dispararam.

Isto só é um sucesso se os objetivos fossem esses. Será que eram?
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 16:09

O Nobel da Literatura 2010 "está ciente" disso que você afirma?
Julgo que não.
Caso contrário não teria escrito, com toda a clareza, o artigo que escreveu.
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De William Wallace a 12.07.2015 às 16:45

Ele não está (o Nobel e Marquês) mas o Pedro Correia e todos os propagandistas de serviço deviam estar, afinal os números comprovam-no ou os números só servem também quando são bons mesmo que comparados fora do contexto da linha temporal.
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De Pedro Correia a 13.07.2015 às 10:59

Fantástico raciocínio: em Portugal, tudo quanto acontece de mal é culpa do Governo; na Grécia, nada quanto acontece de mal é culpa do Governo.
A lógica da trincheira no seu melhor.
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De William Wallace a 13.07.2015 às 15:41

O Pedro Correia anda tão extenuado que já confunde tudo e quer confundir todos !

O Governo Grego está há 5 meses, durante os quais passou grande parte do tempo a tentar argumentar contra uma politica imposta de fora e que não deu resultados, até o Pedro Correia já o afirmou em vários Post's.

Ora em Portugal o que se passou foi isto ao contrário:

“não usaremos nunca a situação que herdamos
como desculpa para o que tivermos que fazer”.

“Governo não irá desculpar-se com o passado”

"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água
por precaução."

"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro
tapando com impostos o que não se corta na despesa."

"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai
reduzir a carga fiscal às famílias."

"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser
reduzidas."

"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e
criminalmente responsáveis pelos seus actos."

"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer
austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."

"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais
terão que ajudar os que têm menos."

"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às
empresas para o Estado."


Quanto á logica de trincheira que o Pedro Correia me quer colar a mim e a outros e outras (ora são de extrema esquerda ou direita - deve ser conforme o dia ou a hora a que o Pedro escreve) está muito enganado pois sou muito mais adepto da BlitzKrieg.

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De Pedro Correia a 13.07.2015 às 16:27

É melhor, de vez em quando, baixar esse braço direito. É capaz de se cansar por tê-lo sempre esticado.
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De William Wallace a 12.07.2015 às 16:30

Over the course of the decade, Vargas Llosa became known as a "neoliberal", although he personally dislikes the term and considers it "pure nonsense" and only used for derision.[77] In 1987, he helped form and soon became a leader of the Movimiento Libertad.[78] The following year his party entered a coalition with the parties of Peru's two principal conservative politicians at the time, ex-president Fernando Belaúnde Terry (of the Popular Action party) and Luis Bedoya Reyes (of the Partido Popular Cristiano), to form the tripartite center-right coalition known as Frente Democrático (FREDEMO).[78] He ran for the presidency of Peru in 1990 as the candidate of the FREDEMO coalition. He proposed a drastic economic austerity program that frightened most of the country's poor; this program emphasized the need for privatization, a market economy, free trade, and most importantly, the dissemination of private property.

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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 18:24

Não faço ideia onde pretende chegar, mas confirma que sabe copiar e colar bem em inglês. Para a próxima aconselho-lhe uma citação em castelhano: fica melhor, tratando-se de um grande escritor dessa língua, como é o Vargas Llosa.
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De Tiro ao Alvo a 12.07.2015 às 16:42

Pedro Correia, estes tipos que assinam Mateus e Jo são ceguetas e não sabem que é Mario Vargas Llosa. Não lhes dê troco. Não merecem.
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 18:20

Jó e Mateus são nomes bíblicos, caro Tiro ao Alvo. Há que respeitá-los.
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De Luis Marques a 12.07.2015 às 16:45

A desonestidade, a vigarice para escrevê-lo sem rodeios, mais irritante é a referência ao aumento da dívida, esquecendo convenientemente os "cofres cheios" que nos protegem do desvario dos gregos e as dívidas escondidas de 40 anos de socialismo que finalmente saíram do armário.
O meu irmão imigrou para Inglaterra e já não paga impostos aqui, tem sorte.
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De Luís Marques a 12.07.2015 às 19:39

Credo, dei um fora, sorry.
Vou escrever emigrou no quadro até ficar cansado.
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 22:09

Acontece aos melhores, meu caro. E a propósito: imigrar é mesmo "dar o fora".
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De Tiro ao Alvo a 13.07.2015 às 08:54

Desculpe Pedro, eu acho que é "dar o dentro".
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De Pedro Correia a 13.07.2015 às 10:58

Tem razão (como habitualmente), Tiro ao Alvo. Embora não falte quem "vá para fora" cá dentro...
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De Rosa a 12.07.2015 às 16:55

"...que a Grécia superará a crise de que só ela é responsável."

Só se pode desculpar a ignorância da história recente de Mario Vargas Llosa porque anda feliz com a socialite, sem tempo para pensar e ver para além do simplista.

"“Ahora me toca ser feliz. No me queda mucho tiempo”, le habría dicho el Nobel a su aún esposa Patricia Llosa sobre su romance con Isabel Preysler."
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 18:18

Argumento digno de uma rosa, com mais espinhos que pétalas. Mas longe de uma Rosa Luxemburgo: ela saberia argumentar a um nível diferente das revistas "del corazón".
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De Rosa a 12.07.2015 às 21:24

every rose has its thorn.....
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 22:20

Isso é verdade. Em qualquer idioma.
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De Manuel a 12.07.2015 às 17:19

Eu não vejo que Portugal tenha falhado completamente nos seu objectivos, mas vejo que internamente as reformas não foram feitas.
Apenas aumentou-se a eficiência da colecta de impostos, assim como as percentagens a cobrar. Também vendeu-se alguma coisa que, a meu ver, estava mais explorando do que contribuindo para crescimento do país. De resto foi destruir aquela que chamámos classe média.
No ultimo ano optaram por não abrir mais o drene do país porque é ano de eleições.
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 18:17

"Apenas se aumentou a eficiência na colecta de impostos."
Aí está uma frase que eu gostaria de ouvir também aplicada à Grécia, que continua a ser - de longe - o recordista europeu da evasão fiscal.
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De Manuel a 12.07.2015 às 23:26

Um dia destes li por aí uma frase curiosa a respeito da realidade politica e governativa actual. "O Estado são os partidos"
Como sabe, Bruxelas diz para reduzir o défice e depois diz mais uma coisas, mas se o défice andar num patamar razoável os credores lá vão financiando os Estados e de resto estão-se pouco marimbando para a vida do país. Não se importam como os Estados o fazem, desde que o façam é o que lhes importa. Bela Europa esta.
Eu gostava de fazer muitos sacrifícios para ajudar a endireitar o nosso país. Abraçar um projecto que envolvesse todos nós e ouvir de vez em quando o nosso líder a dizer que o interesse máximo do país é honrar os compromissos e cortar na despesa pública em tudo o que não adequado ao orçamento que se pode obter sem asfixiar a economia do país, nem sacrificar uns para manter a boa vida de outros. Um líder que saiba dizer que o interesse do país está acima dos bloqueios internos e dos interesses instalados durante as décadas da falsa contabilidade pública. Um líder que seja capaz de o dizer, se necessário, que o país e o seu povo é mais importante até que a Constituição. Um líder que comesse logo dando o exemplo, logo reduzindo a fatia da sua própria despesa e a dos seus ministros e dos respectivos ministérios (...) e assim por aí abaixo, até chegar a mim. Quando aparecer um líder assim então eu passarei a acreditar na Democracia. O Estado não são os partidos. O Estado somos todos nós(incluindo os partidos).
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De Pedro Correia a 13.07.2015 às 11:04

O Estado somos todos nós, sim. Desde logo porque o financiamos com os nossos impostos. Esta crise que nos atingiu trouxe algumas coisas positivas. Uma delas foi termos bem a noção de que compete a todos nós, enquanto contribuintes, fiscalizar a forma como o Governo aplica as receitas.
Quanto ao défice, julgo que ninguém superará os gregos. Que desde a adesão ao euro, em 2001, mentiram sistematicamente nos relatórios enviados à Comissão Europeia, rompendo sucessivos limites, até em 2009 se detectar que o défice real de Atenas já tinha ultrapassado 15% do défice das contas públicas.
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De Manuel a 13.07.2015 às 12:18

Nunca defendi a Grécia. Mas se reparar no que venho dizendo nestes últimos dias, vai ver que sempre estive convencido que a Grécia sobe jogar melhor que o partido da Merkel e confirma-se isso porque venceu o partido da Merkel, com a ajuda da Rússia, mas venceu. Mesmo assim fiquei com a sensação que hoje fez-se Europa. Fico feliz por isso.
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De Pedro Correia a 13.07.2015 às 14:08

Falta o mais difícil, Manuel.
E terá de ser feito pela Grécia.
Tudo quanto não fez até hoje, em 34 anos de integração nas instituições europeias.
Tem de modernizar o Estado.
E de emagrecê-lo.
E de torná-lo mais eficiente.
E de dotá-lo com uma efectiva autoridade tributária para pôr fim à escandalosa situação actual, que coloca a Grécia no primeiro lugar dos países europeus em matéria de evasão fiscal.
E de combater a corrupção - com actos e não apenas com palavras. Para isso há que criar um sistema judicial eficiente e operacional. Você alguma vez ouviu falar de um político grego detido por corrupção? Eu não.

Falta o mais difícil. Que é quase tudo.
Falta que Tsipras imponha o acordo aos seus pares no Syriza, que parecem cada vez mais descontentes.
Falta o acordo dos parlamentos nacionais dos países credores. Seis, pelo menos, impõem essa regra nos seus ordenamentos jurídicos internos. Incluindo o alemão.
E não faltará um referendo às novas medidas de "austeridade" na Grécia? Quando os países começam a brincar aos referendos, abrem uma caixa de Pandora que dificilmente voltará a ser fechada.
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De Manuel a 13.07.2015 às 22:00

Não, nunca vi. Nós por cá, também não vemos grande coisa feita nesse sentido, é mais um tal e tal/tal e coisa, mas o final teima em não aparecer. Adiante. Você tem todo o direito em desconfiar do Tripsas . Até lhe confesso que em também desconfio. Mas estou convencido que de todas as hipóteses más, esta era a menos má de todas.
Vamos vendo, pois o caminho faz-se é andando e não tarda muito para que o mundo já tenha dado uma volta depois disso.
Quanto à "caixa de Pandora ". Talvez tenha sido fechada pela participação do nosso PM na solução final.
Só não sei se os PM´s irlandês e espanhol também contribuíram para a solução do imbroglio.
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De Pedro Correia a 14.07.2015 às 17:20

Julgo que neste momento quase toda a gente desconfia de Tsipras. A começar por grande parte dos gregos: sobretudo os que votaram 'não' no recente referendo, transformado em 'sim' pelo próprio primeiro-ministro.
O líder do Syriza cometeu demasiados erros nestes seis meses. Desde logo ao coligar-se com aquele inenarrável partido da direita radical que começou logo a fazer proclamações pró-russas e chegou a ameaçar abrir o país ao terrorismo jiadista.
Tsipras, um nacionalista de esquerda, preferiu abraçar um partido da direita eurocéptica. Teria feito muito melhor em aproximar-se do partido centrista To Potami (O Rio).
Mas não o fez porque o To Potami é um partido claramente europeísta.
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De Manuel a 13.07.2015 às 23:22

Li agora a lista de exigencias. É severa, tenho de concordar com o negativismo do Pedro. Já não coloco de fora a hipótese do Tripsas cair para radicais a sério.
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De Pedro Correia a 14.07.2015 às 17:13

Tratando-se da Grécia, nenhum cenário deve ser posto de parte neste momento, Manuel.
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De Manuel a 14.07.2015 às 23:50

Olhe, como deve imaginar, eu pouco entendo o que se está passando, mas digo-lhe que fico triste, mesmo muito triste, tanto que vejo o futuro dos meus filhos escuro e algo tenebroso, até o meu não está nada famoso.
A UE é cada vez mais uma competição entre Estados; os EUA andam a fotocopiar moeda sem destino; a Rússia de Pútin está como um grande urso quando acorda da hibernação; a China de casamento com a Rússia; ao maldito embargo à Rússia junta-se a crescente dependência da energia russa...
Não só a UE está feita numa casa de gente doida, é o mundo todo que parece estar virado do avesso.
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De Pedro Correia a 20.07.2015 às 12:48

A solução tem de passar sempre por mais integração, não pela desintegração das entidades supra-estatais como a UE. O nacionalismo nunca foi a solução. Foi sempre o problema.
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De Manuel a 20.07.2015 às 16:59

Como se pode edificar com coesão uma estrutura com partes que no mesmo campo movem-se nas costas dos outros?
Como pode a Europa aplicar sanções a uma Rússia e simultaneamente estar dependente dela para obter energia? Porque a NATO manda? A Nato é que manda na Europa? Será que a NATO vai pagar o prejuízo que a UE está a ter com as sanções à Rússia até mesmo depois do dia que a UE acordar para perceber que tudo o conseguiram foi um embargo e um isolamento? Ou será que a rota é mesmo a de colisão? Mas se é de colisão como é que a Alemanha negoceia isoladamente com a Rússia, ou como é que a França faz parcerias com a Rússia para a construção de navios de Guerra?
Ou como se pega na Crimeia para fazer recuar a NATO, mas talvez seja uma "penhora" pelos milhares de milhões de dívida por gás e talvez enfiar um pipeline em direcção à UE, que desta já será fora águas turcas?
Sinceramente, eu não entendo, mas que as maiores potências da UE estão reféns da energia e da protecção, lá isso estão. Pelo menos numa dessas frentes devíamos ser uma potência independente.
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De Anónimo a 12.07.2015 às 17:37

Mário Vargas Llosa é daquelas pessoas que se deveria submeter ao silêncio porque quando ele , não sabe orientar a própria vida, também não deve opinar sobre os outros. Submeta-se ao silêncio e olhe para si, antes de falar dos outros que parece pouco saber.
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 18:16

Cá vem um discípulo da Le Pen a mandar calar os outros. Ainda não chegaram ao poder e já mostram a vocação para caceteiros. Por enquanto ainda só anónimos, não vá o diabo tecê-las...
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De Anónimo a 12.07.2015 às 20:51

Agora dá-lhe com a Le Pen, amanhã dá-lhe com a extrema esquerda. Se isso o faz feliz força, mas é pena que não veja mais além. O Mário Vargas Llosa também não vê mais além, por isso querer viver como um adolescente aos oitentas. Ele que esteja caladinho e opine dos seus devaneios e deixe de opinar daquilo que pensa que sabe, mas não sabe.
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 22:17

Só mesmo um anónimo, para vir agora com estes assassinatos de carácter. A fazer lembrar os comentários de há dias na Net sobre a mulher de Passos Coelho...
Voltando à política, aqui lhe deixo uma entrevista de hoje dada por uma mulher que você sem dúvida admira muito. E pela qual certamente o Vargas Llosa jamais se apaixonaria:
http://internacional.elpais.com/internacional/2015/07/11/actualidad/1436623981_334433.html
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De da Maia a 12.07.2015 às 17:39

Ir buscar um prémio Nobel da Literatura, pode ser interessante para o romance, aqui mais ao género de prosa de novela barata... mas gostos são gostos.

Agora, em termos objectivos, que tal um Nobel da Economia. Um daqueles que não percebe nada do que está a falar, tipo J. Stiglitz:

Greece’s partners are trying to impose an economic philosophy, austerity, that has proven itself a failure — in return for money, 90 percent of which went to the creditors, with only paltry amounts going to the Greek people.

11/7/2015

http://www.politico.eu/article/how-to-save-greece-eurozone-economists-commission-juncker-grexit/

O que se deveria estar a falar?
Do GERXIT (German exit)... isso serviria para tirar um elefante da sala, pelo menos.
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 18:12

Aqui tem um Nobel da Economia diferente, para desenjoar do Krugman e do Stiglitz: o economista cipriota grego Christopher Pissarides.
Escreveu ele no 'Guardian' (um perigoso jornal pró-alemão) imediatamente antes do plebiscito de 5 de Julho:
«Voting no on Sunday will bring more hardships. Consider events in the aftermath of a no vote. If banks open, every sensible Greek will take their euros out of the banks. The ECB will not provide the liquidity assistance to fill the gaps and the Greek government will be forced to issue its own liquid assets to capitalise them. This will effectively be a parallel currency. It will soon be used to pay for public sector contracts and public sector wages. How much will it be worth? It is anybody’s guess.»

http://www.theguardian.com/commentisfree/2015/jul/02/greece-referendum-yes
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 18:14

Esqueci-me de acrescentar: Pissarides ganhou o Nobel da Economia em 2010, no mesmo ano em que Vargas Llosa ganhou o Nobel da Literatura.
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De da Maia a 12.07.2015 às 18:37

Isso foi dito antes do referendo, e ao jeito das sondagens, errou tudo... como previsões para a semana seguinte. Nem os bancos abriram com os gregos a tirar a massa, nem foi emitida moeda paralela de i-o-u's.

Mas é bom arranjar opiniões diversas, estou de acordo nisso... desde que façam algum sentido.
A frase de Stiglitz fazia, e era de notícia de hoje.
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 18:54

Que previsão errada?
Não errou nada.
Traçou um cenário em caso de vitória do 'não' que está a decorrer. À frente dos nossos olhos.

Passo a transcrever:
«Voting no on Sunday will bring more hardships. Consider events in the aftermath of a no vote. If banks open, every sensible Greek will take their euros out of the banks. The ECB will not provide the liquidity assistance to fill the gaps and the Greek government will be forced to issue its own liquid assets to capitalise them. This will effectively be a parallel currency. It will soon be used to pay for public sector contracts and public sector wages. How much will it be worth? It is anybody’s guess. (...)
It is more likely that banks will stay closed until the dust of the no vote settles. Greeks will be able to withdraw very small amounts of cash, even less than Cypriots did after their banking crisis. Banks will still need the liquidity and the government could provide it with its own new euros.»

Sublinho esta frase: «It is more likely that banks will stay closed until the dust of the no vote settles.»
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De da Maia a 12.07.2015 às 19:51

Então, ainda pior, atirou para todos os lados e limitou-se à previsão trivial do que tinha ocorrido na semana anterior.
A homónima Maya é melhor nesse tipo de trivialidades futuristas... tarólogos desses há muitos.
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 20:25

Quer um eminente tudólogo/tarólogo? Aqui tem um:
http://video.cnbc.com/gallery/?video=3000394005

Infelizmente anda há uma semana calado. Dizem que foi visto na Austrália.
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De da Maia a 12.07.2015 às 20:46

Ainda se vão vender T-shirts com o Varo... a questão será saber se serão pagas em dracmas ou em euros.
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De Pedro Correia a 12.07.2015 às 22:10

Já chega um pouco tarde, meu caro. Quase se candidatava a comentário da semana.
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De da Maia a 12.07.2015 às 23:11


Safa, safa... se o Pedro me quer fazer capitalista dessa con-decoração, informo que continuo adepto da distribuição de riqueza.
Como diria Che:
- "A farda modela o corpo e atrofia a mente"
... o que redobra o significado do uso das suas T-shirts.
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De Pedro Correia a 13.07.2015 às 10:57

O "empreendedorismo" é que está a dar, meu caro.

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