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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 21.10.16

«O miúdo que poupa uma moeda para beber um pirolito paga o novo imposto. Já o alcoólico milionário que abre, logo de manhã, a terceira garrafa de tintol da Herdade das Servas Colheita Seleccionada Balthazar 2011 (a 395,50 euros cada uma) não paga imposto nenhum. Isto é, só paga caso se lembre de misturar o vinho com uma gasosa.»

Miguel Esteves Cardoso, no Público


15 comentários

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De fatima a 21.10.2016 às 14:21

Total.
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De xico a 21.10.2016 às 14:26

Já não há pirolitos. Eu não sei o que é o que o MEC pensa, mas faz-me muita impressão quando vejo miúdos pela rua fora "lanchando" uma garrafa de coca-cola de 1.5 litros. Também não sei onde é que o MEC ouviu dizer que uma garrafa de vinho não paga imposto.
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De Luís Lavoura a 21.10.2016 às 16:09

O vinho paga IVA à taxa reduzida de 13%. É o único imposto que paga, e mesmo esse paga-o a uma taxa reduzida. Ao contrário da cerveja, dos licores e das aguardentes, o vinho está isento do imposto especial sobre as bebidas alcoólicas.
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De Alexandre Policarpo a 21.10.2016 às 16:48

O vinho não está isento. Acontece que por razões conhecidas de todos, a taxa do imposto sobre o alcool aplicada ao vinho é 0%; todos os anos essa taxa tem de ficar expressa no OGE.
Nunca como hoje a frase (mal) atribuída ao Salazar "beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses" é tão verdadeira.
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De Luís Lavoura a 21.10.2016 às 17:08

Entre estar isento de imposto e sofrer uma taxa de imposto de 0%, não vejo qual seja a diferença prática.
De resto, não sei quais sejam as "razões conhecidas de todos" que justificam essa taxa de 0%. Se é o facto de Portugal ser um país produtor de vinho, pois bem, também é um país produtor de aguardente. Se é o facto de ser possível contrabandear vinho, pois bem, também é possível contrbandear aguardente. Se é o facto de algumas pessoas produzirem o vinho que elas próprias bebem, pois bem, isso também acontece com as aguardentes. se é o facto de ser possível falsificar vinho, pois também se pode falsificar aguardente.
Pelo que, trata-se de razões que a razão desconhece.
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De Alexandre Policarpo a 21.10.2016 às 18:14

É a diferença entre estar isento e estar sujeito a uma taxa, no caso de de 0%. Se não percebe a diferença, também não sou eu que lhe vou explicar.
As falsificações não têm nada a ver com o assunto.
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De Luís Lavoura a 21.10.2016 às 14:30

Miguel Esteves Cardoso tem toda a razão. É iníquo que o vinho, além de pagar IVA reduzido, ainda por cima não pague o imposto especial sobre as bebidas alcoólicas.
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De julianna a 21.10.2016 às 14:43

Enquanto as elites tomam parte na vanguarda dos acontecimentos, o povo toma na retaguarda. ( Georges Najjar Jr - desaforismos )
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De Anónimo a 21.10.2016 às 14:59

Lá vamos ter de voltar aos bons velhos tempos de alimentar os catraios com sopas de burro cansado.
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De Luís Lavoura a 21.10.2016 às 16:16

Segundo um deputado da União Nacional uma vez disse, está cientificamente provado que uma dieta à base de broa e caldo verde satisfaz plenamente as necessidades do ser humano.
As sopas de cavalo cansado não fazem parte da dieta.
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De sampy a 21.10.2016 às 22:11

Ó Lavoura: feno.
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De José Mendonça da Cruz a 21.10.2016 às 15:24

Triste, tristíssimo é verificar como comentários deste tipo revelam que as vítimas do saque fiscal já estão tão bem amestradas. Tão bem amestradas, tão mansas, que a principal crítica a novo saque seja a acusação de que há injustiça em que o saque não seja mais geral ainda. O mal não é a colheita especial não pagar; o mal é pagar o refrigerante. Devia ser evidente, mas a vontade de servidão tem destas coisas
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De Luís Lavoura a 21.10.2016 às 16:14

Toda a fiscalidade é um saque. A questão é apenas a de saber qual é o saque menos mau.
Sendo que, como Salazar muito bem mandava, devemos "produzir e poupar", a fiscalidade sobre o consumo é certamente menos má do que a fiscalidade sobre o trabalho (IRS) e sobre o lucro (IRC).
Sendo que certos consumos (de álcool, açúcar) são prejudiciais para a nossa saúde e, portanto, para a nossa capacidade de produzir (como Salazar queria que nós fizéssemos), então a fiscalidade sobre esses consumos é menos má do que a fiscalidade sobre outros consumos.
(A referência a Salazar é, obviamente, meramente jocosa.)
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De Costa a 21.10.2016 às 18:19

Jocosa, mas por alguma razão é feita. Na verdade é absolutamente deplorável que os factos presentes - reiterada e despudoradamente presentes - legitimem saudosismos e simplistas visões messiânicas. Mas é esse o caminho que por cá se entendeu seguir e são esses "efeitos secundários" os naturais e óbvios.

Têm sorte, os que sobre nós fazem coisas formalmente tidas como de governação: têm um povo embrutecido, desproporcionadamente na dependência da esmola estatal (ou que, chico-esperto, a exige sem vergonha e toma como objectivo pessoal e profissional) e cego pela ilusão dos direitos adquiridos. De modo que esses saudosismos e messianismos são, por agora, inócuos.

É simples.

Costa
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De kika a 21.10.2016 às 15:52

Os migrantes estão isentos ? ( ai... ai...)

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