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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 22.09.15

«Escreve-se mal por muitas razões. As pessoas não lêem. Vêem analfabetos a falar na televisão. E de imediato escrevem sem pensar. Tudo isso redunda num naufrágio: as redes são um bar de analfabetos.»

Arturo Pérez-Reverte, no El Mundo

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11 comentários

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De queima beatas a 23.09.2015 às 00:44

Não será por acaso que já andam por aí muitos eruditos a tentar mostrar a própria elevação rebaixando as redes sociais. Enquanto os analfabetos das televisões tem patrão que lhes paga provavelmente para induzir ignorância, falham redondamente no objectivo a que se propõem e na argumentação que utilizam. As redes sociais tem o mérito de dar a palavra a gente que manifestando algumas insuficiências não deixa de reflectir os que quanto mais pretendem elevar-se mais pequenos se mostram junto daqueles a quem não deram instrumentos para voar. Honra a estes que mesmo assim demonstram que uma vela torcida e ratada pode dar tanta ou mais luz de que uma outra muito polida e torneada. Desçam os notáveis do pedestal onde se instalaram á força de muito empurrão e pisem a terra que lhes sustenta o escadote onde aprenderão que na quantidade que frequenta as redes sociais vão esbarrar com qualidade que os fará sentir-se anões que apenas se vêem grandes quando miram a própria sombra se o sol já vai rasteiro.
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De Pedro Correia a 23.09.2015 às 08:45

Raras vezes tenho tropeçado numa declaração impressa num jornal em que me reveja tanto como nesta de Pérez-Reverte.
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De queima beatas a 23.09.2015 às 09:27

Farei como sempre. Procurar ensinamento em opinião não coincidente de quem nos merece crédito.
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De Pedro Correia a 23.09.2015 às 09:30

Faz bem. Mas cuidado com as labaredas, Queima Beatas.
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De Ali Kath a 23.09.2015 às 08:51

cada vez pior
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De cristof a 23.09.2015 às 10:51

Com razão vemos esses lamentos; mas pesando os prós e contras, nunca o cidadão comum teve tanta possibilidade, de se fazer ouvir. E como a historia recente mostra, de aceder ao empreendedorismo e até a política.
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De queima beatas a 23.09.2015 às 13:55

De acordo consigo. Tomando á letra "as redes são um bar de analfabetos", eu disparo: Os bares de analfabetos não são mais que que a extensão popular e genuína de clubes e restaurantes de luxo onde pulula o artificio bem posto. Melhor o resultado de tal menu a que fazemos a prova dos noves, de que a contabilidade enganosa nos querem impingir com a influência nociva que artificialmente pretendem semear.
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De Maria Dulce Fernandes a 23.09.2015 às 19:23

Absolutamente correcto, Pedro.
Tenho exemplos concretos de pessoas licenciadas, com fluidez de discurso e sólidos conhecimentos, que passadas à escrita são um pesadelo que nos dá muito que pensar.
Tenho ainda o meu próprio exemplo de acefalia Gramatical nas conjugações dos tempos verbais, o que me deixa ainda mais perplexa sobre os sinais dos tempos.
Estaremos a enfrentar uma regressão cultural?
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De queima beatas a 23.09.2015 às 20:40

Não há crise. Dos cultos analfabetos estruturais de antanho passamos aos analfabetos funcionais da impreparação e da idiotice. Doutores na asneira, na ciência burros.
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De gato a 23.09.2015 às 22:33

Pode-se ver analfabetos na televisão. Mas os estragos decorrem de ouvi-los.
A rádio e os jornais são excelsas escolas de analfabetismo.
"na medida em que", "sendo que", "há 5 dias atrás" ...
Os menores de 45 anos são ignorantes pois foram submetidos a experiências padagógicas pós 25...
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De ribas a 29.09.2015 às 10:36

No dia-a-dia constato-me a ouvir de que há 40 anos os cidadãos não podiam ter uma formação adequada porque o sistema assim o programava. Éramos um país atrasado e governado por atrasados. Na minha honesta opinião, as dificuldades de há 40 anos são as mesmas com que me deparo no dia a dia, mas na controvérsia opinativa eu sabia das dificuldades de cada um. Ir para a escola, andar descalço e com a barriga vasia, não é só de agora, os sacrifícios é que são diferentes - onde as familias labutavam para matar a fome à familia, hoje, esperam sentados à espera das benévolas oferendas das sociedades de bem. Antes, aqueles que frequentavam a 1ª classe no final do ano lectivo, sabiam de cor a tabuada. Sabiam ler. Mas só passava de ano quem tinha condições. Hoje, não é preciso andar na escola para ser doutor. Engenheiro é mais difícil. O MEC, seja a cor representada, não gosta de ver retido um aluno, depois, constatamos que encontramos alunos com o 12º que não sabem a tabuada porque temos as calculadoras, não sabem quem governa o país porque o essencial é a Net, ou os jogos de computador. Antes, ensinar trabalhos manuais, bastava o mestre ter o curso industrial, mas sabia e tinha conhecimentos básicos para ensinar. Ele conhecia todo o equipamento que a escola dispunha ao ensinamento. Havia o torno mecânico, a freza, o limador. Havia os laboratórios. Era um ensinamento técnico e prático para quem queria entrar no mundo do trabalho e com os domínios do conhecimento mínimo. Hoje, o que temos nas grandes faculdades de engenharia? Ensnamentos teóricos e nada de práticas. Pessoas que se formam e não sabem achar um volume, uma área ou o que é uma composição quimica. Temos licenciados que não conhecem o filho da vaca ou da égua e donde aparecem as batatas... tudo em desfavor dos projectos educativos. Há que ter preocupações. Com 5 e 6 anos de formação para além dos 11 ou 12 anteriormente obtidos, sabe-se pouco. Mas reduzir ao minio o tempo de ensino, valha-me ao desespero da mediocridade

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