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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 27.06.15

«Há na vida coisas muito importantes, que são muito poucas. Depois há coisas importantes, que são mais. Depois há coisas que são muito menos importantes, que são aos milhões. E nós perdemos na vida um tempo enorme com os milhões de coisas pouco importantes.»

Marcelo Rebelo de Sousa, na Alta Definição (SIC)


8 comentários

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De Bartolomeu a 27.06.2015 às 17:47

Disse ainda que os detentores de cargos públicos, na altura em que o pai ocupou o cargo se Secretário de Estado, tinham o sentido de estado que os levava a reconhecer que o mesmo não se estendia aos familiares. Sentido esse que se perdeu com as amplas liberdades conquistadas pós 25 de Abril.
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De Maria Dulce Fernandes a 27.06.2015 às 22:16

Há uma altura das nossas vidas em que somos tomados de assalto por incomensoráveis sensações de perda que advêm das memórias do que foi, dos que foram , do que fomos. Creio que ultimamente uma das maiores sensações de perda que experimento todos os dias , porque vai sendo cada vez mais escasso, é a da perda do tempo que nunca tenho para o que preciso, e perco , esbanjo com banalidades associadas aos mais diversos aspectos pessoais e profissionais do dia a dia, e que depois de espremidos não produzem gota sequer.
Uma dessas autênticas perdas de tempo, que me disciplino para evitar, é discutir política. Mantenho-me informada. Tenho as minhas opiniões bem definidas. Quem me conhece sabe como eu penso. Gosto de pensar que me conhecem e me compreendem. Respeito o parecer dos outros. Detesto facciosismos. Gosto daqui. Não gosto de todos. Identifico-me com alguns. Bastantes felizmente.
Passei talvez, como diz o professor Marcelo, a canalizar o pouco tempo que tenho para as poucas coisas muito boas da minha vida.
Não desisti dos meus ideais de mudar o mundo para melhor, mas uma só andorinha não faz a Primavera.
Diz que o tempo vai arrefecer. Oxalá.
Bom Domingo , Pedro
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De Maria a 28.06.2015 às 00:00

O Marcelo esqueceu-se que uma das coisas mais importantes da vida é a dignidade humana. Por ironia do destino ou não, estão a tirar-nos a dignidade que a nossa vida merece. Sem essa dignidade, já pouco interessa nesta vida...
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De rmg a 28.06.2015 às 02:08


Desculpe, cara Maria, mas não me parece que saiba o que é a dignidade.
Muito provávelmente estará a confundi-la com algum aspecto mais material.

Portanto fale por si, se não se importa, que eu não acho que alguém me ande a tirar a dignidade, a dignidade só se perde quando nós desistimos dela.

Qualquer resistente em qualquer lugar do mundo lhe confirmará isto.

Se já pouca coisa lhe interessa na vida, lamento por si.
Ou talvez não, quer dizer que a vida não foi assim tão difícil para si.



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De Maria a 28.06.2015 às 12:51

A dignidade deixa de existir quando queremos ter uma vida digna e não a temos. Se para si, neste momento, todos têm uma vida digna em Portugal, estamos conversados. Não lamente por mim que felizmente vivo com dignidade. Lamente por aqueles que ficaram sem casa que têm fome e que da vida já nada esperam a não ser viver da caridade dos outros. É esta a realidade do meu país e que muitos tentam esconder, mas ela está aí.
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De rmg a 28.06.2015 às 20:04


Muito obrigado por me informar do que eu provávelmente conheço muito melhor que a Maria, dado que vivi pelo país todo e de norte a sul durante metade da minha vida e já tenho netos adolescentes.

A blogosfera tem isto de bom para muita gente, as pessoas vêm aqui, dizem 2 ou 3 coisas simpáticas sobre o amor ao próximo (e neste caso ao longínquo) e voltam para a vida delas com a consciência um pouco mais limpa.

Por isso qualquer manifestação tem 10 presenças reais por cada 100 presenças prometidas nas redes sociais, na melhor das hipóteses.

Se a sua vida passa ou não por atitudes concretas de cidadania e solidariedade é que eu já não sei nem pônho em causa, mas agradeço que não faça juízos sobre o que eu nunca disse nem me conhece de sítio nenhum para sequer supôr que eu alguma vez pudesse pensar.

Assim a frase "Se para si, neste momento, todos têm uma vida digna em Portugal, estamos conversados" é inclassificável nas intenções que formula.

TODA a gente sabe as enormes dificuldades com que tanta gente vive, mesmo os que só se passeiam pelas Avenidas Novas, quanto mais eu que nunca parei nem tive um empregozinho pacato ali à esquina.

Quanto aos outros que refere também não os lamento.
Faço o que posso, dentro do que posso, para ajudar os que posso, todo o tempo que nos estamos a lamentar é tempo perdido para o que interessa.

Essa do tentar esconder é nova.
Tentar esconder como?
Mas alguém consegue esconder uma coisa dessas em 2015?

Com um computador com acesso à net em 65% dos agregados familiares em 2014, com uma taxa de analfetismo de 5% em 2012, com toda e mais qualquer informação disponível com um clique não devia antes dizer "que muitos não querem ver", estando nesses alguns conhecidos seus e meus?

Quanto ao resto continua enganada sobre a dignidade, o que só confirma que não conhece muita gente que sofra mesmo.
É que esses nunca perdem a dignidade, do preso político torturado (conheci alguns) ao pobre mesmo muito pobre (conheço muitos).

E esses sentir-se-íam decerto ofendidos na sua dignidade ao ler que "A dignidade deixa de existir quando queremos ter uma vida digna e não a temos".

São atitudes de paternalismo como esta que custam, os que vivem sem dificuldades sérias tendem a mostrar a sua bondade com frases que, admito que involuntáriamente, são humilhantes para o orgulho de quem luta sempre.

Agradeço o debate



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De Fernando Sousa a 28.06.2015 às 15:18

Uma nova área de interesse: a polisofia

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