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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 30.01.15

«O Syriza quer permanecer no euro sem cumprir as respectivas obrigações quanto à consolidação das contas públicas e ao equilíbrio das contas externas, que dependem tanto da disciplina orçamental como do desempenho da economia. Não somente não quer continuar a cumprir o programa de ajustamento económico e financeiro, como quer voltar atrás. O problema é que não pode ter as duas coisas ao mesmo tempo.

A receita do Syriza é uma verdadeira provocação aos demais países da zona euro. Quer acabar a austeridade orçamental e gastar mais dinheiro, muito mais; só que o não tem.»

Vital Moreira, no Diário Económico


3 comentários

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De am a 31.01.2015 às 11:38


Damaia, perdoe-me o desabafo:


Que culpa tem CEE/UE que países como Portugal não terem sabido (saber) gerir a catadupa de "massa" que vêm recebendo?

( Alguns sabem como geri-lo em proveito próprio)

Acha que, por exemplo, os alemães devem contribuir para 3 autoestradas LXA/Porto, inventadas pelo sacrossanto Sócrates?

Fala-se muito do perdão da dívida à Alemanha... esquecendo-se que a Alemanha ficou totalmente arrasada na IIGM... Se hoje é que é, deve-o ao trabalho denodado e disciplinado.
Enquanto:
Nós, por cá, nem uma AV Almirante Reis conseguimos recuperar... temos cidades e vilas com ruas e monumentos a caírem de podre!
A nossa desgraça é ainda pensarmos que tudo nos há-de cair do céu... vícios da árvore das patacas coloniais...
ETC
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De da Maia a 31.01.2015 às 18:43

Caro "am",
o dinheiro que recebemos foram contrapartidas por adoptar uma política de abertura de fronteiras, e aceitação de destruição de capacidade produtiva nalguns sectores chave. Não foi dado! Não recebemos coisíssima nenhuma, até porque o dinheiro "emprestado" pela Troika é igual ao conjunto de todas as verbas transferidas da CEE/UE.
Se recebemos dinheiro antes, foi para ficarmos dependentes dele e o pagarmos depois.

Isso é uma política também usada por traficantes de droga - aliás os actuais herdeiros dos mercados, foram antes negociantes de ópio.
Agora você tem a escolha entre continuar a pagar a pílula azul do crédito, ou tomar a pílula vermelha e tornar-se independente dessa ilusão (corresponderia a respeitar a Constituição e retomar a soberania da moeda).
É claro que a ressaca será sempre grande, mas o problema é que já está a mergulhar numa realidade mais complicada, quando o crédito ficou a preços impossíveis de pagar.
A única vantagem de alinhar com os traficantes de crédito é que é sabido que essa malta tolera mal saídas do circuito, e tenta partir rebeldias pela força, normalmente minando internamente as sociedades. Isto já para não falar nos casos mais drásticos em que apareceu com a marinha...

Em Portugal esse caminho seria complicado porque o nacionalismo foi minado pela esquerda e pela direita, e qualquer gato individualista é capaz de vender a mãezinha por um punhado de euros. Os gregos orgulham-se do seu passado, em Portugal há demasiada intelectualidade que o renega e até odeia. Uns são pagos para isso, outros são só parvos.
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De Anónimo a 31.01.2015 às 22:47

Excelente Maia! O grave, é não se querer ver o óbvio e tentarem tapar os olhos, àqueles que querem ver...

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