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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 30.01.15

«O Syriza quer permanecer no euro sem cumprir as respectivas obrigações quanto à consolidação das contas públicas e ao equilíbrio das contas externas, que dependem tanto da disciplina orçamental como do desempenho da economia. Não somente não quer continuar a cumprir o programa de ajustamento económico e financeiro, como quer voltar atrás. O problema é que não pode ter as duas coisas ao mesmo tempo.

A receita do Syriza é uma verdadeira provocação aos demais países da zona euro. Quer acabar a austeridade orçamental e gastar mais dinheiro, muito mais; só que o não tem.»

Vital Moreira, no Diário Económico


14 comentários

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De João a 30.01.2015 às 23:59

Como pode continuar a cumprir se não tem meios para o fazer? Ou estamos todos loucos ou querem-nos fazer de loucos. Já se viu que ninguém consegue pagar nada e continuamos mo mais do mesmo? Estes que afirmam coisas destas e outras, comemoram cinicamente, Auschwitz, Birkenau.......mas tudo fazem para continuarem a matança. Há muitas maneiras de matar e hoje mata-se em silêncio, submetendo aqueles que menos têm ao nada ou à escravidão, ao suicídio, ao desespero total porque afinal enquanto uns pagam as dívidas, outros aumentam os seus pecúlios. O Vital Moreira e outros que tal, deviam estar a viver com salário mínimo nacional e depois aí conversávamos, mas que conversa........
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 31.01.2015 às 01:50

A Grécia chegou a este estado de coisas por culpa própria; não devia ter entrado na CEE quando e como entrou, não devia ter entrado no euro nem no ano 2030, e é uma sociedade extremamente desorganizada que não quer cumprir os minimos exigidos a um país europeu, e investiram muito mal os fundos europeus que receberam desde 1981.
Há um grave problema de pobreza na Grécia? há concerteza, mas preocupo-me muito mais com a pobreza que se vive no Zimbabwé, no Burkina Faso, no Uganda ou na grande maioria dos países africanos, onde os rendimentos per capita são miseráveis e a generalidade das casas não têm água potável, electricidade, nem saneamento básico. Nem escolas decentes para as pessoas mandaremos filhos. Os gregos são um país da Europa com um PIB per capita superior a 22 mil dólares, só têm de gerir e repartir melhor a riqueza que têm. E perderem o hábito de pensarem que os outros têm a obrigação de os sustentar. 350 mil milhões já chega!
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De João a 31.01.2015 às 17:09

A Grécia entrou, como nós entrámos, mas quem nos deixou entrar, sabia das nossas fraquezas e das deles, sabiam que o euro, tanto para nós, como para eles iria ser muito mau, sabiam que os jogos olímpicos seriam a desgraça, mas ninguém se opôs e lhes, nos, disse que não dariam dinheiro. Não se opuseram a nada e agora, o povo que pague o que jamais conseguirão pagar. Que castiguem quem governou mal e não, os que não tiveram culpa, mas que são sempre esses que pagam os desvarios, de quem se governa e desgoverna o país. A mim, toda a pobreza me merece preocupação porque ninguém quer ser pobre, nem viver sem nada. Também nós, temos um PIB descontrolado e apesar do alarido que já não temos Troika, temos uma dívida, muito superior à que tínhamos antes da célebre Troika que pode perceber de muita coisa, mas de pôr países em ordem, percebe zero. Ninguém tem de pagar dívida de ninguém. A Restruturação das dívidas, o BCE e a UE, servem para quê? A CEE foi feita para quê?
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De rmg a 31.01.2015 às 16:18


Não tem meios para o fazer porquê?
O dinheiro entrou para ser gasto em investimento reprodutivo e, como é normal e natural, com os resultados desse investimento criar postos de trabalho
e remunerar os juros que se aceitaram.
Onde é que está a dúvida?.

Portanto se não quer o lado mau de estar no euro (e é um direito que lhe assiste) vai-se embora e faz o que Yanis Varoufakis declarou ao "Le Monde" (e é outro direito que lhe assiste).
Ou Varoufakis é só "bocas"?

Não tem dinheiro para o que se propõe fazer, tout court, não está lá mais nada.
Isto é assim tão difícil de compreender por uma pessoa honesta nos seus propósitos?

Claro que há azares na vida de que ninguém está livre e depois não é possível cumprir compromissos.
Isso toda a gente percebe.

Não sei é qual foi o azar da vida neste caso, as asneiras que eu faço não são azares da vida: são mesmo asneiras minhas.

Mas como os portugueses de um modo geral acham sempre que a culpa nunca é deles quando corre mal ainda que o mérito seja sempre deles quando corre bem,estamos esclarecidos.

Mas também há os que pediram o dinheiro para um investimento sério e começaram por trocar de carro e passar férias em Cuba, as redes sociais estão cheias de gente a gabar-se disso há 10 anos atrás e que bem gostaria de o apagar agora.
Claro que isto ninguém gosta que se lembre quando está nesse grupo ou gostaria de ter estado...

O João esteve na Grécia há, digamos, uns 10 anos atrás?
Se esteve conte lá as suas impressões.
E se não esteve porque é que fala do que não sabe?

Cumprimentos

PS - Como ontem já aqui escrevi, fico sempre na dúvida se este tipo de comentários como o seu vem de pessoas genuínamente preocupadas com os outros ou apenas preocupadas consigo próprias, por se reverem na situação.
Dúvidas de quem já viu alguns "filmes" na vida.
Fica o benefício da dúvida, como sempre.
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De João a 31.01.2015 às 18:46

Sou católico e como tal agradeço a Deus a minha situação, com a qual não tenho necessitado de me preocupar, mas como humano que sou, preocupo-me com os outros. Estive na Grécia e não gostei do que vi, mas em contrapartida estive no Canadá e países nórdicos e aí digo-lhe que gostei, e de que maneira. Aí os governantes, governam para os seus cidadãos e não para para eles. Lá não têm carros de luxo, andam de utilitários e se quiserem carros topo de gama, têm de comprá-los com o dinheiro deles. Na Dinamarca, os ministros, vão até aos ministérios, de bicicleta ou de autocarro. Aqui e na Grécia é o que sabemos. No Canadá, todos têm onde dormir e todos, pobres ou ricos têm X, em dinheiro por mês. Se as pessoas iam a Cuba ou para onde queriam, é porque alguém os incentivava a isso e todos nós sabemos quem foram, a BANCA, mas os banqueiros roubaram e é como vê, andam por aí como bons samaritanos e nós pagamos os roubos. Até onde vai a impunidade dessa gente? Quem governou foram os governantes e não os cidadãos, em quem eles é nós confiámos. Que pague quem usou e abusou do poder que lhes foi dado. Tal como disse, se faz asneiras paga por elas, se os governantes as fazem que paguem e não os cidadãos.
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De rmg a 31.01.2015 às 22:38


Agradeço a sua resposta.

Eu falava da Grécia ANTES da crise e o meu caro responde-me com a Grécia DEPOIS da crise.

Pois os países nórdicos não são grande exemplo, eu por exemplo não acredito que o João se compare com o George Clooney em matéria de despertar o entusiasmo feminino, convém termos o bom senso de comparar o que é comparável.

Muita gente gosta de fazer alguns tipos de comparações mas depois não é para esses sítios que emigram - se fôr o caso.
Certamente reconhecerá que uma coisa é "ter estado" num país e outra coisa é "viver num país", o turista gosta de tudo incluíndo o que o incomoda pois sabe que não vai ter que passar o resto do ano a turar aquilo.

Eu, por exemplo, que fui muitas vezes à Finlândia em trabalho, nunca fui chamado às Finanças para esclarecer dúvidas nos impostos nem se me avariou o contador da electricidade, coisas dessas...

Quanto ao Canadá não é bem assim, o programa "low income support" tem regras bem definidas, mas se lhe contaram isso acredite no que quiser ou informe-se bem.

Quanto ao resto já hoje aqui escrevi e volto a escrever de outro modo: alguém apontou uma pistola às pessoas para se endividarem muito mais do que podiam?

Portanto o que o João está a dizer é que as pessoas que se endividaram são estúpidas e inconscientes e isso nem lhe fica bem.

Cumprimentos
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De João a 01.02.2015 às 00:13

Não é a dívida das pessoas que incomoda o país, mas os desvarios que foram feitos, dos que nos governam, governaram e a banca... Vá à Noruega e veja os emigrantes que por lá andam, sobretudo aqueles que vêm nos barcos a abarrotar. Devemos copiar os bons exemplos e não os maus e se os nórdicos são bons porque não fazer como eles? As pessoas não são estúpidas, se lhes davam hipóteses de irem mais além, fizeram-no e se foram felizes, óptimo.
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De rmg a 01.02.2015 às 02:26


Já fui à Noruega, vou à Noruega desde 1970 (leu bem, 1970, o ano em que me licenciei e me casei).
Sou bué de cota, como diz uma neta minha bué de pespineta.

Para além disso tenho lá amigos, alguns desde 1976, outros desde há pouco tempo.
Estão lá uns e outros por opção financeira porque aquilo não é sitio onde se viva muito tempo habituados aqui ao solzito.
Dois voltaram o mês passado.

Uma coisa que sempre fez os nórdicos bons foi que "o Estado sou eu" para eles, isto é, preocupam-se com as contas públicas mas preocupam-se acima de tudo
em pagar impostos, não viver de esquemas e não deixar que os outros vivam pois é o dinheiro de cada um que está em jogo.

Ora para os povos do sul "o Estado são eles".
Quem são estes eles é que é difuso mas normalmente são os gajos que não podem fugir aos impostos, os que não podem fugir à factura, isto é, os tansos de um modo geral.

Isto tudo para além dessa instituição que é a "cunha", com que se lixa alegremente o desgraçado que estava à frente para o emprego ou para a cirurgia, isto a todos os níveis da sociedade e em todos os sectores de actividade.

O João ou familiares seus nunca beneficiaram de uma "cunha"?
Pagaram os impostozitos todos e exigiram factura ao canalizador?
Pois se me responder sim é mais provável que viva num país nórdico, apesar de tudo. Ou na lua.

Este país vive de esquemas desde a fundação em 1139, as Descobertas não passaram do Euromilhões da época que era o dinheiro rápido sem nenhum trabalho, foi tudo espatifado nas moradias e nos topos de gama da época,
anda tudo a discutir o sexo dos anjos desde 1820 para cá e o João quer que nos tornemos trabalhadores, cumpridores e organizados só porque era bonito que assim fôsse.

Deram-lhes hipóteses de írem mais longe, óptimo?
Comprar uma moradia quando só se ganha para um T2 e um topo de gama quando só se ganha para um familiar de 2ª é ír mais longe?

Para um católico parece-me muito materialista...

Cumprimentos e uma boa noite para si

PS- Desculpe a pergunta: a vida não lhe custa a ganhar, pois não?
É que se custasse percebia que é preciso ser pouco esperto para ficar entalado ao primeiro mau momento da vida.


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De da Maia a 31.01.2015 às 00:07

O Vitinho esteve no parlamento europeu... quem se lembra do que lá fez?
Mas parece que aprendeu a ser bem comportado.
O Syriza até pode dizer que quer permanecer na UE, mas não é numa UE de traficantes de crédito. É claro que isso faz confusão aos viciados no crédito, que como qualquer junkie não consegue conceber o mundo sem a sua dose.
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De Exactamente a 31.01.2015 às 10:16

(...) Perante este cenário, e a manterem-se as exigências e as medidas já anunciadas por Tsipras – como, por exemplo, aumentar o salário mínimo para 751 euros -, só “uma máquina de fabricar moeda falsa” salvaria a Grécia da bancarrota, sublinhou Jaime Gama com ironia.(...)

(Observador)
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De am a 31.01.2015 às 11:38


Damaia, perdoe-me o desabafo:


Que culpa tem CEE/UE que países como Portugal não terem sabido (saber) gerir a catadupa de "massa" que vêm recebendo?

( Alguns sabem como geri-lo em proveito próprio)

Acha que, por exemplo, os alemães devem contribuir para 3 autoestradas LXA/Porto, inventadas pelo sacrossanto Sócrates?

Fala-se muito do perdão da dívida à Alemanha... esquecendo-se que a Alemanha ficou totalmente arrasada na IIGM... Se hoje é que é, deve-o ao trabalho denodado e disciplinado.
Enquanto:
Nós, por cá, nem uma AV Almirante Reis conseguimos recuperar... temos cidades e vilas com ruas e monumentos a caírem de podre!
A nossa desgraça é ainda pensarmos que tudo nos há-de cair do céu... vícios da árvore das patacas coloniais...
ETC
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De da Maia a 31.01.2015 às 18:43

Caro "am",
o dinheiro que recebemos foram contrapartidas por adoptar uma política de abertura de fronteiras, e aceitação de destruição de capacidade produtiva nalguns sectores chave. Não foi dado! Não recebemos coisíssima nenhuma, até porque o dinheiro "emprestado" pela Troika é igual ao conjunto de todas as verbas transferidas da CEE/UE.
Se recebemos dinheiro antes, foi para ficarmos dependentes dele e o pagarmos depois.

Isso é uma política também usada por traficantes de droga - aliás os actuais herdeiros dos mercados, foram antes negociantes de ópio.
Agora você tem a escolha entre continuar a pagar a pílula azul do crédito, ou tomar a pílula vermelha e tornar-se independente dessa ilusão (corresponderia a respeitar a Constituição e retomar a soberania da moeda).
É claro que a ressaca será sempre grande, mas o problema é que já está a mergulhar numa realidade mais complicada, quando o crédito ficou a preços impossíveis de pagar.
A única vantagem de alinhar com os traficantes de crédito é que é sabido que essa malta tolera mal saídas do circuito, e tenta partir rebeldias pela força, normalmente minando internamente as sociedades. Isto já para não falar nos casos mais drásticos em que apareceu com a marinha...

Em Portugal esse caminho seria complicado porque o nacionalismo foi minado pela esquerda e pela direita, e qualquer gato individualista é capaz de vender a mãezinha por um punhado de euros. Os gregos orgulham-se do seu passado, em Portugal há demasiada intelectualidade que o renega e até odeia. Uns são pagos para isso, outros são só parvos.
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De Anónimo a 31.01.2015 às 22:47

Excelente Maia! O grave, é não se querer ver o óbvio e tentarem tapar os olhos, àqueles que querem ver...
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De O que o PS é e não é a 01.02.2015 às 09:37

O PS não é nem será o PASOK?! Entendam-se lá, camaradas.

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4367206

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