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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 06.05.14

«Há uma inscrição célebre numa parede em Roma, Nil difficile volenti. Não é difícil quando se quer. É, foi muito e continuará a ser difícil. Mas passamos à fase seguinte e o primeiro efeito é o da confiança. Agora o futuro é todo sobre a economia e as finanças públicas. A grande mudança estrutural destes três anos é a da economia portuguesa ter deixado de assentar apenas no eixo interno e passar a assentar também no eixo externo. Hoje as exportações representam cerca de 41% do PIB enquanto que há três anos pouco passavam dos 30%. O objectivo é que cheguem aos 50%. Prioritário é também que a banca passe a depender menos do retorno dos financiamentos aos seus accionistas e do investimento em obras do Estado e mais do crédito concedido a pequenas e médias empresas. Elas sim o motor da economia.»

Sandra Clemente, no Diário Económico


6 comentários

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De Vento a 06.05.2014 às 14:56

Sandra Clemente não compreende que sob o ponto de vista das exportações nada mudou em termos de indústria de bens transaccionáveis. O que mudou foi a queda das importações que elevou a percentagem de exportações graças também à refinação de combustíveis. O aumento é residual, e a economia deu sinais logo que o Constitucional se pronunciou pela devolução dos dinheiros ao seus legítimos donos.
Mas sim, o caminho passa por revigorar sectores que podem contribuir para uma melhoria da economia. O sector das pescas pode gerar indústria e serviços, e a agricultura, onde se inclui a floresta, pode gerar agro-indústria. O sector dito do conhecimento (TI´s) tem revelado que, após o desaparecimento de empresas menores cujos mercados foram absorvidos pelos gigantes, agora estão em queda.
É necessário redifinir o que é a aposta no conhecimento e qual o caminho deste, por forma a que todos os sectores possam beneficiar de estabilidade (quando refiro estabilidade não me debruço só pelo crescimento. A boa política económica diz que é necessário crescer mas também estabilizar, e em Portugal a economia inchou - não cresceu - e rebentou).
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De lucklucky a 07.05.2014 às 07:37

"O aumento é residual, e a economia deu sinais logo que o Constitucional se pronunciou pela devolução dos dinheiros ao seus legítimos donos."

É preciso lata e achar que os outros são parvos.
A maior parte do dinheiro dos impostos é ilegítimo. Existe escravatura estatal em Portugal.

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De Pedro Correia a 07.05.2014 às 12:20

À atenção do leitor Vento: "Sectores tradicionais dinamizam exportações: têxteis e calçado são exemplos de sucesso."
Não é nenhum boletim de propaganda governamental: é notícia hoje em destaque num órgão de informação prestigiado e credível.
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/ajuda_externa/saida_da_troika/detalhe/sectores_tradicionais_fomentam_as_exportacoes.html
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De Luís Lavoura a 06.05.2014 às 16:11

Hoje as exportações representam cerca de 41% do PIB enquanto que há três anos pouco passavam dos 30%. O objectivo é que cheguem aos 50%.

Como? Através da diminuição do PIB?

É que, até agora, o grande mecanismo de aumento das exportações em relação ao PIB tem sido, de facto, a diminuição do PIB. As exportações apenas marginalmente aumentaram. Não estou bem a ver como é que elas agora poderão aumentar até aos 50% do PIB.

que a banca passe a depender menos do retorno dos financiamentos aos seus accionistas

É para mim um mistério o que esta frase possa significar. A banca retorna pouquíssimo aos seus acionistas - os dividendos que lhes distribui devem ser míseros ou nulos. E é claro que nada depende de tais retornos.
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De lucklucky a 07.05.2014 às 07:44

O PIB do passado era falso - este ainda continua a ser mas em menos grau - pela quantidade enorme de dívida que era feita a cada ano.

Um dos grandes problemas que existem é qualidade das estatísticas e de como e o quê se escolhe medir.

Veja-se por exemplo o bias que está implícito quando se mede o défice do Estado em relação ao PIB e não em relação ao Orçamento.
Está implícito que é um índice que mede a possibilidade de poder aumentar os impostos.
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De joao a 07.05.2014 às 14:48

O "bias"?

Pode traduzir por facciosismo, parcialidade, favoritismo, preferência, etc.

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