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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 14.01.19

«Esquerda e direita não são palavras que tenham conteúdo intrínseco. Quando muito, têm conteúdo aproximado e, sobretudo, relativo: quando se diz que Sá Carneiro ou Cavaco nunca se definiram como de direita, esquece-se que foram vistos por toda a gente como tal. Aquilo que eles defenderam (liberalização e democracia representativa) foi visto à época como radicalismo de direita, mesmo se hoje é a absoluta normalidade, até para os partidos radicais de esquerda. Estamos falados quanto ao valor absoluto da direita e da esquerda.»

 

Luciano Amaral, no Correio da Manhã

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15 comentários

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De Sarin a 14.01.2019 às 18:11

Democracia representativa... ora aí está algo que não me lembro de ter visto Cavaco defender.



E, mais uma vez, entendo que quem se tem deslocado são os partidos, não as ideologias - estas serão de esquerda ou de direita, conservadoras ou libertárias... os partidos é que, perdidos de qualquer ideologia e de qualquer prática política, vogam conforme a maré e as correntes do poder.
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De Vorph Valknut a 14.01.2019 às 22:18

Também os partidos têm 7 idades, como o Homem
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De Sarin a 14.01.2019 às 22:48

E por estarem partidinhos mas sem capacidade de regeneração, acabam por ter 9 fôlegos, como os gatos, e um será o último estertor...
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De V. a 15.01.2019 às 00:58

Então defendia o quê?
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De Sarin a 15.01.2019 às 10:14

Queira listar medidas e posições tomadas por Cavaco em defesa da democracia representativa.
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De V. a 16.01.2019 às 22:31

O facto de nunca ter feito golpadas parlamentares quando perdeu as eleições parece-me uma coisa digna de registo.

E já agora enuncie lá o que alguma vez fizeram pela democracia representativa o PCP, os Verdes, o BE ou o PAN (a filial chique da agremiação anterior)?
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De Sarin a 17.01.2019 às 05:05

Portanto, V. toma a inacção por promoção. Depois, em vez de apresentar o ou os exemplos solicitados, pergunta o que fizeram outros, numa clara fuga à resposta. E, finalmente, ainda confunde acordo parlamentar com "golpada".

Com tais argumentos, poderíamos dizer então que Cavaco é, apenas porque não se manifestou contra, defensor do consumo recreativo de drogas e franco apoiante da profissionalização do gigolo; se considerássemos "golpada" um acordo parlamentar porque legitima um Governo constituído por um partido que, não tendo ganho as eleições, foi o mais votado, deveríamos chamar "grande golpada" a um acordo governamental legitimador de um Governo que integra o terceiro partido mais votado mas não o segundo.

Por falar em representatividade, um acordo parlamentar reflecte mais adequadamente os resultados do voto do que um acordo governamental, pois coloca no governo o partido com mais votos que consiga apoio da maioria dos deputados, em vez de colocar nos ministérios elementos escolhidos por partidos com pouco mais de 10% dos eleitores. E ainda assim ambas as fórmulas são legítimas, veja como são as coisas. Embora Cavaco bem tenha tentado evitar esta fórmula mais representativa - não por questão de princípio, mas por questões partidárias. Olhe, afinal não houve inacção por parte de Cavaco, houve tentativa de bloqueio.

O BE, o PCP, Os Verdes e o PAN fizeram pela democracia representativa o equivalente ao que fizeram PSD e CDS e PPM e PND e muitos outros - constituiram-se em Partidos e apresentaram e/ou apresentam listas candidatas em eleições várias.
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De V. a 18.01.2019 às 00:08

Estás a inverter o problema. Cavaco nasce dentro de um partido democrático e é eleito por larga maioria incluíndo voto directo dos Portugueses por várias vezes e tem de provar que não é contra a democracia representativa (recordo o teu argumento original: "Democracia representativa... ora aí está algo que não me lembro de ter visto Cavaco defender."). Ou seja, se não fosse o Daniel de Oliveira e a Clara Ferreira Alves —esses dois não-eleitos com assente permanente no programas que estabelecem a verdade sobre tudo— a cuspir ódio ao fulano nas televisões durante 15 anos para o manter sob aviso, decerto que há muito que o fulano se teria transformado num ditador impiedoso e abolia isto tudo para escravizar as pessoas instalar o partido único e esta merda ficava parecida com Cuba.

Por outro lado, os outros que defendem a abolição da democracia para instalar regimes fascistas como o Cubano e o Venezuelano ou coisas ainda piores sem eleições e sem parlamentos que não sejam farsas totais... estão a ser injustiçados e condenados pela "inacção" e têm feito imenso pela representatividade (como conseguirem passar leis que alteram a dinâmica da sociedade do alto dos seus 5% de votos, por exemplo)

É muito bom, Sarin. Muito bom. Mas não cola.

O que cola é isto: há muita gente a ver mal as coisas e tu estás entre eles.
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De Sarin a 18.01.2019 às 03:29

Sem dúvida que está, V., a ver muito mal as coisas.

Aceitar um regime difere de defender um regime. E foi isso que contestei, a "defesa da democracia representativa" por parte de Cavaco.

Para a qual não avançou argumentos :)
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De V. a 19.01.2019 às 13:31

Não avancei porque ele (ele e os outros que fazem parte dos partidos que a construíram) não precisa de estar a enunciar todos os dias que defende aquilo que é óbvio porque participa naquilo que participa. Ao contrário, por exemplo, dos comunistas (como os muçulmanos no "multiculturalismo") que devem provar que não estão lá só para destruir aquilo tudo e a aproveitar as vantagens que a liberdade confere — o que eu não acreditaria mesmo que eles o tentassem provar. Ninguém parece preocupado pelo facto de que aqueles que querem destruir o sistema participem nele a vontade e com claques de apoio — enquanto que esmifram um plebeu dos Algarves que queimou as pestanas para chegar onde chegou para provar que não é um fascista encapotado. Por isso é que eu quero que a Esquerda toda se dane. É facínora e injusta.

Além disso, só os americanos é que se levantam todos os dias a dizer que são americanos.
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De Sarin a 19.01.2019 às 15:52

O V. acabou de escrever e escrever para apresentar argumento nenhum.
Não me lembro de Cavaco ter defendido abertamente a democracia representativa, e não sei se prefere esta ou a democracia directa - não me lembro de lhe ouvir qualquer opinião sobre o assunto.
E V. não conseguiu contestar a minha afirmação.

Em vez disso, declara, e insiste mesmo depois de lhe demonstrada a falácia de tal argumento, que apenas se participa em algo porque se concorda com esse mesmo algo. Como se fosse mera questão de escolha. Pergunte aos Monárquicos se vivem numa República por escolha, por exemplo. No entanto, concorrem à AR organizados num partido constituído ao abrigo da CRP.


E insiste neste argumento porque, além de não ter outro, está tomado pelo preconceito: "se a Sarin afirmou isto, está a aludir ao fascismo." Não aludi, aludi a dois diferentes regimes democráticos que V. parece desconhecer.

Sobre alguém ter que provar seja o que for, nitidamente o V. precisa de provar outra mistela, essa está a dar-lhe cabo do raciocínio normalmente bem articulado.
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De Vorph Valknut a 14.01.2019 às 18:29

Cavaco foi o Dr. Frankenstein do Estado português. Quanto ao resto assino por baixo. Aliás não existem valores absolutos....bom, talvez haja...
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De lucklucky a 14.01.2019 às 20:16

??

"..é a absoluta normalidade, até para os partidos radicais de esquerda."

O Luciano Amaral que lhes dê a força para acabar com a "democracia" a ver se não acabam.

Ainda não percebeu que a natureza de algo ou pessoas se revela se tiver poder.
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De Anónimo a 14.01.2019 às 20:42

Tudo e o seu contrário...
Já agora o que é a Ongoing também dava uma boa reflexão.

WW
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De V. a 15.01.2019 às 01:06

Quando me dizem "estamos conversados" está tudo estragado.

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