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Reencontro no Grande Prémio

por Sérgio de Almeida Correia, em 16.11.18

Vaillant 20181115_181530.jpg

Que o livro iria ser lançado por estes dias já o sabia há muito tempo. O que não me passava pela cabeça, num momento em que se desenvolvem diligências no sentido de elevar o Circuito da Guia a património protegido e reconhecido internacionalmente; depois do Rendez-Vous à Macao, no início da década de 80 do século passado, e em semana de Grande Prémio, já com os motores a rugirem no asfalto, era vir a reencontrar o eternamente jovem Michel Vaillant, num final de tarde, no hospitaleiro Grand Lapa, antigo Mandarim Oriental, onde noutros anos tantas aventuras reais pude viver. Mas foi o que efectivamente aconteceu.

Com Corto Maltese, Michel foi meu companheiro de muitas tardes e de sonhos de juventude, quando acreditava que lá em casa, um dia, me deixariam ingressar num dos cursos de pilotagem da Elf e seguir uma vida nas pistas, o que só mesmo na fértil imaginação de um jovem seria possível num pós-25 de Abril dominado pelo PREC e em que os meios e as oportunidades de competir e de fazer uma carreira no desporto autómovel eram escassos para quase todos.

Volvidos todos estes anos, em que tirando efémeras experiências nos karts me tenho limitado a acompanhar, com gosto, diga-se de passagem, campeonatos e amigos infinitamente mais dotados por algumas pistas desse mundo, tive o privilégio de assistir à apresentação do último livro (77.º) da saga Vaillant, agora continuada por Philipe Graton, Lapière e Benjamin Béneteau (ilustrador), tendo junto a mim amigos e heróis de carne e osso como o André Couto, Tiago Monteiro ou o sempre bem disposto Tom Coronel.

Para quem ainda não leu, posso dizer que é mais uma aventura que mistura a realidade com a ficção, lugares de todos os dias e uma pista de que também eu gosto muito, exaltando os valores saudáveis do desporto, da competição, da justiça e do fair play numa história e com desenhos que honram a herança de Jean Graton.

Sacha Fenestraz, também ele a competir na edição deste ano, tal como André Couto, até hoje o único piloto local a vencer o Grande Prémio de F3, integra o lote dos personagens que conferem autenticidade à história.

Confesso que por momentos voltei a ser um menino. E foi com o mesmo prazer de há mais de 40 anos que recebi o livro autografado das mãos dos autores e dos pilotos e que, depois, no conforto de casa com gozo li.

Espero que também o possam ler e retirar dele o mesmo prazer que por instantes senti. E se por vergonha não o quiserem comprar para vós, sempre podem aproveitar o pretexto do Natal que aí vem para o oferecerem a filhos, sobrinhos e afilhados, estimulando-lhes o gosto pela leitura, também pelo sonhos que vivem paredes-meias com a realidade, para que depois vós próprios, assim como quem não quer a coisa, o possam ler às escondidas, sentindo as cores, os cheiros e a textura das suas páginas.

Vaillant 20181115_173232.jpg

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7 comentários

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De jpt a 16.11.2018 às 11:23

Belo postal. Eu nunca gostei particularmente do Michel Vaillant, sempre torci pelo Steve Warson, mas, "prontos", são as preferências de cada um ...
Álbum 77? Caramba, fantástico. É mais que uma lenda, é mesmo pertença do panteão.
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De Sérgio de Almeida Correia a 16.11.2018 às 16:27

Esse safou-se. Nunca lhe farão uma maldade dessas.
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De Sérgio de Almeida Correia a 16.11.2018 às 16:34

O Steve Warson agora é Senador, venceu as eleições no seu Estado...
O melhor mesmo é ler o livro. :)
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De jpt a 16.11.2018 às 17:07

A sério? Enfim, todos envelhecemos ... até o Steve
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De lucklucky a 16.11.2018 às 14:59

Boas memórias, gostei mais dos albuns fora de pista como a Panamericana e o Safari.
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De Pedro Correia a 16.11.2018 às 20:41

Ena, grande autógrafo. Muito bem.
Li dezenas de histórias do Michel Vaillant, em álbum ou revistas ou fascículos - desde o remoto 'Rali em Portugal'.
Faz parte da nossa geração. Ainda bem que o velho Jean Graton (ainda vivo, com 95 anos) encontrou estes dignos herdeiros.
Quero muito ler este novo álbum.
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De Sarin a 20.11.2018 às 17:34

Larguei o Michel quando o Senna nos largou naquela deslargada Tamburello. Foi assim uma rejeição total.

Mas este texto fez-me ter saudades do Vaillant.

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