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Delito de Opinião

Reabre a biblioteca dos Olivais

jpt, 28.05.25

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Fomos nós, fregueses, informados que finalmente a biblioteca dos Olivais vai ser reaberta. Aqui vou falando deste meu bairro. Aludindo ao caso da biblioteca deixei o mês passado um (spinolista) "Os Olivais e o Futuro". E ainda sobre esse caso aludi à simpatia que a imprensa "de referência" (qual "Diário da Manhã") dedica à equipa PS desta Junta.

Não me vou alongar em repetições, apenas sumarizo: 36 anos de gestão PS; noticiadas - e tão faladas por cá - rasteiras práticas nepotistas; um demagógico assistencialismo, "popularucho" (sim, o tão em voga "populismo" é outra coisa); comadres PS zangadas neste final de mandato. E este caso, exemplar: uma preciosa biblioteca que, após as intermitências devidas ao COVID, ficou encerrada três anos e meio - desde 3 de Janeiro de 2022 -, obras alongadas apenas por incúria incapaz. (Leio que a presidente da Junta discursou agora em Assembleia de Freguesia contestando que a demora tenha sido tamanha. Esquecida que haviam sido emitidos cartazes - que encontro nos grupos-FB de habitantes do bairro).

Neste próximo sábado será reaberta a preciosa biblioteca. Espero duas coisas: que a Câmara não se venha fazer representar "ao mais alto nível", protocolarmente obscurecendo este despautério. E que não venha a ser confirmado o rumor, por cá audível: que o novo responsável da instituição será um para-cônjuge de membro da Junta - prática por cá comum.

E uma nota além-Olivais: é consabido o deslizar eleitoral (para não dizer pior) do PS. Intelectuais e lumpen-intelectuais apontam causas para isso: a "irrazão", o "ressentimento", a "incultura", os "preconceitos" (no sentido de discriminação pejorativa) dos eleitores compatriotas. Proponho uma alternativa: atente-se no PS dos Olivais. No centro da capital, uma freguesia com 32 mil eleitores, maior do que tantas das câmaras nacionais. 36 de anos de domínio da Junta, sob apenas dois presidentes. Baixo nível, arrogância, incúria, autoconvencimento. Nas penúltimas autárquicas obteve - grosso modo, noto que escrevo de memória - 52% de votos, diante de uma péssima, quase inexistente, candidatura do PSD. Nas últimas 32%, diante de similar vácuo alternativo. A semana passada, nestas legislativas (coisa diferente, eu sei) obteve 26%.

São os próprios socialistas, militantes e simpatizantes, que deviam olhar para isto. E, já agora, os dos partidos congéneres também o deveriam fazer.

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