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Raciocínios precários

por Rui Rocha, em 01.05.17

Tentando seguir o fio histórico dos acontecimentos:
1 - Os funcionários do Estado trabalhavam 35 horas semanais e os trabalhadores do sector privado 40. Pessoas lúcidas e acima de qualquer suspeita garantiam que isto não significava qualquer entorse ao princípio da igualdade.
2 - O tenebroso governo de Passos Coelho decidiu que os funcionários públicos deviam trabalhar a barbaridade de 40 horas semanais, equiparando o tempo de trabalho ao que é prestado no sector privado.
3 - O governo patriótico de António Costa reverteu a medida, regressando os funcionários públicos a um horário semanal de 35 horas. Os trabalhadores do sector privado continuaram nas 40 horas. Pessoas lúcidas e acima de qualquer suspeita garantiram que isto não significava qualquer entorse ao princípio da igualdade. As mesmas pessoas garantiram que a redução do horário de trabalho não implicava quaisquer custos acrescidos para o Estado (e para os contribuintes) e que as horas perdidas de trabalho, em rigor, não eram necessárias.
4 - O governo patriótico de António Costa prepara-se para integrar na função pública dezenas de milhares de precários com os respectivos custos para os contribuintes. Pessoas lúcidas e acima de qualquer suspeita garantem que o trabalho destes precários é absolutamente necessário apesar de terem jurado que as 5 horas a menos que os funcionários públicos trabalham agora por semana não eram de todo necessárias.
5 - Ninguém pergunta, ninguém questiona. Ninguém quer saber.

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34 comentários

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De singularis alentejanus a 01.05.2017 às 16:35

Na Venezuela o camarada Maduro aumentou o funcionalismo público em 6o%. Haverá alguma coincidência nestes factos?
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De lucklucky a 02.05.2017 às 09:32

O Maduro é um Autoritário Socialista mas como a Escola Publica , o Jornalismo Marxista estão interessados na ignorância da população ao lado dessa informação não escrevem que a Inflação na Venezuela já passa os 800%...

Pois o que interessa ao jornalismo marxista é não dizer, é não escrever que a inflação é austeridade.
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De V. a 01.05.2017 às 16:37

1b. além de receberem mais pelas mesmas funções e terem progressões automáticas (não têm de se humilhar para as pedir), os funcionários públicos podem ir a um médico com acordo com o Estado e depois apresentam a factura, enquanto que um trabalhador do privado (além de sustentar os do Estado) tem de ir para a bicha das velhas tuberculosas às 6 da manhã e perde um dia de trabalho, enquanto que no Estado um colega pica-lhe o ponto não há espiga, depois na 6ª quando o outro se pisgar ao meio-dia, pica ele.

1c. Os do Estado marcham por mais direitos. Os do privado marcham daqui para fora.

Posso continuar mas é dia de não fazer um corno.
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De xico a 01.05.2017 às 20:08

Não há progressões automáticas na função pública há muitos anos.
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De V. a 01.05.2017 às 22:00

Estão lá, descanse — e quando vierem é com retroactivos. Um cacetadão de massa que dá para uma casa na expo.
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De xico a 01.05.2017 às 22:24

Uma casa na Expo é o expoente do mau gosto. Dispenso.
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De V. a 02.05.2017 às 09:55

Ai é? Pensei que o expoente do mau gosto era uma casa na Alta de Lisboa (ou Charneca do Lumiar, como se chama realmente sem a alcunha da Remax)
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De V. a 02.05.2017 às 12:56

(Estou a ironizar, já não sofro dessas manias dos sítios isto e dos sítios aquilo — só me preocupa se é bonito ou feio)
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De xico a 01.05.2017 às 22:35

Os médicos a que alguns funcionários públicos podem acorrer não têm acordo com o Estado. Têm acordo com a ADSE que é paga com os descontos dos funcionários, tal como os privados têm acordos com outros sistemas de saúde.
Quanto ao picar de ponto, só se o V. esteve em coma durante estes anos todos, mas há muito que a picagem de ponto é feita através das impressões digitais pelo que não é possível picar pelo colega.
Eu sustento-me com o ordenado que recebo e para o qual trabalho fazendo-o da forma mais eficaz e eficiente que consigo, reduzindo os gastos do serviço e pondo todo o meu saber e capacidade ao serviço das comunidades a quem sirvo. É o que vejo à minha volta, com os restantes colegas. Considero um insulto da sua parte dizer que vivo à custa dos privados. Trabalho para justificar o que ganho. Tenho plena consciência de que o valor do meu trabalho é muito superior ao que ganho, mas não me venho para aqui queixar, nem falar mal dos que trabalham no privado. É um tipo de discussão absolutamente pateta e infantil, para além de revelar muita ignorância. Vá dar uma volta pela Expo, que o país não é só Lisboa.
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De lucklucky a 02.05.2017 às 09:20

Excelente post.
Especialmente o ponto:

5 - Ninguém pergunta, ninguém questiona. Ninguém quer saber.
Mostra bem como a monocultura do jornalismo marxista controla o que é a realidade.

"...Considero um insulto da sua parte dizer que vivo à custa dos privados. Trabalho para justificar o que ganho..."

Um privado cria o seu trabalho sem poder obrigar ninguém a usá-lo. Só entra na Mercearia do senhor Manuel e da senhora Maria quem quer.
Se eles o tratarem mal pode ir a outro lado.
É isso a Liberdade.

Ao contrário o seu trabalho existe porque o Estado diz que deve e obriga pela violência muitos que não concordam que exista a pagá-lo.

Enquanto não existir objecção de consciência ao grau de Estado que uma pessoa quer na sua vida o seu trabalho existe pela força.

Além disso ninguém deveria poder fazer carreira na função publica. Todos os cidadãos deveriam ter direito a trabalhar na função publica durante um determinado período, dependendo da população e depois sair ou transacionar o seu direito com outro.
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De jo a 02.05.2017 às 09:42

Só utiliza eletricidade quem quer, só utiliza um aeroporto quem quer, só gasta gasolina quem quer. Caso contrário usam-se monopólios ou quase monopólios privados.

Acorde! as mercearias praticamente não existem. Foram substituídas por 3 ou 4 grandes cadeias... privadas.

Os grandes bancos que faliram eram privados, até faliram e se tornarem um monte de prejuízos, agora são públicos.

Vejo que concorda com a ideia de Passos Coelho de que é preciso fazer trabalhar mais os preguiçosos. Sugiro que continue a oferecer gratuitamente dois dias por ano ao patrão, como ele obrigou todos os trabalhadores a fazerem.
Mas não vejo porque parar por aqui. Vamos fazer 200 dias gratuitos por ano. As pessoas ficavam piores, mas o país melhorava uma coisa doida,
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De lucklucky a 03.05.2017 às 01:29

"Caso contrário usam-se monopólios ou quase monopólios privados."

Coisa de que o regime socialista do 25 de Abril tanto gosta, viu-se com a privatização da ANA feita pela Direita Socialista e como os Sindicatos ficaram todos contentes porque o monopólio continuava.

"Acordei as mercearias praticamente não existem. Foram substituídas por 3 ou 4 grandes cadeias... privadas."

Vejo algumas. Privadas e?
As mercearias não são privadas? ou esquerdistas como você já se renderam ao capitalismo dos pequenos negócios?

Quando o estados trataram da alimentação a fome matou milhões, mas suspeito que seja algo com que não se queira lembrar.

A CGD já estaria falida sem aumentos de capital que os portugueses pagam em imposto.
É também com a força que você , eu somos accionistas da CGD.

Depois como era de esperar julga que eu considero Passos alguém mais do que um gestor do socialismo em vigor...
Hoje já poderíamos trabalhar 4 dias por semana não fosse a quantidade de empregos que existem só devido à política. Pois têm de ser pagos.

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De V. a 02.05.2017 às 10:01

só se o V. esteve em coma durante estes anos todos

Sim, estive em Coimbra — é parecido.
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De V. a 02.05.2017 às 10:19

A questão não é a legitimidade do funcionalismo público — é o exagero de funcionalismo público. Tal como o facto de termos andado a fazer 2 gerações de "formadores" e cursos de papel e caneta que só servem para andar aqui na bloga e ninguém ter pensado (as pessoas da função pública a quem pagamos ordenados e reformas colossais ao fim de poucos anos para organizarem o País — centenas de directores e sub-secretários e políticos) que temos de ter gente que saiba inventar e construir riqueza. Porquê? Por causa do PS e por causa das manias de esquerda que sempre diabolizaram o comércio e os empresários. E ironia das ironias, andam agora com a mania meio abichanada das start-ups, mas só depois de verem isso nos sites americanos e no seu macintoshzinho prateado que nem num milhão de anos saberiam desenhar ou construir. Cambada de otários, deviam ser todos presos nas Berlengas já que não querem fazer daquilo um hotel e gerar riqueza para o povo de Peniche. Não, tem de ficar como monumento à azelhice galdéria dos comunas porque assim manda o socialismo patológico desta gente.
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De jo a 02.05.2017 às 12:58

Criaram-se excelentes engenheiros, médicos, enfermeiros, cientistas e artistas, em cursos subsidiados por todos nós. Emigraram quase todos.
A nossa iniciativa privada gerida por banqueiros "sérios", especuladores imobiliários e patrões analfabetos não soube o que fazer com eles.
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De V. a 02.05.2017 às 18:44

Emigraram porque ganham melhor em Londres e tiveram um cursinho quase à borla e vão ver o mundo. Não foi por causa dos banqueiros e de Passos Coelho. Aliás, um dia ainda vamos comparar os números verdadeiros da emigração. Foi tudo uma inventona dos jornais que perseguiam enfermeiros do aeroporto e os esganiçadinhos e a esquerdalhada aproveitou logo para não fazerem o que tem de ser feito. Pensam que andamos a dormir, ó quê? O discurso violento da esquerda intimida muita gente, mas a mim não.
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De JSP a 01.05.2017 às 19:33

Não foi o homúnculo que faz de ministro de negócios estrangeiros que pronunciou a frase "feira de gado"?
É assim que essa choldra nos olha - com pouquíssimos mugidos,balidos ou zurros de protesto do esclarecido e exigente eleitorado...
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De Anónimo a 01.05.2017 às 21:40

"frase "feira de gado"?" Nunca percebi por que é que isto foi considerado ofensivo. Os feirantes são gente inferior? Se me compararem com um feirante ou um doutor não me sinto ofendido. Mas há quem goste é de ser comparado a Doutor. Para mim é o mesmo.
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De xico a 01.05.2017 às 20:13

Não há lei nenhuma que obrigue que no privado se trabalhe 40 horas semanais. O Estado obriga a que no privado não se faça trabalhar mais de 40 horas semanais: impôs um limite máximo para benefício de todos. Quanto aos trabalhadores sob a sua alçada, o Estado entende que trabalhem 35 horas, numa relação normal entre empregador/empregado. Haveria dualidade de critérios se o Estado obrigasse os trabalhadores no privado a trabalharem 40 horas semanais, o que não acontece.
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De Luis Silva a 01.05.2017 às 20:58

Eu preferia nívelar as horas de trabalho por baixo para todos, assim como preferiria também que os ordenados fossem aumentados em vez de diminuídos para igualarem os ordenados dos mais pobres. Tenho pena que a luta seja para a função pública trabalhar as 40 h e não para os funcionários do privado trabalharem as 35h. Tudo isto numa altura em que um país "atrasado" como a Suécia decidiu passar para as 6 horas de trabalho diário.
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De Alexandre Policarpo a 01.05.2017 às 21:16

A Suécia tem uma população identica a Portugal, tem menos 300 ou 400 mil habitantes, mas tem um PIB 2,5 vezes superior a Portugal e tem um rendimento per capita de 50300 dólares e Portugal tem um RPC de 19200 dólares. A Suécia pode dar-se a esse luxo sem afectar os rendimentos das pessoas, das empresas e do país. Portugal, que é um país "adiantado" também pode. Mas só à custa da caridade alheia e de três bancarrotas em 40 anos.
É muito fácil de perceber isto.
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De Luís Silva a 01.05.2017 às 21:42

Concordo com tudo o que disse. Em termos económicos não há-de falhar nada. Em termos sociais é que a porca torce o rabo. Sabemos também que se forem controlados os "desvios" nas obras públicas e imparidades de milhares de milhões na banca podemos usufruir de um luxo igual ao dos suecos.
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De V. a 01.05.2017 às 22:10

Isso foi a conversa que usaram durante muitos anos para fazer crescer o monstro. A verdade é que sem 1 única obra pública em 5 anos (ou um mínimo de obras quase em regime de manutenção) e tudo parado o deficit continua acima de 2% e é preciso engenharia financeira para empurrar contas e contas para o ano seguinte. Só para despesas de funcionamento. Parem de pensar que podem ser suecos. Não podemos. Não temos a cultura e a disciplina necessária, as riquezas no sub-solo nem estamos no enclave escandinavo. Sabia que a Noruega, por exemplo, oferece energia à Suécia e à Dinamarca só para "descarregar"? Ah pois é.
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De Alexandre Policarpo a 01.05.2017 às 22:26

É verdade que a corrupção é endêmica em Portugal. Mas esses desvios que refere também têm servido para justificar a nossa incapacidade para desenvolver o país. Ninguém quer discutir porque é que Portugal deixou de convergir com a Europa em 1998 quando a UE era apenas constituída por 15 países e pior, porque é que Portugal continuou a divergir de uma UE constituída por 28 países, metade deles mais pobres do que nós.
Preferimos fazer comparações como a que fez.
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De Terry Malloy a 01.05.2017 às 23:26

Não podemos nada, caro amigo.

Apenas pela razão que o nosso regime não permite/nós não conseguimos [riscar o que não interessa] criar IKEAs, VOLVOs, SAABs, ERICSSONs, H&Ms, etc...

Algum dia chegaremos à maturidade suficiente para perceber que os países mais desenvolvidos são os que conseguem criar as maiores empresas.
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De lucklucky a 02.05.2017 às 09:36

"A Suécia pode dar-se a esse luxo sem afectar os rendimentos das pessoas, das empresas e do país."

Sem afectar? então essas horas que os Suecos trabalhavam e que agora já não vão não eram produtivas?
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De isa a 01.05.2017 às 20:58

O raciocínio é outro... a quantos têm que "agradar" para os transformarem em votos efectivos e, se isso servir para destruir o resto da economia ou para aumentar o défice externo, ainda melhor porque, ao contrário do que muitos pensam, há décadas que muitos políticos europeus, não estão ao serviço dos cidadãos que os elegem e, temos mais um tema que encaixa, perfeitamente, no vídeo que deixei no seu poste anterior.

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De " a 01.05.2017 às 21:43

"a quantos têm que "agradar" para os transformarem em votos efectivos". É por isso que a ditadura é bem melhor: o ditador não tem que agradar a muitos, basta-lhe ter certas forças (por exemplo, exército) do seu lado. Nem precisam de fazer grandes campanhas.
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De isa a 02.05.2017 às 01:58

Não se preocupe com a 1ª parte da questão porque, a nível global, estamos todos no mesmo barco e, a ideia de andarmos às turras, uns com os outros, é o mais desejado pelos verdadeiros ditadores que, se ainda não percebeu, têm os exércitos sempre prontos quando lhes convém, até ao dia em que as próprias pessoas que os compõem perceberem quem, realmente, andam a servir.

Por isso referi o vídeo... por aquilo que escreve só há duas hipóteses, faz parte dos interessados em colaborar com o sistema ou ainda não "acordou" e, neste caso, veja o vídeo e comece a pesquisar porque, depois de "acordar" vai perceber como tudo funciona, até a razão de, certos políticos, serem convidados pelo grupo bilderberg que não é, de todo, para irem tomar um "chazinho" e, a partir da repetição, podemos ter a certeza sobre quem andam a servir e, o pior, até há aqueles que os servem sem saber. Mas, são coisas tão inacreditáveis que, cada um, terá de fazer o seu percurso sozinho. Só há a possibilidade de dar dicas porque, teimamos sempre em duvidar, antes de fazer a nossa própria investigação, ler muita informação e ver muitos vídeos.
Este foi apenas mais um que deixei em comentários mais recentes mas, até pode ser outro que o fará começar a questionar, investigar, até mudar a sua própria percepção, ao saber como, realmente, o Sistema funciona mas, o mais provável, é sentir o mesmo que todos os outros que passaram pelo mesmo... um verdadeiro choque e, depois de se passar por algo comparável às 5 fases do luto (negação, raiva, barganha, depressão e, finalmente, aceitação de que andámos a ser "enrolados") tal é o abalo que muitos nem conseguem continuar a fazer ou a viver, exactamente, da mesma maneira, como antes de "acordar".

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/e-se-fosse-consigo-9228380


Naturalmente que, passada a fase da "ignorância" não há mais "desculpas", cada um, tem uma Consciência Moral e o Livre Arbítrio para poder escolher qual o lado que quer servir mas, aí, vai ter de se confrontar com outras questões, a possibilidade de haver mais... para além desta experiência nesta dimensão mas, isso, são outros 500 porque, como nem todos andam a passar, simultaneamente, pelas mesmas fases, também falei de outra que, para si, ainda deve fazer menos sentido:

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/pensamento-da-semana-9208818
onde aparece o vídeo recomendado anteriormente mas, outros que talvez lhe interessem para uma outra fase...
Uma "Viagem" acidentada, cheia de altos e baixos mas, que se vai tornando cada vez mais interessante, começamos por, apenas, querer saber como funciona o Sistema onde vivemos e podemos acabar por descobrir o Sentido da Vida, onde o que parecia muito importante deixa de o ser ou... vice-versa e, quanto mais sabemos, mais há para saber
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De Luís Lavoura a 02.05.2017 às 10:03

isto não significava qualquer entorse ao princípio da igualdade

Claro que não. Qualquer patrão é livre de fazer os seus trabalhadores trabalhar menos do que o limite máximo de 40 horas semanais. Qualquer patrão pode contratar em part-time.

integrar na função pública dezenas de milhares de precários com os respectivos custos para os contribuintes

Não há custos nenhuns. Os trabalhadores continuarão a auferir o mesmo salário que anteriormente.
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De isa a 02.05.2017 às 14:26

"Qualquer patrão é livre de fazer os seus trabalhadores trabalhar menos do que o limite máximo de 40 horas semanais. Qualquer patrão pode contratar em part-time."

A única diferença é que se não cumprir com as suas obrigações pode ir à falência e no caso do Estado pode sempre ir aumentando a dívida, até para ser paga por quem ainda não nasceu ou ir aumentando impostos, em percentagem ou inventar mais uns quantos mas, depois, quando toda a economia se centrar nas decisões do Estado que não sabe cuidar das suas contas, quanto mais das dos outros ou passar a controlar tudo, não será de admirar que, a economia passe a funcionar, não com as empresas que melhor funcionam numa concorrência leal mas, basta pôr esse controle nas mãos de alguns, para fomentar a corrupção e ficarem a funcionar as que tiverem melhores "padrinhos" (e foi assim que a C.G.D., o Banco mais forte do país, passa a fazer os idosos caminhar km's para irem levantar a reforma) porque, qualquer Governo é composto por pessoas e, como todos sabemos, o ser humano não é perfeito mas, colocado na posição de ter o poder de distribuir "brindes", vai acabar por levar uns quantos nas próprias algibeiras e, muito mais haveria para acrescentar mas, pensando bem, quando é que geriu alguma empresa?
Não conta se "geriu" uma empresa do papá

Porque, para dar opiniões sobre um assunto tão importante, o melhor seria experimentar gerir uma empresa, sempre "entalado" entre, o pagamento de empréstimos que são um risco que, para alguns, parece ser coisa fácil, o não poder aumentar preços para não perder clientes, as pressões dos impostos que variam conforme os burocratas instalados que até podem mudar mas, nunca estão satisfeitos com o que podem tirar e ainda arranjam maneira de interferir, de mil e uma maneiras, no próprio funcionamento da empresa, sempre com "apetite", uns desmedido, outros vorazmente, em querer legislar como num país marxista ou seja, mais vale desistir e entregar tudo, não só a "carne" como também os "ossos"(maior desemprego e menos receitas).

Mas não vale a pena gastar o teclado porque, no final, como não há almoços grátis, de degrau em degrau, ficaremos na mão de corporações externas que, como sabemos, são globais e abrem, fecham e fazem o que quiserem com os trabalhadores portanto, acabamos sempre por ter, o que se merece, apenas por ver tudo a curto prazo, apanágio de quem se contenta com o imediato e só vê facilidades, quando se trata da vida de outros. E aqueles que, nas suas próprias vidas, não sabem resolver nada sozinhos, nem sequer sabem colaborar com os seus iguais, ficam convencidos que o melhor é ter um papá chamado Estado... até ele falir.

Sabendo quem, realmente, quer controlar a Europa, os que querem que as multinacionais reinem, nem vale a pena tentar explicar nada mas, um dia, até vai desejar recuar no tempo e, apesar de nem ir perceber bem o que lhe caiu em cima, pode crer que tem a ver com muitos mitos que têm sido vendidos.
Por muito que possam enganar durante um tempo nunca o podem fazer para sempre, depois inventam desculpas mas, causas e consequências nunca se podem separar e, pensar que o pior já passou, será pura ingenuidade.

Desta vez, em vez de uma crise repentina, para não haver uma revolta incontrolável a nível europeu, estamos a ser postos em lume brando, bastando imprimir, cada vez, mais "papel pintado" mas, para eles, o tal 1%, o resultado final será o mesmo e, para nós, sempre pior que o anterior porque, da próxima vez, não vão querer só juros mas, tudo, incluindo reformas, serviço nacional de saúde... a próxima crise, acontecerá quando tiverem a certeza, de ficar a controlar as nossas Vidas, de fio a pavio.

Nem precisa concordar ou discordar porque, o tempo o provará, basta continuarmos a fazer o mesmo do costume, se nada acontecer para travar o processo.
Até lá e, também como de costume, alguns estão a aproveitar a onda... das últimas negociatas Basta o exemplo, de esburacar Lisboa, uma receita mais que velha sempre a dar receitas, um toca a aviar porque o dinheiro dos outros não custa a gastar.
Se não fosse tão dispendioso, podia ser anedota:
"- Ó padrinho não há para aí um negociozinho?
"- Toma lá uns nomes de ruas para ires esburacar mas, não te esqueças de tapar os buracos, antes das eleições"
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De Sara a 02.05.2017 às 21:41

Eu sou uma das precárias e como eu há varios que trabalham há anos na função pública sem direitos nenhuns. Se amanha chegar à minha secretaria e disserem para ir embora, eu vou sem subsídio de desemprego. Não concordo com a desigualdade entre privado e público, sou a primeira a defender direitos iguais. No entanto para opinar convém estar informado, há realidades que desconhecemos e para que saiba eu hoje trabalhei 9horas, não por obrigação mas sim porque tenho realmente trabalho para fazer.
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De JAB a 03.05.2017 às 10:25

Ver tanta gente a estrebuchar por aqui só significa uma coisa: o Rui tem toda a razão. E eu também fui funcionário público...
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De Pto a 31.05.2017 às 18:16

Lamento que veja o mundo apenas a preto e branco. Trabalho há 30 anos no setor privado, passei por quatro empresas e apenas numa delas trabalhava cerca de 40 horas semanais (de facto, eram 42h30 por semana). Em todas as outras o meu horário de trabalho a full time foi (e continua a ser) inferior a 40 horas semanais. Nós estados comunistas é que se tem a tentação de usar uma cartilha transversal a todos os níveis da sociedade. Tentação aliás utópica e vazia de sentido, por impraticável. A sociedade é multifacetada e existem horários diferenciados tanto no privado como no público. Não se aplica e nem sequer é viável o princípio de igualdade nesta questão.

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