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Quem protege Sintra?

por Alexandre Guerra, em 02.03.20

Sintra celebra este ano o 25º aniversário da atribuição do estatuto de Património Mundial da UNESCO. Uma classificação que se deveu à importância da “paisagem cultural” da vila histórica e da sua serra, com toda a “mancha verde” e monumentos que por lá se escondem. “Devo apenas observar que a vila de Cintra na Estremadura, é talvez a mais bela do mundo”, disse um dia Lord Byron numa carta redigida a um amigo durante a sua estada em Sintra, em Julho de 1809. Para quem conhece Sintra, a sua Serra e todos os seus recantos, não pode ver nestas palavras qualquer exagero. Por isso, as suas especificidades culturais e naturais foram reconhecidas pela UNESCO no final do século XX.

Mas o que neste ano deveria ser um momento de festa e de celebração para qualquer munícipe, dá lugar à indignação e à revolta perante as atrocidades que se têm cometido nos últimos anos na gestão do património da Vila e da Serra. As responsabilidades maiores só podem ser atribuídas à Câmara Municipal de Sintra liderada por Basílio Horta, um político desprovido de qualquer sensibilidade ambiental e cultural. Mas, sejamos francos, historicamente, Sintra foi sempre muito mal tratada pelos seus Executivos camarários. Não estamos a falar apenas da área circunscrita ao centro histórico e à Serra, já que o Concelho de Sintra era na sua grande maioria composto por uma vasta área arborizada e rural, onde se incluíam quintas de enorme valor cultural e histórico, que se prolongava até ao limite do Concelho com a Amadora. Tudo isso foi delapidado brutalmente nos últimos 30 anos. Ao mesmo tempo que se urbanizava de forma selvagem e desgovernada, a Vila de Sintra e a sua Serra foram sendo cercadas pelo betão, com custos ambientais e culturais irreparáveis.  

Verdade seja dita que nunca houve um edil sintrense com “visão” para perceber a pérola que tinha em mãos. Pelo contrário, não só não perceberam, como os vários dirigentes locais que foram passando por Sintra ao longo dos anos não se coibiram de validar projectos e construções que atentavam de morte o património cultural e natural do Concelho. A lista das atrocidades é imensa e os seus responsáveis políticos vão da esquerda à direita, com a conivência de técnicos e entidades que, supostamente, teriam como função primeira acautelar os interesses do município.

Numa lógica de responsabilidades partilhadas, a empresa Parques de Sintra-Monte da Lua não pode ser ilibada. Se é verdade que, como disse Paulo Ferrero num artigo recente no PÚBLICO, “o seu trabalho tem sido bastante bom no que toca ao património edificado (o arbóreo já será outra discussão), que tem restaurado, divulgado e reaberto ao público”, é igualmente evidente que toda a sua política de gestão dos últimos anos tem entrado num desvario completo, focando-se exclusivamente na obtenção de lucro através das receitas das entradas, comprometendo zonas naturais de valor inegável (basta ver o site daquela empresa e facilmente se percebe que há uma única orientação para a vertente comercial).

O caso da Peninha, notado há dias, é o mais recente “negócio”. As máquinas já estão a operar na clareira de terra que dá acesso ao santuário. Pelo que se percebe das obras, a ideia é empedrar aquele espaço natural para que turistas ali possam aceder sem que sejam incomodados pelo pó. Daí à colocação de um quiosque, passando pela cobrança de entradas até ao miradouro, será  um instante. E com isso virão as inevitáveis hordas de gente. Dirão os responsáveis daquela empresa que tudo é feito em nome do progresso, para ficar “arranjadinho” e “bonitinho” e com isso “atrair” mais turistas, logo, mais receitas. É uma lógica que parece fazer sentido na óptica dos seus ideólogos, mas o elementar bom senso de qualquer munícipe ou amante de natureza vê neste gesto um acto contraproducente, uma autêntica profanação de uma zona que lá ia resistindo à massificação de carros e pessoas, onde conservava alguma autenticidade natural. Qual é então a visão de sustentabilidade a médio a longa prazo por parte da empresa Parques de Sintra-Monte da Lua? A resposta a esta pergunta é óbvia para qualquer sintrense ou verdadeiro entusiasta da natureza no seu estado mais autêntico: não existe.

Os responsáveis que lideram estas entidades assim como os desígnios camarários em Sintra têm uma certa dificuldade em compreender que nem tudo precisa do tal progresso nem do facilitismo no acesso ao turismo de massas. Cada vez mais, em matéria de sustentabilidade ambiental e social, o progresso passa pela preservação e conservação e nada mais. Nem sempre tem que haver exploração comercial ou turística. É aí que reside o segredo. Há que encontrar um equilíbrio entre as necessidades económicas e sociais de um Concelho e a exploração dos seus recursos. Mas em Sintra esse equação nunca foi feita e a dinâmica de gestão (ou ausência dela) foi de desbaste acentuado do tecido patrimonial, natural e social (a vila histórica de Sintra tem cada de vez menos habitantes).

Nos anos mais recentes – não escapando infelizmente a uma tendência generalizada –, a revolução do turismo na Vila de Sintra foi avassaladora, com poucos ganhos substanciais para a comunidade. Pelo contrário. A Vila e a Serra de Sintra têm vindo a deteriorar-se naquilo que é a sua essência. Transformou-se num circo de turismo massificado, um destino caótico em moldes terceiro-mundistas, com os operadores turísticos sedentos de “apanhar” logo pela manhã as centenas de turistas que são despejados pelos comboios que vêm do Rossio até à estação de Sintra. É um espectáculo diário deplorável e que Paulo Ferrero também alude no seu artigo.

Tudo isto vai acontecendo com a conivência do poder político local, onde a hipocrisia e a falta de sensibilidade ambiental imperam. Sintra e a sua Serra deveriam ser um santuário “verde” a proteger a todo o custo. Porém, são uma “presa” fácil das irresponsabilidades e incompetências de quem gere a coisa pública. Como é possível que as coisas tenham chegado a este ponto? Como é que um presidente de Câmara pode apregoar princípios da sustentabilidade ambiental e depois conviver pacificamente com práticas que merecem cada vez mais o repúdio de qualquer cidadão minimamente consciente? Como é possível que ainda se permita a circulação de tuk tuks a gasolina no meio da Vila e da Serra, quando até em Lisboa já há muito que deixaram operar (só eléctricos)? São viaturas altamente poluentes e ruidosas que circulam livremente perante a indiferença de Basílio Horta.

Como é possível que Basílio Horta promova alterações de trânsito, sem qualquer nexo, ignorando a Polícia Municipal e a GNR? Alterações que vieram colocar uma pressão de tráfego nunca vista na zona que vai da “Rampa da Pena” aos Capuchos. Basta ver carros estacionados ao longo dessa estrada, muitas vezes obstruindo a entrada de estradões de terra, numa zona que até há bem pouco tempo gozava de uma certa tranquilidade. As mudanças de Basílio Horta tornaram os “quatro caminhos” dos Capuchos mais movimentados que muitos cruzamentos em Lisboa.

Como é possível que não haja a coragem para reduzir ao máximo todo o trânsito na Serra e na Vila, criando-se mais parques nas zonas circundantes da Portela e apostando nos “shuttles” pequenos e médios? Como é possível permitir a circulação de viaturas turísticas de dois andares nas estreitas estradas da Serra? Como é possível que a Câmara de Sintra ainda permita atentados como o da Casa da Gandarinha?

Basílio Horta é um líder obsoleto nas ideias, nas propostas, nas abordagens e nos paradigmas. É de outro tempo, onde tudo valia, sem que houvesse qualquer tipo de preocupação ou sensibilidade com a comunidade social e natural que nos rodeia. Mas o pior é que os Parques de Sintra-Monte da Lua parecem acompanhar alguns destes males, porque não parecem ter percebido que o factor da sustentabilidade não está na massificação do turismo, mas sim na preservação da autenticidade do património natural da Vila e da Serra. Acima de tudo, Basílio Horta e os Parques de Sintra-Monte da Lua deviam estar focados na defesa dos interesses do território e dos seus munícipes. E isso, seguramente, já se precebeu que não estão.

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As alterações de trânsito da Câmara de Sintra acabaram com a tranquilidade no cruzamento dos Capuchos, bem no coração da Serra.

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Além do trânsito constante, o cruzamento dos Capuchos transformou-se num parque de estacionamento e num "posto" turístico caótico.

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Entre o "verde" da Serra, a terra ainda resiste no caminho de acesso à Peninha, mas por pouco tempo.

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As máquinas já trabalham na clareira de acesso à Peninha, para ficar tudo "arranjadinho" de modo a facilitar os passeios dos turistas.

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Lá em cima na Peninha, ainda há tranquilidade, mas o piso já foi cimentado. E muito mais virá.

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Na estrada que liga a "Rampa da Pena" aos Capuchos, calma até há bem pouco tempo, o caos instalou-se.

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Os carros vão parando ao longo da estrada sem qualquer tipo de preocupação.

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Sem qualquer preocupação, os carros bloqueiam acessos a estradões, impossibilitando a passagem de uma viatura de bombeiros.

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Uma zona da Serra sempre tranquila deu agora lugar ao turismo de massas.

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Carros e mais carros no meio da Serra, porque não há visão para limitar a sua circulação.

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Este cenário de "invasão" automobilística é recente. É consequência da política desastrosa da Câmara de Sintra.

Nota: As fotografias foram tiradas no passado Sábado, 29 de Fevereiro, de manhã.


27 comentários

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De Anónimo a 02.03.2020 às 14:34

Em Sintra, mais propriamente na Vila, se Lorde Byron, em 1809, olha-se para o Castelo dos Mouros, via pouco das muralhas do Castelo, em ruínas, e muitos grandes penedos por toda a serra. Grande parte do belo e variado arvoredo que hoje podemos admirar foi mandado plantar por D. Fernando II (ele chegou a Portugal em 1853).
Com o aumento da população da cidade da Lisboa e com a electrificação da linha do comboio Rossio-Sintra era inevitável o crescimento habitacional por toda a zona junto às estações do comboio. Começou no Algueirão, Amadora e em 1970 no Cacém. Depois foi sempre a 'aviar' betão armado por toda a região, fosse quem fosse o governo municipal 'aprisionado/conivente' com os novos 'patos bravos' da construção civil.
Agora, é a indústria do turismo a impor as leis do que 'está a dar' e o azar do Sintra estar a 30 km de Lisboa.
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De Luís Lavoura a 02.03.2020 às 15:42

O Alexandre gostava de ir passear à Peninha a pé. Só o Alexandre e mais uns poucos como ele é que lá iam.
Mas a maior parte das pessoas não são como o Alexandre. Querem ir à Peninha, sim, mas de carro.
E assim o Alexandre deixa de ter a Peninha só para ele, o que lamenta.
Mas as coisas são assim, o mundo não é só para o Alexandre.

Falando mais a sério, qual é o prejuízo exato que muitas pessoas vão à Peninha, e a outros recantos da serra, de carro?
A serra é rica sobretudo pela sua flora, a qual, aliás, poucos espécies tem de endémicos. E a flora não é necessariamente muito perturbada pelos turistas de carro.
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De o cunhado do acutilante a 02.03.2020 às 17:35

Nem a pé, caro Luís Lavoura.
Já fui muito feliz por entre esses extensos matos e matagais, e afianço-lhe que não perturbei a fauna. Nem um pouco.
Se é que ela por lá se movimenta que não dei conta de nenhuma.
Valha a verdade que também não era a minha maior preocupação ver a fauna.
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De Anónimo a 05.03.2020 às 16:52

Acho q o Sr Alexandre não queria a Peninha só para ele, só queria que fosse preservada. Por si, pelos vistos, faziam-se estradas a todo o lado para que ninguém se canse e hordas possam ir estragar ( porque o portuguÊs é conhecido por respeitar a natureza não é, deixar tudo limpo atrás de si não é ??)...Já agora porque não alargar a estradinha para algo com 4 faixas?? Assim chega lá acima muito mais malta?? Massificação de turismo não trás nada de bom em lado algum. Há coisas que são especiais porque estão isoladas e pouco estragadas.Mas o portuguÊs ainda não percebeu que a pouco a pouco estraga e rebenta com tudo em prol do "turismo"...Quando tudo estiver rebentado e estragado, os turistas vão deixar de vir. Eu tb ia muitas vezes À Peninha e sempre vi lá gente...mas uma coisa são dezenas de pessoas por dia, outra são muitas centenas oumilhares.Já agora , sempre se pode ir de carro À Peninha. Já lá foi? Acha q fica bem um estacionamento, naquela zona, para vários autocarros? Cada vez mais progresso é preservar e não explorar, mas essas ideias chegam sempre tarde às mentes de quem manda.
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De Anónimo a 02.03.2020 às 16:57

Se houver lá lítio será que o exploram ou só vão fazer isso no interior ...

WW
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De Muscle.sintra a 03.03.2020 às 18:24

Só no interior que ninguém visita, Sintra é o ex-libris do turismo. Mas é uma discussão que nem se coloca porque ninguém se quer vai pesquisar a existência de lítio aqui...
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De Aurélio Buarcos a 02.03.2020 às 21:23

Sr. Alexandre Guerra, li tudo com atenção, fiquei com dúvidas, um tuk-tuk a gasolina polui mais que um auto-tanque dos bombeiros a gasóleo?
Em caso de incêndio na serra de Sintra só deverá ser permitido o combate às chamas com veículos dos bombeiros ecológicos?
Os primeiros carros de bombeiros com bomba de água eram puxados com cavalos, é isso que defende?
Registo de interesse, sou um dos demoníacos "turistas" que se desloca a Sintra de carro por motivos gastronomicos e culturais (almoçar com vista para o mar e assistir a concertos no Olga Cadaval, uma das salas com melhor acústica do país).
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De Henrique a 03.03.2020 às 12:02

Caro Aurélio,
Espera-se um pouco mais de coerência e menos falácias vindas de um espectador assíduo de tal nobre espaço cultural como o Olga Cadaval.
Comparar logística de saúde, segurança e proteção civil com turismo oportunista é no mínimo conversa de "café e tabaqueira", já diz o Costa.
Aproveite esses passeios para encontrar solução para essa naftalina...
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De Muscle.sintra a 03.03.2020 às 18:29

TUK TUK é lixo não é turismo, são conduzidos por gente reles que conduz mal, fazem barulho e alguns ainda roubam os turistas. Comparar TUK. TUK com carros de bombeiros kkkk enfim
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De Anónimo a 04.03.2020 às 07:00

Comparar a necessidade de circulação de um carro dos bombeiros com um tuk tuk. Já está apresentado!
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De Anónimo a 03.03.2020 às 02:03

Totalmente de acordo com o que escreve. Quanto à actual gestão, e quanto a todas as anteriores, que degradaram todo o concelho, transformando-o num caos urbanístico em que a qualidade de vida dos cidadãos não foi nunca tida em conta, ao sabor apenas da ganância e da corrupção que enriqueceu alguns. Agora, na era do turismo de massas desenfreado, servem-se os mesmos fins, com a colaboração de todos os poderes oficiais e oficiosos, e demagógicos. Uma tristeza!
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De Vorph Valknut a 03.03.2020 às 09:00

Mãe do Céu!!
Eu quando vou para a Serra (eu e não só) procuramos a todo o custo evitar caminhos de alcatrão. Caminhos de alcatrão numa zona verde é um contrasenso. Ao facilitar o pequeno acesso impossibilita-nos a grande "Evasão" .
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De Anónimo a 03.03.2020 às 09:44

O ano passado pela Páscoa estive em Sintra. Optei por ir de comboio pois não estou habituada a conduzir em Sintra e para stress no trânsito já o tenho no dia a dia. Tal como refere no texto, mal sai do comboio fui logo abordada para comprar excursões. Falaram comigo em castelhano, ao que respondi "Lamento, sou portuguesa". Nos restaurantes a mesma coisa, depois ficavam muito admirados e perguntavam se vivia no estrangeiro. Sou portuguesa, vivo em Portugal e simplesmente quis recordar e dar a conhecer ao meu filho uma cidade portuguesa Património Mundial da UNESCO. Respondiam que não era normal.
Gostei da cidade e do seu património cultural. Não gostei de ver o lixo que é feito na cidade junto a um café com uma vaquinha à porta. E com muita pena minha, não gostei das pessoas, antipáticas até dizer chega.
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De Makiavel a 03.03.2020 às 10:08

Se a pressão turística existe, melhor será que seja regulada do que deixar os acessos completamente livres.

Pelas fotos, parece que a pressão turística já existe. Não vejo qualquer relação com melhorias que estejam a ser feitas nesses locais.

Como está, o trânsito é caótico. Talvez com alguma regulação ele passe a ser menos caótico.
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De Anónimo a 03.03.2020 às 10:36

diz muito bem que os políticos deveriam dar o exemplo em tudo o que refere,como fazer ciclovias, interdição para automóveis na serra(mas não a interdição de transportes de turismo,apenas uma limitação). Sintra vive quase unicamente do seu turismo . Mas que tal uma pessoa ser voluntário, como certas associações fazem, tais como os escuteiros, na zona da Pedra Amarela? Limpar, embelezar, ajudar o turismo(como por exemplo, fazer de guia), se aventurar dentro da serra(principalmente a pé ou bicicleta) e muito mais ,isto não é para um português , é mais fácil ir de carro... acredite, se os automóveis fossem interditos ao trânsito na serra, haveria manifestações da população contra este facto. O português é preguiçoso...
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De Sílvia Ferreira a 03.03.2020 às 10:58

É muito triste o que está a acontecer na Serra de Sintra, e demonstra uma grande falta de cultura ambiental, na minha opinião. Ao longo da estrada que liga a Malveira e o Cabo da Roca, estão a ser abatidas árvores saudáveis indiscriminadamente - não são apenas espécies invasoras, nem são árvores que estejam a invadir ou em risco de cair sobre a estrada. Os resíduos causados por este destruição, sim, estão a ser deixados encosta acima sem qualquer proteção, criando um triste aspeto de paisagem morta e risco acrescido de os troncos rolarem para a estrada e causarem acidentes mortais. No que diz respeito aos monumentos, nem comento... Visito-os há décadas e causa-me grande desgosto vê-los agora cercados de arame farpado, como se fossem prisões.

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