Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Sobre o manifesto (9)

por Pedro Correia, em 24.03.14

- O que acha do manifesto dos 70, que agora são 74 ou 75, fora os 74 estrangeiros?

- Há que falar verdade: sou contra a reestruturação da dívida.

- Porquê?

- Se queremos ser economicamente independentes, então temos de nos conter dentro dos limites do que podemos pagar.

- Mas devemos ser nós a mandar no nosso País!

- Quem manda é quem paga e nós não mandamos nada. Este foi um princípio por que sempre me guiei. Até na educação dos meus filhos. E pode crer: a situação não se resolve em dois ou três anos. Para se chegar a bom termo, para que estes sacrifícios valham a pena, é preciso que não sejam desperdiçados em manobras políticas talvez convenientes mas intoleráveis.

- Muitos de nós temos a esperança de que os nossos credores acabem por perdoar uma parte substancial da dívida pública portuguesa.

- Que não se criem ilusões, porque nada pior do que expectativas frustradas que alimentam a revolta.

 - O dinheiro há-de vir sempre de algum lado...

- Nós estamos em ruptura financeira e quem o encobrir não está a falar verdade aos portugueses.

- Mas...

- E digo mais: tudo será inútil se, na ânsia de falsos louros, ao primeiro sinal positivo se recuar no rumo traçado.

- No entanto Francisco Louçã diz que...

- Louçã? Imagina-o eleito primeiro-ministro? Eu não quero imaginá-lo nessas funções.

Autoria e outros dados (tags, etc)


30 comentários

Sem imagem de perfil

De William Wallace a 24.03.2014 às 22:14

Bem, pelas minhas contas já só devem faltar mais 32 ou 33 post´s para exemplificar a falta de coerência dos signatários do manifesto !

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 24.03.2014 às 22:33

Tudo será inútil se, na ânsia de falsos louros, ao primeiro sinal positivo se recuar no rumo traçado.
Sem imagem de perfil

De M. S. a 25.03.2014 às 08:46

Caro Pedro Correia:
Não discuto agora a oportunidade do documento, levar-nos-ia a uma longa discussão.
Circunscrevendo-me apenas às contradições que aponta, que de facto são grandes, deixo-lhe uma pergunta: a alteração dos contextos deve levar à alteração do nosso pensamento sobre a realidade ou devemos manter-nos intrépidos aconteça o que acontecer?
Conhece as declarações de Passos Coelho sobre o que não iria fazer e o que está a fazer?
E estas?
«No caso da dívida pública e segundo as conclusões do Bank for International Settlements, se Portugal quisesse voltar aos níveis de dívida pública de 2007 (63.6% do PIB directa vs. 89% do PIB indirecta) teria que apresentar um superavit primário das contas públicas (antes de juros) de 6% ao ano durante 5 anos ou de 3% ao ano durante 10 anos. Alguém acredita que estes cenários são possíveis no curto ou mesmo no médio prazo? Eu tenho muitas dúvidas e por isso só nos resta (a nós e a outros) o possível caminho da reestruturação da dívida. Ou seja, ir falar com os nossos credores e dizer-lhes que dos 100 que nos emprestaram já só vão receber 70 ou 80. Este é um caminho árduo e complicado, a tal parede que tanto se fala, mas que nos permitiria começar de novo. A austeridade é necessária e urgente, mas se mantivermos os níveis actuais de dívida, dificilmente conseguiremos crescer a níveis aceitáveis … e se não crescermos morremos.»
Sabe que é o autor?
O guru financeiro do governo: Carlos Moedas.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 25.03.2014 às 09:24

Essas declarações, que já conhecia por tê-las visto referenciadas na blogosfera ao longo dos últimos dias, são de algum modo simétricas destas, que ainda não tinha visto mencionadas, pelo menos com o detalhe que aqui deixo.
O contexto muda, é um facto. Aceita-se, claro. E as pessoas são livres de mudar de pensamento a qualquer instante: há até aqueles que divergem de si próprias várias vezes por dia. Também se aceita, embora nem sempre. Mas muda sobretudo a oportunidade, o que já torna a mudança mais inaceitável. Hoje K debita um discurso inverso ao que debitava só por se encontrar em funções governativas e antes estar na oposição. Hoje X assina seja o que for contra Y, que detesta, mesmo que tenha de desdizer-se por inteiro e aliar-se a W, cuja retórica sempre diabolizou.
Sem imagem de perfil

De Depuralino a 25.03.2014 às 08:54

Senhora Leite: NÃO HÁ DINHEIRO PARA NADA!

http://www.tvi24.iol.pt/politica/iol-ferreira-leite-entrevista-ultimas-noticias-psd/968024-4072.html
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 25.03.2014 às 09:32

Não sei bem porquê, lembrei-me agora daquele verso de Pessoa/Alberto Caeiro: "Há metafísica bastante em não pensar em nada".
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 25.03.2014 às 12:37

O Pedro Correia continua na sua senda de amochar no manifesto.

Só ainda não enfrentou a questão crucial, que é saber: aquilo que o manifesto pede, a reestruturação, é ou não é inevitável?
Sem imagem de perfil

De Vento a 25.03.2014 às 12:54

Pronto já vimpos que estamos perante dois Manifestos: o dos coerentes que nunca mudam e nada mudam e o dos incoerentes, que sempre vão mudando procurando mudar alguma coisa.

Depois de tudo que tenho lido em seus posts, onde se lê o que diz através do que outros dizem, verifico que afinal a dívida não é de todos, é só de alguns mas deve ser paga por muitos.

Por outro lado, os coerentes estão numa jogada política porque este Manifesto veio revelar aquilo que eles vão ter de fazer. Mas como são todos muito bons, muito reformadores, muito refundadores e muito visionários eles queriam poder ter a oportunidade de dizer no futuro que entre a boa desgovernaça com que nos presentearam também tinham sido eles que numa luta titânica contra uma Europa pouco reformadora conseguiram, com o suor e lágrimas por tantos derramado, alcançar tão almejado feito.

Mais um poiuco, agora já se vê nas entrelinhas de um ponto muito mal dado que afinal a questão já não é a renegociação ou reestruturação mas o tempo para ela acontecer.

Como ainda estamos em tempo de Quaresma recordo a parábola do juíz iníquo, aquela em que perante a insistência da pobre mulher que clamava por justiça lá acabou por fazer o que lhe competia.

Na realidade somos todos bons rapazes e raparigas. Mas não passamos disto!
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 25.03.2014 às 13:46

Eu divido sobretudo os políticos em dois grupos: os que tiveram responsabilidade directa na pior década dos últimos cem anos em Portugal quanto ao desempenho económico, que foi a primeira do século XXI, e nas três situações de pré-bancarrota que sofremos nas últimas quatro décadas, e os que não tiveram responsabilidade em nada disso.
Olhando a lista dos subscritores do manifesto, e somando os anos de funções governativas dos seus currículos, chego à conclusão que tiveram 110 anos de responsabilidade executiva de 1974 para cá (havendo um caso anterior a essa data). Fizeram parte do problema, portanto. Sendo assim, tenho as maiores dúvidas de que possam fazer parte da solução.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 25.03.2014 às 16:59

Portanto, de entre os 70 subscritores do manifesto, ao Pedro só interessam aqueles que são ou foram políticos no ativo. O facto de o manifesto também ser subscrito por pessoas que não são políticos parece ser irrelevante. Aliás, o próprio conteúdo do manifesto também o parece ser.
Ou seja, qualquer que seja o conteúdo de um manifesto e quaisquer que sejam os seus subscritores, esse manifesto será amochado pelo Pedro desde que entre os subscritores se encontrem pessoas que foram políticos nos últimos dez anos.
Sem imagem de perfil

De Vento a 25.03.2014 às 19:33

Seguindo o seu raciocínio os que também agravaram, como é o caso dos jotitas em plantão no governo, também merecem o mesmo fim.
Sem imagem de perfil

De rmg a 25.03.2014 às 16:23


Caro Vento

Tenho tido algumas conversas interessantes consigo e quero mantê-las .

A dívida de facto é só de alguns .

Eu por exemplo tenho 68 anos e só entrei uma vez num hospital (público ou privado) há cerca de um ano por causa de um problema pontual .

Mas como sempre ganhei razoávelmente porque tirei um curso (enquanto outros frequentavam esplanadas e discotecas) e trabalhei em 5 distritos diferentes (enquanto outros já acham 40 kms muito longe) descontei "fortunas" toda a vida para que todos aqueles que não PUDERAM tirar um curso (não é "não quiseram") ou nem a oportunidade de ter empregos a 40 kms de casa TIVERAM (também os há , sabia ?) , pudessem ter acesso a melhores condiçõe na saúde , educação , etc .

Não me queixo , acho justíssimo , os mais saudáveis aos mais doentes , os mais ricos aos mais pobres e garanto-lhe que tenho levado bolada atrás de bolada .

Este país não tem nada a ver com o país de há 40 anos e sou dos que nem o discuto pela simples razão que sou um "alferes miliciano de Abril" (valha isso hoje o que vale quando os "capitães" ou já morreram ou estão a caír da tripeça mas falam como se fossem os donos daquilo).
Isto para lhe falar de tantos que agora "cagam" sentenças e que nessa altura estavam "cagados" com medo que lhes descobrissem a ficha do passado .

Que a dívida pode acabar por ser reestruturada é algo que é plausível .
Que a nossa existência depois disso vai ser pior é algo que me parece certo , quando se vive da "caridade" alheia e se é "pequenino" há poucas saídas como qualquer pobre lhe dirá (presumo que não conheça muitos , eu conheço).
Só um profundo desconhecimento do que se passa noutros países em situação semelhante nos pode levar a achar que não será assim , a própria Irlanda (tão louvada) se prepara para recuar para um programa cautelar .

Que há muita gente em Portugal a empurrar a vida com a barriga nem comento porque foi sempre assim e sempre assim será .
A própria epopeia dos Descobrimentos , momento alto da nossa História , não passou disso (por acaso correu bem , a concorrência era pouca) .

"Quem vier atrás que feche a porta" é um dito genuínamente nacional .
Para quem não tem filhos nem netos é óbvio e para quem os tem também : já não vão estar cá !

Melhores cumprimentos
Sem imagem de perfil

De Vento a 25.03.2014 às 19:24

Meu caro rmg,

Com prazer aqui me tem a responder a sua solicitação. Contabiliza a dívida em termos de pagantes. Todavia os pagantes que o fazem não têm forçosamente de ser vistos pela mesma linha de raciocínio que aponta.
Quero dizer-lhe que existem imensos desempregados que estão a pagar uma dívida altíssima para que outros continuem a sobreviver, pelos ditos ajustamentos de mercados e também ditos estruturais. Curiosamente ou não esqueceram que aquando destas afinações desafinavam por outro lado sobrecarregando (des)necessáriamente outros planos da actividade económica e também da sustentabilidade financeira para prover compromissos (o caso de reformados e pensionistas que são chamados a acudir a esta situação).

Uma vez que coloca suas posições num plano pessoal, gostaria de dizer-lhe que sempre entreguei com prazer a parte que me competia, e sempre exigirei o que por direito me pertence. E a grande exigência que faço e fiz para esta contribuição, que é dívida social por socialmente devida, é e foi simplesmente o facto de não querer ver mendigos na rua, pessoas sem tratamento sanitário e quaisquer outros sem o apoio que lhe pertence por direito. É este o meu princípo de dívida e do dever.
Mas mais, sempre tive consciência que pobres, sem que seja uma fatalidade, sempre existirão (e que é necessário fazer alguma coisa sempre e em todas as épocas). Mas os pobres que mais me apoquentam, por estranho que pareça rmg, são exactamente aqueles que mais dificuldade têm em passar pelo buraco de uma agulha que um camelo (citação bíblica).
E neste sentido valorizo a pobreza de espírito ("felizes os pobres de espírito",outra citação bíblica, vide em Bem-Aventuranças). A pobreza de espírito não é uma demonstração de miséria, é antes um acto expresso naquele que humildemente se interroga e advoga por um conhecimento que transcenda a arrogância do saber.
Mas para que o que vai dito anteriormente não fique pelas vielas da retórica, permita decifrar o sentido da humildade. A humildade deriva da palavra húmus, que significa in terris, esta terra que amassada como barro recebe o Sopro da Vida e pretende seja esta Vida o seu Senhor que com todos partilha.
Mas ainda mais, de tal forma isto se intui na natureza do que busca que quem o faz sente que basta ao discípulo ser seu Mestre e ao escravo ser seu Senhor.

E sim, o inevitável, e não plausível como afirma, será a reestruturação/renegociação da dívida.
E mais digo, como já afirmei por aqui num post, o recente acontecimenmto na Crimeia (Ucrânia) ditou em definitivo a inversão da política no Ocidente e no mundo. Obama já prepara o seu périplo pela Europa, até agora tão desprezada na luta para fazer prevalecer o dólar sobre o Euro.
Pretendo com isto dizer-lhe que as incertezas do futuro devem constituir certezas no presente, fazendo-nos reflectir o que causou e causa tanta miséria humana neste mundo e neste país.
Eu não vejo este percurso ser feito pela via da moral, mas pela razão, pelo conhecimento e por aquela outra Luz que ilumina a razão.
A Misericórdia (Amor dádiva, Caritas, entrega do Bem sem olhar a Quem) é um atributo que se faz sentir onde existe a miséria; e há tanta miséria no luxo que até se confunde com lixo.

Desta vez, ao contrário do que tenho vindo a fazer, não me debruço sobre os números e não os quero usar como argumento. Pretendo somente deixar a oportunidade para se pensar no triste número que andamos a contabilizar.

Por último, meu caro rmg, estou consciente que a melhor maneira de preparar um filho e um neto não é viver por eles, mas deixá-los viver e aprender com seus erros. Quando alguém me diz que cá não estará para os proteger, eu digo que por cá estará sempre Alguém que a nós também protege.

Receba um cordial abraço.
Sem imagem de perfil

De rmg a 25.03.2014 às 22:14


Meu caro Vento

Muito agradeço a sua pronta resposta , como sempre abordando várias vertentes mas como sempre (pelo menos comigo) redigida de forma muito correcta .

Reconheço que já o começando a conhecer meti ali duas ou três frases um pouco provocatórias (espero que não muito ...) mas que eu sabia que trariam ao de cima o lado humanista do seu pensamento .

Vamos por partes.
O desemprego atingiu valores demasiado elevados e não será no médio prazo que se verá recuperações nesse campo , toda a Europa está a ser "industrialmente deslocalizada" aos poucos e a tendência é para já irreversível.
O problema do desemprego conheço bem pois dois dos meus filhos estiveram nessa situação (como já lhe contei) e fizeram-se à vida emigrando já com filhos na escola , como sabe é uma situação muito complicada para a família toda .
Estão de volta (e empregados) porque concluíram que "vás para onde vás , estás sempre lixado neste mundo globalizado" , as histórias de sucesso são escassas como eles próprios concluíram em sítios como a América Latina , o Médio Oriente e até a Austrália .

Nunca duvidei que a sua posição perante os necessitados fôsse essa pois teria que estar sempre coerentemente sintonizada com as suas preocupações morais.
Mas não resisti a lê-la .

Também acho que os recentes acontecimentos na Ucrânia/Crimeia vão provocar ondas de choque imprevisíveis mas que não auguram nada de bom para todos nós aqui na Europa .
Mais uma vez a Europa se deixou ír a reboque dos EUA liderados por alguém pouco fadado para este tipo de "guerras" e desta vez vai sofrer económicamente mais do que se pensa por aí , se é que se pensa .
Os EUA só estão agora a perceber a ingenuidade da sua política financeira recente .

Um não menos cordial abraço para si

PS - Quanto à citação bíblica o "camelo" refere-se ao termo náutico de amarra ou cabo , difícil de passar pelo tal buraco da agulha .
O meu caro me confirmará .
Sem imagem de perfil

De Vento a 25.03.2014 às 23:33

Meu caro rmg,

não poderia ser de outra forma. O termo náutico está associado à realidade da região em que foi proferido, pois entre os discípulos e não só encontravam-se pescadores (esta é uma resposta ao post scriptum). Todavia há outras versões que têm a visão literal do termo. Mas aprofundar isto levaria a outros caminhos.

A palavra provocar não tem o sentido que habitualmente lhe damos. Significa também estimular, incentivar, animar...
Sempre pautei as minhas relações por princípios de cordialidade, mas quando muito estimulado, e percebendo por sinais certos estilo, não deixo de cordialmente mostrar a outra face da moeda. Todavia só após muitos estímulos.

Mas tenho uma faceta irónica e humorista que de vez enquando procuro passar.

Percebo o que me diz sobre o desemprego e a emigração, e também estou consciente que por este caminho ele vai manter-se em níveis absurdos que acabarão por originar, quais peças de um dominó, vários colapsos.

Quando lhe referi num outro comentário que Espanha tinha aspectos diferentes eu não me referia específicamente ao sector bancário (que em Portugal a história escreverá) nem tampouco ao sector imobiliário (que em Portugal por açambarcamento de stocks procura criar uma falsa estabilidade), mas referia-me em concreto que Espanha é um país de nações e temperamentos diferentes, e o que ocorreu em Madrid no fim-de-semana revelou um destes aspectos. O efeito dominó ocorrerá, se a via se mantiver, e a Alemanha já se deu conta disto. A leste, e refiro-me à Polónia e outros mais, as relações, para a Alemanha, nunca produzirão os mesmos efeitos que a Ocidente.

A deslocalização da indústria europeia vive o canto do Cisne. Ela deslocou-se porque dali poderiam aumentar-se lucros. Mas não se contabilizaram as perdas ocasionadas pelo colapso dos consumidores a Ocidente. Quero com isto dizer que nenhuma indústria, localize-se onde se localizar, sobreviverá sem os clientes que para trás deixa na misériaa e sem emprego, os clientes de seus próprios países. E estes são muitos, e somados todos entre si, mesmo que com falta de vontade para mudar alguma coisa, proporcionarão a necessária mudança.
Todavia, como também já afirmei aqui, os sinais que por "aí" andam são de tal forma fortes que poderão fazer chover "fogo do céu". Olhe mais a sul agora e veja a cor do "sol".

Os EUA possuiam mais de 20% de sua riqueza com origem na Europa. Os "rockfellers" estavam convencidos que a falsa riqueza que demonstravam, cujos stocks energéticos (petróleo) eram e são inferiores a esses números, seria superada por intervenções cirúrgicas nos países onde provocaram a mortandade. E agora têm o petróleo e poucos a quem vender. Associado a isto a venda de petróleo por parte de alguns no médio oriente (Iraque, Irão, mas também Kadaffi) aceitando o euro arruinou-lhes os planos, e foi também a ruína desses desgraçados. Neste sentido, pela impossibilidade de atacar a Europa pela via armada - seria sempre um mau negócio (ironia) - a melhor maneira de manter a hegemonia monetária seria atacar o Euro.
Os chineses foram vivos e souberam manter-se prodigiosamente no tabuleiro. Mas ainda a noite é uma "menina".

Retribuído abraço.







Sem imagem de perfil

De rmg a 26.03.2014 às 18:31


Caro Vento

Mais uma vez obrigado pela sua atenção.

As outras interpretações em que entra o "camelo animal" nunca me convenceram muito , acho que são simplificações úteis e fácilmente entendíveis para não ter que dar muita explicação.
Tendo em conta que muita gente só conhece os barcos de os ver no rio ou na TV é decerto muito útil mas eu tenho um filho "patrão de alto-mar " e sou assim mais exigente.

Estou totalmente de acordo que Espanha é muito diferente pelas razões que aponta (várias nações) e também porque há cerca de 80 anos passou por uma das situações mais dramáticas que um país pode passar .
Conheço-a bem e até costumo dizer que tenho casa lá pois tenho um amigo há muitos anos em Barcelona que viaja muito e até me deu uma chave da casa e me avisa das suas ausências para eu me ír lá aboletar se quiser (cada vez vou menos ,é da idade).

Até porque esse amigo está ligado ao sector financeiro posso dizer que a situação por lá só acalmou com algum amparo "troikiano" .
Quanto ao imobiliário não o acompanho , há mais de 4 milhões de casas à venda num país de 47 milhões de habitantes e faliram 60% das imobiliárias nos últimos 3 anos , não é de todo a situação aqui (não percebi o que quis dizer com "açambarcamento" , é um mercado onde isso não me parece promissor neste momento).

Nunca lá fui nem tenciono ír mas vários amigos e conhecidos estiveram recentemente no Oriente e tenho um filho comissário de bordo de longo curso : todos me dizem que quem não foi para aqueles lados nos últimos 3 ou 4 anos não se apercebe de que o mercado europeu "já era" .

Os EUA são um país peculiar pois a sua população vive muito centrada no seu próprio umbigo , isso leva a que quem queira ganhar os favores dos eleitores acabe por reger os seus actos por critérios muito imediatistas e grandes preocupações com a política interna.
A política externa é assim deixada um pouco ao sabor do momento .

De resto foi a tentativa de copiar essa maneira de estar que levou a que na Europa se tenham acabado os estadistas ...

Outro abraço para si
Sem imagem de perfil

De Vento a 26.03.2014 às 20:30

Caro rmg,

não necessita agradecer, é com prazer. A retenção de stocks (açambarcamento) visa manter o preço da oferta em valores tais que não reflectem a realidade económica do país. E no arrendamento o caminho não é assim tão diferente. Procurar vender o que temos só pode ser efectivo em alguns mercados de luxo:

http://www.idealista.pt/news/imobiliario/habitacao/2013/07/01/13445-numero-de-casas-a-venda-no-pais-baixou-de-506-para-270-mil-em-dois-anos

E quando dizem que as casas estão mais baratas a descida que se apresenta é de 0,1 a 0,9%
Mais (atenção às datas na leitura):
http://www.idealista.pt/news/etiquetas/indice-confidencial-imobiliario

Sim, o dinheiro para emprestar aos bancos acalmou alguma coisita no financeiro, mas não resolveu a situação em Espanha. Certamente que Espanha também viveu a especulação no Imobiliário, basta olhar para o que aconteceu no sul por toda a área entre Malaga, passando por Benidorm, Puerto Bãnus, S. Pedro... etc., com forte investimento árabe na época de ouro.

Se pretender acompanhar a evolução da economia mundial recomendo em particular uma especial atenção às variações no mercado de aquisição de matérias primas, onde se inclui o ferro.
Uma vez que revela bastante interesse por estas questões, deixo aqui um link para que possa acompanhar o que se diz e o que se faz:
http://www.imf.org/external/index.htm

Atenção que a guerra pelo controlo das sementes e suas patentes (e isto envolve comidinha) não terminou. A grande batalha do futuro. Fique atento também a este pormenor.

Não é necessário ir para o oriente para ver o que acontece no mercado europeu e americano. Se visitar S. Francisco encontrará mendigos como cogumelos, coisa que não se verificava há uns anos atrás (certamente ao lado da riqueza). Mas o oriente sem estes mercados não se aguentará muito tempo.

Em resumo, se a Europa cair o mundo também vai continuar a cair. Aliás, o mundo sempre caiu quando a Europa caiu.
Bem, mas já há alguma indicação de que as cabecinhas financeiras começam a despertar. E isto constatar-se-á pelas descidas das taxas de juro que começarão a ocorrer a partir de agora. A América vai dar um sinal agora que se sente entalada com a acção Russa na Ucrânia, isto apesar de:

http://economico.sapo.pt/noticias/compra-da-gazprom-preocupa-alemanha_189871.html
(nota: mas não preocupa nada a Alemanha)

Sim, os americanos julgam que vivem no Nirvana. E os neo-liberaizitos europeus andam em busca de um sonho. No caso português até oferecem carros para garantir receitas. Eles ainda pensam que a ostentação produzirá frutos. Viram muitos filmes americanos, e esqueceram-se que a lei seca nos Estados Unidos só fomentou o negócio (metáfora irónica mas verdadeira).

Abraço
Sem imagem de perfil

De Vento a 27.03.2014 às 14:01

rmg,

uma pequena adenda para demonstrar-lhe a confirmação do que acima produzi sobre a descida das taxas de juro. Veja aqui esta notícia às 10H27m de hoje (veja a parte dos juros a 10 anos):

http://economico.sapo.pt/noticias/bolsas-invertem-para-ganhos-apesar-de-tensao-sobre-ucrania_189938.html

Continuemos atentos.



Sem imagem de perfil

De rmg a 27.03.2014 às 16:28


Caro Vento

Só agora lhe respondo , isto não é sempre quando a gente quer ...
Digo-lhe isto porque V. está sempre "em cima da jogada" e eu nem sempre consigo .

Muito lhe agradeço os links que vai disponibilizando pois são uma forma séria de apoiar o seu raciocínio , grande número de comentadores limita-se a uns bitaites que não resistem a uma banal pesquisa do assunto em causa .

Percebi agora melhor a sua ideia quando fala de "açambarcamento" e concordo com ela em grande parte .
Mas também lhe devo dizer que com aquele espírito característicamente "poético" que nos caracteriza há por aí muito particular que , não podendo aguentar segundas casas (somos o país da Europa onde há mais) , se dispõe a vendê-las mas espera que o mercado melhore .
Ora o mercado não vai melhorar tão depressa e entretanto as casas estragam-se e desvalorizam-se , os anos passam e algum dinheiro que se realize agora teria mais utilidade do que não sei bem o quê daqui a não sei bem quantos anos .
Só entre os meus conhecidos , tenho 7 ou 8 pessoas com esta filosoifia , incluíndo um irmão meu .

Concordo em absoluto que a grande batalha do futuro é a da "comidinha" e aí estou frequentemente em desacordo com muitos que olham para as vantagens e desvantagens da globalização com os olhos exclusivos de quem come todos os dias .

Não sei se o Oriente se aguentará ou não .
Penso que sim , para isso a China , a Índia e em menor escala o Paquistão , todos com a ajuda dessa central de negócios que é Singapura , vão injectando dinheiro no ocidente para que o ciclo não se feche e eles vão tomando as rédeas de tudo .
É evidente para mim que as tomadas de força recentes da Rússia passam muito por assegurar uma posição não subalterna no que aí vem .

O mundo caíu quando a Europa caíu porque a Europa tinhas as tais rédeas de tudo ("Brittania rules the waves" ...).
Mas como já falámos a Europa agora são os velhos acomodados e os jovens mimados , gente que já não luta ou não vai querer lutar , nisso lamento desiludir quem acha que a malta nova vai fazer revoluções .
Apesar de ter um carro bom - como contei noutro post - e poder andar com ele todos os dias , só uso transportes públicos em Lisboa e aconselho toda a gente a fazê-lo pois há muita teoria bonita que se perde com 2 ou 3 viagens por dia .

Hoje em dia enchem jornais e telejornais dos 20% de portugueses no limiar da pobreza mas ningúem fala no resto da Europa , talvez juntando tudo se veja como fica o puzzle em que estamos metidos , mando-lhe um link com dados de 2012 que se mantêm mais coisa menos coisa , a crise não é só aqui que sobrevive :

http://epp.eurostat.ec.europa.eu/statistics_explained/index.php/People_at_risk_of_poverty_or_social_exclusion

Um abraço
Sem imagem de perfil

De Vento a 27.03.2014 às 19:05

Caro rmg,

ai de mim se deixar de estar em cima da jogada. O rmg colocou as palavras entre aspas, mas garanto-lhe que a verdade é mesmo essa: estar em cima da jogada. E isto acontece dia e noite. Se colocar cinco relógios (tendo em conta os fusos horários) de fronte de si verificará que a jogatina é dia e noite, consoante o local onde se esteja.

Estou consciente dos danos que a leviandade "bitaitiana" pode causar. Por isto mesmo, e com sentido de serviço para com o país que amo e as gentes que, apesar de tudo, gosto, procuro sempre, para além do esforço titânico do rigor do pensamento, coadjuvar e sustentar com informações credíveis estas análises.

Em absoluto estou de acordo com o que afirma sobre o sentido "poético", e também de acordo com o seu pensamento nos exemplos que apresenta.

Não sei se compreendeu, mas a batalha do futuro já se iniciou há bastante tempo (faça mais pesquisas):

http://articles.latimes.com/2013/feb/19/opinion/la-oe-kimbrell-monsanto-supreme-court-seed-20130219

Até agora, esses que refere, têm vindo a comprar. Ainda não vi investimento criativo e promotor do crescimento. Muitas destas aquisições não passam de mera estratégia política e geográfica para garantir posições. Se me permite usar um termo corrente, até agora têm vindo a "mijar" para marcar terreno. Neste sentido, torna-se uma questão territorial.

Ora bem, de acordo sobre sua perspectiva neste conflito russo. E mais não digo, e não digo porque muito poderá ser invertido. Assim queiramos todos.

Falou na malta nova. Eu falo numa questão cultural. O Pedro Correia já apresentou por aqui um link onde o antigo presidente do BdP, Silva Lopes, afirmava haver muita corrupção. Creio que o rmg terá comentado nele.

Pois permita-me desenvolver uma questão em torno da homilia de hoje do Papa Francisco (grande HOMEM!).
Há aqui, nesta interpretação, uma diferença entre corrupto e pecador. O pecador é aquele que se abre à misericórdia, consciente de sua própria fragilidade. O corrupto é aquele que cisma nas suas coisas e não muda. Razão pela qual os fariseus não estavam receptivos a receber o Amor de Deus expresso em Jesus.
Por outro lado, esta homilia recordou-me de certa forma a situação real deste país ao longo de séculos (não esquecendo as excepções, e como grande excepção o Padre António Vieira). Porquê?
Porque os fariseus, cismáticos nas suas coisitas, transformaram-se em "doutores do dever" que regiam, sem fé, o povo através da ideologia do dever. Aqui chegados, tal como nós enquanto povo, eles não deixavam de ser pessoas com boas maneiras mas com profundos maus hábitos.
Creio que devemos reflectir, enquanto povo, sobre o que herdámos e o que transmitimos.
Eu acredito que a malta nova, sabendo usar a sua inerente generosidade, se bem trabalhada trará grandes coisas à nação. A "massa" está em nossas mãos até à hora da morte.

Mais ainda, a cultura do saber em Portugal nunca foi desenvolvida no sentido da partilha e do serviço. Para a grande maioria o "saber" era um mero instrumento de vaidade e promoção social. Razão pela qual a produtividade em Portugal se encontra abafada. Os ditos líderes concentram-se demasiado em seu próprio umbigo e não despertam o potencial criativo de todos. As empresas são um reflexo desta cultura, e só casos excepcionais, com pessoas excepcionais, têm invertido este ciclo. Mas ainda são poucas. Tenho a certeza que o rmg enquanto responsável por uma empresa compreenderá o que pretendo dizer e transmitir.

Por qualquer motivo não consegui ler o link, mas conheço os números. E isto vem ao encontro do que lhe referi noutro comentário: somados são muitos; e ainda que eventualmente sem forças para mudar sua situação fará mudar muito.

Um abraço
P.S. Votos de muita força para vencer o momento que atravessa fruto do que padece a pessoa muito próxima de si.
Sem imagem de perfil

De Vento a 28.03.2014 às 13:12

Rmg,

uma vez mais em cima da jogada para lhe confirmar sobre a veracidade do que afirmei:
http://economico.sapo.pt/noticias/juro-a-10-anos-abaixo-dos-4-pela-primeira-vez-em-quatro-anos_190038.html

http://economico.sapo.pt/noticias/alivio-nas-euribor-pela-terceira-sessao_190047.html

Tudpo isto para demonstrar-lhe que é de uma enome falsidade dizer-se que as taxas de juro dependem do bom comportamento de meninos que dizem ser bons alunos. isto ocorre por outros vectores e não propriamente de acordo com a sanidade das economias.
Porque se interessa por estas matérias, informo-o que poderá ir ali ao post do Luís Menezes Leitão (sobre a Ucrânia) e verifique os links que enviei num comentário resposta ao nosso Pedro Correia.
Por hoje encerro, para balanço.

Abraço
Sem imagem de perfil

De rmg a 28.03.2014 às 19:20


Caro Vento

Agradeço mais uma vez a atenção .

Pode ser mijar para marcar terreno , como diz , mas mijam e mijam muito .
Mijam tanto que muitos outros até já perderam a vontade de mijar .
Desculpe a alegoria brincalhona mas há que manter o humor possível .

Gostei de ler as suas considerações sobre corruptos e pecadores , que derivaram para os aspectos concretos do dia-a-dia que nos cercam , é essencial fazer sempre esta ponte com a vida prática .

No entanto não sei se me terei explicado bem .
Eu não digo que não acredito na malta nova , nem isso me ficava bem tendo filhos trabalhadores e netos e netas porreiros , eu digo que como um todo não há "massa crítica" disponível para grandes transformações da sociedade no caminho de uma sociedade mais justa , apenas uma minoria tem isso como ambição pois a grande maioria vive no imediatismo permanente em que o mundo se tornou , uma espécie de zapping da vida em que nada se consolida .

Andar aí pela rua e ouvir as conversas é essencial e quem como eu anda 3 ou 4 horas "por aí" todos os dias nem quer por vezes acreditar no que está a ouvir .

No caso da "cultura do saber" cujo tema desenvolve estou totalmente de acordo consigo e acabo de comentar noutro post aqui do DO exactamente no mesmo sentido em que faz , ainda que com menos desenvolvimento e menos clareza .
Este parágrafo não podia vir mais ao encontro do que eu penso .

Pois são muitos e o link apontava para uma situação de níveis de "riscos de pobreza" na Europa de um modo geral não muito diferentes do nosso , mesmo lendo com o cuidado que requer o facto das medianas de cada país serem isso mesmo - as de cada país .

Muito agradeço mais uma vez o seu cuidado em relação ao meu familiar (minha mulher) , uma situação complicada que aparentemente está para já - e depois da cirurgia - controlada .
Mas há determinado tipo de males que nunca se sabe o que é que lá ficou .

Um abraço
Sem imagem de perfil

De Vento a 29.03.2014 às 13:21

rmg,

e mijam mesmo muito. A situação europeia e americana é um excelente diurético para eles.

Eu compreendo o que pretende dizer sobre a malta nova. O que pretendo realçar é que a situação de inconsciência (entorpecimento) propaga-se de uma forma muito súbtil; e que a cultura meramente comportamental se afigura como um psicotrópico de carácter viciante.

Eu ando muito pelas ruas, e olho e vejo.

Sim, rmg, compreendo o seu ponto de vista em matéria de pobreza. Mas quero fazer despertar a necessidade de não nos deixarmos limitar pelos números.

Depreendi desde o início que o familiar muito próximo fosse sua esposa. Tudo correrá bem. Tenha fé!

Continuaremos a dialogar aqui por esta rua, o DO.

Abraço amigo.
Sem imagem de perfil

De rmg a 29.03.2014 às 16:15


Caro Vento

Quanto aos números da pobreza estou de acordo consigo em não nos limitarmos a eles e , relendo o que escrevi , verifico que fui pouco preciso .

O que eu pretendia dizer é que estando grande parte da Europa com níveis de risco semelhantes , o problema é geral em 2 vertentes :
a) não havendo modificações significativas de maneira de estar um pouco por todo o lado também não há razão especial para se darem só aqui ;
b) estando todos com problemas semelhantes e naturalmente preocupados com a sua própria casa não haverá qualquer solidariedade popular externa como aconteceu ao longo dos últimos 40 anos (e não só) por mais de uma vez .

Fé é algo que felizmente não nos falta , até os filhos só perceberam no dia seguinte e porque lhes contámos , ninguém mudou de cara , perdeu a calma ou o sorriso - é meio caminho andado , dizem e eu acredito .

Pois cá continuaremos a encontrar-nos à esquina .

Grande abraço
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 25.03.2014 às 20:35

Estes tipos que lá estão não são reformadores. Estão lá para preservar o status squo. Como aliás você Vento quer.
Escola Publica Totalitária, hospitais burocratizados, tudo para manter o poder dos sindicatos - até as fracas privatizações são feitas de modo a manter o poder dos sindicatos como a dos portos= um grande monopólio.
Concorrência? nah.
A única diferença é que estes tipos não pertencem ao seu clube.
Mas o Socialismo e a correspondente 50% da riqueza das pessoas para o Estado é para continuar.
Sem imagem de perfil

De Vento a 25.03.2014 às 13:14

E como a questão passa pelo debate da coerência nada mais importante que ler sobre o que dizem aqueles que tanto apregoam o sucesso que alcançámos (ou seja o FMI e Eurostat):

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=102051

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 25.03.2014 às 13:39

As contas fazem-se no fim, como dizia o outro.
Do texto para o qual me encaminha destaco estas duas passagens, curtas mas significativas:
1. «Em Portugal, a intervenção externa da troika em 2011 evitou o colapso financeiro do país, com um cheque de 78 mil milhões de euros.»
2. «Em Portugal o PIB deverá expandir-se a uma média de 1,5% entre 2014 e 2018.»

Lê-los em conjunto permite-nos vislumbrar um pouco do panorama global.
Sem imagem de perfil

De Vento a 25.03.2014 às 19:30

Meu caro,

como vê não sou selectivo no que envio. E o facto de citar as frases que cita permitem-me revelar-lhe o seguinte:

1 - O crescimento andará sempre desajustado dos compromissos;

2 - Aquando da verba para o dito resgate, que não veio de uma vez, ainda tinhamos estrutura económica que nos permitia viver e, com sabedoria, solver as obrigações. Mas agora não temos. E essa afirmação não é verdadeira, ainda que isso seja afirmado.

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 25.03.2014 às 23:18

Meu caro: convergimos na recusa de leituras demasiado selectivas para evitarmos interpretar a realidade com um olhar enviesado. Para isso já basta o discurso pré-programado de certos comentadores, cujos argumentos já conhecemos de cor ainda antes de abrirem a boca.
Sem imagem de perfil

De am a 25.03.2014 às 13:46

Para mim basta constar o nome do Eng. Cravinho...

Para achar o manifesto um insulto aos portugueses... precisamente o ideólogo das PPP-

Pela 2ª vez vos lembro: Foi ele que assinou a PPP com "Metro" da outra banda, onde a concessionária recebe a dobrar por erro de calculo no numero passageiros a transportar...

Este cavalheiro zombou do ZÉ Povinho... ao rir-se na A. Republica - (inquérito à PPP) ---disse: " Nós, na altura, não percebíamos nada desses cálculos."

Nem nesse nem nenhum!

Este omem devia estar preso!

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D