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Quem deu a táctica ao PSD

por Pedro Correia, em 30.05.18

«Como cidadão, sem responsabilidades políticas, o que posso fazer para manifestar a minha discordância é fazer uso do meu direito ao voto contra aquelas que votarem a favor da eutanásia. Nas eleições legislativas de 2019 não votar nos partidos que apoiarem a legalização da eutanásia e procurar explicar àqueles que me são próximos para fazer a mesma coisa.»

Cavaco Silva, à Rádio Renascença (25 de Maio)

 

«Não é difícil concluir que nem a eutanásia se pode confundir com o suicídio assistido, nem a elevação deste à categoria de instrumento legal, admitido socialmente para lidar com a dor, em qualquer dos seus superlativos, pudesse ser tomado como “natural” e razoável. Vai uma distância grande entre constatar a existência do suicídio como resultado de uma escolha sempre problemática, e que nos choca, e a sua celebração legal como forma razoável de lidar com as situações difíceis da vida.»

Pedro Passos Coelho, ao Observador (26 de Maio)

 

«O não faz sentido nenhum, neste momento, aprovar mais uma medida legislativa das chamadas questões fracturantes, depois de várias outras que a Assembleia da República já decidiu nesta legislatura e com esta maioria parlamentar, sem que os eleitores tivessem sido avisados para o efeito. Não tem nexo que seja o PSD, por causa da liberdade de voto, a viabilizar o cumprimento de mais um ponto do acordo entre o PS e o Bloco de Esquerda.»

Pedro Santana Lopes, ao Expresso (26 de Maio)

 

«Lamento um pouco notar que, relativamente aos movimentos e às pessoas que defendem o não, há um excesso na pressão sobre os do sim.»

Rui Rio, aos jornalistas, citado pela Lusa (25 de Maio)

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42 comentários

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De Sarin a 30.05.2018 às 10:54

Não entendo que se faça da Eutanásia ou das liberdades individuais uma questão partidária.

Passos e Rio apresentaram a sua opinião, mais bem estruturada a de Passos (embora eu discorde de alguns argumentos). Não percebi se Rio optou por não entrar no debate por coerência com a sua posição de não influenciar (poderia ter defendido uma posição pessoal sem condicionar o partido, cf Passos) ou por falta de capacidade. Fico na dúvida.

Santana bipolarizou a questão, tornando-a mesmo frete partidário. Poderia ter defendido o adiamento usando a omissão programática, mas além de defender a orientação de voto conseguiu olhar à estratégia sem olhar à matéria. Prova mais do que suficiente, se necessária fosse, de que se preocupa mais com a visibilidade do poder do que com o exercício do poder, neste caso legislativo.


Cavaco Silva continua professoral, indicando o caminho e o castigo para quem dele sair.
PCP e CDS agradecem e convidam-no para a campanha de 2019.

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