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Delito de Opinião

Que livros ainda nos falta ler?

Pedro Correia, 19.07.19

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Audrey Hepburn no filme Guerra e Paz (1956)

 

Julgo que acontece a cada um de nós. Há livros que sempre quisemos ler mas por algum motivo nos foram fugindo - ou nós fugindo deles, o que acaba por dar no mesmo: um desencontro de longa duração entre a obra e o potencial leitor.  

No meu caso, confesso, a lista de leituras sempre adiadas é encabeçada por dois romances que se tornaram pedras basilares da literatura dos séculos XIX e XX: Guerra e Paz, de Tolstoi, e Em Busca do Tempo Perdido, de Proust. No primeiro caso, até já vi o filme (com a bela Audrey Hepburn), no segundo nem sequer conheço qualquer adaptação filmada. 

Não tenho em casa nenhuma destas obras - a de Proust, desde logo, por ocupar muito espaço: são sete volumes. E nunca as li, reconheço, devido à dimensão dos textos. Um célebre ensaísta avaliou em quatro meses o tempo médio de leitura atenta da Guerra e Paz - o que excede, portanto, os dias bem contados de qualquer estação do ano. 

Mas ainda não perdi a esperança. Sabendo que alguns livros da minha vida resultaram de leituras que fui adiando durante anos até um dia me decidir enfim a chegar lá. E ainda bem que o fiz, em casos como O Som e a Fúria, de Faulkner, ou Lolita, de Nabokov. Obras-primas da literatura universal.

Permitam-me a curiosidade: e no vosso caso? Quais são os livros que há anos desejam ler mas por algum motivo foram sempre adiando sem nunca os riscarem das listas de prioridades? Esta caixa de comentários fica à vossa disposição para partilharem tais confidências.

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