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Quanto vale o apoio de Soares?

por Pedro Correia, em 06.04.15

Dizem-nos que António Sampaio da Nóvoa - um ilustre desconhecido para a esmagadora maioria dos portugueses - beneficia à partida do apoio de Mário Soares como candidato à eleição presidencial.

Mas quanto valerá este apoio? Em 2006, Soares recusou apoiar Manuel Alegre (que foi o segundo mais votado, após Cavaco Silva), concorrendo ele próprio a Belém: ficou-se por uns modestíssimos 14,3%. Em 2011, recusando novamente apoiar Alegre, optou por Fernando Nobre. Que ficou na terceira posição, com 14%.

Vale o que vale, portanto. Muito pouco.

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26 comentários

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De poetazarolho a 06.04.2015 às 10:38

Vale o suficiente para fazer eleger o candidato da direita.
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De Pedro Correia a 10.04.2015 às 16:39

Foi o que aconteceu em 2006 e 2011.
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De Marquês Barão a 06.04.2015 às 10:40

Mais que beneficiar prejudica, como recentemente se verificou nas atoardas que impunemente vociferou em defesa do bom nome de Sócrates. Por esse lado tem estado calado que nem um Rato, mas a necessidade de palco ainda que seja para chamuscar quem hipocritamente faz crer que apoia, fê-lo tomar a dianteira em braseiro ainda bem vivo em que se escaldou a ele próprio, sem sensibilidade para tomar consciência que o rasto que vai deixando é projetado em pegadas lamacentas que salpicam todo o feudo onde vegeta. Os socialistas cá do sitio não tendo nada da casa que se apresente alugaram um batedor. Se este Sampaio cheira a Jorge, da parte do PSD espera-se um golpe de asa que surpreenda com o apoio a Henrique Neto. Deste lado é tempo de Passos mandar sossegar os corredores de setas ao peito que se atropelam na linha de partida disparando elásticos de recreio. Há espertalhões que avançam com a ideia da decisão só lá mais para diante por razões de rigor, quando o que os move é preservar o mais possível os tempos de antena de que dispõem para de forma ardilosa ir vendendo o seu peixe. Carro vassoura com eles.
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De Pedro Correia a 10.04.2015 às 16:40

Certos apoios têm o condão de fazer baixar a cotação dos apoiados.
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De am a 06.04.2015 às 11:33

Vale menos 44 %!
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De Pedro Correia a 10.04.2015 às 16:41

Um verdadeiro trinta e um.
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De amendes a 06.04.2015 às 11:36

Se um Sampaio já chateou outro é mais uma Nodoa!
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De M. S. a 06.04.2015 às 16:50

Senhor amendes:
O seu contributo para a discussão é apenas um insulto a partir de um trocadilho com o nome?
Bem me parecia, dos comentários anteriores, que o senhor não dá para mais.
Triste sina de que é tão poucochinho.
Se quiser ficar a saber um pouco sobre António Nóvoa, leia (se a sua capacidade de leitura for um pouco mais além da capacidade de escrita).
Diz-se que os políticos dos partidos são todos corruptos, a solução só pode vir de fora: quando aparece um independente partidariamente ouve-se disto a que temos assistido, vindo de muita gente que nunca fez nada na vida.
Exige-se a reforma do Estado como solução para os nossos males: quando alguém faz a sua parte, como ele fez, unindo uma universidade com 100 anos e outra com 80 anos, tarefa que muitos diziam impossível: desvaloriza-se. (Já havia tentado algo semelhante, no 1.º mandato, com o Politécnico de Lisboa, para alargar a abrangência da instituição à área das tecnologias, mas tal foi inviabilizado por Mariano Gago).
Quando foi vice-reitor da Universidade de Lisboa durante, durante 8 anos, pôs a funcionar um sistema de ligação da universidade às mais importantes do mundo, coisa que nunca tinha existido, para consulta permanente de bases de dados, bibliografia, troca de informações, etc.
Mas isso implicava um determinado número de consultas por mês e viu-se aflito para que as pessoas, professores e alunos, se habituassem a fazer esse intercâmbio universitário, essencial nos dias que correm.
Como reitor, pôs como meta incluir a UL no ranking das 100 melhores do mundo, não o conseguiu mas conseguiu uma melhoria muito substancial.
Propôs fundir a UL com a UTL, tarefa que muitos diziam impossível de concretizar, para criar uma grande universidade com todas as áreas, potenciando a interacção de áreas de investigação, como, por exemplo, a biologia e certas tenologias.
Quando deixou o cargo de reitor recebeu uma homenagem na universidade: houve um almoço em Julho de 2013.
De entre as pessoas que falaram todos realçaram as suas excepcionais qualidades para pôr as coisas e as pessoas a funcionar correctamente.
Especialmente as pessoas do sector administrativo, habituadas a receber ordens e nada mais. Referiram com muita enfâse a responsabilização a que eram sujeitas e o grau de autonomia que lhes era dado. E racionalizou assim os recursos, 1 só reitoria, 1 só Serviço Social, a eliminação de departamentos e de cursos repetidos.
Prescindiu de ajudas de custo e do carro com motorista: deslocava-se de Oeiras para Lisboa num Ford Fiesta banal.
Não precisa, não quer, não faz parte do seu espírito e maneira de ser enriquecer, muito menos na política: vive muito bem com o que tem para os seus objectivos de vida.
Já disse que prescindiria do ordenado de presidente, continuando a receber o de professor, pois considera o cargo como um serviço a prestar ao país.
Como professor universitário, sempre que foi convidado para palestras ou conferências sempre se deslocou no seu carro e nunca recebeu 1 euro: considera que é a parte que tem de dar ao país.
(Paulo Macedo fez coisa semelhante nestes 4 anos de ministro, recebendo um ordenado muito inferior ao que recebe como gestor onde tem trabalhado. E disse-o: é a minha parte que devo ao país).
De certeza que António Nóvoa reduzirá o staff da presidência e os 16 milhões que se gastam actualmente para metade ou muito perto disso.
É um mouro de trabalho e nunca passa férias, desde sempre. Apenas 5 dias para visitar os familiares no Minho, na quinta da família.
É uma pessoa positiva, capaz de motivar as pessoas, de formar equipas e de traçar objectivos não deprimentes para o país (ao contrário de alguns que nós conhecemos).

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De cristof a 06.04.2015 às 17:45

O seu conhecimento do candidato merece ser escutado, no entantp o que estava em causa era o prejuizo e descredito que as pantomices do pai da democracia atiram sobre os alvos, quando como agora aparecem desgarradas dos donos daquilo tudo(PS).
Quando a luta se intensificar e começarem a pesquisar a memoria google dos contendores vão aparecer uns esqueletos que (se a memoria não me atraiçoa) não vão abonar muito ao candidato que era nesse tempo apelidado do Nodoa.
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De M. S. a 06.04.2015 às 19:34

Senhor cristof:
Acho de muito mau gosto ofender-se gratuitamente seja quem for, muito menos a partir de deturpações do nome que ninguém escolheu para si.
A ofensa «ad hominem» é reveladora de falta de argumentos substanciais.
Lamento o clima de ódio latente e manifesto que invadiu a discussão pública.
A intolerância sempre foi a antecâmara das ditaduras: o que nos salva por enquanto, é a UE.
Mas quem assim procede também não merece melhor regime.
Ataca-se muito os políticos, por tudo e por nada, mas serão eles, de facto, piores do que a massa da sociedade donde provêm?
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De Marquês Barão a 06.04.2015 às 18:03

"Referiram com muita enfâse a responsabilização a que eram sujeitas e o grau de autonomia que lhes era dado". Um chefe pode delegar funções mas não responsabilidades.
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De M. S. a 06.04.2015 às 19:37

Para si, as pessoas são autómatos irresponsáveis.
Se não tiverem o chefe ao lado a dizer-lhes o que devem fazer, já não são capazes de funcionar.
É uma visão bem reveladora das razões porque o país está como está.
Controlo, irresponsabilidadse, culpa.
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De Marquês Barão a 06.04.2015 às 23:39

Não deturpe com essa do chefe ao lado, e saiba que o melhor chefe ou patrão é aquele em que a loja funciona mesmo na sua ausência. Com o currículo que refere do seu preferido pena que não tenha distribuído melhor tanto empenho e sabedoria para o País não estar como está. Até parece que só tomou conta de uma anónima mercearia lá do bairro.
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De lucklucky a 06.04.2015 às 18:18

Esse texto do M. S. é assustador.

Temos um mártir um santo, logo com "reputação" para fazer, pedir tudo o que quiser.
Totalitarismo vem sempre dos "perfeitos".





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De Alexandre Carvalho da Silveira a 06.04.2015 às 18:40

A gente lê isto e no fim até nos chegam as lágrimas aos olhos; no entanto nas inumeras qualidades que lhe são atríbuidas, entrevejo mais um perfil de 1º ministro do que um perfil de presidente da República.
Mas a mim como português eleitor e contribuinte, mais do que o seu perfil académico, interessa-me mais o discurso politico que Sampaio da Nóvoa e os seus entusiasmados apoiantes como Paz Ferreira , p. ex., andam a tentar vender aos portugueses. E aqui é que a coisa se complica: não são mais do que banalidades, lugares comuns, a defesa dos "valores de Abril" (???), e a descrição de um país, onde embora muita gente viva com grandes dificuldades, não é o antro de miséria que eles apregoam, como se viu com a debandada de uma parte significativa da população para as praias algarvias na semana passada.
Para além da conversa de café que é o discurso politico de tão ilustre académico, não se vislumbra ali o esboço de um projecto politico com pés e cabeça, que não seja a tentativa de explorar politicamente as debilidades com que uma parte da população portuguesa ainda vive. É muito poucochinho...

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De rmg a 06.04.2015 às 19:22



Pois gente que fez "milagres" nas suas respectivas profissões e em lugares que foi ocupando ao longo da vida conheço eu muitos, digamos que "por inerência de funções" (minhas) e isso não os faz mais presidenciáveis pela simples razão que têm o bom senso e o bom gosto de não se andarem há anos a "pôr a jeito".

E muitos deles pagando muitas despesas do próprio bolso, outros ficando desempregados quando as empresas faliam ou reduziam despesas, o que nunca seria o caso deste senhor.

Portanto o Prof. Sampaio da Nóvoa é um respeitável ex-reitor universitário.
Ponto final, para mim.

Mas não me parece ser muito mais do que isso enquanto se cingir àquilo a que em tempos alguém chamou "dizer banalidades com ar pomposo" pois só se lhe conhecem vagas intenções de nos fazer a todos ricos e felizes e isso, como se sabe, qualquer um pode prometer.

Agora que os candidatos "naturais" do PS resolveram não aparecer e o único socialista que aparece não tem nada de candidato "natural" veremos o que acontece mas quem vai mandar nisto tudo vão ser as sondagens.
Se forem manhosas ou ele não avança ou o PS não se entusiasma.

PS- Parece-me descabido que afirme que reduzirá o staff e os custos da PR para metade, em 1º lugar porque não está provado que sejam exagerados (14.7 milhões em 2014) e em 2º lugar porque sendo funcionários do Estado o custo se mantém (já sei, já sei, aquilo é tudo assessores pagos a peso de ouro...).



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De amendes a 06.04.2015 às 21:33

Caro M S ( Mario Soares?)

Já uma vez confessei aqui que só tenho a 3ª classe antiga...Felizmente, não fui despedido do blog.

Ao contrário, o MS ( Professor Catedrático) fala, fala, e não diz nada!
Repito: Para nodoa um Sampaio já chega....

Lembra-se do caso Santana Lopes?
Faça favor de ir para o c*******
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De M. S. a 07.04.2015 às 00:32

A sua última frase confere com a qualidade do argumentador.
É, de facto, um argumento de peso.
Fico sem resposta a tal argumento.
A minha educação não chega para tal.
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De Rui Quinta a 06.04.2015 às 13:26

Concordo com o Pedro Correia (e a maioria dos comentários), mas acrescento que talvez o apoio de Mário Soares seja hoje muito mais prejudicial do que em 2011. A sua figura tem ficado cada vez mais descredibilizada, por "mérito" próprio.

Não coloco em causa a capacidade de Sampaio da Nóvoa, capacidade essa que não conheço. Mas o apoio de Soares pode ser um mau arranque.
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De Marquês Barão a 06.04.2015 às 16:24

Também não conheço o senhor mas quer-me parecer. "Diz-me com quem andas".......... e por onde andaste.
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De lita a 06.04.2015 às 15:59

Quanto vale o apoio de Soares? não vale nada, menos de zero. O Sr. Soares tem tido o cuidado, de diariamente só dizer e fazer "asneiras", por exemplo o apoio incondicional ao Sr. Sócrates.
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De Pedro Correia a 10.04.2015 às 16:44

Soares devia deixar de tentar dar a táctica ao partido que fundou e aproveitar para ditar as suas memórias. Infelizmente continua a tentar mandar no PS, impondo-se aos líderes. O que fez a Seguro - e as palavras que na altura lhe dedicou - foi algo verdadeiramente lamentável.
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De maria portugal a 06.04.2015 às 16:18

Mario suares ja.devia de estar na santa casa da mesiricoden para pedir desculpas as portuguses
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De Pedro Correia a 10.04.2015 às 16:48

Pelo seu passado, Soares merece o respeito dos portugueses. Mas até por isso devia pensar mais antes de dizer muitas coisas que tem dito: várias delas contradizem, em grande parte, o melhor do contributo que deu ao País.
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De AntónioF a 08.04.2015 às 11:25

Caro Pedro,
permita-me que discorde, e relembre, nas palavras de Hannah Arendt
«Uma anedota medieval ilustra a dificuldade que pode haver em mentir aos outros sem o fazer a si proprio. É a história do que aconteceu uma noite numa cidade: uma sentinela estava postada na guarida noite e dia para prevenir as pessoas da aproximação do inimigo. A sentinela era um homem dado às brincadeiras de mau gosto e naquela noite tocou o alarme apenas para causar algum medo às pessoas cidade. Teve um sucesso espantoso: toda a gente se lançou para as muralhas e a nossa sentinela acabou por fazer o mesmo. Por outras palavras, quanto mais um mentiroso tem êxito, mais verosímil é que seja vítima das suas próprias invenções. De resto, o brincalhão preso na sua própria mentira, que embarca no mesmo navio que as suas vítimas, parecerá infinitamente mais digno de confiança que o mentiroso de sangue frio que permite saborear a sua farsa do exterior.»
In ARENDT, Hannah - Verdade e política. Lisboa : Relógio d'Água, 1995. p. 46

P.S.: Peço desculpa por alguma, eventual, gralha de transcrição
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De Pedro Correia a 10.04.2015 às 16:46

Com ou sem gralhas, é sempre um prazer ler ou reler Hannah Arendt.

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