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Delito de Opinião

PSD e IL a subir, PS e BE a descer

Pedro Correia, 21.01.22

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Esta foi a primeira sondagem feita após os debates televisivos entre os líderes dos partidos concorrentes às legislativas.

Permite concluir o seguinte:

- PS cada vez mais longe da maioria absoluta;

- PSD encurta distância;

- Na disputa pelo terceiro lugar, Chega ganha vantagem;

- Costa quer formar governo com PAN e Livre, mas não há sequer certeza de que estes partidos elejam deputados;

- CDS arrisca-se a desaparecer do mapa parlamentar;

- Na recta final da campanha, vai reforçar-se a tendência para o voto polarizado nas duas principais forças políticas. Até por efeito do mapa eleitoral ainda vigente neste país que chega sempre tarde a todas as reformas, como o Paulo Sousa aqui acentuou.

 

E os debates, como se reflectiram nestas intenções de voto agora divulgadas pela Universidade Católica?

Sublinho algumas evidências:

 - PSD e Iniciativa Liberal foram os partidos mais beneficiados, fruto das boas prestações televisivas de Rui Rio e João Cotrim Figueiredo;

- BE e PAN, por contraste, foram os mais prejudicados. No caso do partido animalista, devido ao fraquíssimo desempenho da sua dirigente máxima. O problema do Bloco é de outra ordem: este será o partido mais responsabilizado pelos eleitores por ter precipitado a crise política de Outubro.

- E o PS? Os debates não lhe correram muito bem, é verdade. Mas esta quebra nas intenções de voto resulta sobretudo de três outros factores conjugados: António Costa acusa um notório desgaste físico, muitos portugueses cansaram-se deste governo que não chegou a ser remodelado em tempo útil e a chamada "fadiga pandémica" está largamente associada à imagem do primeiro-ministro. 

Costa, que tantas vezes foi gozando com a frase (apócrifa) de Passos Coelho sobre uma suposta "vinda do diabo", ainda acabará por morder a língua. Porque o diabo chegou mesmo, em forma de pandemia. A nove dias do apuramento dos votos, Portugal é o quarto país da Europa e o sexto do mundo com mais infecções por covid-19 e há cerca de 800 mil eleitores em risco de isolamento.

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