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Profetas da nossa terra (63)

por Pedro Correia, em 26.01.15

«Se o Banco Central Europeu tivesse por função resolver o problema dos países indisciplinados imprimindo mais euros, pura e simplesmente esse seria um péssimo sinal.»

Passos Coelho, 12 de Novembro de 2011


6 comentários

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De Vento a 26.01.2015 às 12:27

Passos continua a declamar poesia. E ele mesmo esquece que essa dita amortização da dívida que pretende liquidar ao FMI escuda-se no dinheirito que sobrou e que tinha como objectivo injectar no sistema bancário nacional.

E o que ele pretende dizer nada mais é que um contra-senso, isto é, pretende que se trate por igual o que é diferente. E também esquece que os tratados orçamentais são instrumentos que retiram soberania para contrariar tais contra-sensos.
Ele mesmo esquece que a política do BCE está aí para, mantendo as rendas através dos pagamentos de juros, fazer rolar a dívida fingindo que tudo está bem.
Revela ele com isto que depois de ter sido bom aluno, para salvar a face, deve continuar a elogiar os professores.
Ninguém tem de pagar as dívidas que não se podem pagar. Simplesmente deve acertar-se o que vai ser possível pagar.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 26.01.2015 às 13:18

Os 26000 milhões que o FMI emprestou a este pobre país têm uma maturidade máxima de sete anos, e custam mais de 5% ao ano. Até pessoas pouco inteligentes e pouco competentes como a ministra das finanças e o 1º ministro conseguem perceber que se forem ao mercado buscar esse dinheiro para pagar com maturidades mais alargadas e a uma taxa próxima dos 2% tem várias vantagens como p. ex. pagar uma factura de juros mais barata, e ver o FMI pelas costas, o que só por si é uma enorme vantagem.
Quanto às medidas anunciadas na passada semana pelo sr Draghi, convém não embandeirar em arco, porque aquele dinheiro não se destina a aliviar as finanças publicas e permitir que os governos voltem a gastar à tripa forra como a esquerda anda há anos a defender, mas serve para o BCE comprar divida que tanto pode ser publica como privada e assim ter mais dinheiro disponivel para emprestar às empresas e aos privados (consumidores).
Mas é preciso cuidado, porque as empresas e os consumidores portugueses juntos, devem mais de 500 mil milhões de euros. (QUINHENTOS MIL MILHÕES DE EUROS)!
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 26.01.2015 às 13:53

...mas serve para o BCE comprar divida que tanto pode ser publica como privada AOS BANCOS que assim terão mais dinheiro disponivel para emprestar às empresas e aos privados.

As minhas desculpas
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De Costa a 26.01.2015 às 13:56

Mas não deixa de ser verdade que alguns países foram indisciplinados, reiteradamente e mesmo depois de claramente antevistas as consequências dessa indisciplina, criando um monumental problema. Cuja resolução apontam alguns, com extraordinária arrogância, competir aos credores, e só aos credores, resolver. Dá votos (se dúvidas houvesse), está visto.

Foram indisciplinados e voltarão a sê-lo assim que a oportunidade surja, veja-se o que já por cá se vai anunciando com um despudor próximo (próximo?) de comportamento criminoso, reincidente e tranquilamente impune. O povo, ouvindo o que quer ouvir e cego pelo desespero - que é real e justificado - encarregar-se-á de abrir esse caminho e, depois de um ou dois anos de bodo aos pobres, acabada a ilusão, voltará a pagar e de que maneira (ainda não nos livrámos de provar as provações dos gregos, convém não ignorar).

Entretanto a mais insaciável das clientelas políticas deste país - aquela que, embora afirmando-se laica, republicana e socialista, se acha com uma espécie de direito divino ao poder e aos recursos nacionais - terá reposto ou aumentado as suas reservas e, isso feito, prosseguirá a sua vidinha.

A via escolhida para tentar resolver o problema causou, é incontestável, a desgraça a milhares e milhares de cidadãos; aos mais felizes no povo "limitou-se" a escavacar projectos, expectativas legítimas, ambições prudentes, forçando à entrada num modo de sobrevivência estagnada sem fim à vista (e temendo perder até isso, perante as investidas da insaciável voracidade fiscal e a fragilidade presente do emprego). Dizimou-se a esperança, fez-se da honra coisa nenhuma, cultivou-se a injustiça, impôs-se a pobreza ou pior, tornando tudo isso tão mais insuportável quanto sempre foi feito com o servil cuidado de proteger interesses que, por estes tempos (e sempre), são no mínimo obscenos.

Os danos sobre as pessoas, verdadeiramente terríveis alguns e de que todos os dias temos notícia (numa verdadeira traição continuada do estado perante os cidadãos; tão mais grave quanto se passeiam intocáveis tantos responsáveis pelo desastre e tão mal gastos continuam a ser dinheiros públicos) foram de facto tomados como efeitos colaterais aceitáveis. É verdade.

Mas afirmar sem mais que há dívidas que não se pagam é tremendo. Sobretudo quando se está na posição de devedor. Pagam-se, sim. Se não se pagassem, se apenas se gerissem, milhares e milhares de portugueses não teriam por exemplo perdido as suas casas e ficado com a honra implacavelmente manchada na praça.

Ou então estão consagradas a irresponsabilidade e impunidade da "classe política".

Que já o estão há muito, afinal. Mas é escusado que sejamos nós, os pagantes, a fornecê-las de argumentos.

Costa
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De l.rodrigues a 26.01.2015 às 15:07

dica para ajudar a pagar dívidas:
Não é atirando as pessoas para o desemprego (AKA: Austeridade).
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De Vento a 27.01.2015 às 00:06

Boa dica. Surpreende-me que haja tesos a escudarem-se na honestidade para pagar o que não podem. Todos querem pagar quando não o podem fazer. Porque os que podem pagam. O cinismo à portuguesa é isto. Educaram-nos a ser limpinhos, humildezinhos e honestinhos e pensamos que quem não pode pagar é desonesto. Há quem viva com amarras da tradição.
E temos uma montra com políticos que mais não fizeram que se passear por corredores e bastidores de um não sei quê a fingir que faziam grande coisa, por eles naturalmente, que quer dar ar de honesto fazendo de gente honesta mulas de sua vaidade.

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