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Profetas da nossa terra (2)

por Pedro Correia, em 14.04.14

«Redução do número de freguesias levaria a uma Maria da Fonte, levaria a centenas.»

Freitas do Amaral, 12 de Novembro de 2010

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18 comentários

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De jo a 14.04.2014 às 19:27

Bem, de facto não levou a isso.
Resta saber se serviu para alguma coisa ou foi só para apresentar serviço.
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De jo a 15.04.2014 às 10:24

Justificar os nossos atos assim pode ser justificar as nossas asneiras com as asneiras dos outros.
Tenho a certeza que se procurar bem encontra exemplos contrários.
De qualquer modo mexer nas freguesias, com os poderes e atribuições que elas têm, é quase como mexer em sociedades recreativas.
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De Pedro Correia a 15.04.2014 às 10:47

Caso para questionar por que motivo o actual líder do PS quer restabelecer tantas "sociedades recreativas".
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De rmg a 14.04.2014 às 21:50


Barcelos tem 380 km2 , 120 mil habitantes e 61 freguesias .
Eu sei que é um caso extremo , apesar de tudo .

Não é fácil reduzir freguesias , os pequenos "poderes" e as concomitantes pequenas "influências" são tramados .

Qualquer pessoa que tenha vivido e trabalhado 20 anos em pequenos meios e seja de Lisboa , como é o meu caso , sabe alguma coisa disso e não só como observador atento , pelo menos qualquer coisa mais que muitos que opinam sentados algures nos arredores das cidades .

Por isso só reduziram onde era mais fácil , o resto continua lá todo .
Não haveria muitas "Maria da Fonte" mas o caminho para muita demagogia barata e mudança de "favores" estava aí , é ír aos sítios e ouvir as pessoas .

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De rmg a 14.04.2014 às 23:10


Tem toda a razão , caro Pedro Correia .
Mas infelizmente o Seguro e outros "seguros" deste mundo ainda sabem menos o que dizem que qualquer comentador dos arredores das cidades como eu referi .

É que estes últimos têm uma ideia pois vivem em meios apesar de tudo mais comparáveis aos do país profundo do que os que vivem na completa diluição de tudo que são as cidades de alguma dimensão .

Mas os "seguros" não conhecem lá muita coisa para além da porta das respectivas sedes partidárias e , quando vão em campanha , saltam do estrado do comício para o restaurante mais compostinho lá da terra , sempre devidamente enquadrados pelos tais "pequenos poderes locais" .

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De Pedro Correia a 14.04.2014 às 23:42

Não tivemos a Maria da Fonte, como a Grande Sumidade profetizou, mas tivemos a Maria-vai-com-as-outras. Melhor que nada.
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De xico a 14.04.2014 às 23:48

É o que acontece a quem se habitua somente ao percurso da linha. Ao ver os campos verdejantes do Jamor julga estar no vale do Ave.
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De Pedro Correia a 15.04.2014 às 09:47

'Avis rara'. Da Quinta da Marinha.
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De Rui Herbon a 15.04.2014 às 10:59

Continuo sem saber para que servem as freguesias. Quanto pertencem a uma cidade, muitas vezes duplicam serviços que existem no município. Quando são em aglomerados mais pequenos, o edifício e serviços podiam perfeitamente manter-se sob gestão municipal. Ou seja, ficava tudo na mesma mas poupava-se nos custos do pessoal político e ganhava-se em eficiência.
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De xico a 15.04.2014 às 15:37

Dê um passeio pelas nossas serras mais profundas, onde tudo é perto visto no mapa, mas o traçado e o perfil dos caminhos obriga a mil cuidados. Verá a dificuldade enorme em gerir um território disperso e com uma orografria terrível. Não há território tão difícil como o nosso na Europa a não ser a zona balcânica. As juntas de freguesia são aí elemento primordial para o exercício da gestão, da liberdade e da democracia. E o custo é insignificante. Muitas vezes à conta dos próprios autarcas. É preciso sair das avenidas novas para se perceber em que país se vive.
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De Pedro Correia a 17.04.2014 às 00:15

As freguesias funcionam, em largas regiões do nosso país, como factor de coesão social. Isso não invalida que fosse claramente excessivo o número existente: mais de quatro mil. Isto num país onde as vias de comunicação abertas nas últimas duas décadas tornaram todas as distâncias muito mais curtas pois possuímos o segundo maior índice europeu (e quarto mundial) de relação entre habitantes e quilómetros de asfalto. Muitas freguesias tinham menos de cem eleitores. E de modo algum se justificava a existência em Lisboa de freguesias com duzentos e poucos eleitores.
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De xico a 17.04.2014 às 21:50

Sem dúvida. Nas cidades e em muitos pontos do país, faz sentido a sua redução que muitas vezes só se mantém por bairrismo. Mas o critério não pode ser nem o tamanho nem a população, porque no interior é necessário perceber a sua importância. Quanto ao valor que se gasta com os autarcas é irrelevante. Experimentem tomar conta de uma freguesia do interior do país e verão que muitas vezes sai mais dinheiro do bolso do que entra.
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De Daniel João Santos a 15.04.2014 às 21:27

Maria da Fonte? Não me parece. Aqui onde resido, uma união de freguesias, o máximo que teríamos seria Maria sem fonte. O mais que tem acontecido é desligarem fontes porque estão perto da rede de abastecimento de água, mas isso é outra historia ou historia de privatização de águas, conforme queiram ler.
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De Pedro Correia a 15.04.2014 às 21:54

Lá diz o antigo provérbio português que acabo de inventar: mais vale uma Maria sem fonte do que uma fonte sem Maria.
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De jonas river a 16.04.2014 às 03:22

Já uma vez "postei"neste Delito que o poder local( JFreguesias) é a única e mais legítima representação do Estado no país dito profundo,reconhecendo-lhe muitos defeitos e vícios que não devem obscurecer qualidades e virtudes da maioria dos eleitos,e porque não dos eleitores.
Sendo verdade a duplicação de serviços etc,nos grandes/médios centros populacionais o resto é abandonado há sua sorte; lenta e gradualmente,ensino,saúde,justiça...e sente-se da parte do centrão um desprezo insensível e destrutivo a medio prazo do sentido de Estado e identidade nacional.A abstenção eleitoral sublinha o desinteresse dos cidadãos por causas que não lhe despertam o mínimo interesse.
Sou da fronteira mais ocidental da europa,obrigado pelo espaço.
Cumprimentos
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De Pedro Correia a 17.04.2014 às 00:11

Apareça sempre, Jonas River. Esta casa também é sua.

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