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Delito de Opinião

Presidenciáveis (40)

Pedro Correia, 24.04.15

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Garcia Pereira

 

Eleição presidencial sem a presença de António Garcia Pereira é tão desoladora como um jardim sem flores. O líder quase-vitalício do MRPP já se tornou imprescindível em campanhas eleitorais - e qualquer uma lhe serve para exibir protagonismo defronte das câmaras.

Este advogado de 62 anos, signo Escorpião, terá presumivelmente mais clientes do que eleitores em termos proporcionais: nunca o seu partido, em quatro décadas de democracia, conseguiu eleger um só deputado para a Assembleia da República. Mas ele é dos que não desistem: a tenacidade, garante quem o conhece, é o seu ponto forte.

Como ensinava o Presidente Mao, um dos seus pensadores de cabeceira, "a revolução não é nenhum chá dançante". Passam os anos mas Garcia Pereira não esmorece na luta contra a burguesia e os critérios editoriais das televisões que ousam conceder ao MRPP um espaço idêntico ao dos votos que vem recolhendo de 1976 para cá.

 

Prós - Tem uma longa experiência na matéria: candidatou-se duas vezes ao Palácio de Belém, encabeçou listas eleitorais à Assembleia da República e até já se candidatou a presidente da Câmara de Lisboa. Presta tributo ao oceano, na senda de alguns dos maiores vultos da nossa história: é proprietário de uma embarcação de recreio.

 

Contras - As anteriores corridas presidenciais não lhe correram da melhor maneira na hora de escrutinar os boletins: obteve menos de 69 mil votos em 2001 (1,59%) e não chegou aos 24 mil em 2006 (0,44%)."Ousar Lutar, Ousar Vencer" - uma frase que lhe serve de mote - também já foi o lema preferido de Durão Barroso.

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