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Chico Buarque: justa distinção

 

1

Chico Buarque é o galardoado este ano com o Prémio Camões. Acho muito bem. Pelo menos três álbuns dele são discos da minha vida. Sei de cor dezenas de canções que ele compôs. E confesso-me admirador da ficção que tem publicado: vai fazer três anos, cheguei até a analisar no DELITO um desses livros, Leite Derramado, de que muito gostei.

Em 2016, quando foi anunciado o Nobel da Literatura a Bob Dylan, na caixa de comentários de um texto meu elogiando tal escolha, deixei esta observação: «Em português, elegeria sempre Chico Buarque.»

2

Recordo isto só para que fique bem claro: aplaudo o prémio a Chico, como aplaudi o de Dylan. Nada contra, tudo a favor.

Mas registo omissões nesta lista de premiados que já leva três décadas - algumas das quais considero chocantes.

Do lado brasileiro, destaco as três que me parecem mais gritantes: Nélida Piñon, Adélia Prado e Luís Fernando Veríssimo. Tanto mais que entre os distinguidos do Brasil figura pelo menos um, Raduan Nassar, que não tem obra nem currículo para merecer o Camões: publicou quatro títulos em 21 anos, não tem um original editado desde 1994 e a obra completa deste autor não excederá 500 páginas. Ele próprio, aliás, não escondeu a sua admiração no discurso de agradecimento, em 2016: «Tive dificuldade para entender o Prémio Camões, ainda que concedido pelo voto unânime do júri.»

Também eu tive.

 

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Graça Moura: esquecido pelo júri

3

Quanto aos portugueses, o essencial do cânone está cumprido. Alguns até fora do cânone mais óbvio, como esse singular poeta das pequenas emoções quotidianas que foi o Manuel António Pina. 
Faltou Fernando Assis Pacheco, que já não foi a tempo: este prémio não é concedido a título postúmo. Vasco Graça Moura, infelizmente também já falecido, é uma omissão escandalosa. E (só por factores cronológicos) talvez seja ainda um pouco cedo para o meu amigo Francisco José Viegas, autor daquele que considero o melhor romance português da primeira década deste século: Longe de Manaus.

 

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Mário de Carvalho: prémio já tarda

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Por mim, não hesitaria em atribuir o Prémio Camões a Mário de Carvalho, de longe o melhor romancista (mas também contista e ensaísta) português vivo, autor de obras-primas como Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde e Era Bom que Trocássemos umas Ideias Sobre o Assunto. Omissão que também já começa a ser escandalosa. 

Caramba, alguém julgará que Pepetela (premiado em 1997) merece mais que ele?

5

Fora dos trilhos canónicos, daria sem pestanejar o galardão a Vasco Pulido Valente, para mim o mais brilhante - desde logo porque controverso, iconoclasta - ensaísta, historiador e cronista português contemporâneo.

Muito mais merecido que certas "glórias" efémeras das letras lusófonas, condenadas num futuro pouco distante a dissolver-se como bolhas de sabão. 

 

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Vasco Pulido Valente: se pudesse, votava nele

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96 comentários

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De Luís Lavoura a 29.05.2019 às 11:27

Sobre o resto não tenho opinião, mas Vasco Pulido Valente é horrível! Como aliás a fotografia dele aqui colocada demonstra. Alguém quer como Prémio Camões um gajo que faz questão de se deixar fotografar de cigarro caído ao canto da boca, barba mal feita, cara de mau, e cheio de rugas? Arrenego!!!
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 12:13

Você insiste em ser sempre o primeiro a comentar.
Devia fazer um esforço em ser o último, para variar um bocadinho.
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De João Pedro Pimenta a 29.05.2019 às 22:19

Eu nem subscrevo a escolha do Pedro, mas essa sua apreciação é de uma parlapatice exemplar. Então para si um candidato a prémio Camões tem de se apresentar com um sorriso esmaltado, um peeling facial e de preferência um atestado de boa saúde ao lado? Isso são requisitos de uma Missa Universo (agora nem isso, parece), não de alguém que se destaque nas letras. Aposto que se vir uma foto, qualquer que ela seja, do André Malraux, vai pensar que o homem era um assaltante de estradas.
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De Vorph Valknut a 29.05.2019 às 22:21

Já para não falar em Sartre
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 22:29

E Camus. E Scott Fitzgerald. E Kerouac. E Thomas Mann. E Virginia Woolf. E Clarice Lispector. E Eça. E Vergílio Ferreira. E Nelson Rodrigues. I tutti quanti.
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 22:30

O ódio a VPV é tão grande que qualquer pretexto serve para lhe arremessar pedras, João Pedro.
No fundo, prestam-lhe homenagem.
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De Anónimo a 29.05.2019 às 11:34

Os prémios são mesmo assim, raramente merecem a unanimidade, Pedro.

Neste caso particular, acho que o Prémio Camões fica bem a Chico Buarque. Mas também ficava bem a Mário de Carvalho.

Agora se fosse dado ao Vasco Pulido Valente, também podia acrescentar uma longa lista de gente que merece muito mais o prémio que ele...
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 12:13

Essa sua lógica aplica-se antes ao escritor Raduan Nassar, autor de uma vasta obra de... 500 páginas.
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De Miguel a 29.05.2019 às 14:00

isso do número de páginas .... Rimbaud, Cesário Verde ou Juan Rulfo também não deixaram assim tantas ... isto é só um aparte, pois não conheço esse autor.
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 22:32

Rimbaud, coitado, esticou o pernil aos 36 anos. Cesário marchou aos 31.
Tiveram poucos anos para escrever assim tanto.
Já o senhor Nassar vai nuns provectos 83. Algo improfícuos, convenhamos.
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De Miguel a 30.05.2019 às 09:16

Eh lá!, até os putos da primeira classe sabem que o Rimbaud despachou a poesia entre os 16 e os 21, e depois dedicou-se ao tráfico de armas por terras de África. O que não ficou foi à espera de ganhar um 'Montaigne'.
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De Pedro Correia a 30.05.2019 às 11:15

Não importa para o efeito a idade em que escreveu. Se não lhe tivesse dado o badagaio aos 36 poderia ter voltado à escrita em idade grisalha, cumprindo os critérios aplicáveis ao Prémio Camões.
Todos menos um: o rapazinho não escrevia em português. Razão mais que suficiente para o exemplo que invoca não fazer qualquer sentido.
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De Miguel a 30.05.2019 às 12:03

Lá por isso... iam o Cesariny, o O'Neill e o Henrique Leiria por ele. Não é póstumo, já sei.

Mas essa do Rimbaud voltar às lides é boa ... já estou a ver o Breton pelos boulevards passeando-se com as obras completas de Rimbaud debaixo do braço: 'Une saison en enfer' (saisons I, II, III, ..., XII); o celebérrimo soneto 'Les Consonnes', 'Le bateau sobre' e a 'La lettre du malvoyant'.
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De Pedro Correia a 30.05.2019 às 12:08

Se o prémio fosse póstumo, o primeiro galardoado teria sido o Camões.

E havia que não esquecer o Bocage.
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De Miguel a 30.05.2019 às 14:11

Estamos de acordo.
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De Vorph Valknut a 29.05.2019 às 12:04

Pulido Valente é o Fernando Rosas da "Direita". Não me oponho a que lho dêem, mas se listado, também Fernando Rosas o deveria ser....se concordo? Não faço parte do juri.
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 12:15

Daqui a bocado está a sugerir o professor Boaventura de Sousa Santos.
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De J. L. a 29.05.2019 às 12:23

O Boaventura é um intelectual muito respeitado e prestigiado internacionalmente.
Mas em Portugal desperta muita dor de cotovelo. Não sei explicar.
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 13:04

Talvez alguma aversão congénita ao eixo Coimbra-Caracas.
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De Vorph Valknut a 29.05.2019 às 12:06

Bom, ok. Aqui vai. Antes Jaime Nogueira Pinto, a Pulido Valente.
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 12:15

Mário de Carvalho. Omissão escandalosa.
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De Vorph Valknut a 29.05.2019 às 12:10

Faltam também muitos outros como Al Berto:

“Há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida”

há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu…como seriam felizes as mulheres
à beira-mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado

por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos… sem ninguém

e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta… dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca do mar ao fundo da rua
assim envelheci… acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração, mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas de que alguma vez me visite a felicidade

Al Berto
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 12:15

O Prémio Camões não é atribuído a título póstumo.
Se o fosse, seria certamente atribuído a Eça. E a Camilo. E a Garrett.
E, claro, ao próprio Luís Vaz.
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De Vorph Valknut a 29.05.2019 às 12:40

Pois eu sei. Mas o prémio (1989) já existia no tempo de Al Berto (fal.1997).
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 13:38

Há uma regra neste Prémio: distinguir alguém supostamente no culminar de uma obra. Isto explica o facto de a galardoada mais jovem, até agora, ter sido Hélia Correia, com 56 anos em 2015.
Al Berto morreu com 49. Supostamente, não cumpriria tal critério.
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De Anónimo a 29.05.2019 às 16:49

Gosto tanto deste poema, Pedro Vorph.
Obrigada por tê-lo posto aqui.
Gostava tanto do Al Berto, com quem às vezes tomava um café lá em Sines...

Maria
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De Vorph Valknut a 29.05.2019 às 17:42

Ora essa. Veja-o declamado pelo próprio e musicado por Rodrigo Leão

https://www.youtube.com/watch?v=PhwBFj0l7LI
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De Anónimo a 29.05.2019 às 18:43

Thanks again!
O CD "Os Poetas" é uma pérola, tenho-o há muitos anos, bem como um outro só do Al Berto, gravado na Casa Fernando Pessoa em 1995.
Sou mesmo fã :)

Maria
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De A. Matos a 29.05.2019 às 12:36

Tantas e tão variadas sugestões! Ainda acabam por sugerir o meu nome: então não consegui escrever um comentário que foi considerado (para minha surpresa e gáudio dos meus netos) o comentário da semana? É obra!!
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 13:05

Mais dez ou vinte comentários, meu caro, e ficará com uma obra tão extensa como a do escritor Raduan Nassar.
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De A. Matos a 29.05.2019 às 13:48

" ficará com uma obra tão extensa como a do escritor Raduan Nassar." Convenceu-me. Vou tentar. Idade tenho e ... sei que postumamente não dão o prémio mas por enquanto não vejo problema nesse aspecto.
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 22:36

Fácil. Arranje dois bloco-notas e preencha-os. No final, terá uma "obra" com idêntica dimensão.
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De Anónimo a 29.05.2019 às 12:46

Vasco Pulido Valente é um clássico carismático de Portugal. Diz o que tem a dizer. Já não se fala em jornalistas "fortes" em opiniões também de força, que não se enuncie VPV.
O L.Antunes também anda sempre a exibir o cigarro malcriadamente para quem o entrevista e para quem o observa e também cá anda a ver se alguém o propõe, até, para Nobel...
...E as rugas fazem parte do retrato da vida...
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 13:07

Leio Vasco Pulido Valente desde que ele assinava a célebre coluna de última página do 'Expresso'. "O País das Maravilhas", que deu livro. Excelentes textos, relidos à distância: os grandes autores são assim.
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De jpt a 29.05.2019 às 13:04

Cada um terá a sua opinião, haverá as mais conhecedoras e outras que nem tanto, as mais fundamentadas e outras mais atrevidas. Agora sem qualquer fundamento é afirmar que alguém que tem um cigarro, na boca ou na mão, é malcriado
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 13:09

Essa tese estender-se-á ao charuto? Se assim for, coitado do Churchill: rara é a foto em que não tem um Cohiba nos dedos ou na boca.
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De Miguel a 29.05.2019 às 14:11

Claro que não, e o Churchill estava bem acompanhado ... : Fidel, Che, Welles, Godard também davam umas charutadas valentes, é uma vasta iconografia acima de qualquer suspeita. O tal de Nogueira é que não chega a este campeonato, pudera se para ele o Churchill era um perigosíssimo esquerdista (a democracia como o menos mau dos regimes, cruzes credo!...)
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 22:37

E se aparecer alguém numa foto com um dedo esticado e dois encolhidos? Deverá ser também excluído deste prémio?
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De Luís Lavoura a 29.05.2019 às 17:10

sem qualquer fundamento é afirmar que alguém que tem um cigarro, na boca ou na mão, é malcriado

Má-criação não é, de facto.

Mas é de péssimo gosto exibir publicamente o vício sujo que se tem.

Além de que o ato de fumar está frequentemente associado ao desrespeito dos outros. Quase sempre, quem fuma incomoda os outros. Mostrar-se que se fuma mostra, implicitamente, que se está disposto a incomodar os outros.
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De Pedro Oliveira a 29.05.2019 às 17:48

Caro Lavoura,
Se olhar para a fotografia do Valente com atenção, vê que o homem não está a fumar, o cigarro está apagado.
Mais explicações sobre o que fazer com cigarros e charutos apagados ou como fumar sem inalar recomendo-lhe a biografia de William Clinton.
Saudações culturais
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De Vorph Valknut a 29.05.2019 às 17:51

Cuidado com os puritanos!! Regra geral escondem mais do que mostram. Frequentemente caiados por fora, e imundos por dentro.


O acto de fumar está associado a um manifesto público de liberdade individual, perante um mundo, apodrecido, incapaz quer de grandes virtudes, quer diabólicas vontades. Antes incomodar, sujar, cuspir, cagar nos limpos, que ser um deles, um reles assim-assim...
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De Pedro Correia a 30.05.2019 às 11:17

Daí à defesa do eugenismo, em nome da salvaguarda da higiene pública, é um curto passo.
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De Cristina M. a 29.05.2019 às 18:27

então era o comentador LLavoura, aqui há atrasado, que me quis obrigar a apagar um cigarro numa esplanada... ora viste!?
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De Cristina M. a 29.05.2019 às 21:59

não sei, Pedro Correia, mas pela amostra, poderia ser...
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 22:38

Capaz de uma lavourada dessas é ele...
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De Cristina M. a 29.05.2019 às 22:52

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De Corvo a 29.05.2019 às 14:27

Acho que tenho andado por inconclusivos caminhos e assim não vou lá, não.
Vou oferecer um dos meus livros ao Pedro Correia e depois o Pedro vem para aqui exaltar incomparáveis deleites nunca dantes imaginados, e está feito.
Prémio Camões para o Corvo, devida e justamente atribuído.
Fica combinado, Pedro Correia?
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De A. Matos a 29.05.2019 às 16:13

"Prémio Camões para o Corvo, devida e justamente atribuído." Há um primeiro degrau a subir: tem de conseguir um comentário da semana (que eu saiba nunca chegou tão longe). Só depois pode aspirar ao Prémio Camões.
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De Corvo a 29.05.2019 às 18:44

Caríssimo rival.
Tenho sim senhor, não um mas sim dois comentários em destaque, e podia ter um terceiro se forças imensuráveis do destino não se tivessem metido de permeio roubando-me a justa glória a favor do vencedor, com quem, aliás, mantive acesa peleja quase até final onde só soçobrei porque, justiça ao vencedor, seria muito difícil, se não mesmo empreitada empírica roubar a glória a um distinto degustador de bosta.
Portanto outorgo-me legitimamente habilitado para o prémio, e se o distinto e estimado rival A. Matos quer travar justa nobre, então vamos à liça.
Ou, o que preconizo ser melhor para todos, não nos malquistemos por tão pouco, e dado que por aqui indícios percursores afiançam que estão muito longe de atingir um consenso, abdiquemos voluntariamente da glória e sugiramos nós a atribuição do prémio ao Samaris, que se na verdade não escreveu, mais verdade é que se exprime num português capaz de envergonhar muitos pretensos gramaticistas que por aqui, por ali e por acolá, proliferam.
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 22:40

O prémio mais cobiçado pelo caro Corvo é o Prémio Lampiões.
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De Corvo a 29.05.2019 às 23:15

Lá se enganou mais uma vez o Pedro.
Não quereria ter dito, o prémio campeões?
E afinal? Fiquei sem resposta.
Aceita ou não?
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 23:19

Prémio Cão Pião?
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De Anónimo a 29.05.2019 às 14:29

Mantenho o Fausto (depois do Chico) como na caixa de comentários de há três anos.
SS
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De Pedro Correia a 29.05.2019 às 22:41

Uma vénia à sua coerência.

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