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Pós-eleitorais (8)

por Pedro Correia, em 04.02.16

Três eleições presidenciais, três derrotas sucessivas dos candidatos da área socialista. Por clamorosos erros de estratégia política - todos atribuíveis ao chamado sector soarista do PS. Em 2005 Manuel Alegre já estava no terreno quando viu levantar-se uma onda interna destinada a derrubá-lo: a onda afinal era pequenina mas bastou para sagrar Cavaco Silva vencedor à primeira volta. Em 2010, novamente com Alegre em palco, do mesmo sector surgiu a candidatura alternativa de Fernando Nobre - e de novo Cavaco agradeceu o brinde. Na Primavera de 2015 eis que da mesma trincheira irrompe um ilustre desconhecido: Sampaio da Nóvoa. Era o impulso que faltava para um passeio triunfal de Marcelo Rebelo de Sousa com destino a Belém.

Tanto erro acumulado - e nenhuma lição extraída.

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24 comentários

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De Luís Lavoura a 04.02.2016 às 09:28

Em minha opinião a interpretação do Pedro é errada.
Nestas eleições, Marcelo teria vencido fizesse o PS o que fizesse. Marcelo venceu por ser mais popular. Qualquer que fosse ou quaisquer que fossem os candidatos na área do PS.
Quanto a Manuel Alegre, nunca foi nem seria nem teria sido um adversário à altura de Cavaco.
O problema do PS é simples: os candidatos da direita têm sido fortes. Faça o que fizer o PS.
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De airam a 04.02.2016 às 11:32

Pois na minha opinião, o Luís está a precisar de óculos e, nem tenho dúvidas que nunca entenderá, o último comentário que deixei no poste Pós-eleitorais (7) porque, quando se sofre de cataratas colectivistas, a visão do Mundo fica muito distorcida e, infelizmente, será a esquerda que acabará por ajudar à total escravização da Humanidade.
Sempre de boca cheia com o bem coletivo e na salvação da "floresta" não se importam de ir secando todas "as árvores".
Esquerda e Liberdade são palavras com significados opostos e aquele desejo infinito de criar um número infinito de leis, regras, taxas e multas para uniformizar, igualar e remendar, acabarão por matar a beleza da nossa própria individualidade e, pior, tirar-nos a liberdade de poder escolher o nosso próprio destino, só nos querem transformar, a todos, em peças exatamente iguais, cinzentas e amorfas, saídas de uma linha de montagem poeirenta, bafienta em que uma minoria quer, apenas, impor as regras à maioria, exatamente o mesmo princípio que a elite globalista dos 1% está em vias de concretizar e que até deve agradecer a ajudinha da esquerda. Adultos dependentes e infantilizados são fáceis de controlar. E vou repetir: Daí a necessidade de baixar o grau de exigência nas escolas... o que seria da esquerda sem gente estúpida e, só assim, possível de manipular...
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De J. L. a 04.02.2016 às 19:49

" o Luís está a precisar de óculos e, nem tenho dúvidas que nunca entenderá, o último comentário que deixei no poste Pós-eleitorais (7)". O problema é que não é só o Luís que não entenderá. Mas as grandes ideias são assim: poucos contemporâneos entendem. Só passados a uns 200 anos.
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De airam a 05.02.2016 às 08:24

200?... "aí são outros quinhentos"
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De Otan a 04.02.2016 às 13:16

Acha que sim? Eu tenho a certeza que se António Guterres se tivesse candidatado, a popularidade de Marcelo não chegava.
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De Pedro Correia a 04.02.2016 às 14:09

Eu tenho a certeza de que a avó do Cristiano Ronaldo, se tivesse rodas, era um camião de longo curso.
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De OTAN a 04.02.2016 às 17:19

Reposta descabida e sem nexo.
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De Pedro Correia a 06.02.2016 às 00:15

Já da sua parte o nexo é total. A começar pela sigla com que assina os comentários.
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De airam a 04.02.2016 às 16:03

Como dizia Leonardo da Vinci:
Há três tipos de pessoas: Aqueles que veem, aqueles que veem somente quando se lhes mostra e aqueles que não veem.

Acabei por falar de coisas bem mais importantes do que do Marcelo mas, vir falar-me de Guterres, o homem que, em direto, mostrou que nem contas sabia fazer (porque não sofro de amnésia retrógrada) e que acabou por arranjar um grande tacho numa organização que se prepara para se transformar num poder totalitário ao cimo deste Planeta e que, ainda há pouco tempo, veio com a conversa de recebermos migrantes, numa altura em que os países europeus, incluindo a Alemanha, estão a sofrer as consequências desastrosas das loucuras alemãs, no fundo, ele até sabe que, para a nossa Segurança Social, seria a última machadada para ficar de tanga porque isto não é só receber migrantes, é transferir os nossos impostos para pessoas que, como está a ficar provado, uma grande maioria nem sequer é refugiada e, muitas delas só estão interessadas em subsídios e em provocar o caos, francamente, falar de Guterres, só pode vir de alguém que não sabe, minimamente, o que se está a passar a nível global e, contra isso, não há antibiótico, nem palavras que consigam curar tanta "cegueira".
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De sampy a 04.02.2016 às 11:18

Mas até que ponto estes erros penalizaram a estratégia do PS para as legislativas?
Estou convicto de que, não fosse a loucura de Sócrates, teríamos sido e continuaríamos a ser governados sem interrupção pelos socialistas no período abrangido.
O que indicia que tais derrotas de nenhuma forma custaram caro ao PS.
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De Pedro Correia a 04.02.2016 às 14:10

Falo de presidenciais, não de legislativas.
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De Anónimo a 04.02.2016 às 13:12

Não insista no seu erro porque sabe-se que Marcelo Rebelo de Sousa não quis apoios de partidos e disse ser a esquerda da direita. Que se saiba, o maior erro, foi a Presidência de Cavaco Silva, este sim, apoiado por PSD/CDS. A maior lição que se pode tirar é: para que serve um Presidente que não o sabe ser e o Presidente do PSD não o soube ser, nunca.
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De Pedro Correia a 04.02.2016 às 14:10

Maneira algo tortuosa, a sua, de endereçar democraticamente os parabéns ao vencedor.
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De Anónimo a 04.02.2016 às 16:29

O vencedor venceu por mérito próprio. Venceu por ser uma pessoa, simpática, afável, comunicativo e sem pedantismo e que nunca quis o PSD e CDS ao seu lado. O Pedro sabe disso muito bem, mas insiste e gosta, de fazer os outros de parvos, mas não faz e quem faz má figura é o Pedro em insistir na mesma tecla, embora sabendo que não é assim.
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De sampy a 04.02.2016 às 20:46

Interessante teoria.
Por essa bitola: se o Edgarzito nunca tivesse querido o PCP a seu lado, certamente teria tido melhores resultados.
Ou seriam piores?...
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De Pedro Correia a 04.02.2016 às 23:06

O PCP podia ter escolhido uma candidata mais "engraçadinha", como a camarada Apolónia. As homilias do padre Edgar não convenceram ninguém.
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De Anónimo a 04.02.2016 às 23:42

Já mostrou ter uma admiração especial pelo Edgar e agora está a mostrar nova queda, desta vez pela sua camarada Apolónia. O certo é que não para de pensar nos candidatos do PCP. Está mesmo apanhadinho!...
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De Pedro Correia a 05.02.2016 às 00:05

Cada vez que neste blogue se escreve a palavra Edgar, é certo e sabido que você está para chegar.
Rima e é verdade.
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De Anónimo a 04.02.2016 às 22:31

Quer dizer, venceu por ser engraçadinho e não com base num projecto político.
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De Pedro Correia a 04.02.2016 às 23:07

Achei o seu comentário engraçadinho. Quer candidatar-se às próximas presidenciais?
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De sampy a 04.02.2016 às 23:14

Por esse prisma: como o Edgarzito não é engraçadito e concorreu apenas com base num projecto político, os resultados do dito candidato expressam apenas e tão-só o valor do projecto do PCP. Certo?
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De Pedro Correia a 04.02.2016 às 23:33

A lógica do anónimo é precisamente essa.
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De Anónimo a 05.02.2016 às 12:25

Não, a base do anónimo é a sua paixão pelos candidatos do PCP.
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De Pedro Correia a 05.02.2016 às 12:36

Mas é um tímido. Daí continuar anónimo.

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