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Pós-eleitorais (7)

por Pedro Correia, em 03.02.16

É algo normal. Os partidos comunistas italiano e francês, outrora os mais poderosos do Ocidente, desapareceram do mapa. Deixaram de apresentar-se com as suas siglas (o que, de resto, também o PCP faz desde 1979) e viram os eleitores, em certos casos, transferir o voto directamente para a direita soberanista e xenófoba. Também em Espanha o PC deixou praticamente de existir. O mesmo sucede nos países do Leste da Europa, até há um quarto de século submetidos ao jugo do "socialismo real".
Os 4% agora obtidos pelo candidato presidencial Edgar Silva são o pior resultado desde sempre registado nesta área política em Portugal. Mas ainda são muito superiores à média eleitoral dos comunistas na Europa. O PCP resiste, logo existe.


28 comentários

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De Luís Lavoura a 03.02.2016 às 09:42

O PCP resiste, logo existe.

Exatamente. Foi precisamente isto que eu lhe escrevi há uns dias num comentário. O PCP não alterou a sua ortodoxia, e permanece. Os outros partidos comunistas, que se adulteraram, desapareceram do mapa.
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De Pedro Correia a 03.02.2016 às 10:24

Não há uma correspondência necessária entre a ortodoxia e os bons resultados eleitorais.
Como comprova o caso do Partido Comunista Grego - sem dúvida o mais ortodoxo da Europa.
Há um quarto de século que este partido não alcança os dois dígitos em eleições. Em 1989 chegou aos 13%. Em 2007 valia 8,2% nas urnas. Nas duas eleições do ano passado recolheu apenas 5,5% e 5,6%.
Ou seja: uma tendência lenta mas consistente de descida.
A mesma tendência que se vem registando nas eleições para o Parlamento Europeu - as que mais potenciam o voto de protesto: 14,3% em 1989, 9,5% em 2004, 8,4% em 2009, 6,1% em 2014.
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De Luís Lavoura a 03.02.2016 às 11:18

Não há uma correspondência necessária entre a ortodoxia e os bons resultados eleitorais.

Certamente que tal correspondência não é necessária nem inevitável. Porém, os exemplos existentes sugerem fortemente que o abandono da ortodoxia leva muito rapidamente a péssimos resultados eleitorais.

Quanto ao caso do Partido Comunista Grego, ele só confirma o caso do PCP. Os dois partidos mantiveram a ortodoxia e têm decaído muito lentamente em resultados eleitorais, ao contrário dos partidos comunistas italiano, francês e espanhol, que abandonaram a ortodoxia e decaíram muito rapidamente em resultados eleitorais.
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De Pedro Correia a 03.02.2016 às 12:06

Cada caso é um caso. O maior sucesso eleitoral de um partido comunista na Europa Ocidental ocorreu precisamente com o PC Italiano, de longe o mais moderado. O PCI, no seu auge, obteve 34,4% e 30,4% nas legislativas de 1976 e 1979.
Muito mais do que o factor ortodoxia/moderação, o que mais contribuiu para o descrédito - e em certos casos derrocada - dos partidos comunistas foi a queda do Muro de Berlim em 1989, logo seguida da implosão da URSS. Não por acaso, o PCI dissolveu-se em 1991 (tendo obtido 26,6% nas legislativas de 1987). Também não por acaso, o PC Francês alcançou pela primeira vez dois dígitos num resultado eleitoral em 1988 (com 11,3%). Nas legislativas de 2007, última eleição nacional em que até à data concorreu sozinho, o PCF ficou-se pelos 4,3%.
Vale a pena analisar também o caso do PC de Espanha, que obteve pela última vez dois dígitos nas já remotas legislativas de 1979 (com 10,8%). Em 1982 foi quase ao tapete, com apenas 4%. De então para cá não voltou a concorrer com sigla autónoma. Hoje tem um deputado solitário no Congresso (um em 350). Era moderado nas décadas de 70 e 80, tornou-se ortodoxo. Mas isso de nada lhe valeu.
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De lucklucky a 03.02.2016 às 12:34

É lógico, se se abandona o Marxismo Leninismo, o controlo dos meios de produção deixa-se de ser Comunista.
Passa-se para o Fascismo ou para a Social Democracia.
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De Pedro Correia a 03.02.2016 às 14:48

Lamento mas não consigo acompanhar o seu raciocínio. Perdi-me algures na tradução.
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De OTAN a 03.02.2016 às 13:28

Por acaso o Edgar era candidato a legislativas? Não, não era. Nota-se que está deveras preocupado com o PCP e que os quer varrer do mapa, quando eles apenas pedem dignidade. Alguns desapareceram como diz, mas outros aparecem iguais ou mais esquerdistas que o PCP.
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De Pedro Correia a 03.02.2016 às 13:34

O facto de terem aparecido partidos mais esquerdistas não funciona a crédito dos partidos comunistas: funciona a débito.
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De Anónimo a 03.02.2016 às 14:32

O PCP sempre, mas sempre, lutou pelo bem dos cidadãos. Olhe que não sou PCP, mas consigo ver o que eles clamam. O não ser PCP, não me dá o direito de dizer que eles são maus, mas posso afirmar que os vi e vejo, sempre em luta, pelos mais desfavorecidos. Esta é uma realidade se ainda não o viu, perca um pouco do seu tempo e observe que é o que eu faço para não me pôr a dizer mal, mas a dizer a realidade.
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De Pedro Correia a 03.02.2016 às 14:52

Diz você que não é do PCP. Depois do que escreveu porque é que espera para preencher a ficha de inscrição?
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De Anónimo a 03.02.2016 às 15:54

Não espero nada porque não o farei. Diga quando viu o PCP contra os desfavorecidos.
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De Anónimo a 03.02.2016 às 21:05

Não perca tempo a pôr sites. A pergunta foi fácil e directa: diga onde e quando viu o PCP contra os desfavorecidos.
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De Pedro Correia a 03.02.2016 às 21:58

Poucas entidades em Portugal têm tão vasto e rico património imobiliário como o PCP.
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De Anónimo a 03.02.2016 às 22:26

Não lhe perguntei pelo património do PCP porque se formos por aí temos pão para mangas. A pergunta é bem simples, nas não sabe responder. Lamento, mas é lamentável.
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De Pedro Correia a 03.02.2016 às 22:41

"Pão para mangas"? A expressão é sua.

"Pão" não falta, de facto:
«O património imobiliário do Partido Comunista Português inclui 65 terrenos um pouco por todo o país. Uns pequenos, outros grandes, meia dúzia de quintas em Loures, Coimbra, Fornos de Algodres e Viseu. Na lista de património imobiliário do PCP estão ainda 200 prédios urbanos ou outros imóveis como apartamentos. Por exemplo, uma rua de Lisboa, do número 8 ao 38 tem como senhorio o partido comunista.
Na comparação com os outros partidos, o PCP lidera, com enorme vantagem, no património imobiliário. PS e PSD têm, cada um, pouco mais de 70 edifícios ou apartamentos declarados. O CDS-PP fica-se pelos dez.»
Muito pão, muito pão...
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De Anónimo a 03.02.2016 às 23:06

Não lhe perguntei pelo património do PCP porque se formos por aí temos pão para mangas. A pergunta é bem simples, nas não sabe responder. Lamento, mas é lamentável.
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De Pedro Correia a 03.02.2016 às 23:28

Caramba, você parece uma máquina de repetição. Deve ser a isto que chamam a "cassete do PCP".
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De Anónimo a 04.02.2016 às 01:21

Essa deve ser a sua porque não pára de fazer comentários sobre o PCP. Quem desdenha quer comprar e o Pedro parece estar embevecido com o Edgar. Não sei, mas há algo que o impele sempre para o Edgar. O Edgar marcou-o muito, vê-se que gostou imenso do personagem.
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De airam a 03.02.2016 às 16:34

...portanto, o PCP só existe porque há desfavorecidos, nessa perspetiva, não é de estranhar que gostem de fazer tantas greves e, não se preocupem em prejudicar a economia do país... fazer crescer a economia seria uma, autêntica, calamidade para o Partido... ficavam, imediatamente, sem apoiantes...
Tem razão, eles não são maus, gostam apenas de garantir o seu próprio futuro... nesta perspetiva, aqueles que criam a riqueza do país que investem e criam postos de trabalho serão sempre os inimigos dos trabalhadores, pelo menos, enquanto não forem à falência, daí tantas exigências, não vá o Diabo tecê-las e ninguém precisar de defensores de desfavorecidos...

Talvez por isso, eu não goste de um Partido, cuja existência, dependa tanto da existência de miséria... talvez por isso, os países comunistas, tenham tanta gente a viver na pobreza... e que ninguém se atreva a dizer que vivemos num mundo capitalista ou liberal porque o que estamos a viver é numa ditadura financeira, controlada por uma elite que representa menos de 1% da população mundial...(62 pessoas que estiveram em Davos, têm mais riqueza do que metade da população mundial, esses sim, pertencem ao governo sombra que controla o Mundo e, o PCP e outros semelhantes, apenas os estão a ajudar a conseguir o resto dessa riqueza)

(Greves: N.º médio de dias de trabalho perdidos por trabalhador: 1,6)
Agora basta imaginar se, no sector privado pudessem fazer o mesmo... paralisar e arrasar, totalmente, a economia do país, seria o verdadeiro Paraíso para o PCP... um sem mãos a medir para tanto desfavorecido...
Claro que o outro 1% agradece, fica com clientela para emprestar dinheiro, para poder vir sugar o resto...
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De Pedro Correia a 03.02.2016 às 17:52

O PCP é também o partido das campanhas eleitorais mais caras. Topo de gama, digamos assim.
Como ainda agora se viu:
http://observador.pt/2015/12/28/presidenciais-marcelo-vai-gastar-157-mil-euros-edgar-silva-750-mil/
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De airam a 03.02.2016 às 19:35

Seja o 1% que controla o Mundo, fascismo ou comunismo, todo o poder totalitário funciona da mesma maneira, o dinheiro fica concentrado no topo, aliás, ainda me lembro de um comentário de alguém que se queixava porque vivia num município comunista, onde os impostos municipais são dos mais elevados, basta ter uma casa ou qualquer coisa para ser um inimigo a abater, pessoas que tenham bens são independentes e isso é uma ideia insuportável para um partido coletivista, só se pode controlar quem dependa inteiramente das benesses de quem quer mandar e desmandar na vida das pessoas, para as controlar, têm de ser pobres e dependentes, por isso a classe média é um alvo a abater. No fundo, o comunismo é contra a religião, mas quer fazer o papel de Deus todo poderoso que pode dar e tirar, por decisão de uma cúpula e exige uma dedicação total ao Partido e, no caso de um país, a total dependência dos cidadãos ao Estado. Sejam banqueiros, socialistas ou comunistas, todos querem controlar a distribuição do dinheiro porque é a única maneira, através da qual se pode, verdadeiramente, controlar pessoas ou países.
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De Pedro Correia a 03.02.2016 às 22:01

O PCP apregoa a defesa das liberdades em Portugal enquanto apoia os "partidos irmãos" que estrangulam as liberdades nos países onde exercem o poder. É assim hoje como já era no passado. Esta incongruência, mais do que tudo o resto, afasta cada vez mais militantes e eleitores.
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De airam a 04.02.2016 às 09:55

A sorte dos Partidos de esquerda é haver cada vez mais pessoas que nem sequer sabem o que é Liberdade, sinto que cada vez temos menos e os meios de controle vão sendo usados para nos transformar em adultos infantilizados.
O Estado quer controlar tudo, até aos mínimos pormenores da nossa vida. Eles é que sabem o que podemos ou não podemos fazer, comer, querer... há pouco tempo, tinha dado um exemplo que ainda parecia absurdo e, nem de propósito, ouvi a notícia que queriam reduzir a quantidade de açúcar nos pacotinhos para metade. A questão não está no reduzir mas, no princípio que, cada um, não é capaz de tomar conta de si próprio nem sequer ser autorizado a tomar as suas próprias decisões.
Depois, aquilo que mais me irrita é que, quem toma essas decisões, uma grande maioria ainda cheira a cueiros e, outros são, apenas, uns cabeças de abóbora que nem sequer enxergam que estão a servir os interesses do 1% de gente psicopata.
Quanto à UE é exatamente a mesma coisa, criam regras que parecem sair, só para mostrar serviço. Para além deste aprisionamento sem grades, hoje, sinto-me a viver num asilo de loucos e, o maior problema começará, quando pensarmos que a normalidade é viver nesta loucura.
Quando se deu o 25 de Abril, faltavam 3 meses para eu fazer 17 anos, acredite ou não mas, a minha sensação é que passámos de uma amostra de ditadura para um mundo de ditadores e, pior, cheio de ladrões, chulos e mentirosos.
Curiosamente, tudo faz sentido quando vemos que este caminho nos leva a uma globalização onde, realmente, uma elite conseguirá governar o Mundo, concentrando poderes que, com a ajuda da tecnologia, será algo verdadeiramente assustador.
Ainda há pouco tempo vi um anúncio de um idiota que mostrava as vantagens da implantação de um chip debaixo da pele, como facilitava a sua entrada na empresa onde trabalhava, como fazia pagamentos... dizia ele uma " verdadeira maravilha tecnológica" e, não tenho dúvidas, a carneirada vai cair na esparrela e nem imaginam o que isso representa, toda a nossa informação, estar ligada e armazenada numa cloud e o poder que dará aos poucos que controlem essa informação. Uma grande maioria, nem sequer sabe das últimas inovações tecnológicas e o grau de perigo que elas representam para a sua liberdade e, no final, até a sua própria existência. Às vezes, tenho dias que preferia saber menos, a cegueira tem as suas vantagens, não se sofre por antecipação e, brevemente, muitos, vão nascer e morrer, sem nunca se darem conta que foram, apenas, uma ovelha do rebanho onde até, a quantidade e qualidade, da palha que comem será rigorosamente controlada.
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De Pedro Correia a 06.02.2016 às 09:35

Sempre me fez impressão que aqueles que rasgam as vestes à simples menção da palavra "ricos", como se acabar com os ricos fosse condição indispensável para pôr fim à pobreza, fechassem os olhos a factos inquestionáveis como estes: o PCP é, de longe, o mais rico partido político português; o PCP é, de longe, aquele que mais dinheiro gasta em campanhas eleitorais. Voltou a ver-se nesta campanha presidencial.
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De Anónimo a 04.02.2016 às 13:45

Para ser sério e correcto quando falar nos erros do PCP, fale dos erros dos países, onde os partidos de direita, governaram e governam. Fale do que hoje se faz nos países onde lidera a direita e o que fazem aos refugiados, o que a UE faz aos países em crise, onde o ser humano não vale nada e o dinheiro vale tudo. Isto revela que o ser humano não vale nada, em contrapartida o dinheiro vale tudo. Sociedade de medíocres, maquiavélicos e execráveis, onde nada se faz para o bem estar dos cidadãos, mas tudo se faz em prol do capital. Que fazemos nós, numa UE onde jamais seremos considerados como pessoas, mas como coisas? Assim, não vale a pena. Acabe-se com esta UE que nada tem de CEE e que cada país seja soberano e faça o que tem a fazer com quem pecou, tal como fez a Islândia. Chega! Também lhe garanto que a continuar assim, isto está prestes a rebentar e vai rebentar e aí, os grandes culpados serão aqueles que não quiseram nem souberam governar e de quem os apoiou. É cíclico diz-nos a história e é evidente.
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De airam a 04.02.2016 às 19:49

Talvez me entenda melhor se vir este vídeo:

YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=TZAu9oUTcyE

The Collectivist Conspiracy - G. Edward Griffin

Também concordo consigo de que algo irá rebentar, um sistema financeiro que, mundialmente, não consegue parar de imprimir papel, suponho que só estão à espera de uma desculpa para "abrir as portas do Inferno" e, se seguissem o padrão... uma Guerra Mundial não estaria fora de questão. Só não sei se, desta vez, sobraria alguma coisa.
Como o Sol também entrou numa fase activa algo que, geralmente, se repete a cada 150 anos, por acaso, os sinais já estão bem visíveis, com fenómenos climáticos extremos, aumento exponencial da actividade sísmica, vulcões a entrar em intensa atividade, coisa que tem feito muita mortandade entre a vida marinha porque as pessoas esquecem-se que, para além daqueles que vemos a entrar em erupção, a grande maioria dos vulcões está debaixo do mar, desta vez, uma tempestade solar será bem pior do que no tempo do telégrafo pois a nossa sociedade, agora, está toda baseada na eletricidade e, se uma tempestade solar gigante nos atingir, a nossa tecnologia será dizimada. A Terra inteira poderá ficar no escuro, sem eletricidade, anos a fio (basta imaginar o caos). Sabemos que estas tempestades geomagnéticas acontecem, o tempo de intervalo está a coincidir com tudo o que presentemente anda a acontecer, portanto, quando se sabe que os transformadores e as redes elétricas não estão preparadas, suponho que também podem estar a aguentar o sistema financeiro para poder aproveitar qualquer calamidade que sirva de bode expiatório porque, de outra maneira, não haveriam forças policiais ou tropas que segurassem uma insurreição. De qualquer modo, a elite está preparada, têm verdadeiros bunkers preparados onde se recolher, ainda há pouco tempo numa revista, saíram fotos do interior desses bunkers, alguns deles na Europa.
Vivemos uma época que me parece mais uma panela com água ao lume que está prestes a entrar em ebulição, seja por causas naturais ou artificiais mas, quando ouço pessoas falar em direitos adquiridos e garantidos... enfim...

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