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Por estes rios acima (8)

por Pedro Correia, em 04.07.18

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08-07-2012 280[1].jpg

 

  

RIO CORGO

 

Nascente: Serra da Padrela, concelho de Vila Pouca de Aguiar

Foz: Rio Douro, no Peso da Régua

Afluentes: Rios Cabril, Sordo, Tanha

Extensão: cerca de 44 km

 

«Ontem, a CP encerrou as linhas do Corgo e do Tâmega sem avisar ninguém. Contava com o silêncio de todos e fê-lo pela calada, desprezando toda a gente. Mas a culpa não é da CP; é, antes, de todos os pacóvios que transformaram o país num tapete de asfalto, bom para a camionagem, para as empresas de obras públicas e para o consumo de gasolina. (...) Há alcatrão, cimento, camionagem e gasóleo. Tudo caro. Os comboios portugueses inventaram um país, povoaram-no, desenharam a nossa geografia. Era um país mais bonito do que este.»

Francisco José Viegas

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25 comentários

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De FranciscoB a 04.07.2018 às 14:13

Há qt tempo é q o FJV não anda de comboio?
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De Pedro Correia a 05.07.2018 às 00:20

Desde a semana passada, tanto quanto sei.
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De Luís Lavoura a 04.07.2018 às 14:33

Era um país mais bonito do que este.

Que visão romântica.

O país do passado era muito mais pobre do que o atual. E não era mais bonito - havia muito menos árvores do que atualmente. Todas as terras eram exploradas até ao tutano.
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De Aurélio Buarcos a 04.07.2018 às 21:10

Sr. Luís Lavoura,
a) Como mede a riqueza dum país?
(se for pelas reservas de ouro do Banco de Portugal e o não endividamento externo se calhar o Portugal de Salazar era mais "rico" que a república portuguesa de Centeno e Marcelo).
b) Não era mais bonito, pois existiam menos árvores.
(a beleza de um país mede-se pela quantidade de árvores? Quanto mais eucaliptos, mimosas/acácias e outras pragas que se possam abraçar mais bonito é o país?)
c) As terras eram exploradas até ao tutano.
(percebe muito pouco de terras, apesar do nome lavoural, os ossos têm tutano, as terras, não).
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De V. a 03.08.2018 às 09:06

Por acaso é bem verdade. Portugal até aos anos 40 era praticamente careca. É o Estado Novo que faz a florestação (da qual muita gente ainda hoje vive incluindo os que não a conseguem proteger)

A consciência da paisagem é um fenómeno urbano. A palavra "paisagem", aliás, vem da pintura. Era o equivalente a uma "marinha" para uma vista sobre os campos. Só de depois disso é que o termo se torna mais abstracto e adquire o sentido que hoje lhe damos.
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De Maria Antonieta a 04.07.2018 às 15:22

Por aqui, os rios têm pressa de chegar ao mar.
Vejo que já vai na oitava volta e ainda não vi o rio anterior.
Irei lá ver a seguir.
O Francisco José tinha toda a razão. As vias rápidas, são apenas isso; o meio mais rápido de se chegar ao destino, mas a beleza da paisagem ficou perdida do olhar do viajante.
A primeira foto está um mimo, com o cobre das folhas outonais a reflectirem-se no rio...Adorei!
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De Pedro Correia a 05.07.2018 às 00:20

Um rio por dia. Fora os afluentes.
E o outro Rio, que não conta para este campeonato.
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De Costa a 04.07.2018 às 16:41

Toda a rede de via estreita encerrada (e tanta outra, além dessa), com a excepção de parte agonizante da linha do Vouga e de um derradeiro vestígio da linha do Tua, reduzido à condição de "metro". Eis um dos mais brilhantes legados desta terceira república: a CP - e quem quer que por estes dias mande na infra-estrutura - transformada em empenhada e metódica comissão liquidatária do caminho de ferro em Portugal (pode ler-se hoje, noutro local da Internet, que vai sendo conhecida como Camionetas de Portugal); o país rendido aos interesses de certas empresas de construção civil, verdadeiras companhias imperiais; a decadência extrema e já irreversível de uma desprezada rede ferroviária cheia de História.

Auto-estradas para lado nenhum ou redundantes, mas gerando receita de portagens de usura, indemnizações e outros apetecíveis proveitos de contratos mais do que questionáveis; barragens pouco mais do que inúteis à luz dos argumentos invocados para a sua construção. Sinais de uma "via original" e assaz venal para o progresso e a civilização.

Um comentário que nada tem a ver com este rio, com esta série de postais. Ou talvez tenha: é ver os nomes de tantas das linhas ferroviárias encerradas. E ligar, na nossa literatura, comboios e rios.

Costa
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De Pedro Correia a 05.07.2018 às 00:21

Talvez tenha, sim. Ou melhor: tem mesmo.
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De Anónimo a 10.07.2018 às 09:15

sem duvida este é o melhor comentario e ao mesmo tempo o mais certeiro pois reflete com lucidez e objectividade uma importante realidade que foi destruida: a ferrovia regional que tanta vida e suporte socio economico dava a estas terras. Sem duvida. E esta destruição das vias estreitas destruiu a tal "cola" regional entre as vilas, aldeias e pequenas cidades das regioes.
Com efeito a ferrovia, nomeadamente a ferrovia regional é um dos maiores valores acrescentados para o interior e que parece que ninguem neste país ainda conseguiu entender.
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De O Gajo a 04.07.2018 às 17:13

Tudo, ou quase tudo, neste país, é feito pela noite e contestado pela calada. E não é uma questão de ser pouca a gente, mas mais o longo apoucamento dessas mesmas gentes. E todos ficam, no final, convencidos das suas alturas tiradas. É assim, como nos dizem….

Quanto às fotografias e à série iniciada….muito boa!!
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De Pedro Correia a 05.07.2018 às 00:22

Vai continuar. Pelo menos até ao fim do mês.
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De Rão Arques a 04.07.2018 às 17:23

Coro

Vila Real, oh que linda és

Tens o Corgo aos pés, em adoração

Vila Real, como és gentil

Canta-te Cabril, beija-te o Marão

VILA REAL. VILA REAL. VILA REAL
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De João Pedro Pimenta a 04.07.2018 às 20:23

A Marcha de Vila Real, do Monsenhor Minhava. A minha mãe teve de cantá-la no liceu. A verdade é que Vila Real, infelizmente, não é assim tão bonita (falando em paisagem humana das últimas décadas).
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De Francisco Carita Mata a 04.07.2018 às 18:02

Ainda fiz viagem de comboio a vapor nesta linha, não me recordo é se foi no sentido norte sul: Chaves - Régua, se no sentido inverso. Num distante 1974. E como esta data está tão longínqua!
Saudações e boas viagens. De comboio.
Francisco.
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De Pedro Correia a 05.07.2018 às 00:22

Viva, Francisco. Um abraço.
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De O Gajo a 04.07.2018 às 20:24

Pedro, peço desculpa. É só para avisar que já deixei por aí o comentário da semana. Desculpe,mais uma vez. Cumprimentos
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De Pedro Correia a 05.07.2018 às 00:22

Vou ver se o descubro.
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De Sarin a 05.07.2018 às 15:23

Já não bastava o outro, agora este também?!

Ainda bem que sou vizinha da sua prima, caso contrário ficaria impremiada...
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De O Gajo a 05.07.2018 às 17:32

Fale baixo. Não vá a Maria Dulce ouvir!
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De Sarin a 05.07.2018 às 18:50

Sou vizinha, vou lá a casa verificar-lhe as plantas quando ausente... por isso é que às vezes consigo chegar perto do pódio, senão...
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De João Pedro Pimenta a 04.07.2018 às 20:25

Este rio conheço eu bem, Pedro. Até Vila Real tem umas margens relativamente macias, e depois entra por uma enorme garganta, com várias dezenas de metros de altura, que o conduz entre colinas de vinha até ao Douro. Ainda cheguei a fazer o troço Régua-Vila Real, já de automotora, com imensas curvas.
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De Pedro Correia a 05.07.2018 às 00:23

Belo rio, João Pedro.
(Vontade de voltar lá muito em breve.)
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De João Pedro Pimenta a 19.07.2018 às 22:12

Estava a rever o post e só agora reparei aí numa gralha, Pedro: o último afluente é Tanha, não Canha (isso é mais para o Alentejo).
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De Pedro Correia a 19.07.2018 às 23:50

Obrigado, João Pedro. Vou emendar.

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