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Por estes rios acima (26)

por Pedro Correia, em 22.07.18

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RIO TEJO

 

Nascente: Serra de Albarracim (Aragão, Espanha)

Foz: Oceano Atlântico, em Lisboa

Afluentes:  Rios Erges, Ponsul, Ocreza, Zêzere, Almonda, Alviela, Jamor, Trancão, Sever, Sorraia

Extensão: cerca de 1000 km

 

«Olho o Tejo e de tal arte / Que me esquece estar olhando, / E de súbito isto me bate / De encontro ao devaneando - / O que é ser-rio, e correr? / O que é está-lo eu a ver?»

Fernando Pessoa

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12 comentários

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De Gay Radiante a 22.07.2018 às 13:04

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,

Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia

Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,

O Tejo tem grandes navios

E navega nele ainda,

Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,

A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha

E o Tejo entra no mar em Portugal.

Toda a gente sabe isso.

Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E para onde ele vai

E donde ele vem.

E por isso, porque pertence a menos gente,

É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.

Para além do Tejo há a América

E a fortuna daqueles que a encontram.

Ninguém nunca pensou no que há para além

Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada

Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
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De Pedro Correia a 22.07.2018 às 23:44

Gosto de coincidências. O Luís Menezes Leitão pensou no mesmo poema, trazendo-o aqui.
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De Maria Antonieta a 22.07.2018 às 13:10

E assim, pé-ante-pé, chegámos ao maior Rio de Portugal, aliás, da Península Ibérica. Ultimamente, tão maltratado com resíduos tóxicos.

Não, Tejo,
não és tu que em mim te vês...
..... sou eu que em ti me vejo!


Dizia isto, Alexandre O'Neill

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De Pedro Correia a 22.07.2018 às 23:43

O'Neill, poeta de que tanto gosto. Um dos grandes poetas de Lisboa.
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De Luís Menezes Leitão a 22.07.2018 às 13:18

Também gosto do poema de Alberto Caeiro:

«O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.

Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
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De Pedro Correia a 22.07.2018 às 23:43

Muito a propósito, Luís. É um dos meus poemas preferidos do Pessoa versão Caeiro.
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De Rão Arques a 22.07.2018 às 17:06

Não resisto:
Tancos também foi meu quartel e o Castelo de Almourol ali tão perto.

Tejo Que Levas As Águas
Adriano Correia de Oliveira

Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar

Lava-a de crimes espantos
de roubos, fomes, terrores,
lava a cidade de quantos
do ódio fingem amores

Leva nas águas as grades
de aço e silêncio forjadas
deixa soltar-se a verdade
das bocas amordaçadas

Lava bancos e empresas
dos comedores de dinheiro
que dos salários de tristeza
arrecadam lucro inteiro

Lava palácios vivendas
casebres bairros da lata
leva negócios e rendas
que a uns farta e a outros mata

Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar

Lava avenidas de vícios
vielas de amores venais
lava albergues e hospícios
cadeias e hospitais

Afoga empenhos favores
vãs glórias, ocas palmas
leva o poder dos senhores
que compram corpos e almas

Leva nas águas as grades
.
Das camas de amor comprado
desata abraços de lodo
rostos corpos destroçados
lava-os com sal e iodo

Tejo que levas nas águas
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De Pedro Correia a 22.07.2018 às 23:41

Muito a propósito, meu caro.
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De Anónimo a 22.07.2018 às 22:56

"És um rio cheio de água lavada
E dás rumo à fragata que escolhi
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar"

https://youtu.be/uMkxT2n0D8c
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De Pedro Correia a 22.07.2018 às 23:42

Pedro Barroso, celebrando o Tejo no seu Ribatejo adoptivo.
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De Anónimo a 23.07.2018 às 05:07

Lamento o desmancho do encantamento.
Pessoa esqueceu o Mestre Caeiro.
Aconteceu mais vezes apesar das juras de fidelidade.

...é como que um terrasso sobre outra coisa ainda
---essa coisa é que é linda.
E tudo se refaz na complexa unidade.
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De Luís Lavoura a 23.07.2018 às 09:22

Não percebo de que forma estão listados os afluentes. Não é por ordem alfabética nem por ordem da nascente para a foz. Por exemplo, o Sever é afluente na fronteira com Espanha.

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