'Política de A a Z'
«A principal ideia [subjacente à elaboração deste livro] é tornar a política não apenas mais acessível mas também mais aliciante – desde logo por ser útil. E deixar bem claro que nenhuma escolha fundamental das nossas vidas é possível sem ela. Ao enquadrá-la no tempo e no espaço, com a ajuda de pequenas histórias que contribuem para a compreensão de cada conceito, pretendemos que os leitores percebam que as opções políticas não são irrelevantes e podem até alterar o destino humano. Se aplaudimos um governante com instintos bélicos, por exemplo, no limite estaremos a favorecer uma declaração de guerra. Para optar em consciência, devemos conhecer as ideias em confronto. E quanto mais em pormenor as conhecermos mais perceberemos que nem todos os sistemas políticos são iguais, como alguns sustentam. É preferível viver em democracia do que em ditadura, é incomparavelmente melhor ser cidadão num Estado de Direito do que ser súbdito de um tirano. Entre a Noruega e a Coreia do Norte, por exemplo, quem optaria por viver neste último país?»
«Com raras excepções, os ismos associados a personalidades são datados e circunstanciais: funcionam sobretudo para consumo jornalístico de curto prazo. Esta é uma obra que não se circunscreve a uma lógica jornalística, prefere ter uma visão mais ampla. Daí a inclusão de verbetes associados a personalidades históricas, embora diferentes dos que são mencionados na pergunta. Do nosso Sebastianismo, que perdura há mais de quatro séculos, ao Estalinismo ou ao Maoísmo, mais contemporâneos e de muito mais fresca (e trágica) memória.»
Declarações minhas à revista literária digital Novos Livros (10 de Fevereiro)
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