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'Política de A a Z'

por Pedro Correia, em 06.02.17

«Na badana de Política de A a Z está uma história que abre o apetite para a sua leitura, a de quando Mario Vargas Llosa entrevista Jorge Luis Borges e lhe pergunta o que é para ele a política. A resposta é directa: "É uma das formas do tédio." Serve esta história para desmentir o escritor argentino, pelo menos a nível literário, pois este guia para compreender o sistema político português provoca tudo menos tédio. Isto porque os autores, Pedro Correia e Rodrigo Gonçalves, fazem uma recolha de verbetes bem ao gosto do leitor. Além do último, cujo "Z" vem mesmo a calhar, o Zé-Povinho; quase no início, temos Abstenção, outro termo que é bem caro aos portugueses. Pelo meio, surgem todos os significados que é necessário conhecer, até mesmo o mais recente: geringonça. Mas não faltam outros bem importantes, explicados de forma séria, às vezes irónica: austeridade, consenso, FMI, jiadismo, maçonaria, oposição, resgate...»

João Céu e Silva, 28 de Janeiro, no Diário de Notícias

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18 comentários

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De Einstürzende Neubauten a 06.02.2017 às 11:32

Pedro, com tanto destaque, vai vender tanto como o "Confiança no Mundo"

E Pedro, ou muito me engano, ou ainda o verei a aventurar-se no romance (não há hipótese de lhe fugir quando se gosta de escrever )
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De Pedro Correia a 06.02.2017 às 11:49

É verdade, acertou em cheio. Já estou a "aventurar-me".
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De Anónimo a 06.02.2017 às 12:37

Espero que venda ainda mais do que o que espera, porque, para além de tudo o mais e tanto quanto me vou apercebendo, a sua dedicação ao trabalho é exemplar.
E já que estamos em política no seu mais amplo espetro, vou aproveitar a oportunidade para fazer uma observação sobre algo que me surpreendeu.
Numa entrevista a Trump, o entrevistador chamou reiteradamente assassino a Putin, o que provocou grande alarido na comunicação social e a exigência oficial de um pedido formal de desculpas por parte da Rússia.
Reação normal e previsível.
O que eu achei verdadeiramente extraordinário, e que ninguém relevou, foi a resposta de Trump, que incluiu uma expressão deveras surpreendente:
- "... nós também não somos propriamente inocentes..."
Quem, na terra do tio Sam, onde toda a gente sempre esteve do lado dos bons contra os maus, alguma vez tal ousou dizer, assim a cores e ao vivo?!
Quanto mais um Presidente!
Falta de experiência política? Ingenuidade? Uma gafe retumbante? Politicamente muito incorreto?...
Ainda bem!
Por aí, eu também vou!
Força, Donald!
João de Brito



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De Einstürzende Neubauten a 06.02.2017 às 13:55

O problema não é o pecado. Santidade só os anjos são capazes. O problema é o grau de culpa e extensão de pecados e é nesse aspecto que a Putin ninguém se compara (assassinatos a jornalistas e a dissidentes políticos, a opositores, invasão agressiva de países soberanos, etc), nas democracias ocidentais.

Não é um questão de maus de um lado e bons do outro. Mas sim de maus e piores. E como pode um presidente afirmar que um dos seus interlocutores é um assassino (pelos menos não rejeita esse qualificativo dado pelo jornalista) e ao mesmo tempo dizer "Is a great guy!". Capice?

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De V. a 06.02.2017 às 17:00

Antes o Donald do que o Pato.
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De Einstürzende Neubauten a 07.02.2017 às 11:06

O Bulhão Pato?
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De V. a 07.02.2017 às 18:16

O PC Pato..
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De Pedro Correia a 07.02.2017 às 16:41

Agradeço-lhe as palavras iniciais, que me são dirigidas, caro João de Brito.
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De V. a 06.02.2017 às 16:57

Jihadismo é com agá, sahibi
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De Pedro Correia a 07.02.2017 às 16:37

Neste caso prefiro suprimir a consoante muda. Serve para a língua inglesa, porque eles "aspiram" o agá, mas não serve de todo na transliteração para português pois passa ao lado das nossas normas fonéticas.
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De V. a 07.02.2017 às 18:33

Acho que deveria manter, porque é bi-ssílábico e é bom acentuar isso nas nossas palavras dado que os jornalistas da sic dizem "rui riu" "está friu" e influenciam toda a gente a falar mal — e além disso a palavra original é o J-H-D semita ;)
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De V. a 07.02.2017 às 20:58

Explicando melhor:

https://en.wikipedia.org/wiki/Semitic_root#Triconsonantal_roots
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De Manuel Silva a 06.02.2017 às 21:06

Caro Pedro:
Só há poucos dias pude comprar este seu livro, sobre cuja qualidade e utilidade nem vale a pena pronunciar-me.
Depois de «Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas...», e de o conhecer daqui, só poderia esperar o que encontrei.
Deixo-lhe, contudo, uma observação sobre a qual gostaria de o ouvir.
Na página 201, na entrada Orçamento Participativo, de que faz o historial usando a designação consagrada, não acha que a mesma está incorrecta (na origem)?
Não deveria ser antes Orçamento Participado?
Isto porque o Orçamento não é participativo nem deixa de ser, pois não tem acção nem vontade própria.
Nos, cidadãos, é que podemos participar nele, sendo participativos, ou não participar, sendo passivos.
------------
P. S. No caso de concordar comigo, não se justificaria uma observação quando fizer a reedição?
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De Pedro Correia a 07.02.2017 às 16:40

Grato pela sugestão, meu caro. Já anotei. Mas intitula-se mesmo assim, julgo que por anteposição de 'deliberativo'.
Espero que haja segunda edição. Mas para já esta é a que temos...

Agradeço-lhe em particular as suas palavras iniciais. Espero que continue a gostar à medida que for lendo.
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De V. a 07.02.2017 às 18:22

"Orçamento participativo" é jargão socialista, não é? Tal como os "interfaces modais" para paragens de autocarro ao pé de estações de comboios. Não é malta que prime pelo cuidado com a Gramática. Aliás, as únicas vezes que lhe dão alguma atenção é para tentar destruí-la para ver se a escola fica mais "integradora".
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De Pedro Correia a 07.02.2017 às 18:33

Deu-me agora uma ideia para reeditar uma antiga série blogosférica, que me parece mais actual que nunca. Vou tratar disso.
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De V. a 07.02.2017 às 20:54

Avante, camarada

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