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Pescadinha

por José António Abreu, em 28.06.15

Falando acerca disto após o Eurogrupo, o loquaz ministro das finanças da Grécia, Yannis Varoufakis, tombou em incoerências. A recusa dos ministros em aprovar uma extensão do programa, disse ele, causou «danos permanentes à credibilidade da UE». Porquê? Porque havia uma «muito elevada probabilidade» de que os gregos ignorassem o governo e aprovassem a proposta dos credores. A Grécia, parecia estar a argumentar o Sr. Varoufakis, merecia ainda mais uma extensão do programa para dar tempo ao governo para aconselhar os eleitores a rejeitar os seus termos porque esse conselho poderia bem ser rejeitado.

The Economist. Tradução minha.


15 comentários

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De Miguel a 28.06.2015 às 16:46

Vivemos tempos confusos...
Por exemplo, ao ler o artigo do Economist na parte citada, só podemos pensar que o Varoufakis ficou maluco.

ou então, podemos tentar confirmar que ele disse tal coisa.

Como o Economist se dispensa de indicar a fonte, fiz uma busca no google pela unica parte do texto dentro de aspas (citação) - "permanent damage to the credibility of the EU" includino o termo VAroufakis.
O único resultado disponivel no Google é o...economist.

Portanto, até prova em contrário, ele não disse nada disso.

Miguel
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De Sol na Cabeça Faz Mal a 28.06.2015 às 17:12

A reputação do Economist é serem uns grandes aldrabões. Por isso ninguém leva a revista a sério.
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De Sabes por acaso o que quer dizer AFP? a 28.06.2015 às 17:16

Brussels---Greek Finance Minister Yanis Varoufakis warned on Saturday that the refusal by Greece's eurozone partners to extend its bailout beyond June 30 would inflict permanent damage to the single currency as a whole.

"The refusal of the Eurogroup today to endorse our request for an extension of this agreement for a few days or a couple of weeks... will certainly damage the credibility for the Eurogroup as a democratic union and I am very much afraid the damage will be permanent," Varoufakis said after a meeting with the eurozone ministers.

AFP
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De Miguel a 28.06.2015 às 18:47

A intervenção de Varoufakis:
"[...] Colleagues, refusing to extend the loan agreement for a few weeks, and for the purpose of giving the Greek people an opportunity to deliberate in peace and quiet on the institutions’ proposal, especially given the high probability that they will accept these proposals (contrary to our government’s advice), will damage permanently the credibility of the Eurogroup as a democratic decision making body comprising partner states sharing not only a common currency but also common values."
http://yanisvaroufakis.eu/2015/06/28/as-it-happened-yanis-varoufakis-intervention-during-the-27th-june-2015-eurogroup-meeting/

Portanto o Economist "interpreta" o "Why?" e junta a sua opinião que o objectivo é o governo convencer os seus cidadãos a votar "No".

Lendo o resto da intervenção é absolutamente transparente que o Governo Grego considera inaceitável a proposta das "institutions" e tambem considera que não tem mandato para a recusar (devido ás suas implicações), nem para a aceitar (devido ás promessas que fez em campanha).

Portanto, decide perguntar aos cidadãos o que querem fazer.

Considerando que faz menção explicita ao facto de o seu governo só ter obtido 40% dos votos, a constatação que a maioria dos cidadãos até poderiam aprovar as propostas parece razoável.

Portanto, o Economist torce a declaração, acrescenta um "why?" que a fundamenta que não decorre do que é dito e concluir uma motivação ilegitima para depois evidenciar a incoerência de Varoufakis.
Nada na declaração suporta estas "conclusões".

Na verdade, concordando-se, ou não, com o governo grego parece-me que a última coisa que se pode concluir é que são inconsistentes. Pelo contrário.

Claro que num pais em que estamos habituados a "manda quem paga, obedece quem deve"...isto tudo parece um absurdo.

Diga-se tambem em abono da verdade, que nenhuma solução estava disponivel para a Grécia que lhes permitisse sair do buraco onde se encontram.
E portanto o desfecho tinha de ser mau. Com acordo, ou sem ele. Este ano ou no próximo.

E agora assistiremos aos tontos locais que acham que o nosso destino será muito diferente...

Miguel
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De lucklucky a 28.06.2015 às 21:40

Não percebo a surpresa, para o Neo-Marxismo tudo e o seu contrário vale dependendo do que for conveniente no momento.
Dizer aos outros que devem estender a ajuda para esta ser recusada segue o modus operandi da seita.
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De rmg a 28.06.2015 às 22:19


Miguel, tenha lá paciência mas deixe-se de contorcionismos.

Além de só ser tudo cada vez mais ridículo ainda pode dar um jeito mau e ficar aí empenado por uns bons tempos.

Quanto ao "manda quem paga, obedece quem deve" cá do burgo explique-me lá como é que é na Grécia, já que pelos vistos vive lá.

A conversa do "nosso destino" é típica de quem está aflito que não seja de facto o mesmo e deixe de lhe pingar o carcanhol certinho no dia exacto.

Mas gostei dos "tontos locais" que, como se sabe, são os que não pensam como nós "os iluminados" quando, na maior parte das vezes são apenas homens e mulheres que não se borram todos perante a vida.
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De Cheio de mamões a 28.06.2015 às 17:10

O que ele queria era a continuação da mama e ver-se livre da responsabilidade por tal. Ah, e poder ir à concentração de motards de Faro, que está aí à porta.
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De Vento a 28.06.2015 às 17:18

A ser verdade tal afirmação, concluo ironicamente que existe um conluio greco-germânico na medida em que Schauble muito desejou o que agora lhe custa a engolir.
Eu sei, é uma questão de apetite ou então do topping que se pretende por de cima do prato que se deseja. Com ou sem nata, Herr Schauble?
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De Eh Eh Eh a 28.06.2015 às 20:07

Conluio greco-germânico?! Eh eh eh eh eh
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De Enfim... a 28.06.2015 às 17:19

Pesquisar é difícil para quem andou nas novas oportunidades...


http://www.ionline.pt/artigo/399440/grecia-varoufakis-adverte-para-riscos-de-danos-permanentes-na-zona-euro?seccao=Mundo_i
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De Miguel a 28.06.2015 às 19:14

Responder no sitio certo parece ser dificil...

Considerando o seu comentário cheio de sobranceria e o link patético que deixou todo orgulhoso, teria enorme prazer em comparar as minhas credenciais académicas e profissionais com as suas ...

Miguel
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De Certa gente não tem cura a 28.06.2015 às 21:47

Considerando que o Miguelito até nega o que o autor do post lhe indicou de maneira que não podia ser mais explicita, só me resta desejar-lhe uma urgente ida ao médico.
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De Vento a 28.06.2015 às 17:41

No entanto, José, em aditamento ao anterior comentário, surge uma nova notícia sobre uma proposta que curiosamente seria apresentada no SÁBADO:

http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-06-28-Comissao-Europeia-publica-ultima-proposta-feita-pelas-instituicoes-aos-gregos-

Fico na dúvida sobre quantas propostas existem para encerrar as negociações que era urgente fossem concluídas até Sábado.

Repare que estamos num emaranhado de informação e contra-informação. Afinal, e a tal proposta que surge a vermelho e foi proposta anteriormente pelas instituições?

Ver aqui:
http://sicnoticias.sapo.pt/opiniao/2015-06-27-O-Tabu-de-Francisco-Louca
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De am a 28.06.2015 às 19:46

Eu li:

Http// vodafod/ perdeu/ a /tusa// + nem/já/ velha .fmi/ o / quer/= ver/ pela- frente/ nem x tras

artigo da prestigiada revista Lux.

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